A Nintendo anunciou seus planos de cortar os preços de seu portátil tanto no Japão como no Reino Unido. Nenhuma palavra foi dita ainda acerca dos preços nos Estados Unidos (que no fim acabam sendo os que mais afetam o mercado brasileiro), mas é de se imaginar que a estratégia para a terra do Tio Sam acabe não sendo muito diferente.

A revista oficial da Nintendo no Reino Unido informa que os preços do DSi para os revendedores serão reduzidos a partir do dia 18 de junho. Essa informação veio diretamente de um porta-voz da empresa, mas ela ainda não confirma quanto será a redução de preço. Leia mais

A Nintendo anunciou agora há pouco que vai começar a vender o Nintendo DSi XL nos Estados Unidos. O aparelho, que pode ser considerado um Nintendo DSi supercrescido, já era vendido no Japão com o nome de Nintendo DSi LL. O DSi XL desembarca na terra do Tio Sam em 28 de março pelo preço sugerido de US$ 190, o equivalente a cerca de R$ 345 (tirando impostos e o Custo Brazil de importação, é claro).

Aproveitando o anúncio, a Nintendo também informou que esse mesmo DSi XL estará disponível na Europa antes do que nos Estados Unidos, em 5 de março. E os australianos terão que esperar um pouco mais para comprar o miniconsole: as vendas por lá só começam em 15 de abril desse ano.

Nintendo DSi e Nintendo DSi XL sobrepostos.

Nintendo DSi e Nintendo DSi XL sobrepostos.

O lançamento do Nintendo DSi XL no Brasil está previsto para… Ops, espere aí: a Nintendo não falou nada sobre o aparelho ser vendido no Brasil ou na América Latina. Mais uma vez ficamos de fora. Nem eu nem você poderemos comprar o gadget (que tem dois visores LCD de 4,2 polegadas) de forma legal e oficial.

A Nintendo informou nessa terça que teve uma temporada de vendas bastante saudável nesse mês de dezembro. Seus consoles e games, segundo a empresa, venderam como nunca.

Apesar dos dados oficiais das vendas nos Estados Unidos só sair em 14 de janeiro (serão anunciados pelo Grupo NPD), a Nintendo estima que as vendas do Wii tenha excedido 3 milhões de unidades no mês de dezembro nos EUA. Comparativamente, o Wii, que é o console mais vendido do mundo, vendeu 2,14 milhões de unidades em dezembro de 2008.

Uma boa parcela desse sucesso pode ser atribuída ao lançamento do New Super Mario Bros. Wii em novembro, o jogo que trouxe ao Wii o encanador Mario de volta ao seu estilo mais clássico. A Nintendo estima que as vendas do jogo apenas nos EUA esteja se aproximando de 4 milhões de unidades. De fato, a dobradinha marcou presença na lista de destaques de 2009 na Amazon: na categoria vídeo games, o Wii foi o item mais vendido e mais presenteado, enquanto o novo Mario foi o item mais presente na “listas de desejo” dos usuários do site.

Nem só de Wii vive a Nintendo, e ela também apresentou estimativas de que a linha portátil Nintendo DS, incluindo o Nintendo DSi, tenha registrado um recorde histórico de vendas nos EUA para qualquer console ou sistema portátil já vendido.

O vice-presidente de vendas e marketing da Nintendo americana, Cammie Dunaway, atribui esse sucesso ao “grandes jogos” da Nintendo. Ele diz:

“O Legend of Zelda: Spirit Tracks para Nintendo DS, e o Wii Fit Plus e New Super Mario Bros. Wii estão todos atualmente dando aos fãs da Nintendo experiências maravilhosas e aventuras divertidas para a família toda.”

Seguindo o ritmo do artigo da semana passada, que detalhava as características do PSP Go e se o investimento no console valeria a pena, nada mais apropriado que examinar o novo modelo do concorrente, o Nintendo DSi.

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O Nintendo DSi é a terceira versão do popular Nintendo DS. O DS Lite – a versão intermediária entre os dois consoles, que é o que eu possuo – trazia mudanças estéticas mais perceptíveis que esse modelo mais novo. Enfim, o que há de interessante no tal DSi?

A mudança mais expressiva no design do aparelho provavelmente é a adição de duas câmeras VGA de 0.3mp, uma voltada para o usuário, outra instalada na “tampa” do console. A idéia de Satoru Iwata, o CEO da Nintendo, é que o DS já tinha o sentido de toque e o de audição (através do microfone). O próximo passo lógico seria dar ao aparelho capacidade de visão. Na teoria, faz sentido.

