Conhecida por manter um rígido controle de tudo o que passa pelas telas de seus desejáveis dispositivos móveis, a Apple anunciou esta semana que proibirá que jornais impressos ofereçam versões gratuitas para o iPad a seus assinantes – aqueles que pagam para receber as edições físicas nas portas de suas casas todos os dias. O motivo, claro, é o velho e bom dinheiro: com a medida, a empresa deixaria de perder sua comissão de 30% que ganharia com a comercialização de aplicativos. Leia mais

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Tão tradicional quanto o Papai Noel, o especial do Roberto Carlos e daquelas confraternizações  repletas de colegas de trabalho completamente bêbados, as últimas semanas do ano também são marcadas pelas listas do que foi um sucesso (ou um fracasso) no ano.

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Android Market chega a 100 mil apps

Atenção fãs do Android: o sistema operacional do robozinho chegou à marca das 100 mil apps em seu Market nesta segunda-feira, aumento superior a 300% em relação aos parcos 30 mil programinhas que a plataforma registrava em março. O anúncio foi feito de maneira singela pela conta @AndroidDev às 14h (horário de Brasília) no Twitter. De qualquer maneira a maior loja online de apps para dispositivos móveis continua sendo a iTunes App Store, com seus cerca de 300 mil produtos em estoque para iPhones, iPads e iPods.

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Uma pesquisa realizada pela Nielsen Online mostra que boa parte dos usuários do tablet da Apple talvez ainda tenham um bom caminho para percorrer até se sentirem completamente à vontade no mundo mobile. A pesquisa diz que 32% dos donos de iPad nunca baixaram uma app sequer para seus tablets, os usando da maneira que saíram da caixa – e de quebra não aproveitando das vantagens e recursos que podem vir através da magia da iTunes App Store.
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Por enquanto sem fazer muito alarde, a iTunes App Store, loja de aplicativos para o trio iPhone, iPod Touch e iPad chegou ao impressionante número de 250 mil softwares em seu acervo, informa levantamento feito pelo site 148apps.biz. De acordo com o site, enquanto a quitanda do Tio Jobs conta com exatas 252.894 apps em seu catálogo, seu rival mais próximo é o Android Marketplace, que tem aproximadamente 100 mil apps.

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Matthrew Browning é um usuário do iPhone que recentemente escreveu um e-mail para Steve Jobs – que, como se sabe, anda animado em responder sua correspondência – indagando a respeito das rígidas regras de conteúdo da iTunes App Store. Sua reclamação era a respeito da exclusão do app do cartunista Mark Fiore, que já recebeu um prêmio Pullitzer por conta de suas sátiras políticas. Confira:

“Depois de anos de tentativas por parte de meus amigos, o iPhone 3G me converteu aos produtos Apple. Eu comprei quatro telefones, dois computadores e outros itens, mas de uns tempos para cá noto que começo a ter alguns problemas filosóficos com a companhia. Aparentemente a empresa está determinando qual tipo de conteúdo seus usuários podem receber, como o o caso do cartunista Mark Fiore, que faz sátira política e foi banido da Apple por ser considerado pornografia.

Eu faço de tudo para manter meus filhos longe de conteúdo adulto, mas isso não significa que eu não queria ver quanto eu esteja afim. É para isso que serve o controle dos pais. Coloquem esse tipo de apps numa categoria à parte e permitam aos pais que seu acesso seja controlado.

A missão da Apple não é fazer patrulha moral, mas sim desenhar produtos legais que os usuários gostariam de ter”.

E a resposta de Mr. Joboso, um pouco mais longa que o habitual (ou seja, com mais de três palavras):

“A App de Fiore esteve na App Store por pouco tempo e sua aprovação foi um engano. Em todo caso, nós acreditamos que temos a responsabilidade de manter pornografia longe do iPhone. Os que quiserem pornografia devem comprar um telefone com Android”.

Ouch. Sim, Steve Jobs recomendou que alguém comprasse um telefone com o Android, mesmo que indiretamente. Será que agora as vendas do Nexus One decolam? [Cult of Mac]

Apps para Android: Para o alto e avante.

De acordo com dados divulgados pelo site AndroidLib, o Android Market ganhou nada mais nada menos do que 9.331 novos aplicativos durante o último mês de março, o maior da história da lojinha de programas do Google.

Em dezembro 3.807 novas apps foram postadas no site, 4.458 em janeiro e 5.552 em fevereiro e até o momento, 2.302 programas haviam sido disponibilizados em abril no Android Market. Tamanho crescimento é maior do que o registrado pela iTunes App Store nos últimos tempos, e analistas apontam que em abril o número de novos programas “pode chegar a cinco dígitos”.

