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O iPad demorou para chegar oficialmente no Brasil, mas quando estreou, foi recebido com festa pelos macmaníacos e, principalmente, pelos grandes veículos de comunicação.

A mídia tradicional impressa tem um interesse muito grande no tablet da Apple. A brasileira também. Isso ficou às claras quando, na semana em que o grande destaque da imprensa mundial eram as fofocas diplomáticas espalhadas pelo WikiLeaks, duas das principais revistas semanais brasileiras preferiram estampar o iPad em suas capas.

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Na área de distribuição de mídia, o modo mais presente é mesmo o disco. Sejam DVDs ou Blu-ray, grande parte dos vídeos são distribuídas através deles, seguidos da distribuição digital. Nesse campo a tentativa de inovação é constante. A indústria de música já tentou vender cartões de memória com músicas pré-carregados e a cinematográfica também tentou inovar vendendo filmes em pen-drives, mas ambas falharam pela falta de adoção dos usuários.

A nova tentativa dos estúdios de Hollywood para distribuir seus filmes e tentar lucrar mais é embuti-los em HDs externos. A primeira fabricante a fazer isso será a Seagate, que criou uma parceria com o estúdio americano Paramount e vai entregar 21 filmes pré-carregados no FreeAgent Go, HD externo de 500 GB. Dentre os 21 vídeos apenas 1 deles, Star Trek (2009) será gratuito. Caso o usuário queria assistir aos demais, deverá pagar por uma senha que desbloqueia os vídeos e que custarão entre 10 e 15 dólares.

Ainda que seja conveniente, é possível assumir com 175% (!) de certeza que esses vídeos estarão enroscados encapsulados em proteção de DRM até o talo, já que será preciso fazer uma dança das cadeiras com um código qualquer. Resta saber se esse meio será bem aceito pelos clientes da Seagate e usado novamente no futuro.

A função de vídeos do FreeAgent Go só é compatível com computadores Windows e só está disponível nos EUA, por enquanto. O HD já está à venda no site da Seagate por um preço promocional de US$ 99,00 (normalmente o preço é de US$ 139,00).

[via Reuters]

O uso de discos de Blu-ray pode não estar tão difundido aqui no Brasil, mas lá fora ele já virou febre entre os aficionados por filmes em alta definição. Por poder armazenar mais dados, esses discos contém vídeos em altíssima resolução, além da possibilidade de poder ter conteúdos diferenciados em relação ao disco de DVD.

Pelo fato de armazenarem vídeos de grandes dimensões, discos de Blu-ray comercializados atualmente têm 25 ou 50 GB, dependendo da quantidade de camadas. Mas a Blu-ray Disc Association, que define a especificação usada, anunciou hoje dois novos formatos que poderão dar capacidade de até 128 GB aos discos, além de permitir que duas camadas com propriedades diferentes sejam usadas no mesmo disco.

O primeiro deles, BDXL, vai ter entre 100 e 128 GB e poderá ter discos regraváveis. Ele deverá servir para uso médico no arquivamento de imagens em alta resolução como ressonâncias ou para armazenamento de transmissões de TV em alta definição. Já o segundo formato, IH-BD, será híbrido, tendo tanto uma camada fixa, com dados que não podem ser mudados, e uma camada regravável, que pode ser alterada. Os discos não tem data para lançamento ou previsão de preço.

[via Slashgear]

Ceci n´est une dè (ou: Isso não é um dado)

Ceci n´est une dè (ou: Isso não é um dado)

Um estudo feito pelos pesquisadores Roger E. Bohn e James E. Short, da Universidade da Califórnia indica que cada norte-americano consome cerca de 34 GB de dados diariamente, entre navegação pela internet, TV, rádio, jogos, jornais ou livros, num total de 20 fontes de informação.

Para realizar os estudos os pesquisadores converteram medidas que normalmente passam longe do mundo digital – como páginas de jornais, por exemplo – em bytes, que logo viraram megas e gigabytes.

De acordo com as informações, em 2008 os súditos de vossa majestade Barack Obama consumiram 1,3 trilhões de horas de informações, o que na média dá cerca de 12 horas por dia para cada um. Segundo os dados, apesar do consumo de informações em horas ter aumentado apenas 2,6% em relação a 1980, o consumo de dados – vídeos ou imagens, por exemplo – vem subindo em média 5,4% desde então.

Ainda que meio esquecida por professores e palestrantes espertalhões de um tempo pra cá, a velha e boa televisão ainda é responsável por 60% do tempo gasto com informação nos EUA – e de quebra as imagens em alta definição ajudam a aumentar a conta dos gigabytes diários.

De qualquer maneira, os estudiosos apontam que os computadores “têm maiores efeitos quanto a alguns aspectos da informação e consumo, já que graças a eles pelo menos um terço das palavras e metade dos dados consumidos diariamente são interativos”.

Cinco dos maiores grupos que publicam jornais e revistas nos Estados Unidos anunciaram hoje que criarão um e-reader (leitor digital) em conjunto para suas publicações. O e-reader está prometido para 2010 e é uma resposta dessas empresas à toda crise que o meio impresso vem sofrendo com a internet.

São eles o Times Inc (revista Time), Condé Nast (revista Wired), News Corp (jornal Wall Street Journal), Hearst (revista Cosmopolitan) e Meridth (revista Better Homes). Todas as empresas possuem outras dezenas publicações e não raro seus tentáculos abrangem outras mídias como rádios, TVs e internet. Outras empresas de mídia poderão entrar neste grupo.

Vale lembrar que a Amazon com o seu Kindle já oferece essa possibilidade de vender conteúdo para e-reader. O New York Times lá fora e O Globo aqui no Brasil são duas publicações com conteúdos nele.

Sabe-se que há tempos as publicações impressas vem sofrendo com a concorrência da internet. Nos últimos dois anos centenas de jornais americanos fecharam as portas. E recentemente Rupert Murdoch, magnata da comunicação e dono da News Corp, atacou o Google (e seu Google News) por supostamente prejudicar suas operações online.

A briga é feia e era questão de tempo até que o lado do papel resolvesse se mexer. Se esse é o tão sonhado modelo de negócios que conseguirá trazer o conteúdo dos jornais e revistas de forma rentável para o mundo digital só o tempo dirá. [PC Magazine / Wired]