Depois de muito tempo dizendo não, a Apple resolveu liberar em sua App Store aplicativos de streaming de vídeo, ou seja, aplicativos que enviam vídeo ao vivo pela internet, enquanto estão sendo gravados.

É verdade, já havia aplicativos que faziam isso, mas apenas no mundo do jailbreak. Mas hoje foi lançado o Ustream Live Broadcaster, que já é o segundo aplicativo de live streaming na App Store (depois do Knocking). E sim, ele envia o vídeo ao vivo. E sim ele faz isso até mesmo numa rede 3G ou EDGE. E sim, funciona com qualquer iPhone!

É isso mesmo que você leu: qualquer iPhone mesmo, até os de primeira geração. Isso significa que, com esse aplicativo, a Apple está liberando oficialmente a capacidade de gravação de vídeo para seus modelos anteriores ao 3GS, o que antes só era possível através de jailbreak. Isso porque você tem a opção de gravar seu vídeo localmente, não sendo necessário transmiti-lo ao vivo toda vez que for gravar.

Se escolher transmitir ao vivo, você terá a opção de fazer pesquisas com a audiência (através da ferramenta poll), enquanto visualiza o chat entre os espectadores. Ao fim, você pode gravar o vídeo no próprio site do Ustream ou enviar para o YouTube, além de poder facilmente divulgar a transmissão/gravação no Twitter ou Facebook.

Com esse precedente aberto, o Qik — que já tinha um aplicativo na App Store que gravava os vídeos e só depois fazia o upload — não perdeu tempo: a empresa anunciou em seu blog que já enviou para aprovação a nova versão do Qik para iPhone, com transmissão ao vivo dessa vez.

O Ustream Live Broadcaster pode ser baixado gratuitamente na App Store através desse link (que abre o iTunes). [Dica do Victor Pencak]

Google acaba de integrar à sua ferramenta busca um sistema de busca em tempo real. Como já se previa, os resultados da busca em tempo real devem incluir uma diversidade de coisas que estão acontecendo ao vivo em algum lugar da internet: tweets, notícias, etc. Parcerias com o Facebook e o MySpace também já estão previstas.

Por enquanto não se tem informações mais detalhadas que isso, mas veja abaixo a demonstração oficial em vídeo de como o sistema funciona:

[Mashable]

[Atualização às 17h33] A nova funcionalidade não estará disponível a todos imediatamente, mas já se pode ter um preview de como ela funciona através do Google Trends, onde os tópicos mais “quentes” do momento já tiveram a funcionalidade implementada. Abaixo, por exemplo, a imagem dos resultados em tempo real pela palavra “weather” — clima, em inglês.

Weather Live Search

Resultados em tempo real para o termo "weather"

[Atualização às 17h40] Ou então, teste no termo que quiser através desse link.

[Atualizado às 17h45] Agora há um post no blog oficial do Google a esse respeito. No post, a empresa revela, além do que tratamos aqui, que os resultados em tempo real serão compatíveis com iPhone e Android, e revela também sua lista completa de parceiros na nova modalidade de busca: Twitter, Facebook, MySpace, FriendFeed, Jaiku e Identi.ca.

Win7+iTunes+iPhoneRelatos de usuários apontam que a mais nova versão do sistema operacional da Microsoft e a mais nova versão da jukebox da Apple não estão funcionando juntas. O problema, mais especificamente, é de quem tenta sincronizar um iPhone ou iPod Touch com um computador com Windows 7 em sua versão de 64 bits.

No fórum oficial da Apple, os tópicos sobre tal incompatibilidade estão repletos de relatos de usuários passando pelo mesmo problema. Eles dizem receber a mensagem “Troubleshoot compatibility“.

Microsoft e Apple não se pronunciaram sobre tais queixas. A recomendação dos próprios usuários, por enquanto, é de que se use o iTunes 8 para evitar problemas.

