O todo-poderoso Google confirmou os rumores que vinham se espalhando pela internet nos últimos dias e anunciou em seu blog que entrará no mercado musical em uma parceria com diversos serviços da web, incluindo o Lala e o iLike, este último de propriedade do decadente Myspace.

Inicialmente disponível apenas aos usuários norte-americanos, a novidade permitirá que ao procurar uma música o internauta ouça um prévia de até 30 segundos – ou a faixa inteira, em alguns casos – em um pop-up na página de buscas, além de oferecer a possibilidade de comprá-la. A empresa também firmou uma parceria com o Pandora, imeem e Rhapsody para oferecer sugestões baseadas no gosto do usuário, numa funcionalidade à la Last.fm (que por enquanto está de fora dessa festa).

Outra novidade curiosa é a possibilidade do serviço em identificar músicas que o usuário ouviu e não sabe exatamente quem canta nem o nome da faixa. Para isso basta ele digitar qualquer pedaço da letra que o buscador se encarrega em dar as sugestões mais adequadas.

As buscas musicais do Google estarão disponíveis nos EUA a partir de amanhã, e “em breve” chegarão ao resto do mundo.

Enquanto isso, veja o vídeo de apresentação da novidade:

djherodaftpunkGuitar Hero foi um jogo que criou (ou, se preferirem, ressuscitou) um gênero. Além de todos os jogos da franquia, ele serviu de inspiração para jogos simliares, como Rock Band e Tap Tap Revenge. Agora a Activision parte para uma abordagem um pouco diferenciada (embora não fuja tanto assim da fórmula já comprovadamente bem-sucedida). Foi lançado o DJ Hero.

Controle do DJ Hero (clique)

Controle do DJ Hero (clique)

Numa frase, talvez possamos definir o jogo como “um Guitar Hero com pickups“. Ele, ao invés de simular as notas de uma guitarra, simula o trabalho realizado por um DJ ao fazer suas mixagens. O controle é uma mesa de plástico contendo um disco (para fazer os scratches, aqueles wuk-wuk-wuks que os DJs costumam fazer alterando com as mãos a rotação de discos de vinil) e um mixer (para alternar e misturar o volume entre duas faixas musicais simultâneas).

O jogo foi lançado para XBox 360, PlayStation 3, Wii e PlayStation 2. Ele conta com mais de 100 músicas disponíveis em 80 mixagens para o jogador se divertir e custa, nos EUA, US$120 (cerca de R$210). [Wired]

Uma garrafa de rum e conexão banda larga são essenciais na vida de um pirata.

Uma garrafa de rum e conexão banda larga são essenciais na vida de um pirata.

O fechamento temporário do The Pirate Bay pelas autoridades suecas, há dois meses, trouxe uma notícia boa e outra ruim para a indústria fonográfica, como mostra relatório da empresa de combate à pirataria DtedNet divulgado na última segunda-feira.

De acordo com os dados, logo depois que o site foi fechado aconteceu uma “abrupta diminuição no trágefo de mídia digital ilegal pela rede durante alguns dias, também causando interrupções temporárias em trackers usados por outros sites”. Ou seja, os dados mostram que, de fato, a pirataria diminuiu. Mas nem tudo são flores.

O lado ruim (pra eles) é que logo em seguida a ordem natural das coisas se reestabeleceu, já que os dados apontam que enquanto o Pirate Bay esteve fora do ar outras fontes de torrent aumentaram consideravelmente seu número de acessos. As informações mostram que não demorou para que os torrents tivessem seus trackers atualizados, apontando para caminhos livres de problemas jurídicos.

“O volume de dados lentamente está voltando aos níveis anteriores, com o OpenBitTorrent se mostrando como um provável sucessor do Pirate Bay. Em breve o volume de BitTorrent devem voltar aos níveis vistos antes do fechamento do site sueco” aponta o relatório. [The Live Feed]

De acordo com fontes ligadas à CNET, o Google planeja lançar na semana que vem um serviço de streaming de música em parceria com os sites Lala e iLike. Internamente, o projeto está sendo chamado de One Box for Music. One Box (ou caixa única, em tradução livre) é como o Google chama a caixa mostrada como primeiro resultado em certas buscas. O conteúdo dessa caixa varia de acordo com o tipo de pesquisa feita pelo usuário. Ela pode conter mapas, caso se busque por uma cidade, ou horários de cinema, caso se busque por um filme, etc.

