Quando a Steam começou a decolar há alguns anos, hipotetizou-se que um dia viveríamos num mundo em que não existiria mais mídia física para videogames. O Xbox 360 e o PS3 seguiram a tendência, oferecendo vários títulos para download – tanto jogos menores (de desenvolvedores independentes) como os jogos de verdade (os grandes lançamentos de empresas renomadas).
Netflix
Netflix é um serviço de streaming de filmes, séries e programas de TV. Foi fundado em 1997 e inicialmente funcionava como um serviço online de aluguel de filmes em mídia física. Posteriormente os criadores adotaram o conceito de assinatura mensal, tornando o serviço popular por não cobrar taxas por atraso na devolução ou entrega de filmes. Em abril de 2011, 23,6 milhões de pessoas eram assinantes do serviço, gerando uma receita total de US$ 1,5 bilhão no ano. O Netflix está disponível o Brasil desde setembro de 2011, fornecendo também o streaming de seriados e programas exibidos no país, como Chaves, Chapolin e Polícia 24h.
A promessa do OnLive
às porEm março do ano passado, durante a Game Developers Conference, foi anunciado um vindouro produto que polarizou a comunidade gamer por alguns meses em dois grupos distintos – os “essa é a maior revolução dos videogames desde a introdução do d-pad” e os “há maior probabilidade de eu me casar com a Megan Fox do que desse sistema funcionar conforme descrito”.
Trata-se do OnLive, um serviço on demand para jogos mais ou menos no formato utilizado por companias de TV a cabo ou empresas como o Netflix. Enquanto esses últimos fazem stream de filmes para a sua TV, a premissa do OnLive é utilizar infraestrutura parecida para transmitir jogos.
Não estou falando de distribuição digital: isso já existe há um bom tempo e atingiu sua maturidade com o Steam e a AppStore. OnLive seria o próximo degrau – em vez de te vender o conteúdo digital do jogo por meio da internet, o OnLive te venderá apenas a imagem em tempo real do jogo, que está sendo executado nos servidores dele e controlado por seus comandos à distância.
Comprando ou alugando um jogo no OnLive, você nunca o terá (nem fisicamente nem digitalmente); você acessará o jogo remotamente, no mainframe da empresa. A diferença é que o aluguel te dará acesso temporário, enquanto a compra garante jogatina vitalícia.
O obstáculo mais óbvio (quem quereria pagar por algo que você não “terá” de verdade?) seria um problema maior em outros tempos, mas o conceito uniformemente adotado de distribuição digital nos deixou acostumados a comprar versões não-físicas dos nossos jogos favoritos. Uma das vantagens desse sistema é que você não precisa esperar por período de download, ou de instalação – você paga pelo jogo e o acessa imediatamente.
E outra maior vantagem é que seu catálogo de jogos não será mais limitado pela quantidade de upgrades que sua máquina possui, um paradigma que movimenta a indústria de memória RAM e placas de vídeo para PCs.
Teoricamente parece uma ideia excelente. Eu, como entusiasta desse universo, aceito de braços abertos qualquer novo competidor que force os jogadores veteranos a mudar seu jogo. Como disse um colunista da CNET, o modelo proposto pela OnLive poderia ameaçar a Sony, Nintendo e Microsoft. Afinal de contas, uma das maiores vantagens dos consoles é que o hardware comprado hoje se manterá atual daqui 5 ou 6 anos sem necessidade de mais investimento. Seria difícil convencer alguém a comprar um console num mundo em que o OnLive funciona como prometido.
Mas é aí que está o problema: muitos insistem que o OnLive jamais poderia funciona como mostra a propaganda. Aliás, é muito difícil para nós, gamers experientes, nos empolgarmos com propaganda. O lendário Phantom, um dos primeiros consoles a propôr distribuição exclusivamente digital, prometida revolução similar foi um fracasso retumbante. E o fato de que a empresa gastou mais nos esforços de marketing do que no desenvolvimento deixa patente o perigo de acreditar no comercial.
A empresa por trás do OnLive afirma ter desenvolvido algoritmos de compressão inéditos para a tarefa de fazer stream em tempo real de jogos em alta definição para milhares (ou talvez milhões?) de clientes. E eles se dispuseram a mostrar um pouco mais do console na GDC deste ano. É difícil de acreditar (este articulista da Eurogamer esboçou os vários motivos), mas a julgar pelo fato de que eles têm um pouco mais para mostrar que o natimorto Phantom, tenho uma curiosidade otimista. E vale lembrar que o console OnLive está cotado para custar menos que um Nintendo Wii.
Agora eu consegui sua atenção, hein? E você, acha que há mérito na experiência do OnLive ou vai continuar economizando para uma nova GeForce?
ESPN via Xbox 360. (Nexus404)
Fontes do The New York Times afirmam que a Microsoft e a Walt Disney Company, proprietária do canal ESPN, estariam em avançadas negociações para distribuir transmissões ao vivo do canal de esportes através do Xbox 360.
O serviço cobraria uma taxa de assinatura e poderiam haver jogos interativos criados pela Microsoft em associação com a ESPN. As mesmas fontes afirmam que o acordo não é iminente. As empresas se recusaram a comentar.
A Microsoft realmente tenta vender seu console como não apenas um vídeo-game, mas um centro de entretenimento, e esse possível acordo vai de encontro a esse posicionamento. O Xbox 360 já foi o único console a exibir filmes da Netflix. Hoje, com tanto o PlayStation 3 e o Wii fazendo o mesmo, um acordo com a ESPN traria um novo diferencia ao Xbox 360 como o media center que se propõe a ser.
A Netflix, o mais popular serviço online de locação de filmes dos Estados Unidos, passará a oferecer seus filmes e seriados por streaming — isto é, enviados instantaneamente pela internet enquanto se assiste — diretamente pelo console de vídeo-games Wii.
O Wii não é o primeiro console a firmar tal parceria com a Netflix. Na verdade, ele é o terceiro, pois o PlayStation 3 e o Xbox 360 já faziam isso antes. A vantagem do Wii é que é gratuito (os proprietários de Xbox 360 tem que pagar a anuidade da Xbox Live Gold para ter o streaming da Netflix). A desvantagem é que, enquanto o Xbox e o PS3 exibem os filmes em full HD (quando disponíveis), o Wii só chega até a resolução de 480p.
A Netflix pode ser assinada nos EUA por valores a partir de US$9, e o assinante pode assistir a quantos filmes quiser por streaming. No Brasil o serviço não está disponível, mas há uma pontinha de esperança: no fim de 2009 o CEO da Netflix disse que planeja começar a internacionalizar o serviço de streaming a partir do segundo semestre de 2010. O processo de internacionalização deve ser gradual, mas talvez um dia chegue aqui. Talvez.
Segundo reporta o blog Zeros e Uns, a NetMovies vai iniciar a operação de aluguel de filmes com streaming via internet. O serviço será chamado de NetMovies Live. Até o momento, a empresa reproduzia parte do modelo de negócios da norte-americana Netflix, que era a entrega de DVDs através dos correios.

