Android: por enquanto, perdendo a batalha

Recente relatório da empresa Gartner indica que a venda e o desenvolvimento de apps para smartphones é um excelente negócio para qualquer empresa, desde que ela seja a Apple.

Os dados mostram que em 2009 o mercado de programas para telefones celulares inteligentes movimentou a bagatela de US$ 4,2 bilhões, sendo que 99,4% foram gastos em programinhas para o iPhone.

O 0,6% restante por hora é dividido entre o Google, Nokia e Palm, mas a própria Gartner aponta que, nas previsões mais otimistas, mesmo que seus rivais (leia-se Android) tenham um crescimento “notável” em 2010 a empresa da maçã ainda deverá ter pelo menos 66% do mercado no final deste ano.

Lançada em junho de 2008, a iTunes App Store chegou ao mercado junto do iPhone 3G e do iPhone OS 2.0, e só no último mês de dezembro, entre opções pagas e gratuitas, distribuiu 300 milhões de aplicativos.

Já dados da ComScore mostram que as apps mais populares são as gratuitas. Nos EUA, por exemplo, o programa mais presente na dupla iPhone/iPod Touch é o Facebook, que permite que seus usuários possam atualizar seus perfis na rede social. Na Europa a liderança fica com a app de reconhecimento musical Shazan, e, na Inglaterra, os proprietários do todo-poderoso smartphone usam toda sua tecnologia e recursos de conectividade com o… iPint, que simula um copo de cerveja. [Ars Technica]

A foto que ilustra é um Nexus One que teve sua tela acidentalmente quebrada por um leitor, publicada hoje pelo site Gizmodo.

Nexus One: devagar

Pelo visto, todo falatório em todo no smartphone Nexus One não fez com que ele se tornasse um sucesso de vendas em sua primeira semana no mercado. De acordo com a empresa de pesquisa de mercado Flurry, em seus primeiros sete dias apenas 20 mil aparelhos saíram das prateleiras, número 12 vezes menor que os 250 mil registrados pelo Motorola Droid e 80 vezes (!!!!) menor que os 1,6 milhão de iPhone 3GS vendidos em suas chegadas ao mercado.

Os motivos para esse insucesso inicial seriam vários. Enquanto a Motorola investiu inéditos US$ 100 milhões para divulgar seu novo aparelho, sua empresa-mãe, versada em anúncios online, tem preferido ficar longe das mídias tradicionais. Além disso, o sistema de vendas adotado até o momento não ajuda: o Nexus One é apenas vendido diretamente pelo Google aos consumidores, por preços que variam de US$ 529 (R$ 920) para o modelo desbloqueado a US$ 179 (R$ 320) junto de um contrato de fidelização com a operadora T-Mobile.

“O alto preço do aparelho desbloqueado, somado ao fato que ele vem sendo considerado uma ‘evolução’, e não uma ‘revolução’ no segmento talvez mostre que o Google não tenha se esforçado ao máximo para fazer com que o Nexus One fosse um ‘estouro’ em suas primeira semanas”, aponta o relatório, que acredita que as vendas irão deslanchar nas próximas semanas. [Phone+]

Com os rumores a respeito do tal tablet da Apple dominando a agenda de especulações a respeito dos futuros lançamentos da maçã, até que a boataria a respeito da próxima geração do iPhone demorou para começar. Mas claro, hora ou outra ela ia começar.

De acordo com o jornal Korea Times, seguindo sua tradição a Apple deverá apresentar a nova geração do iPhone no meio de ano, provavelmente entre os meses de abril e junho.

Entre suas novidades, o aparelhinho deverá contar uma nova tela LED, como a do Nexus One (provável), câmera de maior capacidade (necessário), videochamada (um clássico dos rumores que nunca vira realidade), processador de dois núcleos (duro de acreditar) e bateria removível (mais duro de acreditar ainda).

Quanto ao nome, o jornal coreano chama o aparelho de “4G iPhone”, sem especificar se a sigla significa quarta geração ou que ele operará no sistema de telefonia 4G. De acordo com a publicação, os dados foram fornecidos por uma empresa local chamada KT, que afirma ser fornecedora da Apple.

Uma coisa é certa: até junho os boatos deverão ser tantos que farão o fictício xPhone, paródia alemã que mostra um smartphone com câmera de 48 megapíxel, torradeira e recarregador de baterias de carro chorar de vergonha por sua falta de recursos. Em todo caso, conheça o xPhone:

Clique para ampliar. (Divulgação)

O novo teclado iDiscover, da ION Audio, promete transformar seu iPhone (ou iPod Touch) em um estúdio de produção musical portátil de qualidade profissional. O produto acompanhará um aplicativo próprio para seu iDevice e foi mais uma das novidades da CES 2010 (que agora acabou, pra tristeza dos gadget-maníacos).