Os últimos rumores dizem o One Box para música exibirá links para lojas que vendem músicas, além de fornecê-las em streaming através de uma parceria com os sites Lala e iLike. Ele seria uma mistura da busca por música (que está disponível desde 2005) com o serviço lançado na China que permite o download legal de músicas gratuitamente.

Inicialmente, a One Box de música seria restrita apenas para usuários localizados nos EUA, por causa de direitos autorais. As fontes também dizem que o Google não planeja criar um serviço de assinatura ou venda de música por download. Um porta-voz da empresa contactado pela CNET disse que o Google não comenta especulações e rumores. [CNET]

[Atualização às 18:15]: Screenshots de como o One Box funcionará vazaram na rede. Veja uma delas logo abaixo.

googleopenboxmusic

Uma pesquisa realizada com 3 mil britânicos revelou que 75% deles acreditam que comprar música atualmente é algo caro. Até aí, nenhuma novidade. Curioso é que 63% dos pesquisados disseram que comprariam sim música online se o custo fosse inferior.

A pirataria é presente principalmente entre os homens: 42% deles admitiram baixar música ilegalmente, contra 29% das mulheres. Cabe lembrar que ninguém foi checar o computadores dessas pessoas para saber se falavam a verdade, então aqui fica o meu palpite: os números devem ser ainda maiores.

Vender música online a preços mais acessíveis poderia ser uma alternativa à indústria musical que vive lutando contra os compartilhadores de arquivos. Dados da pesquisa indicam que os britânicos gastam ao longo da vida cerca de 10 mil libras em música, considerando-se downloads, CDs, shows e outros serviços relacionados, o equivalente a R$ 28 mil. Um bom dinheiro de que as gravadoras não podem abrir mão.

Desperdício também pode ser um problema. Os britânicos admitiram que não escutaram a 5% das músicas adquiridas. Mal comparando, podemos dizer que nos (bons?) tempos do CD, bastaria vender o disco para recuperar o investimento. Já em tempos de internet… Que eu saiba a iTunes não permite devolver uma canção.

A pesquisa também mostrou que os CDs ainda compõem a maior parte da biblioteca musical dos britânicos: os discos são responsáveis por 63% das músicas, enquanto que os downloads figuram em segundo lugar com 27%. [Guardian]

A joint venture Sony Ericsson anunciou hoje, através de um vídeo que aparenta ser uma viagem em LSD, um novo produto que promete “mudar a maneira como você ouve música para sempre”: os fones de ouvido MH907. Ele é totalmente desprovido de botões, mas vem com os sensores de movimento cuidadosamente encapsulados numa espécie de invólucro oval no cabo.

MH907

A tecnologia SensMe, criada pela empresa, é a responsável pelos comandos. Ao colocar os fones no ouvido, a música começa a tocar. Ao tirar um deles, ela é pausada. O procedimento é o mesmo para atender e terminar chamadas, qualquer seja o celular Sony Ericsson em que o fone estiver plugado. Porque, obviamente, ele não vai funcionar com quase nenhum outro celular, já que o conector usado não é o padrão de 3,5 milímetros e sim o proprietário fast port.

Os fones estarão disponíveis ainda nessa semana nas cores branco, amarelo e titânio cromado por 39 euros. Quanto esse novo gadget vai mudar o jeito que ouvimos música? Eu aposto que será algo entre “de maneira nenhuma” e “nada”. Mas não deixa de ser um indicativo de que botões se tornaram dispensáveis no mundo atual. O próprio Steve Jobs já os odeia desde 2007. [Engadget]

Os Apple fanboys já não conseguirão dormir essa noite. Amanhã (09) às 14:00 (horário de Brasília) acontece o evento da empresa que será focado unicamente nas operações que a Maçã mantém no segmento musical. Ou pelo menos é o que eles dizem, já que eventos da Apple são marcados de muita surpresa.