NetMovies: "Super Novidade".
Usuários da NetMovies já haviam notado um botão no menu principal do site indicando uma “Super Novidade”. Ao acessar a página da supernovidade, um aviso podia ser encontrado: “em breve você irá conhecer e usar grátis um serviço revolucionário”!!!”.
Ainda não há informações sobre a tecnologia, o modelo de negócios ou mesmo os preços dos aluguéis de filmes. Em andamento há mais de um ano, o projeto esbarrou na dificuldade de licenciar filmes para serem reproduzidos na internet.
Com a NetMovies Live, a empresa poderá oferecer aluguel de filmes a qualquer brasileiro, não se restringindo às cidades onde tem o serviço de entrega de DVDs. A velocidade de conexão, no entanto, continuará a ser um problema.
Em outubro de 2008, durante o TechEd, a Saraiva anunciou o Saraiva Digital, aplicativo que permitia aos usuários alugar filmes e baixá-los no computador, porém sem streaming. A tecnologia a ser usada pelo serviço era Silverlight, da Microsoft. [Zeros e Uns]
[Atualização às 21:50] Agora há pouco a NetMovies disponiblizou a “super novidade” para seus usuários. Filmes da NetMovies Live já podem ser assistidos por quem tem conta no serviço, inteiramente de graça. A oferta de filmes ainda é pequena, mas logo de cara encontrei o clássico “Cidadão Kane”, de Orson Welles.
Pelo que pude ver, a tecnologia utilizada para o streaming é Flash, da Adobe. Assim que pressionar “Assistir Agora”, o usuário verá um player de vídeo sobreposto à página, no qual ele pode dar início à exibição do filme.
No caso de “Cidadão Kane”, por exemplo, o áudio do filme é o original em inglês. Legendas em português são apresentadas, sem que haja opção de desligá-las ou de mudar o idioma do áudio.
O vídeo pode ser exibido em tela cheia, na qual aparece a já tradicional barra com o tempo de filme reproduzido, além de controle de volume.
A Netflix já oferece aluguel de filmes baseado em assinaturas mensais, nas quais o assinante recebe o DVD em casa e pode ficar com ele o tempo que quiser (no Brasil, a Netmovies é a principal empresa a oferecer serviço similar). Através da web, a empresa também proporciona aluguel de filmes que são reproduzidos no próprio computador, de preferência um media center. O próximo passo? Levar filmes ao iPhone OS e aos videogames.

Uma vez que a versão mais recente do iPhone OS tem suporte a streaming de vídeo em HTTP, fica muito mais fácil para a Netflix desenvolver um aplicativo para a plataforma. Sempre há o risco da Apple bloquear o aplicativo por concorrer com a onipresente iTunes Store, mas isso é facilmente remediável com uma web app. Já a AT&T poderia sentir as complicações do alto consumo de dados, mas nesse caso restringir o streaming ao Wi-Fi não deixa de ser uma opção.
Na falta de um streaming de vídeo, a Netflix poderia optar por armazenar os filmes localmente na memória do iPhone ou iPod Touch. Com 8GB, 16GB ou 32GB é possível armazenar vários filmese séries (considerando-se que a memória não esteja lotada). Assim, os filmes ficariam disponíveis para os assinantes mesmo quando estivessem longe de uma conexão (como no avião, por exemplo).
Outro desejo da Netflix é entregar filmes também em consoles de videogame, a começar pelo Wii. O aparelho superbadalado da Nintento tem um público fiel, que poderia muito bem tirar proveito da conexão com a internet. Enquanto isso, os donos de Playstation 3 (aquele que pode ter uma versão Slim, como o Tecnoblog noticiou hoje) já desfrutam o leitor de Blu-ray embutido no console.









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