Kindle

Kindle é um leitor de e-books criado pela Amazon. Foi lançado em novembro de 2007, com preço inicial de US$ 399 e sistema operacional Linux. A primeira versão possuía processador de 532 MHz, 250 MB de memória interna, tela de 6” e uma bateria capaz de manter o dispositivo funcionando durante 30 dias, sem necessidade de recarga. Popularizou a tecnologia e-ink, que exibe textos sem emitir luz, aumentando o conforto visual. Em 2011 a Amazon anunciou novas versões do Kindle, a partir de US$ 79, uma edição com tela sensível ao toque e um tablet Android, chamado de Kindle Fire.

De acordo com um estudo realizado pelo Nielsen Norman Group — que não deve ser confundido com a empresa de análise de mercado Nielsen — com 24 leitores que apreciaram obras de Ernest Hemingway no PC, no Kindle 2, no iPad e no bom e velho livro impresso, este último ainda é o mais rápido para concluir a leitura.

O estudo concluiu que dos três meios digitais analisados, o iPad foi o que mais perto chegou dos livros impressos, sendo 6,2% mais lento que o papel. Leitores no Kindle foram 10,7% mais lentos do que no método mais tradicional. A leitura no PC foi a mais lenta, embora não tenha sido divulgado o quanto.

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A gigante americana de e-commerce Amazon atualizou hoje (mais de um ano depois do seu lançamento por sinal) o Kindle DX, a versão extra larga do seu leitor de e-books Kindle. O aparelho ganhou, dentre outras características, uma nova cor e uma tela com maior contraste. Além disso, o preço também foi reduzido. De US$ 489,00, ele passou a ser vendido por US$ 379,00.

Segundo a Amazon, a nova tela de e-ink com 9.7 polegadas tem 50% mais contraste que a anterior. E, diferente do iPad, a tela não perde visibilidade quando está virada diretamente para o sol, garante a empresa. Sobre a bateria do aparelho, a Amazon informa que ela pode durar até 2 semanas, desde que a função de 3G esteja desligada.
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Amostras de livros do Kindle poderão ser lidas em HTML 5

A Amazon avisou hoje que vai abraçar o HTML 5. Por enquanto, não vai ser possível ler os e-books que a empresa vende diretamente no navegador, mas as amostras de livros presentes no site poderão ser degustadas tranquilamente com o novo Amazon Previewer. Além do HTML 5, o recurso vai fazer uso intensivo do CSS 3. Se o livro em questão tiver áudio ou vídeo, esse item audiovisual também poderá ser visualizado diretamente no navegador.

O lançamento do app do Kindle para Android não foi a única novidade por parte da Amazon hoje. Agora a sua livraria virtual contará com títulos com audio e vídeo incorporados. Pelo menos por enquanto a novidade está disponível apenas no aplicativo do Kindle para dispositivos rodando iOS, ou seja, iPhone, iPod Touch e iPad.

A partir de hoje já estão disponíveis na Kindle Store alguns títulos tirando proveito dessas novas possibilidades. Entre os exemplos encontram-se livros de receita com vídeos mostrando como se faz (nunca mais se pergunte se o bolo está no ponto certo), livros com o melhor dos Beatles para o violão, livros sobre o canto dos pássaros, entre outros. Leia mais

Amazon disponibiliza Kindle app para Android

Meses depois de disponibilizar gratuitamente o aplicativo do Kindle para iPhone e iPod Touch, a Amazon finalmente liberou sua versão para a plataforma móvel Android. O Kindle app permite que usuários do leitor de e-books Kindle leiam os livros comprados no aparelho, além de permitir que sejam feitas anotações e marcações específicas que deverão aparecer em ambos os dispositivos. Apenas celulares com a versão 1.6 (ou superior) do Android vão conseguir rodar o aplicativo, cujo download é gratuito.

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Nessa segunda-feira, a rede de livrarias Barnes & Noble lançou um novo leitor de e-books: o Nook (com Wi-Fi) será vendido por apenas 149 dólares, o equivalente a R$ 260. Já a versão com Wi-Fi e conexão 3G do aparelho vai sair um pouco mais caro, por 199 dólares (R$ 350). A Amazon, criadora do Kindle, já respondeu à nova dinâmica do mercado: a empresa diminuiu o preço do Kindle de 259 dólares (R$ 456) por 189 dólares (R$ 334).

Começa a guerra dos e-readers.

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Kindle tem visor monocromático desde sempre. (tom.arthur)

Nessa terça-feira aconteceu, em Nova Iorque, a reunião anual de acionistas da Amazon. Jeff Bezos, o legendário CEO da companhia, falou um pouco sobre o futuro do Kindle. Ou melhor, sobre o não-futuro do dispositivo. Bezos afirmou que um leitor de e-books com visor colorido ainda está distante de se tornar uma realidade. Quem deve ter comemorado a declaração é Steve Jobs.

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A história vem desde outubro, mas agora faltam poucos meses para que o Google comece a enfrentar a Apple em mais um campo de batalha. Está previsto para junho, no máximo julho, o lançamento do Google Editions, um serviço de venda de livros em formato digital que muito lembra a iBookstore por trás do iPad.

A informação foi dada pela gerente de desenvolvimento de parceiros estratégicos da companhia, Chris Palma, durante uma conferência voltada para o mercado editorial. O nome do painel foi The Book On Google: Is The Future Of Publishing In The Cloud? (O livro no Google: o futuro da publicação está na nuvem? , em tradução livre), o que já sugere bastante do que está por vir.