Conversamos com Fabiana Lovati, que é usuária dessa problemática combinação de softwares, veja o que ela diz:

“Quando eu instalei o Windows 7 na minha máquina, fiz o download da última versão do iTunes e fui avisada que a versão mais recente só funciona na versão 32 bits. Mesmo assim, instalei o programa e constatei que ele funciona perfeitamente, consigo carregar o meu iPod Touch 2G, mas não o sincronizar.”

Ela diz ainda que tentou, sem sucesso, encontrar uma versão do iTunes para Windows 7 64 bits. Experimentou então instalar a versão 64 bits para Windows Vista, que também não funcionou ( o programa alegou faltar uma DLL). Por fim, ela desinstalou o iTunes e todos os arquivos relacionados, e após a reinstalação da versão para Vista 64 bits, tudo parece funcionar enfim.

Cabe notar que o iPod Touch da Fabiana é jailbroken, o que pode (ou não) estar de alguma maneira relacionado aos problemas ocorridos.

Este que vos escreve é usuário do Mac OS X Snow Leopard, e aqui a sincronização não passa por qualquer problema. No entanto, em face a esses problemas com o Windows 7 64 bits, fui verificar  e, curiosamente, notei que, mesmo no Snow Leopard, o iTunes é aparentemente o único programa da Apple que ainda não roda em 64 bits, assim como sua contra-parte no mundo Windows.

E se você está passando por problemas similares, não deixe de relatar seu caso na nossa área de comentários. ;-)

iphoneA maior loja virtual chinesa, Taobao.com, vendeu apenas cinco iPhones desde que o aparelho começou a ser vendido em seu site há 2 semanas. A loja, juntamente com o site da operadora China Unicom, são os únicos canais oficiais online para venda do iPhone por lá.

Dos cinco aparelhos, dois são do modelo 3G de 8 GB e três do 3GS de 16 GB. Não foram divulgadas informações sobre vendas no site da China Unicom, mas sabe-se que nos primeiros dias cerca de 5 mil aparelhos foram comprados pelos chineses, pouco se considerarmos todo o hype que há ao redor do aparelho no mundo todo.

Existem algumas explicações para o fraco desempenho. Uma delas é que o iPhone chinês não tem wi-fi. Segundo o blog Mashable, o governo chinês inventou uma outra tecnologia wireless e baniu o wi-fi do país. Outra é que o aparelho é muito caro. Custa 7 mil yuan (R$ 1750, aproximadamente) e o mercado paralelo vende por um preço 20% menor.

Apesar desses problemas a China Unicom espera que 10% de sua base de usuários 3G migrem para o iPhone. Será? [Apple Insider / PC World]

square-signature-screen-assine-aqui_580pxJack Dorsey, co-fundador do Twitter, é um dos empreendedores por trás de um projeto que pode mudar a maneira como transações comerciais são fechadas. Assim como o PayPal foi uma revolução no e-commerce, o Square espera revolucionar a forma como se fecham transações presenciais com cartão de crédito, principalmente quando não há um ponto de venda fixo.

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O sistema consiste em um programa que é instalado em um smartphone conectado por wi-fi ou 3G e um pequeno leitor que se conecta ao celular pela saída de fone de ouvido. É nele que se passa o cartão a ser utilizado para a transação. Na própria tela do smartphone touchscreen o cliente assina a autorização ou digita sua senha e pronto, pagamento efetuado.

Por sua natureza multimídia, o Square ainda possibilita alguns recursos não disponíveis em transações normais com cartões, como mostrar instantaneamente ao vendedor uma foto do titular do cartão para verificar sua identidade e, logo que concluída a transação, enviar o recibo por e-mail ou MMS ao comprador. E não aquelas tirinhas de papel amarelo ou azul que estamos acostumados: trata-se de um recibo bem mais moderno e caprichado, com uma imagem que representa o estabelecimento, quantas compras foram feitas lá e até mesmo o local da compra indicado em um pequeno mapa. Confira a imagem abaixo:

Clique para ver o recibo completo.

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Outro ponto importante do sistema é a segurança. Os dados são criptografados assim que são lidos e em nenhum momento são armazenados no smartphone.