As telas do DSi também são imperceptivelmente maiores (6mm maiores, pra ser exato) que a das versões anteriores. Há um slot pra cartão SD, através do qual o usuário pode acessar e tocar arquivos de mídia no DSi – .mp4, .m4a, e .3GP. O formato mp3 está misteriosamente ausente. Se eu fosse apostar, eu diria que a culpa são as taxas de licenciamento do formato. Licenças similares foram o empecilho contra a reprodução de DVDs de vídeo no Wii.

O DSi também tem um software que permite aplicar filtros sobre as imagens capturadas pela câmera. No entanto, lembre-se que estamos falando de câmeras VGA de 0.3 megapixels, que é equivalente à resolução da primeira geração de celulares com câmeras. Não vá se empolgando muito!

A maior desvantagem do novo modelo do console foi a perda do slot pra jogos de GBA, o que certamente causará desinteresse nos gamers que pensavam em fazer o upgrade mas ainda curtem seus jogos favoritos do Game Boy Advance. Era uma mudança esperada, no entanto, já que a Nintendo “matou” o suporte à linha Game Boy há alguns anos. Eles não poderiam continuar investindo em retrocompatibilidade pra sempre.

Uma outra grande mudança – que foi sem dúvida inspirada pelo modelo e influência da AppStore – foi a criação da DSi Shop, onde gamers podem comprar jogos e aplicativos para o console. O DSi Browser foi um dos primeiros apps gratuitos, e é um navegador baseado no Opera. Pra fazer compras na loja virtual do DSi, o usuário precisa adquirir “Nintendo Points” na forma de cartões pré-pagos disponíveis nas grandes cadeias de eletrônicos como Best Buy ou Walmart.

A lista de jogos e aplicativos já disponíveis é consideravelmente grande, mas ainda não há nada de muita expressão por lá. Vale lembrar que clássicos da AppStore, como Fieldrunners e Mecho Wars, já estão na lista. Não dá pra negar que estamos vendo uma Segunda Renascença das gamehouses independentes, que viveram seus dias de glória nos primórdios da história do videogame – e que, ao passo que gaming se tornou um mercado maior e mais sério, eventualmente deram lugar às grandes produtoras.

Finalmente, a característica definitiva – o preço. O DSi foi lançado nos EUA custando US$170,00 – 40 dólares mais caro que um DS Lite. Para o norte-americano padrão, 40 dólares não significa uma diferença muito relevante. Apesar disso, é importante lembrar que simplesmente não há grandes mudanças pra justificar o preço mais alto. Já pro público brasileiro, esses 40 dólares extras facilmente se transformarão num acréscimo de 200 ou 300 reais. O upgrade parece ainda mais inviável pra gente.

Apesar do esforço da Nintendo, ninguém realmente verá o DSi como um aparelho convergente. A capacidade multimídia do aparelho é equivalente a de um celular de 2005; competir com esse tipo de hardware num mundo pós-iPod é uma tentativa pífia. E não há nenhum grande título na DSi Shop que justifique abandonar o seu DS velho de guerra que ainda pode rodar Pokemon FireRed pela entrada de cartuchos de GBA.

Vale a pena comprar o DSi? Aos novos donos, eu recomendaria comprar o DS Lite, que é mais barato e tem por enquanto uma biblioteca maior de jogos.  E aos que já o tem, fique com ele mesmo – por enquanto você não está perdendo nada.

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DSi XL: agora com tela 93% maior

Eis um conceito no qual fabricantes de consoles portáteis não se entendem: o tamanho dos seus videogames de mão. Enquanto a Sony cria a versão Slim (fino em inglês) do seu console portátil PSP, a Nintendo vai na direção contrária e cria uma versão XL (sigla em inglês para extra large – extra grande) do seu portátil DSi. Especula-se que o novo console seja voltado para o público idoso do Japão. Ele também vem com dois jogos para exercício cerebral pré-instalados.

Com exceção das resoluções das duas câmeras e das telas, todas as outras características do aparelho superam as do seu irmão menor. O DSi XL tem duas telas de 4,2 polegadas, pesa 314 gramas, vem com duas canetas stylus (uma delas com 13 cm de comprimento) e tem 2,1 cm de espessura contra as telas de 3,5 polegadas, 214 gramas, caneta stylus de 9,3 cm e 1,9 cm de espessura do DSi. O preço também será maior: o XL será vendido por US$ 220 (R$ 381) nos EUA e na Europa antes da metade do ano que vem.

A Nintendo não anunciou se planeja descontinuar a versão menor do DSi, mas duvido que eles farão algo do tipo. Por outro lado, essa é a mesma empresa que patenteou um colchão inflável, o que não demonstra exatamente a melhor imagem da sanidade mental. E sim, eu pretendo colocar referências ao infame colchão inflável em todos os posts que escrever sobre a Nintendo. Deal with it. [Kotaku]