Kindle

Kindle é um leitor de e-books criado pela Amazon. Foi lançado em novembro de 2007, com preço inicial de US$ 399 e sistema operacional Linux. A primeira versão possuía processador de 532 MHz, 250 MB de memória interna, tela de 6” e uma bateria capaz de manter o dispositivo funcionando durante 30 dias, sem necessidade de recarga. Popularizou a tecnologia e-ink, que exibe textos sem emitir luz, aumentando o conforto visual. Em 2011 a Amazon anunciou novas versões do Kindle, a partir de US$ 79, uma edição com tela sensível ao toque e um tablet Android, chamado de Kindle Fire.

A versão 1.0 beta do aplicativo do Kindle para Mac OS X. A versão para usuários da maçã estava sendo prometida desde o lançamento do aplicativos similar para Windows, há cerca de quatro meses. Através do programa, clientes da loja de livros e periódicos em formato digital da Amazon poderão ler suas obras — inclusive com cores, algo que o e-reader não tem — agora também no Mac.

Com o iPad e sua iBook Store potencialmente ameaçando seu negócio, a Amazon traz seu aplicativo de leitura do Kindle ao Mac e completa uma longa lista de dispositivos onde seus e-books podem ser lidos: os próprios Kindle/Kindle DX, iPhone, iPod touch, BlackBerry, Windows, Mac, e em breve até mesmo no iPad (que será uma disputa interessante de assistir: o app da Amazon, líder do mercado atualmente versus o app do iBooks, o novato da Apple).

Através do aplicativo para Mac (assim como os demais) pode-se ler os livros já comprados e, através do sistema chamado Whispersync, começar a ler um livro em qualquer um dos aplicativos/dispositivos citados acima, parar e depois poder continuar em qualquer um dos outros aplicativos/dispositivos do mesmo ponto onde a leitura parou.

O aplicativo para Mac já conta com diversas funcionalidades mas, como indica o termo “beta”, ainda não está completo. Algumas das próximas funções prometidas incluem a possibilidade de fazer busca no texto e de criar/editar anotações e marcações no texto, que por enquanto podem ser  apenas lidas no aplicativo.

Ao lançar o Kindle, a Amazon incluiu no gadget um navegador web. Poucos usuários do aparelho sabem disso, já que ele está escondido na sessão ‘Experimental’ do menu. Quem o descobriu sabe que a experiência de navegação é idêntica à dos celulares em 1998 no Brasil: vários links, páginas enormes e raras imagens. Mas isso poderá mudar nas próximas versões do Kindle.

Segundo um anúncio de vaga de emprego, a Lab126 (empresa subsidiária da Amazon responsável por desenvolver o Kindle) está procurando por um engenheiro de desenvolvimento de software, especificamente para ajudar a criar um ‘navegador web inovador’. Dentre as qualificações necessárias estão ter diploma da área de ciência da computação ou similar, conhecimento dos padrões web atuais e ter 3 anos de experiência na web.

O novo navegador pode tanto ser liberado nas próximas atualizações do Kindle ou pode estar presente apenas nas novas gerações do leitor de e-books da Amazon. Eu aposto na segunda opção, já que os Kindles vendidos até agora não tem uma tela específica para navegação web e também estão atados à um plano de dados que só permite download de livros. Isso pode ser facilmente resolvido com a adição de WiFi e uma tela de LED na terceira geração do gadget. Get on it, Amazon. [CNET]

Uma pesquisa conduzida pela ChangeWave Research indica uma grande demanda pré-lançamento para o iPad e que ele será um forte competitor no mercado de e-readers. O levantamento foi realizado entre os dias 1 e 10 de fevereiro e consultou 3.171 clientes.

O primeiro dado que surpreende é que o iPad apresenta uma demanda pré-lançamento maior do que a do iPhone original. Na época (abril de 2007) 3% dos entrevistados disseram que “muito provavelmente” comprariam o iPhone, e 6% disseram que as chances de comprar um era boa. No caso do iPad, esses números sobem para 4% e 9% dos entrevistas, respectivamente.

