O Nexus One foi lançado com grande alarde (embora não tenha tido um sucesso de vendas comparável). Uma das críticas que a plataforma Android recebe, em inevitável comparação com o iPhone, é que os aparelhos (incluindo o Nexus One) não suportam gestos multi-toque. Agora, através de um hack, o Nexus One suporta.

Steve Kondik, conhecido como Cyanogen, apresentou um código para modificar o Android 2.1 e possibilitar o uso de gestos multi-toque em seu navegador. Por enquanto isso é tudo que ele faz, mas pode-se esperar que no futuro outras aplicações — como os mapas, por exemplo — passem a se beneficiar dessa alteração. Quem tiver um Nexus One e quiser experimentar pode encontrar as instruções e arquivos aqui. Mas estejam avisados, os favoritos e configurações do navegador serão resetados ao executar o procedimento. Vejam como fica a navegação após o hack:

Para quem prefere uma alternativa menos radical, há um app para isso. O navegador Dolphin, disponível gratuitamente no Android Market, faz navegação com multi-toque sem precisar hackear o sistema — entre muitas outras funcionalidades. Além disso, ele é compatível com outros modelos de Android, como o Motorola Milestone por exemplo. Veja um vídeo mostrando o Dolphin em funcionamento:

BB Storm browser_300pxA Research in Motion (RIM), fabricante dos smartphones BlackBerry pretende oferecer uma nova experiência de navegação aos seus clientes. A empresa colocou na rede social LinkedIn uma oferta de emprego em busca de um programador avançado na linguagem C++ a fim de desenvolver um navegador baseado em Webkit.

Webkit é um motor de renderização de páginas web desenvolvido incialmente pela Apple baseado em códigos do projeto KDE. No Mac OS X ele está por trás de aplicativos como o Safari, Mail, Dashboard, entre outros. Além disso, também está presente como motor do Safari Mobile, o browser dos iPhones e iPods Touch. Como o Webkit é um projeto de código aberto, ele passou a ser utilizado por diversos softwares, sendo o caso mais notório o Google Chrome. Ele é também utilizado como base do navegador do sistema operacional móvel do Google, o Android, e do navegador do webOS, da Palm. O motor tem se mostrado um dos mais rápidos (principalmente ao lidar com cada vez mais importante JavaScript) e também um dos que mais se adequam aos padrões da W3C.

Aparentemente, a vaga apresentada destina-se a uma equipe de desenvolvimento de software criada após a aquisição da Torch Mobile pela RIM em agosto. Ela é a responsável pelo navegador portátil Íris, baseado em (adivinhem!) Webkit. Isso indica que a RIM está realmente interessada em elevar a navegação dos Blackberrys a outro nível, principalmente em face a rivais que apresentam as melhores experiências de navegação do mercado móvel (iPhone, Android e webOS). [IDG Now]

Estava demorando. Mas finalmente algum grande desenvolvedor de navegador decidiu reclamar da tela de escolha que estará presente no Internet Explorer, a fim de que o usuário opte conscientemente por um browser. E a reclamação veio logo da Mozilla.

firefox-a-gente-primeiroEssa história já é antiga: a Comissão Europeia, em uma investigação antitruste, determinou que a MS permitisse ao usuário escolher o navegador padrão do sistema operacional. Com isso, o Internet Explorer será distribuído junto com o Windows, mas só se tornará o aplicativo padrão caso o usuário do computador opte por isso. Claro que os outros navegadores estão de olho na possibilidade de ganhar novos usuários.

Na tela de escolha inicial, a Microsoft queria que a participação de mercado do navegador definisse a ordem de apresentação das opções. O Internet Explorer, obviamente, seria o primeiro a aparecer. Mas a Comissão Europeia não gostou muito da ideia.

A segunda proposta da Microsoft foi que os browsers fossem apresentados por ordem alfabética de fabricante. Sortuda, a Apple seria a primeira opção, com o Safari. O Google estaria em segundo com o Chrome e a MS em terceiro com o IE.