A maior e mais óbvia aposta é que a empresa renove a linha de iPods, aproveitando o momento para lançar um novo iPod Nano, com maior capacidade. Claro que o mês de setembro não é escolhido ao acaso: além de ser uma tradição apresentar novos produtos nesse mês, a Apple planeja esses lançamentos já de olho nas vendas de fim de ano.

Existem muitos outros rumores sobre o que poderia ser lançado na apresentação de amanhã. Algumas pessoas dizem que os iPods Touch terão câmera digital embutida, enquanto que outras afirmam que uma nova versão do iTunes está por vir.

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Como não poderia deixar de ser, nós do Tecnoblog estaremos a postos para entregar até você a informação em primeira mão sobre o que estiver acontecendo no evento da Apple. Teremos uma cobertura ao vivo, minuto a minuto, do keynote da empresa. Nosso convidado especial, claro, é você.

Portanto, não deixe de acessar o Tecnoblog Live! amanhã por volta das 14:00 para saber tudo sobre o evento musical da Maçã.

img_cdA NPD, empresa que faz pesquisas de mercado e de opinião, conseguiu averiguar que a venda de músicas nos Estados Unidos ainda ocorre majoritariamente através de mídia física, o famigerado CD. Os CDs correspondem a 65% do total de músicas vendidas naquele país.

Já a venda de músicas em formato digital alcançou 35% de market share no primeiro semestre de 2009. Houve aumento de participação, uma vez que os arquivos de MP3s e afins correspondiam a 30% das vendas de músicas em 2008 e apenas 20% em 2007. Desse bolo de músicas digitais, a iTunes Store detém o maior pedaço: a loja da Apple é responsável por 69% das vendas. Em segundo lugar vem a AmazonMP3, com só 8% das vendas.

Considerando o mercado inteiro de música nos Estados Unidos (o que inclui CD e música digital), a Apple continua sendo líder absoluta: vende 25% de todas as canções no país. O Wal-Mart figura em segundo lugar, com 14% do total de vendas. [Silicon Alley Insider/Imagem: stuartpilbrow]

Não queremos causar uma overdose de posts sobre tocador de mídia da Microsoft, mas o vídeo (em inglês) reproduzido abaixo merece ser visto. O site TechFlash esteve no campus da Microsoft e mostrou como é o funcionamento do Zune HD.

O tour é guiado por Brian Seitz, da equipe que trabalha no desenvolvimento do Zune HD. Ele mostra a tela inicial do Zune e a interface. Em vez de seguir a lição que a Apple teve ao incluir botões de volume na lateral do iPod Touch, o Zune HD terá apenas um botão lateral, que acionará controlador de volume e também de mudança de música no visor touchscreen do aparelho.

Para conhecer todas as especificações do Zune HD, clique aqui e leia post sobre o assunto. [Mashable]

drm-naoA RIAA (Associação da Indústria de Gravação Americana, em tradução livre) sempre foi a grande defensora – e talvez até criadora – do conceito de DRM (Gerenciador de Direitos Digitais também), que são três letrinhas chatas que te impedem de ouvir sua música legalmente comprada em qualquer dispositivo que quiser. Apesar disso, Jonathan Lamy, porta-voz da associação, declarou em uma entrevista que esse bicho está morto, enterrado e com cem metros de terra acima do caixão. Estou parafraseando, claro.

Uma das grandes lojas que começou a vender primeiro músicas em MP3 sem a “proteção” do DRM foi a Amazon MP3 Store, seguida da iTunes Store. Em matéria de vídeo, entretanto, a conversa ainda anda a passos curtos. Não há previsão de quando a praga do DRM vai deixar de impregnar discos de DVD e Blu-ray. Sim, a maioria deles vem com proteção anti-cópia, sabia?

No Brasil, pra variar, ainda se abusa do recurso do DRM. Lojas como a iMusica exigem que você instale uma licença no Windows Media Player para tocar o arquivo no seu computador. E muito provavelmente por pressão do ECAD, que é a nossa versão da RIAA. Só que bem mais cabeça-dura. A TV digital também não se salva, pois está previsto que as transmissões dela também sejam “protegidas” contra certos tipos de cópias. [TorrentFreak / Ilustração: tom-b]