Outro dado significativo é o potencial de conquistar o mercado de e-readers que o iPad demonstra. Entre aqueles que já possuem e-readers — 68% deles tem o Kindle, da Amazon, seguido de longe por 10% do Sony Reader — quando perguntados se teriam comprado o mesmo e-reader que possuem se o iPad estivesse disponível na época da compra, menos da metade (45%) disse que teria comprado seu e-reader atual. Dos restantes, 27% teriam comprado o iPad e 30% ficariam na dúvida (o que, somando-se, estranhamente totaliza 102% dos entrevistados).

Fechando as estatísticas sobre o mercado de e-readers, dentre os pesquisados que disseram pretender comprar um e-book reader nos 90 dias subseqüentes ao lançamento do iPad, 40% pretendem comprar um iPad, 28% pretende comprar um Kindle, 6% pretendem comprar um Nook e apenas 1% pretende comprar um Sony Reader. Também é interessante notar que, dentre os que pretendem comprar o iPad algum dia, 36% diz que o fará dentro destes primeiros 3 meses, e até seis meses após o lançamento estima-se que 59% dos que pretendem comprar o novo gadget da Apple já o terão comprado.

Para uma mais clara visualização de todas essas porcentagens calculadas pela pesquisa você pode ver os gráficos expressando todas essas estatísticas comentadas (e mais algumas extras também) na galeria abaixo.

Acordo: valor desconhecido.

Acordo: valor desconhecido.

A Microsoftt anunciou hoje que fez um acordo com a Amazon para licenciamento de patentes. De acordo com o comunicado feito à imprensa, a empresa de Jeff Bezos que atualmente é o maior site de e-commerce do mundo terá que pagar um valor não revelado pelo uso de Linux em servidores. Em contrapartida, a Microsoft conseguiu acesso a tecnologias ligadas ao Kindle (de código aberto e proprietárias), o leitor de e-books desenvolvido e vendido pela Amazon.

Não é a primeira vez a MS negocia acordos graças ao Linux, o sistema operacional que foi combatido pela empresa durante muito tempo (parece que hoje em dia Steve Ballmer e sua trupe aprenderam a lição). TomTom, a fabricante de dispositivos móveis ligados à localização por satélite, além de Samsung e Xerox, são empresas que já precisaram pagar à Microsoft pelo uso dessas patentes.

A Microsoft já tem mais de 600 acordos relacionados a patentes com diversas empresas. Mary Jo Foley, da ZDNet, entrou em contato com a empresa de Redmond e conseguiu que respondessem algumas perguntas (embora as respostas não sejam muito satisfatórias). “Acordos de troca de patentes são formas importantes de reconhecer e respeitar os direitos de propriedade intelectual e tornar-nos possível ser mais criativos e colaborar com outras [empresas] na indústria”, disse um porta-voz da empresa.

Quando perguntados sobre quem pagava quem, a Microsoft limitou-se a dizer que “os termos do acordo são confidenciais. No entanto, a Amazon vai pagar à MS um valor não revelado”.

Ainda falta saber o que mais foi negociado nesse acordo e como as duas empresas vão tirar proveito das patentes que poderão usar. Em especial a Microsoft, que terá acesso à forma como o Kindle funciona. Zune e-Reader em breve? Ballmer já disse que não. [Foto: Litandmore]

iBooks no iPad: ainda nem chegaram ao mercado e já estão colocando a Amazon em apuros… (Wired)

Como já era de se imaginar, a aceitação da exigência da Macmillian de aumentar os preços de seus livros na Kindle Store abre um precedente para que outras editoras exijam o mesmo. Rupert Murdoch, o fundador, presidente e CEO da News Corp (o segundo maior conglomerado de mídia dos EUA, atrás apenas da The Walt Disney Company) também quer um acordo similar.

Murdoch diz que não gosta do modelo da Amazon de vender todos os e-books por US$ 9,99. “Eles nos pagam o preço integral de US$ 14,00 — ou o que quer que cobremos — mas eu realmente acho que isso desvaloriza os livros, e prejudica todos os revendedores de livros de capa-dura,” disse Murdoch.