Para finalizar, talvez a maior mudança de paradigma em relação ao sistema tradicional de cartões: assim como uma conta no PayPal pode ser criada por qualquer pessoa, física ou jurídica, o Square também pode ser usado por qualquer um para efetuar cobranças. E diferentemente do sistema tradicional, onde há contratos, taxas mensais, máquinas em comodato e outros entraves mais, no Square não haverá nada disso. Basta ter o smartphone, o leitor e pagar a comissão (ainda não definida).

Por enquanto o aplicativo do Square existe apenas para iPhone e iPod Touch, mas a empresa está contratando desenvolvedores para portar o aplicativo para Android e BlackBerry, então podemos esperar versões para essas plataformas em breve.

No vídeo abaixo vemos Jack Dorsey falando um pouco sobre o Square e, logo em seguida, uma demonstração de uma transação sendo realizada com ele (tudo em inglês).

Segundo pesquisa do IDC, as vendas globais de Macs cresceram 16,4% no ano de 2009, o que indica uma diferença significativa em relação ao mercado de PCs, que cresceu apenas 2,3% no mesmo período. E isso ocorreu em período de crise financeira, com a Apple se recusando a fazer computadores extremamente baratos, ignorando o boom dos netbooks.

Os analistas avaliam alguns motivos para isso. Muitos criticam os computadores da Apple por serem caros. Opinião mais unânime que essa, apenas a de que os Macs são computadores diferenciados (quer você ache isso bom ou não). Talvez por isso, pequenas diferenças no preço não influenciem tanto os consumidores da Apple: a maioria deles não deixaria de comprar o Mac que queria por estar 100 ou 200 reais mais caro que a concorrente, ao passo que essa diferença provavelmente seria suficiente para fazer um consumidor de PCs trocar, por exemplo, um Acer por um HP e vice-versa. Por isso, cortar preços para combater a crise não faria sentido para a Apple, seria desnecessário até. O analista Charlie Wolf, da Needham & Co., diz que “tais cortes não teriam estimulado muita demanda porque a elasticidade de preços da demanda por Macs — o único produto diferenciado num mar de commodities — é simplesmente baixa demais.” Ter investido num mercado premium que não dá tanta importância a pequenas diferenças de preço, mesmo em um período de crise, portanto, pode ter contribuído para o sucesso da Apple no período.

A outra causa seria o “Halo Effect” gerado pelo iPhone. O Halo Effect (algo como “efeito aura” em português) é o efeito que um produto bem percebido tem sobre os demais produtos da marca. No caso, o sucesso do iPhone cria nos consumidores a imagem de que os computadores produzidos pela mesma empresa também devem ser tão bons quanto o smartphone mais famoso do mundo, e isso aumenta as vendas.

E um terceiro fator que não pode ser ignorado é que, como a Apple ocupa apenas uma pequena parte do mercado, essa baixa saturação gera um cenário mais propício para o crescimento do que para os PCs que já saturam o mercado há tempos.

O maior crescimento da Maçã se deu na Europa, onde também se observa a maior disparidade em relação ao crescimento do mercado como um todo: 38,7% da Apple contra apenas 0,7% do resto do mercado. Veja a tabela comparando o crescimento da Apple com o restante do mercado:

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O sistema operacional para dispositivos móveis do Google tem sido muito bem recebido pelo público e, atualmente, é o único que realmente bate de frente com o iPhone na nova geração de smartphones que o gadget da Apple inaugurou. Ainda assim, os desenvolvedores da plataforma estão frustados com o baixo volume de download de aplicações, o design pobre da loja de aplicativos e as dificuldades dos consumidores em usar o Google Checkout, o sistema de compras online da rainha das buscas, que é utilizado para fechar as compras no Android Marketplace.

A pesquisa foi promovida pela Skyhook Wireless, e constata uma insatisfação geral com a plataforma por parte dos desenvolvedores. De acordo com o levantamento realizado, 57% dos desenvolvedores estão insatisfeitos com o lucro na plataforma, 39% estão parcialmente satisfeitos e apenas 4% estão muito satisfeitos.

