
A versão 1.0 beta do aplicativo do Kindle para Mac OS X. A versão para usuários da maçã estava sendo prometida desde o lançamento do aplicativos similar para Windows, há cerca de quatro meses. Através do programa, clientes da loja de livros e periódicos em formato digital da Amazon poderão ler suas obras — inclusive com cores, algo que o e-reader não tem — agora também no Mac.
Com o iPad e sua iBook Store potencialmente ameaçando seu negócio, a Amazon traz seu aplicativo de leitura do Kindle ao Mac e completa uma longa lista de dispositivos onde seus e-books podem ser lidos: os próprios Kindle/Kindle DX, iPhone, iPod touch, BlackBerry, Windows, Mac, e em breve até mesmo no iPad (que será uma disputa interessante de assistir: o app da Amazon, líder do mercado atualmente versus o app do iBooks, o novato da Apple).
Através do aplicativo para Mac (assim como os demais) pode-se ler os livros já comprados e, através do sistema chamado Whispersync, começar a ler um livro em qualquer um dos aplicativos/dispositivos citados acima, parar e depois poder continuar em qualquer um dos outros aplicativos/dispositivos do mesmo ponto onde a leitura parou.
O aplicativo para Mac já conta com diversas funcionalidades mas, como indica o termo “beta”, ainda não está completo. Algumas das próximas funções prometidas incluem a possibilidade de fazer busca no texto e de criar/editar anotações e marcações no texto, que por enquanto podem ser apenas lidas no aplicativo.
08/02/2010 às 17h48 por João Brunelli Moreno
A Biblioteca Britânica, que mantém em seu acervo cerca de 150 milhões de itens entre livros, periódicos, filmes, músicas, patentes, mapas, selos e outras produções anunciou que disponibilizará aproximadamente 65 mil clássicos da literatura inglesa na web, de graça, em formato “compatível com os principais e-books do mercado”, como o Kindle, por exemplo.
As versões que cairão na rede serão as primeiras edições de títulos de autores como Charles Dickens ou James Joyce, entre milhares de outros, e manterão a tipografia e as ilustrações de suas raras versões de papel, muitas vezes publicadas há alguns séculos. Um exemplo é a obra Razão e Sensibilidade, publicada em 1811 pela escritora Jane Austen e que tem sua edição original, naturalmente de papel, avaliada em alguns milhares de euros.
A digitalização das obras está sendo feita sem qualquer custo (uia!) desde 2005 pela Microsoft e os navegantes poderão baixar os livros de seu interesse a partir do meio do ano. Caso o leitor faça questão de ter a obra de papel em suas mãos, reproduções impressas das primeiras edições estarão à venda na Amazon por preços que variam de R$40 a R$ 60. [Times]
As ações da Amazon caíram despencaram 7% nesta segunda-feira perante o temor de que os preços dos seus e-books subam perante a pressão das editoras para aumentar suas margens — isso sem contar, é claro, a iminente concorrência da Apple.
Tudo começou no dia 27 de janeiro, quando a Apple anunciou o iPad, e como parte dele, um aplicativo que lê e-books. Mais do que isso, a Apple também anunciou naquela quarta-feira que iniciaria as operações de uma loja online de e-books nos mesmos moldes das suas lojas de músicas e de aplicativos para iPhone/iPod Touch/iPad. Pelo notável sucesso que a iTunes Store e a App Store obtiveram, o mercado já ficou atento ao potencial da nova iBook Store — e ao dano que isso poderia causar ao intocado domínio do mercado de e-books que a Amazon por enquanto detém.
Apesar disso, ainda nenhum grande impacto havia sido sentido pela Amazon na prática. No domingo, porém, ela cedeu à pressão da editora Macmillian, que exigia que seus e-books fossem vendidos na faixa de preço variando de US$ 12,99 a US$ 14,99, de 30% a 50% acima do valor de US$ 9,99, pelo qual a Amazon tem vendido a maioria dos seus lançamentos e best-sellers. E isto foi o estopim da desconfiança do mercado, que, aliada à ameaça do iPad, derrubou em 7% as ações da Amazon nesta segunda-feira. O temor é de que o caso da Macmillian acabe levando as outras editoras a exigirem que seus preços também sejam reajustados, e isto, na visão dos investidores, seria prejudicial à Amazon.
É possível inferir — e que fique bem claro que aqui estamos entrando nos domínios do “achismo” — que isso tudo tenha sido causado por causa da nova iBook Store. A Macmillian foi uma das parceiras anunciadas pela Apple na nova loja, e o preço que ela exigiu da Amazon se encaixa perfeitamente na faixa de valores que se imagina que será praticada pela Apple, e talvez por isso a editora tenha insistido na atualização dos valores.