Ao mesmo tempo que está descontente com a Amazon, Rupert Murdoch parece bem satisfeito com a Apple e sua iBook Store. “A Apple, em seu acordo conosco, que não foi revelado em detalhes, permite uma variedade de preços preços levemente mais altos,” disse ele.

A parceria com a News Corp é extremamente estratégica, e provavelmente perdê-la não é uma opção para a Amazon. O grupo de Murdoch detém (além de jornais como The New York Post e The Wall Street Journal) a editora HarperCollins, que possui 20 títulos entre os mais vendidos nos EUA nos últimos três meses, segundo a lista de best-sellers do New York Times. A HarperCollins já está entre as cinco editoras que inaugurarão a iBook Sotre da Apple, e tem poder de negociação suficiente para potencialmente forçar a Amazon a uma nova mudança na política de preços — e assim talvez derrubar definitivamente o modelo que se manteve até hoje na Kindle Store. [Wired]

iBooks no iPad: Apple chama o Kindle pro pau! (Clique para ampliar) (Divulgação)

Parte importante do lançamento do iPad hoje foi a sua faceta e-book reader. A Apple chamou os livros de iBooks (criativo, não?) e fundou uma nova loja para vendê-los, a iBook Store.

Através da iBook Store, proprietários do iPad poderão comprar e baixar livros direto do iPad, numa experiência similar à da iTunes Store e da App Store (que também estarão presentes no iPad). Aparentemente os preços dos livros irão variar entre US$ 8 (R$ 15) e US$ 15 (R$ 30), mas os valores ainda não foram oficialmente confirmados.

Os livros usarão o formato aberto ePUB (o mesmo utilizado pelos e-readers da Sony) e a interface procura ser muito próxima visualmente da experiência de ler um livro “de verdade”, com direito a uma estante onde ficam os livros adquiridos e páginas que viram quando puxadas pelo seu dedo. Também estará disponível, é claro, um índice para ir direto para o capítulo que se deseja. Além disso, será possível aumentar ou diminuir o tamanho da fonte, bem como mudar seu tipo (Baskerville, Cochin, Palatino, Times New Roman e Verdana são as opções), de acordo com a preferência de cada leitor.

A Apple já fechou acordo com “cinco das principais editoras” — Penguin, HarperCollins, Simon & Schuster, Macmillan, e Hachette Book Group — e pretende bater de frente com o Kindle, o leitor de e-books da Amazon.

“A Amazon fez um ótimo trabalho como pioneira dessa funcionalidade com o Kindle, então nós vamos nos apoiar em seus ombros,” disse Steve Jobs, CEO da Apple, durante o evento de lançamento do produto.

Round 1… Fight!

A Amazon, maior loja virtual do mundo, anunciou neste sábado (26) que no dia 24 de dezembro, portanto véspera de Natal, vendeu mais e-books do que livros de papel pela primeira vez em sua história. Além disso, como já era uma tendência clara, o Kindle foi o presente mais comprado de todos os tempos da Amazon neste final de ano.

Mas note que trata-se de um recorde que aconteceu em apenas um dia. Provavelmente o dia em que milhares de pessoas ganharam Kindles de presentes e, como primeira tarefa no novo brinquedo, foram na Amazon comprar seu primeiro e-book. Mesmo assim é bastante provável que mais e mais vezes isso aconteça com a substituição livro impresso pelo e-book.

Um grande problema de usar plataformas como o Kindle é que trata-se de um sistema fechado protegido por DRM. Em tese livros comprados para o Kindle só funcionam para o Kindle, o que pode ser um problema. Mas recentemente hackers disseram ter quebrado o DRM do Kindle. Com leitor de e-books open já começo a pensar em ter um desses aparelhos aqui! [CNET]

Assim como o iPhone possui diversas formas de sofrer jailbreak – para instalação de aplicativos não autorizados pela Apple -, agora é a vez do Kindle ser hackeado. Um hacker que se autodenomina “I Love Cabbages” anunciou que havia descoberto uma forma de exportar o conteúdo armazenado no Kindle para outros dispositivos.