A fabricante afirma que o iDiscover “é poderoso o suficiente para músicos profissionais, mas virtualmente qualquer um pode usá-lo o para criar música com facilidade”. Ele consiste em um teclado alimentado por bateria de 25 teclas sensíveis à velocidade, controles de pitch e modulação e botões físicos para as ações mais comuns, como oitava abaixo e oitava acima. Além desse feijão-com-arroz que todo teclado MIDI possui, o iDiscover conta com um berço para o iPhone ou iPod Touch, com seu respectivo conector e programa próprio para interagir com o teclado. Ele tem também saídas RCA estéreo e saída de fone de ouvido, bem como uma saída USB/MIDI, permitindo que os músicos o utilizem como um controlador MIDI em seu Mac ou PC.

O tal app conta com uma variedade de instrumentos musicais, incluindo bateria, e um teclado na tela para que idéias musicais possam ser registradas à medida que surgirem, gravando-as para serem melhor trabalhadas posteriormente. O iDiscover Keyboard da ION estará disponível para venda a partir do segundo trimestre de 2010.

Nexus One: custa menos que o iPhone para produzir. Via iSuppli

Levantamento feito pela empresa de análise de mercado iSuppli indica que cada unidade do badalado smartphone Nexus One é fabricada com US$ 174,15 em componentes eletrônicos, cifra US$ 4,81 menor que o gasto na produção do todo-poderoso concorrente iPhone 3GS.

Os dados mostram que o processador de 1GHz do novo telefone do Google sai por US$ 30,50, enquanto sua falada tela de 3,7 polegadas LED com resolução de 480 por 800 pixels custa a pechincha de US$ 23,50 e o sensor que a deixa sensível ao toque, US$ US$ 17,50. Já sua câmera com 5 megapixel é uma pechincha: apenas US$ 12,50.

Os números levam em conta apenas o valor dos materiais necessários para a produção do aparelho, e não contabilizam outras despesas como mão de obra, embalagem ou logística dos telefones.

Desenvolvido sob a tutela do Google e fabricados pela HTC, o preço do Nexus One desbloqueado nos EUA é de US$ 529, o que na conta das operadoras brasileiras irá dar mais ou menos R$ 20 mil.

Pesquisa feita pela empresa de Changewave Research mostram que 2010 talvez seja o ano do Android no competitivo mercado dos dispositivos móveis.

Os dados mostram que 21% dos consumidores que pretendem adquirir um smartphone nos próximos três meses estão de olho em aparelhos equipados com o sistema operacional do Google, enquanto em no último mês de setembro eles não chamavam a atenção de apenas 6% do público. De acordo com Paul Carlton, diretor da empresa de pesquisa, a repentina mudança no interesse foi motivada sobretudo pelo lançamento de novos smartphones nos últimos meses, como o Motorola Droid, por exemplo.

Os números também mostram que o crescente interesse pelos “Googlephones” em breve deverá ser sentido lá para os lados da Apple, que viu o interesse em seu todo-poderoso iPhone cair para 28%, contra os 32% da última pesquisa. Para Carlton esse movimento de mercado é natural: “boa parte dos interessados pretendem substituir seus iPhones por smartphones Android”, afirma.

Tal mudança de preferência já é sentida por algumas empresas de monitoramento web. A Net Applications, por exemplo, registra que entre os últimos meses de novembro e dezembro a participação do Android no mercado móvel saltou 54,8%, enquanto o Blackberry e o iPhone subiram “apenas” 22,2% e 20,1%, respectivamente. Os números também indicam quais foram os presentes de natal mais populares no último mês.

Outra grande vencedora com essa mudança de humores do mercado parece ser a Motorola: de acordo com os dados, sua participação nas vendas de smartphones nos próximos 90 dias deverá saltar de 1% para 13%.

Isso, claro, porque o Nexus One ainda não havia sido apresentado (o que está acontecendo no momento que este post está sendo escrito). [Inquirer, Net Applications]

O entusiasmo do pessoal da Apple

A Apple anunciou nesta terça-feira que os usuários da dupla iPhone e iPod Touch em todo o mundo já fizeram três bilhões de downloads de aplicativos para seus gadgets a partir da iTunes App Store. Aberta há 18 meses, a lojinha da maçã está disponível em 77 países e conta com uma “incrível variedade de programas” distribuídos em 20 categorias como jogos, esportes, notícias etc.

O primeiro bilhão de downloads feitos a partir da loja online foram completos em abril de 2009, e na ocasião a marca da maçã quebrou sua tradição e distribuiu cupons de desconto e sorteou um iPod Touch, um Time Capsule e um Macbook Pro.

Já para essa marca histórica, a empresa preparou um super comunicado que pode ser lido de graça </ironia> por qualquer internauta.

