A Apple quer dominar as universidades, e o iPad é o próximo passo. (Clique para ampliar)

A universidade americana Seton Hill University foi a primeira a anunciar que, a partir do início do próximo ano letivo americano, no segundo semestre, distribuirá um iPad para cada aluno. Com eles os alunos poderão baixar seus livros didáticos, tomar notas, etc. A Apple não é novidade no campus da Seton Hill: segundo o TUAW os estudantes da universidade também recebem em seu primeiro ano um MacBook de 13”. E, se um deles precisar de reparos, o departamento de TI empresta um Macbook temporário para o estudante enquanto o dele está no conserto.

O mercado educacional sempre foi um dos principais da Apple. Quando — ao voltar à empresa em 1994 — Steve Jobs fez sua palestra dizendo como iria salvar a Apple da falência (que os analistas já davam como certa), ele não deixou passar batido o fato de que esse era um dos principais mercados da empresa, e disse que iria investir nele. Hoje, um dos lugares onde se encontra maior concentração de Macs — além, é claro, das empresas de publicidade, fotografia, design, música, vídeo, etc — é nas universidades. A Apple sempre soube desse público, e o iPad é um produto que certamente também não o deixará passar em branco. O caso da Seton Hill University pode ser apenas um destaque inicial, mas não há dúvidas que a Apple irá continuar com grandes esforços para popularizar o iPad nas universidades e vencer seus concorrentes — que nesse caso são os cadernos e livros tradicionais.

A maior parte dos livros presentes na lista de mais vendidos do jornal americano New York Times vão custar dez dólares na loja de e-books do iPad. É isso o que o blog AppAdvice diz ter descoberto, citando uma fonte que não teria respeitado o acordo de confidencialidade que esses assuntos normalmente requerem.

Baratinho, baratinho.

Baratinho, baratinho.

Os top 5 da versão eletrônica do NY Times atualmente são Chelsea Chelsea Bang Bang (de Chelsea Handler), The Help (de Kathryn Stockett), The Silent Sea (de Clive Cussier e Jack Du Brul), Missing e Abraham Lincoln: Vampire Hunter. Todos são ofertados pela bagatela de US$ 9,99, o que dá menos de R$ 20.

Num total de 32 livros mais vendidos pelo jornal americano, apenas cinco não têm o preço de US$ 9,99. O mais barato sai por US$ 8,83, enquanto que o mais caro custa US$ 12,99 na iBookstore.

Modelo de negócios

Ainda de acordo com o AppDevice, o modelo de preços da Apple para a loja de e-books é bastante semelhante ao que hoje em dia é praticado na App Store: o responsável pelo produto pode definir o preço que quiser pelo livro, revista ou jornal. A Apple ficará com 30% do valor pago, enquanto que o produtor de conteúdo fica com os 70% restantes. A empresa de Steve Jobs vai ser responsável pelo armazenamento e transmissão dos conteúdos para o consumidor.

Livros de graça

Donos do iPad ainda poderão baixar livros gratuitamente. Não estou falando de e-books pirateados que são facilmente encontrados na internet, mas sim de publicações que já entraram em domínio público e que podem ser distribuídas gratuitamente.

A iBookstore teria acesso a todo o acervo do Projeto Gutenberg, com download imediato de mais de 30 mil títulos que estão disponíveis gratuitamente.

Quem não deve ter gostado muito dessa notícia é a Amazon e a gerência responsável pelo Kindle.

iBooks no iPad: Apple chama o Kindle pro pau! (Clique para ampliar) (Divulgação)

Parte importante do lançamento do iPad hoje foi a sua faceta e-book reader. A Apple chamou os livros de iBooks (criativo, não?) e fundou uma nova loja para vendê-los, a iBook Store.

Através da iBook Store, proprietários do iPad poderão comprar e baixar livros direto do iPad, numa experiência similar à da iTunes Store e da App Store (que também estarão presentes no iPad). Aparentemente os preços dos livros irão variar entre US$ 8 (R$ 15) e US$ 15 (R$ 30), mas os valores ainda não foram oficialmente confirmados.

Os livros usarão o formato aberto ePUB (o mesmo utilizado pelos e-readers da Sony) e a interface procura ser muito próxima visualmente da experiência de ler um livro “de verdade”, com direito a uma estante onde ficam os livros adquiridos e páginas que viram quando puxadas pelo seu dedo. Também estará disponível, é claro, um índice para ir direto para o capítulo que se deseja. Além disso, será possível aumentar ou diminuir o tamanho da fonte, bem como mudar seu tipo (Baskerville, Cochin, Palatino, Times New Roman e Verdana são as opções), de acordo com a preferência de cada leitor.

A Apple já fechou acordo com “cinco das principais editoras” — Penguin, HarperCollins, Simon & Schuster, Macmillan, e Hachette Book Group — e pretende bater de frente com o Kindle, o leitor de e-books da Amazon.

“A Amazon fez um ótimo trabalho como pioneira dessa funcionalidade com o Kindle, então nós vamos nos apoiar em seus ombros,” disse Steve Jobs, CEO da Apple, durante o evento de lançamento do produto.

Round 1… Fight!