Para ler livros digitais, as opções usuais são de produtos da Amazon ou da Barnes & Noble. Ou o Google, que anunciou recentemente um produto, fabricado por outra companhia, que conta com a tecnologia de exibição dos Google eBooks. O iriver Story HD está confirmado para o mercado americano por somente US$ 140 a partir da semana que vem. Leia mais
Ainda é quarta-feira e o mercado dos e-readers já teve uma semana especialmente agitada no mercado norte-americano.
Kobo eReader Touch Edition
Na última segunda-feira foi lançado por lá o eReader Touch Edition, leitor digital produzido pela Kobo que até então tinha como diferencial mais notável frente a seus concorrentes sua tela de e-ink com 7,5 polegadas de tamanho sensível ao toque. O aparelho deverá chegar às prateleiras das lojas nas próximas semanas pelo atraente preço de US$ 129. Leia mais
Num dia de lançamentos da Microsoft para o Windows Phone (teremos matérias sobre o assunto em breve), a rede de livrarias Barnes & Noble apresentou ao mercado a futura geração do leitor de e-books Nook. Parece que, dessa vez, a B&N vem com tudo para cima do tradicional Kindle, da Amazon.com. Leia mais
Vários apps para download
Temos iPad de um lado, Motorola Xoom do outro, sem falar nos incontáveis tablets xing-ling disponíveis por aí (como o iTablet). Mas se você está procurando por um tablet “de marca”, porém com um preço mais acessível, talvez a rede de livrarias americana Barnes & Noble tenha uma boa notícia. É que o Nook Color, o e-book reader produzido por eles, passou por uma atualização de software que o deixou bem competitivo.
A Saraiva e a Livraria Cultura que se cuidem! Vem aí mais uma loja de livros, dessa vez capitaneada pelo gigante das buscas. O Google coloca no ar a partir do ano que vem uma livraria virtual, nos modelos da iTunes Store, onde qualquer usuário vai poder comprar aqueles títulos que mais lhe interessam por um precinho camarada.
Na última reunião de executivos da Barnes & Noble, uma das maiores redes de livrarias dos Estados Unidos, é altamente provável que algum velhinho dorminhoco tenha reclamado que a neta dele tinha um tablet com várias cores, enquanto o produto similar da Nook era chato, sempre em preto e branco. E eis que a ideia de produzir um Nook colorido deve ter nascido.
Há apenas cinco dias atrás o novo Kindle, leitor de e-books da Amazon, foi apresentado e teve suas vendas iniciadas. Foi tempo suficiente para que todas as unidades fosse esgotadas, tanto na versão com 3G (de US$ 189) como na versão com apenas conectividade Wi-Fi (de US$ 139).
A história vem desde outubro, mas agora faltam poucos meses para que o Google comece a enfrentar a Apple em mais um campo de batalha. Está previsto para junho, no máximo julho, o lançamento do Google Editions, um serviço de venda de livros em formato digital que muito lembra a iBookstore por trás do iPad.
A informação foi dada pela gerente de desenvolvimento de parceiros estratégicos da companhia, Chris Palma, durante uma conferência voltada para o mercado editorial. O nome do painel foi The Book On Google: Is The Future Of Publishing In The Cloud? (O livro no Google: o futuro da publicação está na nuvem? , em tradução livre), o que já sugere bastante do que está por vir.
O iPad já é um sucesso
às porQuando Steve Jobs anunciou seu tão aguardado tablet, o iPad, foi aquela choradeira entre os tecnotarados. “Não tem câmera” “não tem multitarefa” etc. “Será um fiasco”, concluíram.
A má notícia para eles é que o iPad já é um sucesso. Os mais entusiasmados não enxergam isso por um simples motivo: o tablet não foi feito para eles. Logo após o anúncio, publiquei em meu blog uma opinião diferente sobre o iPad. Repercutiu bastante: os leitores expuseram sua opinião concordando ou discordando.
De um modo geral, os mais ligados em tecnologia eram os mais decepcionados com a Apple. Eu não me julgo candidata a um iPad em sua concepção atual, mas vejo um imenso potencial de inclusão digital daquelas pessoas para quem computadores sempre foram um bicho-papão. Aquelas que não se atentam a processador, memória e acham tarefas de instalação e manutenção um pesadelo. Citei meu pai, um excluído digital por opção.