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Quando Steve Jobs anunciou seu tão aguardado tablet, o iPad, foi aquela choradeira entre os tecnotarados. “Não tem câmera” “não tem multitarefa” etc. “Será um fiasco”, concluíram.

A má notícia para eles é que o iPad já é um sucesso. Os mais entusiasmados não enxergam isso por um simples motivo: o tablet não foi feito para eles. Logo após o anúncio, publiquei em meu blog uma opinião diferente sobre o iPad. Repercutiu bastante: os leitores expuseram sua opinião concordando ou discordando.

De um modo geral, os mais ligados em tecnologia eram os mais decepcionados com a Apple. Eu não me julgo candidata a um iPad em sua concepção atual, mas vejo um imenso potencial de inclusão digital daquelas pessoas para quem computadores sempre foram um bicho-papão. Aquelas que não se atentam a processador, memória e acham tarefas de instalação e manutenção um pesadelo. Citei meu pai, um excluído digital por opção.

Meu irmão, quando aparece em casa, sempre vê os inúmeros smartphones que testo sobre minha mesa e jamais dá a menor pelota para eles. Nem para o iPhone. Aliás, ele só tem um desktop na casa dele, adequado para seu feijão-com-arroz digital. No último fim de semana ele se dirigiu a mim e disse: “E esse iPad, heim? Gostei! Eu compraria.” Quase caí da cadeira!

Alguns fanáticos por tecnologia se agarraram tanto nas especificações técnicas que se esqueceram da computação invisível, o grande mote da Apple. Nada mais sensato que abrigar o iPhone OS no tablet — há vários vídeos de crianças de 2 anos pintando e bordando com o aparelho. Talvez alguns radicais achem que, só porque não os agradou, não agradará ninguém. Que irá encalhar e será o maior fiasco da empresa em todos os tempos.

Bem, para começar, tecnotarado de verdade não desdenha, e sim fica horas na fila aguardando seu iPad. :)

Segundo, é bobagem analisar o iPad isoladamente. Há todo um universo em volta. Steve Jobs está pensando no mercado por trás, o de livros, que tem potencial para ser tão lucrativo quanto o de músicas, filmes e aplicativos. Para isso, foi necessária a concepção de um dispositivo que agradasse ao grande público. Ser o que foi o iPod em 2001.

Se Amazon e Barnes & Noble estão preocupadas em perder seus clientes para a iBookstore? Bobagem! Seus respectivos apps para iPhone ganharão versões otimizadas para iPad. Ou seja, quem comprar o tablet da maçã já terá de lambuja 3 lojas à disposição. Quedas nas vendas do Kindle ou do Nook não são tão importantes, contanto que as pessoas continuem comprando seus livros. Bonita mesmo será a briga de preços entre as 3 lojas e suas editoras. Infelizmente elas já estão se mobilizando para montar uma espécie de cartel. Mas é uma questão de tempo eles aprenderem a lição que a indústria do audiovisual está penando para entender.

E olha que eu nem falei das possibilidades acadêmicas e educacionais do iPad, ou do imenso repertório de ebooks grátis na internet.

Se o universo dos livros digitais cresceu e apareceu com os atuais eReaders, com o iPad tem tudo para florescer.

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No lado pessoal… não há dúvidas que o iPad é um belo dispositivo, mas conforme eu disse acima, em sua concepção atual ele não me serve. Minha relação com a tecnologia é através de uma abordagem prática; tem que ser uma ferramenta auxiliar no meu dia-a-dia.

Tenho um ótimo laptop, um Macbook, que atende muito bem na vida pessoal e profissional, e dois excelentes smartphones, que cumprem com maestria todas as tarefas necessárias quando estou na rua, em trânsito ou qualquer lugar. Emails, navegação, banco de dados, mapas, material de referência, escrita e leitura… estou bem servida. Não faz sentido investir no mínimo 500 doletas — muito mais que um notebook básico — numa terceira categoria de dispositivo para, sei lá, navegar deitada no sofá.

A partir do dia 30 de março, a Livraria Cultura passará a vender e-books pelo site da empresa. Mais de 120 mil títulos estrangeiros e 500 títulos nacionais serão oferecidos no acervo inicial.

Os arquivos serão comercializados nos formatos PDF e ePub, ambos amplamente aceitos em diversos e-readers e em programas para computadores. Segundo Mauro Widman, coordenador do departamento de eBooks da Livraria Cultura, “[o formato ePub] é mais indicado para os leitores de e-book, porque ele se rediagrama com o tamanho da letra, diferente do PDF, que mantém uma diagramação física que obriga a navegar pela página para realizar a leitura”.

Apesar da pequena oferta inicial de livros nacionais no novo formato (se comparada à oferta de títulos internacionais), isso tende a mudar uma vez que a Livraria Cultura está oferecendo às editoras nacionais um serviço de conversão de arquivos para o formato ePub.

“Algumas editoras já estão mandando os livros para a gente em formato ePub ou no próprio formato PDF, já que podemos proteger contra cópia os dois formatos. Nem copy paste nem impressão”, afirma Widman.

O diretor de operações da empresa, Sergio Hertz, também comenta a possibilidade de a Livraria Cultura passar a vender leitores de e-book, assim como fizeram a Amazon com o Kindle e a Barnes & Nobles com o Nook. Ele aposta nos e-readers já existentes que lêem o formato ePub — como o Sony Reader e o iPad, entre outros. “Assim que um desses modelos passar a ser fabricado no Brasil, passaremos a vender leitores também”, prevê Herz.