29/03/2010 às 10h05 por Rafael Silva
Os grandes estúdios de Hollywood estão constantemente sendo alvo de pirataria. Mesmo que tenham fechado 2009 com um recorde de 10,6 bilhões de dólares em faturamento só no mercado americano e canadense (1 bilhão a mais do que no ano retrasado, diga-se de passagem), todos eles ainda alegam que estão perdendo milhões e milhões de dólares em receita por causa da pirataria que ocorre em sites de compartilhamento de arquivo. [ironia] Alguns chegam a afirmar que a pirataria tira a comida da mesa de atores, atrizes, diretores e mais uma dúzia de outros cargos ligados à criação de filmes [/ironia].
Pensando nessa incomensurável perda, o braço britânico do estúdio Warner Bros. resolveu ir direto à fonte e contratar quem mais entende da pirataria para combatê-la: estudantes de cursos de tecnologia da Universidade de Manchester. De acordo com a descrição o postada no site da universidade, o estágio consistirá em “procurar em fórums e canais IRC locais por conteúdo pirata da Warner Bros e NBCU (NBC Universal), criar e manter contas em sites privados, procurar por links para conteúdo hospedado, usar ferramentas para emitir takedown requests (pedido de retirada de conteúdo do ar), fazer compra de produtos pirateados para registrar os resultados”, dentre outras coisas. O treinamento será fornecido pela empresa.
O período é de 12 meses e o pagamento será de aproximadamente 1,5 mil libras (pouco mais de R$ 4 mil) por mês e, como já dito, só vale para quem está fazendo algum bacharel ligado à área de IT. A vaga estará aberta só até essa quarta-feira.
Quem ocupar a vaga também é obrigado a usar um chapéu de pirata durante todo o período, para dar mais realismo. Ok, essa parte não é verdade, mas seria legal se fosse.
[via TorrentFreak]
28/07/2009 às 12h38 por Thássius Veloso
O site de vídeos online Blip.tv anunciou hoje um acordo que envolve diversos outros sites da categoria, com o objetivo de chegar a ainda mais usuários. Mike Hudack, CEO da startup, disse que, com os acordos o Blip.tv chegaria a ter 80% da “internet em vídeo”.
Atualmente o Blip.tv permite apenas que seus usuários façam o upload de vídeo que é, então, exibido em diversos sites parceiros. Com o novo acordo, YouTube e Vimeo passam a reproduzir os programas em vídeo enviados para o Blip.tv com a possibilidade do próprio Blip.tv inserir anúncios no player. Os lucros desses anúncios são divididos em 50% para os criadores e 50% para a startup.

Estatísticas de vídeos publicados através do Blip.tv no YouTube. (Reprodução)
Além disso, a empresa criou novos acordos de distribuição de conteúdo que vai exibir vídeos criados por usuários do Blip.tv em emissoras de TV especializadas em conteúdo digital, como a New York Nonstop e a WNBC, e também na set-up box Roku, usada por assinantes da locadora digital de filmes Netflix para assistir séries e filmes em demanda.
O anúncio das parcerias veio junto com a atualização do dashboard, que agora dá mais controle aos usuários, permitindo editar episódios dos seus programas em conjunto e visualizar melhores e mais completas estatísticas para cada vídeo. [Techcrunch / Cnet]