iBooks no iPad: Apple chama o Kindle pro pau! (Clique para ampliar) (Divulgação)
Parte importante do lançamento do iPad hoje foi a sua faceta e-book reader. A Apple chamou os livros de iBooks (criativo, não?) e fundou uma nova loja para vendê-los, a iBook Store.
Através da iBook Store, proprietários do iPad poderão comprar e baixar livros direto do iPad, numa experiência similar à da iTunes Store e da App Store (que também estarão presentes no iPad). Aparentemente os preços dos livros irão variar entre US$ 8 (R$ 15) e US$ 15 (R$ 30), mas os valores ainda não foram oficialmente confirmados.
Os livros usarão o formato aberto ePUB (o mesmo utilizado pelos e-readers da Sony) e a interface procura ser muito próxima visualmente da experiência de ler um livro “de verdade”, com direito a uma estante onde ficam os livros adquiridos e páginas que viram quando puxadas pelo seu dedo. Também estará disponível, é claro, um índice para ir direto para o capítulo que se deseja. Além disso, será possível aumentar ou diminuir o tamanho da fonte, bem como mudar seu tipo (Baskerville, Cochin, Palatino, Times New Roman e Verdana são as opções), de acordo com a preferência de cada leitor.
A Apple já fechou acordo com “cinco das principais editoras” — Penguin, HarperCollins, Simon & Schuster, Macmillan, e Hachette Book Group — e pretende bater de frente com o Kindle, o leitor de e-books da Amazon.
“A Amazon fez um ótimo trabalho como pioneira dessa funcionalidade com o Kindle, então nós vamos nos apoiar em seus ombros,” disse Steve Jobs, CEO da Apple, durante o evento de lançamento do produto.
Round 1… Fight!
27/12/2009 às 12h22 por Alexandre Fugita
A Amazon, maior loja virtual do mundo, anunciou neste sábado (26) que no dia 24 de dezembro, portanto véspera de Natal, vendeu mais e-books do que livros de papel pela primeira vez em sua história. Além disso, como já era uma tendência clara, o Kindle foi o presente mais comprado de todos os tempos da Amazon neste final de ano.
Mas note que trata-se de um recorde que aconteceu em apenas um dia. Provavelmente o dia em que milhares de pessoas ganharam Kindles de presentes e, como primeira tarefa no novo brinquedo, foram na Amazon comprar seu primeiro e-book. Mesmo assim é bastante provável que mais e mais vezes isso aconteça com a substituição livro impresso pelo e-book.
Um grande problema de usar plataformas como o Kindle é que trata-se de um sistema fechado protegido por DRM. Em tese livros comprados para o Kindle só funcionam para o Kindle, o que pode ser um problema. Mas recentemente hackers disseram ter quebrado o DRM do Kindle. Com leitor de e-books open já começo a pensar em ter um desses aparelhos aqui! [CNET]
30/11/2009 às 16h08 por Alexandre Fugita

Kindle 2
O leitor de e-books da Amazon, o Kindle, bateu recordes de vendas no mês de Novembro de 2009, segundo a empresa americana. Além disso a Amazon informa que o Kindle é o produto que mais vende e continua como o mais desejado e presenteado item em todas as categorias de sua loja virtual.
Mas como bem pontuou o ZDNet, apesar da notícia ser interessante e ganhar manchetes em todos os sites de tecnologia, a Amazon nunca mostra os números. Vende bem, mas quanto? Aproveitando a crítica o ZDNet também diz que essa notícia é na verdade uma tentativa de ofuscar o lançamento do Nook, produto concorrente da Barnes & Noble, que acontece ainda essa semana.
Recentemente o Kindle passou a ser vendido oficialmente fora dos EUA. O Brasil foi contemplado. O preço do leitor de livros aqui está ao redor de mil reais, já incluindo os impostos.
A guerra pelo mercado de e-books está só começando. Além de vários concorrentes como a Sony, recentemente o Google anunciou que pretende entrar neste mercado com uma plataforma mais aberta. Aliás essa é uma discussão interessante. A Amazon tem a plataforma líder de mercado mas fechada. E o Google Editions – esse é o nome do sistema da gigante de Montain View – vem com um sistema aberto e menos restrições. Quem vencerá? [ZDNet e Yahoo! Finance]
10/11/2009 às 12h36 por Rafael Silva
A Amazon disponibilizou hoje a versão 1.0 beta do programa Kindle para PC, anunciado em outubro. Através dele, usuários do Kindle poderão ler livros e periódicos (em versões coloridas) comprados no dispositivo.

Porém, ao contrário do que diz a Amazon, ainda não é possível fazer compras direto do programa, o usuário deverá efetuá-las através do próprio aparelho ou pelo site da empresa. E quem ainda não tem um Kindle também não poderá comprar e-books ou jornais disponíveis no acervo digital da Amazon, é preciso ter e registrar alguma versão do leitor para poder ter acesso à biblioteca, que varia de país a país.
A empresa também lista algumas das melhorias que deverá trazer em futuras versões do programa, incluindo suporte a gestos no Windows 7, criação de notas e destaques, melhor busca integrada e opção de dar zoom e rotacionar imagens.
O programa é gratuito, só está disponível em inglês e é compatível com Windows XP SP2, Windows Vista e Windows 7. Segundo a Amazon, a versão para Mac OS X será liberada em breve.
27/10/2009 às 15h02 por Rafael Silva
A Bridgestone, conhecida fabricante de pneus (!), anunciou hoje a criação do primeiro leitor de livros digitais flexível do mundo. Ele tem 5,8 mm de espessura e uma tela de 13 polegadas feita de e-paper sensível ao toque. E o display não mostra só preto e branco, ele suporta até 4096 cores.

Caneta stylus é necessária para navegação
Ele foi criado usando uma tecnologia chamada pela empresa de Quick-response Liquid Powder, que pode ser traduzido para algo como “Pó líquido de resposta rápida” e é a resposável pela flexibilidade da tela, da placa de circuitos e do encapsulamento.
O e-reader ainda não tem nome nem data para ser liberado para venda, mas a Bridgestone anunciou que vai testar o dispositivo em mercados selecionados a partir do ano que vem. Um protótipo dele também estará em exposição na feira de tecnologia FPD International na cidade de Yokohama, no Japão, a partir de amanhã. Curiosamente, não é só nesse mercado (e no de pneus) que a empresa atua: eles também fabricam desde próteses para golfinhos a até equipamentos de golfe, confira no site deles.
Em resposta, a Amazon e Barnes & Noble poderiam ter anunciado que passariam a vender livros sobre como economizar na compra de pneus para carros, bicicletas e qualquer outro veículo. Infelizmente, nenhuma das empresas se pronunciou. [Engadget]