logo_myspaceTrês meses depois de adquirir o serviço de música online iLike, o Myspace, rede social com dezenas de usuários em todo mundo </ironia> está acertando os últimos detalhes para finalizar a compra do iMeem, outro serviço que permite que seus usuários ouçam canções gratuitamente pela internet, afirma o site TechCrunch.

Os valores da negociação ainda não são conhecidos mas dados levantados pelo site afirmam que o iMeem recebeu US$ 25 milhões de investidores dos últimos três anos, que agora eles esperam um retorno “substancioso”.

Se do lado empresarial tudo parece ir bem, para os internautas a situação muda um pouco de figura. O iMeem era um dos últimos grandes serviços online que permitiam ouvir música de graça, assim como o Myspace Music, que na semana passada anunciou que “em breve” deverá começar a cobrar mensalidade. Outros serviços famosos da internet, como o Last.fm, cobram mensalidades desde o começo do ano.

Fundado em 2003, o Myspace foi a última grande moda entre as redes sociais até o boom do Facebook, e em seus últimos dias de glória encontrou espaço como ferramenta de divulgação para artistas. Em 2005 foi adquirido pela News Corporation, conglomerado de comunicação que entre outras empresas comanda a Fox. Aberto no mesmo ano, por Dalton Caldwell, o iMeem começou como mais um serviço de troca de mensagens instantâneas que não deu certo, e seu formato atual foi adotado em 2006 depois que a empresa foi “re-inventada”.

O todo-poderoso Google confirmou os rumores que vinham se espalhando pela internet nos últimos dias e anunciou em seu blog que entrará no mercado musical em uma parceria com diversos serviços da web, incluindo o Lala e o iLike, este último de propriedade do decadente Myspace.

Inicialmente disponível apenas aos usuários norte-americanos, a novidade permitirá que ao procurar uma música o internauta ouça um prévia de até 30 segundos – ou a faixa inteira, em alguns casos – em um pop-up na página de buscas, além de oferecer a possibilidade de comprá-la. A empresa também firmou uma parceria com o Pandora, imeem e Rhapsody para oferecer sugestões baseadas no gosto do usuário, numa funcionalidade à la Last.fm (que por enquanto está de fora dessa festa).

Outra novidade curiosa é a possibilidade do serviço em identificar músicas que o usuário ouviu e não sabe exatamente quem canta nem o nome da faixa. Para isso basta ele digitar qualquer pedaço da letra que o buscador se encarrega em dar as sugestões mais adequadas.

As buscas musicais do Google estarão disponíveis nos EUA a partir de amanhã, e “em breve” chegarão ao resto do mundo.

Enquanto isso, veja o vídeo de apresentação da novidade: