iPad

iPad (também chamado de iPad original) é um tablet da Apple lançado em abril de 2010. Roda o sistema operacional iOS. Vendeu mais de 3 milhões de unidades em apenas 80 dias, sendo líder absoluto na categoria. A primeira geração possuía tela de 9,7” (1024x768), 256 MB de RAM e processador single-core de 1 GHz. Foi vendido em versões de 16 GB, 32 GB e 64 GB. Um de seus principais atrativos era a bateria com duração de 10 horas mesmo navegando via Wi-Fi, uma marca bem maior que a dos notebooks e netbooks da época. Leia também sobre o iPad 2 e o iPad de terceira geração.

Grande demais para um bolso? Então que se faça um bolso maior, oras.

Lá vai uma novidade: ao contrario do iPhone ou iPod, não dá para levar um iPad no bolso. Pensando neste problema que tem estremecido a humanidade uma companhia chamada Scottvest, conhecida por fazer vestimentas específicas para se levar gadgets, anunciou a SeV Travel, basicamente um colete com um bolso enorme em que é possível se levar o tablet da maçã por aí. Uau.

O modelito pode vir nas cores preta, vermelha ou bege e tem espaço para uma série de quinquilharias, incluindo bolsos especiais que permitem que seu feliz proprietário utilize comandos touchscreen de seus gadgets. Se você irá ficar bonito usando essa coisa é uma história completamente diferente, ok?

Aos que se animaram, o preço é de US$ 100 (R$ 180).

Em meados de janeiro, quando o iPad tinha acabado de ser anunciado, escrevi um post deveras sarcástico dizendo que por causa das temperaturas de operação, o tablet da Apple poderia não se comportar bem no Brasil. Eu já sabia que as temperaturas eram as mesmas do iPhone e iPod touch, e raramente se vê um caso de superaquecimento deles por aqui. Mas o texto acabou tendo um fundo de verdade.

Crédito: Zach Honig (Clique para ampliar)

Segundo Zach Honig, editor da PC Magazine, seu iPad ficou apenas 10 minutos no sol e isso foi o suficiente para fazê-lo superaquecer e desativar todas as suas funções. A teoria é de que por causa da superfície ser maior do que o iPhone ou iPod touch, é mais fácil o calor ser absorvido, causando o desligamento do aparelho e a exibição do aviso “iPad needs to cool down before you can use it” (o iPad precisa ser resfriado antes de ser usado). Honig se prontificou a colocar o tablet na geladeira, junto com enlatados, e esperar que eles esfriasse.

Nesse caso, posso apostar uma nota de 7 reais que os Mac fanboys mais nervosos vão dizer que ele não deveria estar usando o iPad no sol ou coisa parecida. Mas teoricamente ele não suporta temperaturas de até 35º C? Em Nova York, cidade de Honig, as temperaturas não chegaram a 26º C. E ele não é o único a reclamar. Segundo o blog TheNextWeb, alguns usuários do estado do Texas estão tendo o mesmo problema e lá a máxima não passa de 29º C.

Já os Mac fanboys mais relaxados vão dizer “Não é uma falha, é uma característica. O iPad foi criado para servir também como frigideira”. E esse argumento é o único que eu aceito.

[via CNET]

O iPad chegou às lojas dos Estados Unidos no sábado, dia 3 de abril. De acordo com a Apple, já vendeu 300 mil unidades e parece ser um grande sucesso (é isso o que a Bia Kunze, colunista do TB, afirma no post “O iPad já é um sucesso”). As fabricantes de aplicativos correm para produzir versões para iPad e, nesse cenário, o Google sai na frente: a empresa apresentou durante o fim de semana sua versão do Gmail para o dispositivo.

O melhor de tudo é que donos de iPads não precisarão instalar nenhum programa adicional para visualizar suas mensagens num modo diferenciado e criado especificamente para o tablet da Maçã. Bastará acessar o gmail.com normalmente para ver a interface. E se você não tem um iPad, confira abaixo captura de tela do e-mail do Google no aparelho.

Gmail no iPad.

Gmail no iPad.

Para criar tal interface, o Google só precisou se aproveitar da ideia da Apple de manter sempre duas colunas em aplicativos de conteúdo. Ou seja, do lado esquerdo temos a lista de mensagens. Já no lado direito aparece as mensagens relacionadas à conversação selecionada. Mais fácil seria impossível.

Quem tem um iPhone ou iPod Touch, no entanto, vai reparar que os gráficos do Gmail para iPad não são muito diferentes daqueles encontrados no smartphone da Apple. A única diferença é que agora há duas colunas, como eu já bem disse no parágrafo anterior. E se você nunca viu o Gmail no iPhone OS, lá vai:

Gmail no iPod Touch.

Gmail no iPod Touch.

O próprio Google admite que dispositivos touchscreen com telas maiores ainda são uma novidade e que, portanto, novas implementações podem ser feitas. Nada é definitivo.

Ontem (4), no dia seguinte ao lançamento do iPad, o mais novo dispositivo rodando iPhone OS já sofreu seu primeiro jailbreak — processo pelo qual hackers conseguem acessar completamente o software do aparelho e executar comandos e softwares que não seriam permitidos pela Apple.

O responsável foi o membro do iPhone Dev-Team conhecido como MuscleNerd. Ele postou um vídeo mostrando o acesso ao iPad por linha de comando (abaixo).

Ainda não há uma ferramenta dedicada ao público específica para fazer o jailbreak no iPad, mas aparentemente não deve demorar muito até que surja algo do tipo.

A Apple acaba de enviar convites à imprensa para um evento que será realizado nesta quinta-feira (8). Tudo que a empresa diz por enquanto é que os presentes terão a oportunidade de “dar uma espiadinha” (#PedroBialFeelings) no futuro do iPhone OS. Além disso, pode se ver a sombra de um grande número 4 no convite, confirmando o que todos já esperavam: a chegada da quarta grande versão do sistema operacional dos iPhones, iPods Touch — e agora iPads também — está muito próxima.

O evento ocorrerá nesta quinta-feira às 14h (horário de Brasília) no campus da Apple, no famoso 1 Infinite Loop em Cupertino, California. Por enquanto isso é tudo que foi divulgado, mas fiquem ligados no Tecnoblog pois informaremos todos os detalhes desse novo lançamento assim que Steve Jobs deixar eles estiverem disponíveis. ;-)

"Oooolha o iPad, chegou hoje, dona de casa"

A despeito dos rumores que apontavam que cerca de 700 mil iPads haviam sido comercializados em seu primeiro dia nas prateleiras, a Apple anunciou que “apenas” 300 mil unidades de seu novo gadget foram vendidas apenas no último sábado, dia 3.

“Mais de 300 mil iPads foram vendidos nos EUA até a meia noite do dia 3 de abril. Nesses números estão incluídas as entregas de pré-compras feitas em nosso site, entregas de encomendas de parceiros e vendas feitas em nossas lojas de varejo. Em apenas um dia os usuários do iPad baixaram 1 milhão de Apps e 250 mil livros da iBookstore, afirma o comunicado, seguido por um clássico blablablá a respeito da história da companhia e dos poderes mágicos de Steve Jobs (e que ninguém precisa ler de verdade).

Apesar dos números modestos diante da boataria, o lançamento do iPad já pode ser considerado o mais bem sucedido da história da Apple, ficando na frente até mesmo do iPhone, que teve “só” 270 mil unidades vendidas em sua chegada às lojas, em junho de 2007.

Nada mal, não? [BusinessInsider]

Quem não quiser esperar pela homologação e certificação de iPads para que ele passe a ser vendido oficialmente pela Apple Brasil tem uma opção extra: comprar no Mercado Livre. Desde o dia do lançamento o novo gadget da Apple já está listado no site.

Caro demais?