Jenny Boriss, designer do Firefox, expôs toda a raiva dela: “Essa ordem é a pior opção possível. Usuários do Windows que virem [a tela de escolha] com o design atual tenderão a fazer somente duas escolhas: Internet Explorer porque já estão familiarizados com ele ou Safari porque é o primeiro item”.

A designer defende que a ordem de navegador seja por participação de mercado, com um porém: com o Internet Explorer no fim da lista. Nesse caso, o Firefox seria a primeira opção da lista. Mas não para por aí, Boriss também defende que o IE seja removido completamente da lista.

Folgada, não? [Gizmodo]

A Comissão Europeia anunciou nessa quarta-feira que planeja (finalmente!) encerrar as investigações sobre o Internet Explorer. Os reguladores do bloco econômico acreditam ter chegado a um acordo que beneficie os usuários e finalize com as dúvidas sobre monopólio e prática de truste exercidos pela Microsoft.

-1,7 bilhão

-1,7 bilhão de euros. (Reprodução/CE)

Na próxima sexta (09) a comissão vai colher opinião de fabricantes de computadores, desenvolvedores de software e consumidores sobre o acordo final, que prevê uma tela de escolha no IE, na qual o usuário poderá escolher um navegador entre a listagem com 12.

Se o retorno que a Comissão Europeia receber for positivo, o famosa investigação de práticas de truste poderá ser finalizada sem que a Microsoft tenha que pagar mais multas. Até o momento de publicação desse post, a soma total já estava na casa de 1,7 bilhão de euros (equivalente a R$ 4,4 bilhões).

Brad Smith, conselheiro-geral da Microsoft, disse à agência Associated Press que o anúncio da União Europeia de encerrar o caso anti-truste permitiria que a empresa focasse na tentativa de obter aprovação dos órgãos europeus para a parceria que planeja fazer com o Yahoo, na qual irá assumir o mecanismo de busca do megaportal. [AP]

Há dois dias o Google anunciou o Google Chrome Frame, um plugin para Internet Explorer que força o navegador a utilizar o motor de exibição de páginas e de JavaScript adotado pelo Chrome. Desenvolvedores do mundo todo comemoraram, mas a Microsoft não gostou muito da história.

A companhia publicou comunicado no qual diz que a instalação do Chrome Frame no IE pode deixar o navegador menos seguro. Nas palavras da empresa: “Dados os problemas de segurança com plugins em geral e com o Google Chrome em particular, Google Chrome Frame rodando como um plugin dobrou o espaço disponível para malwares e códigos maliciosos”.

Microsoft preocupada com seus usuários? Isso é bom. Mas é de esperar que, ao oferecer um plugin que praticamente transforma o IE no Chrome, o Google manterá esse plugin sempre atualizado e protegido das vulnerabilidades conhecidas. Além disso, como argumenta Emil Protalisnki do Ars Technica, os códigos maliciosos podem estar se focando no Chrome ou no IE, mas passar pela segurança de ambos os navegadores de uma só vez é algo complicado.

Mas por que alguém preferiria instalar um plugin que transforma o IE em Chrome quando pode instalar o Chrome diretamente? O Rafa, blogger do TB, matou a charada: porque algumas empresas não permitem instalação de aplicativos, mas permitem adição de novos plugins do Internet Explorer.

Além disso, usuários já estão acostumados a lidar com a interface do IE. Então fica mais fácil manter a aparência, mas mudar os motores que fazem o navegador funcionar.

Outro ponto a ser levado em consideração é a melhoria no desempenho que o Chrome Frame proporciona. A ComputerWorld fez o teste de benchmark SunSpider JavaScript, um dos mais conhecidos do mercado de navegadores que avalia a velocidade com a qual o browser executa os códigos. Por incrível que pareça, o Internet Explorer com Chrome Frame ficou 9,6 vezes mais rápido que o IE8 sem o plugin. [Ars/ComputerWorld]

O Google lançou hoje uma nova versão estável do navegador Chrome. Duas semanas após o aplicativo fazer o primeiro aniversário, a companhia apresenta um Chrome principalmente mais rápido na manipulação de JavaScript.

