Kindle

Kindle é um leitor de e-books criado pela Amazon. Foi lançado em novembro de 2007, com preço inicial de US$ 399 e sistema operacional Linux. A primeira versão possuía processador de 532 MHz, 250 MB de memória interna, tela de 6” e uma bateria capaz de manter o dispositivo funcionando durante 30 dias, sem necessidade de recarga. Popularizou a tecnologia e-ink, que exibe textos sem emitir luz, aumentando o conforto visual. Em 2011 a Amazon anunciou novas versões do Kindle, a partir de US$ 79, uma edição com tela sensível ao toque e um tablet Android, chamado de Kindle Fire.

Ele devolveu meu dever de casa!

"Ele devolveu meu dever de casa!"

Em julho postamos no Tecnoblog News sobre o processo que o estudante Justin Gawronski abriu contra a Amazon por ela ter tirado o livro 1984 de seu Kindle, leitor de e-books da empresa. Junto com o livro, foram levadas juntas todas as anotações que Gawronski havia feito e isso motivou-o a abrir o processo. Hoje talvez ele tenha motivos para deixar a ação de lado.

A Amazon anunciou hoje que irá devolver o livro gratuitamente a todos os Kindles dos quais ele foi apagado junto com as anotações feitas. Para quem não quiser o livro, a empresa prometeu enviar um cheque de 30 dólares ou um vale-compras no mesmo valor, dependendo da escolha do usuário. A devolução do e-book não tem uma data certa.

O livro foi apagado dos Kindles através de um acesso remoto pela rede celular da operadora Sprint, embutida no gadget, porque a editora vendendo o e-book através da Amazon não tinha os direitos sobre a distribuição dele. Mas receber o livro de volta junto com as anotações ou um crédito de 30 dólares pode não ser o suficiente para Justin, já que a data de entrega do trabalho que ele faria sobre 1984 já deve ter passado. [Gizmodo]

Sony Reader Touch, vendido por US$ 279.

Sony Reader Touch, vendido por US$ 279.

Enquanto o Kindle ainda não permite o “empréstimo” do conteúdo comprado, a Sony vai trabalhando no sentido oposto com seu Sony Reader, vendido em uma versão com tela touchscreen e em outra sem o touch (conhecida como Pocket). A empresa anunciou hoje na livraria pública de Nova York que permitirá aos donos do Reader que peguem livros emprestados de bibliotecas, com prazo de 21 dias para devolvê-los.

Vai funcionar da seguinte forma: no site próprio do Sony Reader para compra de livros, o usuário poderá informar qual é a biblioteca que costuma frequentar e passará a ter acesso aos livros dessa biblioteca que estejam disponíveis para empréstimo.

A Sony também planeja adotar um hardware mais semelhante ao do Kindle, com acesso à internet através da rede 3G. O aparelho, cujo nome é Reader Daily Edition (algo como Edição Diária) teria visor de 7 polegadas e seria voltado para leitura de jornais e revista. A empresa já estaria negociando a distribuição desses periódicos com empresas de comunicação.

O Sony Reader atual custa entre US$ 199 e US$ 279, dependo da versão, em contraste com a faixa de preço entre US$ 299 e US$ 489 do Kindle, produzido pela Amazon. O leitor de e-books da gigante japonesa tem acesso gratuito a 1 milhão de livros através do Google Books. [Ars Technica]

google_book_search_logoHá tempos o Google Books atrai a ira de muitos. O projeto da empresa californiana de criar a maior biblioteca virtual do mundo disponibilizando  livros online em páginas com anúncios já foi alvo do Sindicato dos Autores norte-americano e de diversas editoras. No final de 2008 um acordo foi firmado entre o Google e as demais partes citadas,  garantindo à gigante da web o direito de criar sua biblioteca online, e aos autores e editoras de receber por isso. Mas esse não foi o fim do assunto.

Microsoft, Yahoo e (provavelmente a maior interessada) Amazon juntaram-se à organização Internet Archive e formaram a Open Book Alliance (Aliança do Livro Aberto, em tradução livre) com o objetivo de impedir o Google a seguir em frente com seu projeto. Curiosamente, a aliança é co-liderada por Gary Reback, um proeminente advogado especialista em casos anti-truste. Reback tornou-se muito conhcido por sua atuação nas investigações anti-truste contra a Microsoft nos anos 1990.

Em comunicado, o Google se defende:  “O acordo Google Books está injetando mais competição no mercado de livros eletrônicos. É compreensível que nossos concorrentes  lutem com vigor para evitar mais competição.”

Se o acordo for liberado, o Google terá direitos não-exclusivos sobre livros sem autor idenrificado e ficará com 30% do dinheiro das vendas dos demais livros através do Google Books. [Engadget/Mashable]

"Ele comeu meu dever de casa!"