O mais caro custa R$ 4999,00 e tem 64 GB de capacidade. Essa versão é vendida nos EUA por US$ 699,00, o que equivale à R$ 1233,00 (obviamente sem impostos de importação). Se você tem o espírito de early adopter e conta com alguns milhares de reais sobrando na sua conta corrente, eis aqui o link para a busca.

Mas se você ainda dispõe de sanidade mental, talvez queira esperar um pouco mais. Os preços não serão tão absurdos assim. Ou ao menos eu prefiro acreditar que não serão.

[dica do Philipe Cardoso no fórum do Tecnoblog]

Quando Steve Jobs anunciou seu tão aguardado tablet, o iPad, foi aquela choradeira entre os tecnotarados. “Não tem câmera” “não tem multitarefa” etc. “Será um fiasco”, concluíram.

A má notícia para eles é que o iPad já é um sucesso. Os mais entusiasmados não enxergam isso por um simples motivo: o tablet não foi feito para eles. Logo após o anúncio, publiquei em meu blog uma opinião diferente sobre o iPad. Repercutiu bastante: os leitores expuseram sua opinião concordando ou discordando.

De um modo geral, os mais ligados em tecnologia eram os mais decepcionados com a Apple. Eu não me julgo candidata a um iPad em sua concepção atual, mas vejo um imenso potencial de inclusão digital daquelas pessoas para quem computadores sempre foram um bicho-papão. Aquelas que não se atentam a processador, memória e acham tarefas de instalação e manutenção um pesadelo. Citei meu pai, um excluído digital por opção.

Meu irmão, quando aparece em casa, sempre vê os inúmeros smartphones que testo sobre minha mesa e jamais dá a menor pelota para eles. Nem para o iPhone. Aliás, ele só tem um desktop na casa dele, adequado para seu feijão-com-arroz digital. No último fim de semana ele se dirigiu a mim e disse: “E esse iPad, heim? Gostei! Eu compraria.” Quase caí da cadeira!

Alguns fanáticos por tecnologia se agarraram tanto nas especificações técnicas que se esqueceram da computação invisível, o grande mote da Apple. Nada mais sensato que abrigar o iPhone OS no tablet — há vários vídeos de crianças de 2 anos pintando e bordando com o aparelho. Talvez alguns radicais achem que, só porque não os agradou, não agradará ninguém. Que irá encalhar e será o maior fiasco da empresa em todos os tempos.

Bem, para começar, tecnotarado de verdade não desdenha, e sim fica horas na fila aguardando seu iPad. :)

Segundo, é bobagem analisar o iPad isoladamente. Há todo um universo em volta. Steve Jobs está pensando no mercado por trás, o de livros, que tem potencial para ser tão lucrativo quanto o de músicas, filmes e aplicativos. Para isso, foi necessária a concepção de um dispositivo que agradasse ao grande público. Ser o que foi o iPod em 2001.

Se Amazon e Barnes & Noble estão preocupadas em perder seus clientes para a iBookstore? Bobagem! Seus respectivos apps para iPhone ganharão versões otimizadas para iPad. Ou seja, quem comprar o tablet da maçã já terá de lambuja 3 lojas à disposição. Quedas nas vendas do Kindle ou do Nook não são tão importantes, contanto que as pessoas continuem comprando seus livros. Bonita mesmo será a briga de preços entre as 3 lojas e suas editoras. Infelizmente elas já estão se mobilizando para montar uma espécie de cartel. Mas é uma questão de tempo eles aprenderem a lição que a indústria do audiovisual está penando para entender.

E olha que eu nem falei das possibilidades acadêmicas e educacionais do iPad, ou do imenso repertório de ebooks grátis na internet.

Se o universo dos livros digitais cresceu e apareceu com os atuais eReaders, com o iPad tem tudo para florescer.

* * * * *

No lado pessoal… não há dúvidas que o iPad é um belo dispositivo, mas conforme eu disse acima, em sua concepção atual ele não me serve. Minha relação com a tecnologia é através de uma abordagem prática; tem que ser uma ferramenta auxiliar no meu dia-a-dia.