De acordo com a empresa, ao longo do último ano 3.500 bugs do Chrome foram corrigidos, até que o navegador chegasse à versão 3.0. Nas contas do Google, a performance do Chrome será 25% melhor que a do Chrome 2.

As novidades do navegador, já conhecidas por quem testou as versões beta e de desenvolvedor, poderão ajudar o usuário a acessar informações mais rápido. A Omnibox, por exemplo, funciona como barra de endereços e campo de busca ao mesmo tempo. Na nova versão, ícones indicarão quando um site sugerido pela Omnibox for pertencente aos favoritos, ao histórico de navegação ou ao resultado mais provável para aquela palavra.

O Chrome 3 adota HTML 5, que livrará o usuário de ter que baixar plugins específicos para reprodução de áudio e vídeo online. Essa funcionalidade, no entanto, ainda depende da adoção das tags <video> e <audio> por parte dos programadores de web.

Chrome com um dos temas ativado. (Reprodução)

Chrome com um dos temas ativado. (Reprodução)

Também poderá ser mais divertido usar o navegador, uma vez que – finalmente! – ele conta com galeria de temas, que permitirá modificar o visual do aplicativo. Para conhecer os temas disponíveis atualmente, basta dar uma olhada nesse link.

Está esperando o que para testar o Chrome, o navegador do Google?

chromeext

Uma das grandes vantagens que o Firefox tem sobre o Chrome acaba de ser perdida hoje, com a ativação de extensões para o navegador do Google. Anteriormente, a versão de desenvolvedores precisava ser lançada adicionando-se um argumento no atalho do Chrome para ativar as extensões. Agora, esse passou a ser o padrão do navegador.

Aaron Boodman, engenheiro do Google que anunciou a mudança no blog do projeto Chromium diz que por enquanto eles estão focando em implementar infraestrutura e segurança na base de extensões, além de um novo sistema de permissões. Boodman também diz que a interface atual deverá ser mudada para que chegue ao “alto padrão do Google”.

Para efeitos de teste da nova função, eles disponibilizaram três extensões. A primeira serve para checar o Gmail e mostrar o número de mensagens não lidas no canto inferior direito do navegador. A segunda serve para detectar e assinar feeds RSS de páginas que tenham tais feeds. O terceiro serve para mostrar informações sobre builds do Chrome. Para instalá-las basta baixar o arquivo e começar a usar, sem a necessidade de reiniciar o navegador. A desinstalação é feita acessando o endereço chrome://extensions do navegador e excluindo manualmente.

Por equanto, é a única versão do Chrome com suporte a extensões é mesmo a de desenvolvedores, mas as versões beta e final devem receber essa característica nas próximas semanas. A versão para desenvolvedores está disponível para download neste link e a versão beta neste link. [CNET]

Mozilla revela planejamento de atualizações do Firefox

Mozilla revela planejamento de atualizações do Firefox

Recentemente a Mozilla atualizou seu planejamento até o ano de 2010. De acordo com os rascunhos iniciais, a versão atual do navegador deve sofrer uma pequena atualização no último trimestre de 2009 e outra no segundo trimestre de 2010. A versão 4.0 está prevista para o último trimestre de 2010 e deve trazer novidades na interface gráfica.

No final do ano, a atual versão 3.5 deve ser atualizada para 3.6 (codinome Namoroka, atualmente na versão alpha 1), trazendo um motor de Javascript sutilmente mais rápido, melhor tempo e inicialização e update do motor de layout Gecko da versão 1.9.1 para 1.9.2.

A versão 3.7 deve chegar no primeiro ou segundo trimestre do próximo ano, trazendo, entre outras melhoras, a versão 1.9.3 do Gecko, plug-ins isolados do processo para maior estabilidade e sincronização online de favoritos. E essa deve ser a última versão 3.x do Firefox.