De qualquer maneira, nos números gerais a situação ainda é confortável para a Apple. Enquanto a loja futífera atualmente conta com “mais de 150 mil programas” em seu cardápio, sua rival robótica oferece “apenas” 30 mil apps para seus usuários.

Android: por enquanto, perdendo a batalha

Recente relatório da empresa Gartner indica que a venda e o desenvolvimento de apps para smartphones é um excelente negócio para qualquer empresa, desde que ela seja a Apple.

Os dados mostram que em 2009 o mercado de programas para telefones celulares inteligentes movimentou a bagatela de US$ 4,2 bilhões, sendo que 99,4% foram gastos em programinhas para o iPhone.

O 0,6% restante por hora é dividido entre o Google, Nokia e Palm, mas a própria Gartner aponta que, nas previsões mais otimistas, mesmo que seus rivais (leia-se Android) tenham um crescimento “notável” em 2010 a empresa da maçã ainda deverá ter pelo menos 66% do mercado no final deste ano.

Lançada em junho de 2008, a iTunes App Store chegou ao mercado junto do iPhone 3G e do iPhone OS 2.0, e só no último mês de dezembro, entre opções pagas e gratuitas, distribuiu 300 milhões de aplicativos.

Já dados da ComScore mostram que as apps mais populares são as gratuitas. Nos EUA, por exemplo, o programa mais presente na dupla iPhone/iPod Touch é o Facebook, que permite que seus usuários possam atualizar seus perfis na rede social. Na Europa a liderança fica com a app de reconhecimento musical Shazan, e, na Inglaterra, os proprietários do todo-poderoso smartphone usam toda sua tecnologia e recursos de conectividade com o… iPint, que simula um copo de cerveja. [Ars Technica]

A foto que ilustra é um Nexus One que teve sua tela acidentalmente quebrada por um leitor, publicada hoje pelo site Gizmodo.

O entusiasmo do pessoal da Apple

A Apple anunciou nesta terça-feira que os usuários da dupla iPhone e iPod Touch em todo o mundo já fizeram três bilhões de downloads de aplicativos para seus gadgets a partir da iTunes App Store. Aberta há 18 meses, a lojinha da maçã está disponível em 77 países e conta com uma “incrível variedade de programas” distribuídos em 20 categorias como jogos, esportes, notícias etc.

O primeiro bilhão de downloads feitos a partir da loja online foram completos em abril de 2009, e na ocasião a marca da maçã quebrou sua tradição e distribuiu cupons de desconto e sorteou um iPod Touch, um Time Capsule e um Macbook Pro.

Já para essa marca histórica, a empresa preparou um super comunicado que pode ser lido de graça </ironia> por qualquer internauta.

Dalai Lama Tenzin Gyatso: a China não gosta

Um pouco de história: declarado uma província autônoma da China desde 1913, o Tibete contava com um governo autônomo até 1959, quando seu líder político e religioso, que atende pelo nome completo de Sua Santidade o Grande Dalai Lama foi afastado do poder e exilado no exterior. Desde então os dois países vivem às turras, com direito a comoção internacional de um lado e retaliações violentas de outro.

Apesar de ainda fortemente reverenciado no Tibete, a figura do sorridente senhor com trajes amarelo e vermelho já foi chamada de “a face do demônio” pelo governo chinês, que o considera “perigoso e separatista”.

Por essas e outras chega a não surpreender que aplicativos com referências ao líder máximo do Tibete não estão disponíveis na iTunes App Store Chinesa, como aponta o site PC World. Pelo menos cinco programas, como o Dalai Lama Quotes, Dalai Lama Prayerwheel (que custam US$ 0,99) e o Paging Dalai Lama (gratuito) não estão mais disponíveis na loja online, assim como o Nobel Laureates, que contém informações a respeito de todos os ganhadores do prêmio Nobel desde 1885 – e o Dalai Lama Tenzin Gyatso recebeu o Nobel da Paz em 1989.

Em entrevista para o site PC World, Trudy Muller, porta-voz da Apple, refuta as acusações de censura afirmando que “nós apenas estamos seguindo as leis locais” e que “nem todas as apps estão disponíveis em todos os países”

Ao lembrar que num passado recente Google, Yahoo ou Microsoft também seguiram recomendações do governo chinês e bloquearam acesso a sites críticos ao regime e entregaram identidades de blogueiros, tal  censura não parece ser tão grave assim.