O Nokia N97 está disponível no país desde agosto e é considerado um dos melhores celulares em sua categoria. Hoje ele recebeu a atualização para o firmware 2.0, que traz como uma das principais novidades a rolagem cinética de tela chamada pela Nokia de flip scrolling (similar à do iPhone, entre outros), além de novos atalhos para a tela inicial, mapas com pontos turísticos em 3D e o Nokia Messaging, o serviço de e-mail móvel da Nokia.

“Em setembro, ultrapassamos a marca de 2 milhões de Nokia N97 vendidos em todo o mundo. A Nokia ouviu as necessidades de seus consumidores e o resultado é uma atualização do software para a versão 2.0, com novas funções e aplicativos”, explica o vice-presidente de Nokia Nseries, José Luis Martinez.

Você pode conferir uma demonstração do novo firmware no vídeo abaixo (principalmente da rolagem cinética):

Gostou? Para instalar o novo firmware basta conectar o celular a um computador através da Nokia PC Suite e fazer o update. Ah, mas espere! A versão 2.0 por enquanto só está disponível para os aparelhos americanos. FAIL!

Mas o firmware 2.0 não foi a única novidade do dia por parte da Nokia. Também foi lançado hoje o N97 Mini, que já havíamos comentado aqui no Tecnoblog. Ele conta com uma tela touchscreen de 3,2 polegadas e resolução de 640 x 360 pixels, HSDPA, Wi–Fi, teclado QWERTY do tipo slide-out, 8 GB de memória interna, slot para cartão microSD, uma bateria de 1200mAh (contra os 1500mAh do N97 original), A-GPS e câmera de 5 megapixels com lentes Carl Zeiss e flash. O preço deve ser de 450 euros (cerca de R$1.150 reais), mas não há ainda uma data de lançamento no Brasil definida.

MOTOÉ mais que comum ouvir dos fabricantes de telefones celulares que o aparelho é a “quarta tela” em importância nas nossas vidas. Depois do cinema, da TV e do computador, o pequeno LCD que vai no bolso é o que vai nos guiar pelo mundo online. É sério.

Quem começou com esse papo de “quarta tela” foi a Nokia. Lembro de, em 2006, já ouvir os finlandeses falando nisso, no distante lançamento do N95 (que já foi celular carésimo e hoje, bem, ainda está por aí). Agora, a coisa mudou – até a HTC, no lançamento do seu Magic, com Android, citou o termo (como se fosse uma grande novidade, né?). Mas a verdade é a seguinte: como damos risada hoje dos primeiros celulares,  os super smartphones atuais logo logo serão motivo de diversão também.

Motivos não faltam para isso, e acho que vale a pena viajar um pouco. Pegue os principais aparelhos, os mais caros mesmo, cheios de recursos e tal: um Nokia N97 ou qualquer Android (HTC, Samsung, LG, Motorola) já vêm cheios de atalhos e recursos para o mundo online. Com um N97 ou até mesmo um E75 (estou testando os dois, por sinal), vejo as indicações iniciais da super integração com a internet – e isso é algo que as operadoras vão ter que se preparar em infra-estrutura (mas isso não é nosso problema).

Veja o ícone do Facebook no N97. O aplicativo está cheio de problemas ainda, ao contrário da versão para iPhone/iPod touch. Mas já mostra um potencial incrível: todos seus contatos do Facebook com telefone cadastrado aparecem em uma lista especial. Tudo bem, não tenho todos meus contatos da vida no Facebook, como meu médico ou minha mãe, mas só de pensar que não preciso procurar o telefone de algum amigo que eu sei que está na minha rede social já ajuda horrores. Tenho um amigo que muda de número de celular todo ano e, bem, sempre estou com o contato errado na agenda.

Aí vem a Motorola e mostra o MotoBlur, um serviço integrado ao Android que leva esse conceito da agenda do Facebook no N97 às alturas: integra ainda o Twitter e o MySpace (alguém ainda usa?) e joga tudo na nuvem. Em vez de escolher se você fala com a pessoa, o Blur mostra opções de enviar mensagens pelas outras redes sociais, e isso é realmente incrível – se, claro, seus contatos estiverem nesses locais. Vi uma demonstração e pareceu impressionante. O HTC Magic, pelo que vi também, tem alguns recursos parecidos.

O fato é que a quarta tela está aí, com pressão de fabricante ou não. Eu não consigo mais sair de casa sem ver meus e-mails, ler as mensagens no Twitter, mandar fotos pro Flickr (viva ao botão de upload, que me faz economizar um bom tempo nas coletivas de imprensa: desse jeito, não preciso transferir as imagens pro computador). E esse é só o começo de um futuro bastante promissor. E que as operadoras se preparem pra tanto tráfego de dados.