Em outubro ou novembro de 2010, se tudo correr como nos planos, devemos estar vendo o lançamento do Firefox 4.0. Ainda não se sabe muitos detalhes sobre essa versão, mas ela será desenhada com um a nova interface, possivelmente similar ao Google Chrome. Mas a Mozilla afirma que esse conceito ainda não é final e está apenas explorando novos designs no momento. [TG Daily]

browser_WARSFoi realizada pela Net Applications pesquisa que revela a popularidade dos principais navegadores web no último mês. Basicamente, o Internet Explorer caiu e todos os demais subiram na preferência do internauta, uns mais que outros.

O browser da Microsoft sofreu a maior variação: perdeu 1,1% do mercado, ficando com 66,6% da internet mundial. Nos últimos seis meses o Internet Explorer acumulou uma perda total de 8,6% do mercado de navegadores.

No mesmo período quem mais cresceu, adquirindo sozinho aproximadamente metade do mercado perdido pelo Internet Explorer foi o Firefox, da Fundação Mozilla. No último mês a raposa ganhou 0,8% em relação ao mês anterior, alcançando 23,3% do mercado.

O navegador da Apple, o Safari, mantém sua terceira posição com 4,1% do mercado. Pelo menos por enquanto: o quarto colocado Chrome subiu 0,3%, chegando a 2,9%. Se o navegador do Google mantiver esse ritmo deve passar à frente do Safari em 11 meses.

O navegador norueguês Opera (que lançou hoje sua versão 10) vem em quinto lugar, com 2,1%, tendo ganho 0,1 ponto percentual no último mês.

A relevância das pesquisas que indicam a fatia de mercado de cada navegador muito em breve deixará de ser puramente estatística. Em menos de dois meses, quando o Windows 7 for lançado na Europa, o sistema virá com uma tela em que o usuário poderá, logo de início, escolher qual navegador usar como padrão. Os cinco maiores navegadores serão mostrados nessa tela, e sua popularidade determinará em qual ordem cada um será mostrado, da esquerda para a direita. [Computerworld]

Hoje, dia primeiro de setembro, a Opera Software lançou a versão final do navegador Opera 10. O navegador está disponível gratuitamente em 43 línguas, para os três principais sistemas operacionais: Windows, Mac OSX e Linux.

No press release divulgado hoje, a Opera Software destaca os principais atributos de seu novo navegador:

  • Interface visual renovada;
  • Melhor gerenciamento de abas, com características visuais inovadoras: no Opera 10 é possível redimensionar as abas para que elas se tornem miniaturas dos sites abertos; (veja abaixo)
Opera 10: Abas visuais e Speed Dial (clique para ampliar)

Opera 10: Abas visuais e Speed Dial (clique para ampliar)

  • Speed Dial remodelado: agora é possível, além de ter à mão seus sites preferidos, customizar o tamanho da sua grade de “discagem rápida”, assim como sua imagem de fundo;
  • Opera Dragonfly, um conjunto de ferramentas de desenvolvimento web;
  • Cliente de e-mail embutido com diversas funcionalidades, como por exemplo visualização em modo de “conversa” (threads).

    Cliente de e-mail embutido no Opera 10

    Cliente de e-mail embutido no Opera 10 (clique para ampliar)

A empresa também afirma ter um resultado 100% no teste ACID3, um teste que verifica a adequação dos navegadores aos padrões da web.

Mas provavelmente a maior inovação e diferencial do Opera 10 seja o modo Opera Turbo. Trata-se de uma tecnologia de compressão que permite que as páginas sejam exibidas mais rapidamente em conexões lentas. Ao custo, principalmente, de perda de qualidade nas imagens, consegue-se navegar de maneira notavelmente mais rápida.

O Opera Turbo é nossa mais nova inovação, e é uma que acreditamos que todos deveriam experimentar, pois todos nós iremos enfrentar uma conexão lenta em algum momento — Jon von Tetzchner, CEO da Opera Software

Confira abaixo o vídeo que apresenta, de forma bem humorada, o Opera Turbo. Só não repare no inglês macarrônico.

O software está disponível para download gratuito no site da empresa. (Nessas primeiras horas o download tem estado bastante lento, provavelmente devido a um grande número de acessos, mas a tendência é que eventualmente volte ao normal)