Tenho um ótimo laptop, um Macbook, que atende muito bem na vida pessoal e profissional, e dois excelentes smartphones, que cumprem com maestria todas as tarefas necessárias quando estou na rua, em trânsito ou qualquer lugar. Emails, navegação, banco de dados, mapas, material de referência, escrita e leitura… estou bem servida. Não faz sentido investir no mínimo 500 doletas — muito mais que um notebook básico — numa terceira categoria de dispositivo para, sei lá, navegar deitada no sofá.

O mágico tablet-que-faz-tudo da Apple foi lançado hoje. E apenas algumas horas depois do lançamento o blog Consumer Reports já reporta a primeira grande falha do gadget: ele só pode ser carregado usando o plug para tomada que vem na caixa ou ao conectar em computadores Macs. PCs rodando Windows não conseguem recarregar sua bateria. O caso é o mesmo para hubs USB.

Alguns Mac fanboys desprovidos de lógica podem argumentar que se a Apple enviou um plug para tomadas junto com o iPad, ele pode ser carregado em qualquer lugar com uma tomada, tornando o PC com Windows desnecessário. Mas esse não é o ponto. Uma grande parte dos consumidores que compraram o iPad terão apenas PCs nas suas residências. E se a bateria acabar no meio de uma sincronização com o iTunes? Os dados serão corrompidos? O que acontece quando ocorrer um pique de energia e o tablet da Apple estiver carregando? Ele corre o risco de explodir e com a força da explosão (dado o tamanho da sua bateria), acertar uma pessoa do outro lado da casa, matando-a instantaneamente? Ok, talvez o último exemplo tenha sido um pouco dramático demais, mas ainda assim.

O que nos resta é confabular sobre a possibilidade desse ser um daqueles casos “that’s not a bug, it’s a feature” (isso não é uma falha, é uma característica), em que Steve Jobs especificamente pediu aos seus engenheiros que isso fosse feito, ou se o iPad precisa de mais energia do que a fornecida por máquinas rodando Windows ou hubs USB.

Qualquer que seja o motivo, a Apple deve consertar logo essa falha ou ela corre o risco de ver vários clientes descontentes fazendo manifestações com tochas e panfletos no meio das ruas norte-americanas. Ok, novamente com o drama. Parei.

[Atualização às 21:11]: Como aponta o nosso leitor Felipe Cepriano nos comentários, um artigo na Macworld confirma que é necessário uma porta USB high-powered (que transmite mais eletricidade do que o normal) para carregar o iPad. Tais portas estão presentes nos novos Macs, mas são praticamente inexistentes em PCs. O artigo também aponta que o iPad irá carregar ao ser conectado em PCs com Windows mas apenas quando estiver desligado e bem mais lentamente do que se estivesse conectado à uma tomada. O problema é o aviso de “Not charging” (não carregando) que aparece ao ligar o aparelho. Algo me diz que essa novela só vai ser resolvida com um firmware update.

[via TUAW]

No Brasil temos a Anatel, agência responsável por homologar quais eletrônicos emissores de radiação podem ser comercializados. Ela faz isso com a ajuda de laboratórios especializados que testam e enviam as análises para a agência. Nós já mostramos como eles funcionam em dois posts especiais, caso esteja interessado. Nos EUA, as duas funções são exercidas pela FCC (Federal Communications Commission), que recebe, testa e libera os produtos.

Ao anunciar o iPad, Steve Jobs sabia que haveria esse período de espera antes de poder vender o produto. Por esse motivo ele deu datas tão distantes do anúncio oficial, em fevereiro. Hoje, o Engadget descobriu onde a FCC guarda as fotos da análise do mais novo gadget da Apple. Aqui estão algumas das mais interessantes, mostrando as entranhas do iPad (mac fanboys talvez queiram olhar pra outro lado):

Diferente do iFixit, que também faz esse tipo de desmontagem, a FCC não precisa remontá-lo de volta. E a agência também censura algumas das marcas impressas nos chips, sabe-se lá qual o motivo.

[via Engadget]