A Hanwang Technology (quem?) empresa que desde 2004 era proprietária da marca i-phone (sim, com um travessão) em solo chinês gentilmente cedeu às pressões da Apple e retirou o processo que movia contra a fabricante norte-americana por conta do registro do nome do mítico smartphone no país. Fabricante de cacarecos como e-reader e celulares, entre outros aparelhos, há pouco mais de cinco  anos a empresa lançou um dispositivo com o nome mas agora afirma que ele “não está mais à venda”. Por hora não foram revelados maiores detalhes a respeito da transação.

Disponível na China desde o último dia 22 de novembro, as vendas iniciais do telefone da maçã naqueles lados não foram exatamente animadoras, já que em seus primeiros 14 dias de mercado o modelo teve apenas CINCO unidades vendidas, mas até a terceira semana de dezembro o telefone viu suas vendas explodirem e até o momento conta com mais de 100 mil unidades comercializadas do outro lado do mundo.

Em todo caso, as metas da operadora China Unicom para 2010 parecem modestas diante da ferocidade do mercado chinês: para o ano todo, a estimativa é vender “apenas” 300 mil unidades, auxiliados sobretudo por uma campanha “educacional/educativa” em 46 cidades do país. Por conta de regulamentações do país, os smartphones vendidos na China – incluindo o iPhone – não são tão espertos assim e não contam com conectividade WiFi ou bluetooth.

Imagine como seriam as vendas se eles tivessem todos esses recursos. [Mashable]

Dalai Lama Tenzin Gyatso: a China não gosta

Um pouco de história: declarado uma província autônoma da China desde 1913, o Tibete contava com um governo autônomo até 1959, quando seu líder político e religioso, que atende pelo nome completo de Sua Santidade o Grande Dalai Lama foi afastado do poder e exilado no exterior. Desde então os dois países vivem às turras, com direito a comoção internacional de um lado e retaliações violentas de outro.

Apesar de ainda fortemente reverenciado no Tibete, a figura do sorridente senhor com trajes amarelo e vermelho já foi chamada de “a face do demônio” pelo governo chinês, que o considera “perigoso e separatista”.

Por essas e outras chega a não surpreender que aplicativos com referências ao líder máximo do Tibete não estão disponíveis na iTunes App Store Chinesa, como aponta o site PC World. Pelo menos cinco programas, como o Dalai Lama Quotes, Dalai Lama Prayerwheel (que custam US$ 0,99) e o Paging Dalai Lama (gratuito) não estão mais disponíveis na loja online, assim como o Nobel Laureates, que contém informações a respeito de todos os ganhadores do prêmio Nobel desde 1885 – e o Dalai Lama Tenzin Gyatso recebeu o Nobel da Paz em 1989.

Em entrevista para o site PC World, Trudy Muller, porta-voz da Apple, refuta as acusações de censura afirmando que “nós apenas estamos seguindo as leis locais” e que “nem todas as apps estão disponíveis em todos os países”

Ao lembrar que num passado recente Google, Yahoo ou Microsoft também seguiram recomendações do governo chinês e bloquearam acesso a sites críticos ao regime e entregaram identidades de blogueiros, tal  censura não parece ser tão grave assim.

Feliz 2010, prezado leitor! Desejando um excelente ano novo, já voltamos à ativa com mais uma notícia pra você. A Mophie anunciou que entrará no ramo de pagamentos via cartão de crédito através de um case com leitor de cartão que deve ser lançado durante a CES 2010. A empresa é conhecida por produzir cases com bateria extra embutida para iPhone e agora irá, de alguma maneira, concorrer com o sistema de pagamento da Square, nova empresa do co-fundador do Twitter, Jack Dorsey.

A Mophie ainda não divulgou muitos detalhes, que virão na CES semana que vem, mas já se sabe que, assim como no Square, o leitor de cartões não será apenas um acessório para evitar a fadiga de digitar os números do cartão, e sim contará com uma aplicativo que o acompanhará e realizará as transações. Há porém, uma abordagem um pouco diferente da empresa de Jack Dorsey: ao passo que a Square tem um pequeno cubo que funciona como leitor e pode ser retirado e levado no bolso, a Mophie pretende integrar o leitor a um case que precisaria estar sempre no iPhone para ser usado. Não se sabe ainda se o case teria alguma outra funcionalidade, como bateria extra, ou se será apenas um case com leitor de cartões.

Também não se sabe se a própria Mophie irá lidar com transações (como fará a Square) ou se irá apenas ler os cartões e deixar as transações bancárias para um parceiro, como o PayPal, por exemplo. Tudo isso será revelado durante a CES, que ocorre do dia 7 a 10 de janeiro. E além da CES, a semana que vem também terá o evento do Google onde pode ser lançado o Nexus One. Ou seja, fiquem ligados no Tecnoblog porque esse começo de ano será cheio de notícias! [TechCrunch]