Segundo Kate Imbach, a pesquisa foi motivada pelo que se ouvia dizer a respeito: que os desenvolvedores estavam tendo problemas. “Eles estavam reclamando que seus apps estavam sendo enterrados. Agora muitos estão pausando seu trabalho no Android e voltando a trabalhar com o iPhone,” disse ela.

Outra preocupação dos desenvolvedores é acerca da grande variedade de aparelhos que surgem com Android e a dificuldade de testar e otimizar seus aplicativos para cada um deles.

Ao invés de criar oportunidades, a divergência da plataforma criou mais problemas,” disse James Grafton, desenvolvedor de aplicativos para Android como Pic Swap e Get Me Home. “Nós simplesmente não conseguimos testar em todos os telefones com Android.”

“Esse relatório,” disse Imbach, “mostra que, apesar dos desenvolvedores estarem animados com o futuro do Android, a plataforma pode enfrentar desafios significativos se ela não melhorar logo as opções de monetização e tomar medidas para protegê-la contra o risco de fragmentação.” [InformationWeek]

Nesse sábado (28) o celular mais pop star do mundo, também conhecido como iPhone, chegou enfim à Coreia do Sul. Ao contrário da indiferença demonstrada no lançamento do iPhone na China, os sul-coreanos o receberam com grande expectativa: apenas na pré-venda da semana passada, 60.000 unidades foram encomendadas.

O primeiro a adquirir um iPhone na Coreia do Sul foi o estudante universitário de 25 anos, Huh Jin-seok. “Estou tão feliz!”, disse ele após as 26 horas de fila para comprar o aparelho.

Já que o iPhone chegou chamando tanta atenção na Coreia a Samsung, provavelmente a mais notável empresa do país, não poderia deixar a Apple levar vantagem na casa do adversário, não é? Sendo assim, a fabricante coreana tratou de dar descontos em seus smartphones, tais quais o Omnia2, para combater a chegada do celular da concorrente americana. [Business Insider/AP]

A última das grandes operadoras a comercializar o aparelho no Brasil, a Oi colocou em seu site uma página anunciando o iPhone desbloqueado (com direito a “Iphone” escrito errado, com o I maiúsculo). Nenhuma informação extra é oferecida por enquanto, mas há um campo para que os interessados se cadastrem para receber informações assim que elas estiverem disponíveis.

iPhone no site da Oi: "Falamos com você quando chegar".

iPhone no site da Oi: "Falamos com você quando chegar".

Continuamos de olho. Fique ligado no Tecnoblog para mais novidades.

Texto de Rafael Silva

Maior disposição para compra de conteúdo online pode ser efeito da App Store

Maior disposição para compra de conteúdo online pode ser efeito da App Store

Depois da pesquisa estereotipando analisando quais são os perfis dos usuário de Mac e PC, a firma de advocacia Olswang (firma de ADVOCACIA??? Pois é…) publicou uma pesquisa que revela que:

  • 58% das pessoas pagaria para acessar online um filme que acaba de sair nos cinemas;
  • 52% pagaria para acessar um filme que não sairia em DVD por pelo menos dois meses;
  • 40% pagaria para acessar um filme que já estivesse disponível em DVD ou TV paga.

Curiosamente, quando analisados apenas os usuários de iPhone, esses números sobem para, respectivamente, 73%, 67% e 54%.

A pesquisa também aponta, entre outros dados, que 30% das pessoas pagariam por um livro online (entre usuários de iPhone seria 42%); 32% (43% entre usuários de iPhone) pagaria por um trecho de um guia de turismo; e 29% pagaria por uma revista online (38% entre os usuários de iPhone).

Claro que existem teorias tentando explicar esse comportamento peculiar. Uma das que fazem mais sentido é a que levanta a hipótese de que, por estarem mais acostumados a comprar conteúdo online através da mega-popular App Store, usuários de iPhone apresentariam menores barreiras nas compras de conteúdo online. Mas, novamente, essa é apenas uma teoria para explicar o fato constatado.

A Olswang consultou na Grã-Bretanha 1013 adultos e 536 adolescentes entre 13 e 17 anos para essa pesquisa. [9to5Mac]