Meu irmão, quando aparece em casa, sempre vê os inúmeros smartphones que testo sobre minha mesa e jamais dá a menor pelota para eles. Nem para o iPhone. Aliás, ele só tem um desktop na casa dele, adequado para seu feijão-com-arroz digital. No último fim de semana ele se dirigiu a mim e disse: “E esse iPad, heim? Gostei! Eu compraria.” Quase caí da cadeira!
Alguns fanáticos por tecnologia se agarraram tanto nas especificações técnicas que se esqueceram da computação invisível, o grande mote da Apple. Nada mais sensato que abrigar o iPhone OS no tablet — há vários vídeos de crianças de 2 anos pintando e bordando com o aparelho. Talvez alguns radicais achem que, só porque não os agradou, não agradará ninguém. Que irá encalhar e será o maior fiasco da empresa em todos os tempos.
Bem, para começar, tecnotarado de verdade não desdenha, e sim fica horas na fila aguardando seu iPad.
Segundo, é bobagem analisar o iPad isoladamente. Há todo um universo em volta. Steve Jobs está pensando no mercado por trás, o de livros, que tem potencial para ser tão lucrativo quanto o de músicas, filmes e aplicativos. Para isso, foi necessária a concepção de um dispositivo que agradasse ao grande público. Ser o que foi o iPod em 2001.
Se Amazon e Barnes & Noble estão preocupadas em perder seus clientes para a iBookstore? Bobagem! Seus respectivos apps para iPhone ganharão versões otimizadas para iPad. Ou seja, quem comprar o tablet da maçã já terá de lambuja 3 lojas à disposição. Quedas nas vendas do Kindle ou do Nook não são tão importantes, contanto que as pessoas continuem comprando seus livros. Bonita mesmo será a briga de preços entre as 3 lojas e suas editoras. Infelizmente elas já estão se mobilizando para montar uma espécie de cartel. Mas é uma questão de tempo eles aprenderem a lição que a indústria do audiovisual está penando para entender.
E olha que eu nem falei das possibilidades acadêmicas e educacionais do iPad, ou do imenso repertório de ebooks grátis na internet.
Se o universo dos livros digitais cresceu e apareceu com os atuais eReaders, com o iPad tem tudo para florescer.
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No lado pessoal… não há dúvidas que o iPad é um belo dispositivo, mas conforme eu disse acima, em sua concepção atual ele não me serve. Minha relação com a tecnologia é através de uma abordagem prática; tem que ser uma ferramenta auxiliar no meu dia-a-dia.
Tenho um ótimo laptop, um Macbook, que atende muito bem na vida pessoal e profissional, e dois excelentes smartphones, que cumprem com maestria todas as tarefas necessárias quando estou na rua, em trânsito ou qualquer lugar. Emails, navegação, banco de dados, mapas, material de referência, escrita e leitura… estou bem servida. Não faz sentido investir no mínimo 500 doletas — muito mais que um notebook básico — numa terceira categoria de dispositivo para, sei lá, navegar deitada no sofá.
A partir do dia 30 de março, a Livraria Cultura passará a vender e-books pelo site da empresa. Mais de 120 mil títulos estrangeiros e 500 títulos nacionais serão oferecidos no acervo inicial.
Os arquivos serão comercializados nos formatos PDF e ePub, ambos amplamente aceitos em diversos e-readers e em programas para computadores. Segundo Mauro Widman, coordenador do departamento de eBooks da Livraria Cultura, “[o formato ePub] é mais indicado para os leitores de e-book, porque ele se rediagrama com o tamanho da letra, diferente do PDF, que mantém uma diagramação física que obriga a navegar pela página para realizar a leitura”.
Apesar da pequena oferta inicial de livros nacionais no novo formato (se comparada à oferta de títulos internacionais), isso tende a mudar uma vez que a Livraria Cultura está oferecendo às editoras nacionais um serviço de conversão de arquivos para o formato ePub.
“Algumas editoras já estão mandando os livros para a gente em formato ePub ou no próprio formato PDF, já que podemos proteger contra cópia os dois formatos. Nem copy paste nem impressão”, afirma Widman.
O diretor de operações da empresa, Sergio Hertz, também comenta a possibilidade de a Livraria Cultura passar a vender leitores de e-book, assim como fizeram a Amazon com o Kindle e a Barnes & Nobles com o Nook. Ele aposta nos e-readers já existentes que lêem o formato ePub — como o Sony Reader e o iPad, entre outros. “Assim que um desses modelos passar a ser fabricado no Brasil, passaremos a vender leitores também”, prevê Herz.




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