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Sim, passamos por uma crise ambiental. O aquecimento global é uma realidade que qualquer morador de São Paulo consegue verificar nessa quarta-feira de muito calor e mormaço. Pena que nossos governantes continuam fazendo muito pouco – ou quase nada – para mudar esse quadro. A organização WWF, de proteção à natureza, colocou a mão no código-fonte e desenvolveu um novo formato de documento que promete ajudar nessa questão.

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Geralmente nós levamos em consideração o preço e os recursos apresentados por um produto na hora de escolher qual TV de LCD comprar, ou qual notebook. São tantas opções nos dias de hoje, e mesmo assim esses costumam ser os principais pontos discutidos. Mas não deveria ser assim: levar em consideração o quão prejudiciais ao meio ambiente esses produtos são é uma possibilidade.

Para facilitar nesse comparativo, o Greenpeace Brasil publicou as empresas que são mais verdes e as que são menos verdes.

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Viva-voz solar da LG

A LG do Brasil anunciou nessa sexta-feira que vai passar a oferecer acessórios, além dos produtos eletro-eletrônicos e dispositivos móveis que nós já estamos acostumados a ver. Entre os carregadores e fones de ouvido que a empresa apresentou à imprensa hoje, destaca-se um kit veicular para viva-voz que é movido a energia solar. Isso mesmo, enquanto houver luz do sol, o equipamento vai funcionar perfeitamente.

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Kindle só é benéfico ao meio ambiente depois de 23 livros

Se você achava que só ao comprar um Kindle já estava fazendo um favor ao meio ambiente ao diminuir a quantidade de árvores gastas para imprimir livros, pense de novo. Uma empresa chamada Cleantech fez os cálculos para descobrir quanto a produção do Kindle gera em gás carbônico. Ela percebeu que cada um deles gera 168 Kg de CO² no meio ambiente. A produção de um livro de papel gera apenas 7,5 Kg. Então é necessário comprar ao menos 23 livros para que a economia do Kindle faça diferença. | Kindinho

A Ubisoft anunciou ontem que não vai mais produzir manuais. Pelo menos, não os manuais impressos que desde sempre acompanham pacotes de jogos. Alegando buscar uma produção de jogos ambientalmente mais correta, a empresa vai eliminar os impressos de jogos para PlayStation 3, da Sony, e Xbox 360, da Microsoft.

Entre as iniciativas da empresa, está a inserção de manuais dentro dos próprios jogos. A medida vai “oferecer ao jogador acesso fácil e mais intuitivo às informações do jogo, da mesma forma que vai permitir à Ubisoft prover manuais mais robustos para seus jogadores”. Leia mais

Todo Mac tem agora o selo EPEAT Gold (categoria “ouro” da Ferramenta de Avaliação Ambiental de Produtos Eletrônicos)

A Apple e o Greenpeace nem sempre foram melhores amigos, mas de uns tempos pra cá a Apple tem se mostrado obcecada por tornar seus produtos o mais “verdes” possíveis. Foi em reconhecimento aos resultados da empresa em reduzir a poluição ambiental que o Greenpeace concedeu uma grande estrela dourada em cada uma das categorias que participam do ranking(que contém também outras empresas): computadores desktop, laptops, celulares e monitores. O Greenpeace comunicou:

“A Apple está liderando em termos de eliminação de PVC tóxico e BFRs de todos seus novos produtos, com os novos iMacs e MacBooks sendo os primeiros PCs completamente livres de PVC e BFR.”

(Nota do Redator: BFRs são retardantes de chamas bromados, que podem ser nocivos a humanos e animais, e são comumente encontrados em eletrônicos.)

É claro que os esforços da Apple em “ser verde” não são motivados apenas por um bom coração e a presença de Al Gore no conselho administrativo da empresa. As regulamentações ambientais estão cada vez mais severas, principalmente na Europa, onde produtos contendo diversos compostos químicos (como os BFRs por exemplo) já são banidos ou controlados.

Ainda assim, qualquer que seja sua motivação, a Apple está realmente comprometida com o meio ambiente, e outro resultado disso é sua melhor posição em outro ranking do Greenpeace, o Guia para Eletrônicos Mais Verdes, onde a Apple subiu seis posições desde julho de 2009 e agora é a quinta empresa mais verde entre as 18 analisadas. Ela só não foi melhor porque perdeu pontos por não fornecer informações públicas em alguns aspectos, como seus planos futuros para eliminação de certos compostos químicos. Mas pra quem conhece um pouquinho da Apple, esse segredo todo não é nenhuma novidade. ;) [Ars Technica]

Desde o dia 18/03, está acontecendo aqui em São Paulo o SAP Forum – o maior evento de negócios e tecnologia da América Latina. O tema principal este ano é sustentabilidade. Discutir mudanças de mercado, de forma que as companhias se tornem economicamente sustentáveis a curto médio e longo prazo.

Não menos importante, o tema também abrange um dos assuntos mais discutidos da atualidade – como fazer bom uso dos recursos naturais, que estão cada vez mais escassos.

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Para onde será que vão todos esses copos e panfletos?

Estima-se que um evento como este, emita cerca de 82 toneladas de CO2! Neste cálculo, estão inclusos tanto as emissões aqui do evento, quanto as feitas pelos meios de transporte que trouxeram todo o pessoal para cá. Até aí não há como culpar ninguém, afinal, não há como vir andando – alguns até de outro país.

Lhes digo que com apenas uma volta pelo local, você já sai carregando um monte de folhetos, catálogos, guias, sacolas, etc. Isto sem falar nos brindes, e copos plásticos das águas e cafézinhos que você conseguir consumir (todos são de graça, e há um estande servindo, a cada 10 metros). Mas onde vai parar tudo isso?

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Repare no único material orgânico: papéis e copos sujos de café

Em tempos de recursos naturais escassos, surge a dúvida: Será que o SAP Forum é um evento sustentável? Já que o tema deste ano é justamente este, não seria interessante eles começarem dando o exemplo? E que o fizessem melhor do que o pessoal do Campus Party, que separou o lixo, para depois juntar tudo novamente.

Talvez o senhor Marcus Vinicius Giorgi, Diretor de Marketing da SAP Brasil, devesse ter refletido melhor sobre o assunto, antes de afirmar: “O tema sustentabilidade traz à tona também a preocupação com o meio-ambiente e como melhor utilizar os cada vez mais escassos recursos naturais disponíveis“.

Ver todo este lixo sendo misturado, em um evento onde 85% do material descartado é reciclável (a maioria plástico e papel) é lamentável. Ainda mais por vir de uma empresa que levanta a discussão sobre sustentabilidade.

Não há dúvidas de que a SAP é uma das empresas líderes de seu ramo, e que entende muito de sustentabilidade financeira. Mas o que se vê aqui no forum, é mais uma grande corporação que pensou demais no lado econômico, e esqueceu do meio ambiente.