"Ele comeu meu dever de casa!"

O estudante Justin Gawronski, 17 anos, está processando a Amazon por um motivo aparentemente simples: a empresa arruinou o dever de casa dele. A explicação é que, ao remover o livro “1984″ de todos os dispositivos, a companhia atrapalhou os estudos dele para aulas de inglês.

Gawronski diz que costuma fazer muitas anotações, e por isso mesmo foi que comprou um Kindle no início do ano. Ao saber que participaria de um time de debates, optou pelo aparelho eletrônico, que tem teclado que facilita a inserção de notas. No entanto, o jovem não poderia esperar que, devido a problemas de copyright, a Amazon decidisse remover o livro de todos os Kindles, sem mais nem menos e sem o consentimento do dono.

Ao enviar um e-mail para o serviço de atendimento ao cliente da Amazon, Justin recebeu como resposta a desculpa de que a empresa não poderia fazer nada por ele, uma vez que direitos autorais foram o motivo para a remoção do livro.

Com isso, o estudante ainda tem as anotações salvas na memórias do Kindle, mas alega que sem a cópia eletrônica de “1984” elas não fazem muito sentido.

A ação judicial vai se desenrolar no tribunal federal de Seattle. [WSJ]

Kindle DXJeff Bezos, CEO da Amazon, disse nessa segunda-feira (15) que considerou aplicar ao Kindle um modelo de negócios semelhante ao da indústria de celulares, mas que optou por cobrar pelo aparelho o que ele de fato custa para ser fabricado.

O leitor de e-books da Amazon é vendido em duas versões: a mais simples, conhecida simplesmente como Kindle, tem tela de 6 polegadas e custa US$ 359, enquanto que a mais cara, chamada de Kindle DX, tem tela de 9,7 polegadas e custa US$ 489.

O executivo afirmou à Wired que a Amazon vende uma enorme quantidade de aparelhos celulares por muito pouco e que tem ciência de que, nesse modelo de negócios, é preciso alguma armadilha que prenda o cliente à empresa. No caso da telefonia, são assinaturas mensais, com contratos de um ou dois anos nos Estados Unidos.

Segundo Bezos, o a versão mais cara do Kindle poderia ser vendida por apenas 99 dólares, mas seria necessário cobrar uma mensalidade de US$ 60 ou mais para ter acesso aos serviços que aparelho oferece. No modelo de negócios escolhido pela Amazon, o Kindle DX custa US$ 489, porém sem custos relativos ao tráfego de dados da rede Whispernet, pela qual os livros são baixados.

A Amazon preferiu manter a venda de leitor de e-books separada da venda dos e-books. Assim, pode oferecer somente o dispositivo ou somente os livros eletrônicos, como já faz com o iPhone OS através de um aplicativo gratuito. [Epicenter]

A principal notícia dos últimos dias, em todos os veículos de tecnologia que acompanhamos, é o lançamento do Kindle 2. Trata-se da segunda geração do leitor de e-books da gigante Amazon.

O Kindle 2 apresenta melhorias notáveis em relação ao seu irmão mais novo. Ele é mais fino (apenas 8mm), e tem 2GB de memória interna para armazenamento de texto e imagens. Com essa memória, estima-se que seja possível guardar cerca de 1500 livros ao mesmo tempo.

kindle-2-amazon

Kindle 2 - mais fino e atraente

Ele tem autonomia de 4 dias em uso, e conectado à internet EVDO. A bateria pode durar ainda até duas semanas, caso a conexão com a internet não esteja ativa.

Tenho que admitir que o Kindle 2 até parece ser legalzinho, mas você pagaria 360 dólares em um leitor de e-books? (responda a enquete abaixo)

Como não sou um grande amante da literatura, a minha resposta tende a ser negativa. Mas meu ponto de vista envolve outros fatores que vão além do gosto por livros.

O que já ouvi de pessoas que gostam de ler, é que elas não trocam um livro por uma tela de computador. E há vários motivos que vão desde a sensação de trocar as páginas, até o cheiro do livro. Mas eu também costumo refletir sobre a quantidade crescente de gadgets que carregamos na mochila.

Você se lembra quantos eletrônicos carregava com você todos os dias alguns anos atrás? Atualmente eu ando com um notebook, dois celulares, e todos os acessórios que são indispensáveis (tais como carregadores e cabos USB). Isso quando a câmera digital não vem junto.

Minha intenção com este post não é prover a resposta para nenhuma dessas questões. Eu sei que não sou o target para o consumo de um leitor de e-books, então a resposta é com vocês. :)