O leitor de e-books da Amazon, maior empresa de e-commerce do mundo, salva todo o conteúdo do dispositivo em um arquivo de extensão .azw. O detalhe é que esse arquivo passa pelo processo de proteção, de modo que os livros e demais conteúdos ali presentes não possam ser redistribuídos. A título de exemplificação, muitas canções vendidas pela iTunes da Apple também passam pelo mesmo processo.

A quebra do DRM do Kindle permitirá que um usuário possa pegar os livros virtuais que comprou por meio da Amazon e os exporte para outro formato que seja de seu interesse. Para tanto será preciso usar o aplicativo Unswindle, desenvolvido por I Love Cabbages, em conjunto com MobiBeDRM, outro programa muito utilizado por hackers.

A Amazon ainda não comentou o assunto. [PC World]

O advogado brasileiro Marcel Leonardi obteve na Justiça uma liminar que lhe garante o direito de comprar o leitor digital de livros e periódicos Kindle sem pagar impostos de importação. Assim, Leonardi pagará US$ 259 pelo aparelho, estando isento dos US$ 266,62 que seriam pagos exclusivamente em tributos.

O advogado entrou com um mandato de segurança amparado pela artigo 150, inciso VI, alínea “d” da Constituição Federal, que garante imunidade tributária à importação de livros, jornais, periódicos e papel destinado a sua impressão.

“Essa lei existe para garantir o acesso à cultura, por isso não se pagam impostos na importação de livros. Ela também fala na isenção de papel para a impressão de textos, que já foi estendido para CD-ROMs e mídias eletrônicas em geral. O Kindle se encaixa nessa categoria, pois tem como única finalidade a leitura”, explicou Leonardi.

Como a Amazon já cobra os impostos de importação (assim como os US$ 21 do frete) no ato da compra, Leonardi irá comprar o produto e pedir que seja entregue a um contato nos EUA. O Kindle então será enviado pelo correio ao Brasil e a liminar isentará o advogado dos impostos.

A decisão foi tomada pela juíza federal substituta Marcelle Ragazoni Carvalho, da 22ª Vara Federal de São Paulo, mas ainda cabe recurso por parte da Receita Federal.

Agora deixo para que os advogados que nos lêem discutirem nos comentários: será que isso não abre um precedente significativo, que poderia beneficiar mais brasileiros com a isenção tributária para importação de leitores digitais? [G1]

[Atualização às 20h23] O Fugita, da equipe do Tecnoblog, nos indicou um texto bastante interessante escrito pela advogada Flavia Penido na ocasião do lançamento do Kindle para o público brasileiro. Para quem se interessar mais sobre o tema, fica aqui a sugestão de leitura: “Considerações tributárias acerca do Kindle“.

kindle-iphoneO Kindle já havia chegado ao Brasil. Mas agora chega também a sua versão para iPhone, antes só disponível para usuários americanos ou os que tinham criado conta no iTunes dos EUA com um dos milhares de tutoriais que existem por aí. Na verdade o Kindle para iPhone está disponível agora para o mundo todo.

O software é gratuito na App Store e portanto não permite fazer compras dentro dele. Mas quando você quer comprar ou apenas olhar os livros disponíveis é direcionado para o Safari. Compra feita – comprei um e-book gratuito a título de testes – ao retornar ao aplicativo do Kindle ele sincroniza o livro automaticamente e fica disponível para leitura.

Depois disso tentei assinar o jornal Zero Hora e não deu certo. Segundo a Amazon jornais e revistas não estão disponíveis para iPhone.

Infelizmente nem todos os livros no formato Kindle estão disponíveis na nossa região (América Latina e Caribe). Um outro que havia achado não pude baixar pro iPhone devido a essa restrição de região. Agora é esperar por e-books em português (vai sonhando, vai!). [Wired Blog]