thumb-coppola

O diretor de cinema responsável por clássicos como Apocalipse Now e O Poderoso Chefão, Francis Ford Coppola afirmou em recente entrevista ao site The 99 Percent que talvez os navegantes que baixam filmes e músicas livremente pela web talvez estejam certos. Para o diretor, um artista não deve esperar ficar rico apenas com sua arte.
Leia mais

thumb-americana-riaa-dollars

Quem acompanha o processo da americana Jammie Thomas-Rasset sabe que não é de hoje que a moça está na justiça. Para quem chegou agora na internet, eis aqui uma recapitulação ao melhor estilo “Previously, on LOST…“: o processo contra Jammie foi aberto em 2006 pela RIAA (associação que protege os direitos dos artistas nos EUA) por ela ter baixado e compartilhado 24 músicas na rede Kazaa sem permissão.

Leia mais

YouTube quer que usuários descubram mais músicas

A popularidade de serviços como o Last.fm, especializados em recomendações de músicas, aparentemente inspirou o YouTube a refazer sua página de clipes musicais. O YouTube.com/Music agora conta com várias sessões diferentes, incluindo os clipes mais vistos, playlists criadas por outras pessoas, músicos desconhecidos e até uma sessão com músicas que estão se tornando virais. Tudo para tornar o descobrimento de novos sons uma tarefa mais fácil. O único inconveniente é o aviso ‘esse clipe contém conteúdo de [insira estúdio aqui]‘ que aparece vez ou outra.

Só para os EUA e Canadá. Por aqui, nada muda.

Só para os EUA e Canadá. Por aqui, nada muda.

Depois de arrumar muita confusão com a web, as grandes gravadoras parecem estar caindo na real e lançam nesta terça-feira o Vevo, site de propriedade das gravadoras Sony, Universal, EMI e Abu Dhabi Media (quem?) que permitirá que o navegante assista a clipes e ouça músicas, como informa o New York Times.

Ironicamente hospedado pelo Google usando a tecnologia do Youtube – que de uns tempos pra cá vem até emudecendo trilhas sonoras protegidas para evitar dores de cabeça judiciais – para transmitir seu conteúdo o novo site deverá contar com cerca de 30 mil vídeos até o final do ano (que acontece em 23 dias) e, a exemplo do Hulu, inicialmente só estará disponível aos usuários dos EUA e Canadá. O resto do mundo, incluindo o Brasil, ainda deverá ficar fora dessa festa por um bom tempo.

Entre aquele blábláblá que envolve clichês como “conteúdo Premium” e “alta qualidade de som e vídeo”, também deixam escapar que o site arrecadará lucros com anúncios e que já existem pelo menos quinze empresas na fila para colocar sua marca no site.

Como também lembra o NYT, há anos diversas gravadoras contam com perfis no site de vídeos do Google, mas sempre tiveram a sensação que não estavam lucrando o quanto podiam com a coisa. Agora essas dúvidas serão sanadas e de quebra colocam um ponto final na conversa que afirmava que o Youtube é “um ralo de dinheiro” para a gigante da web, que não deve estar trabalhando de graça para seus antigos rivais nos tribunais.