Opera

Opera é um navegador de internet de origem norueguesa desenvolvido pela Opera Software. É conhecido por inovar e trazer vários recursos nativos, disponíveis em outros navegadores apenas por meio de add-ons ou programas externos. Funciona em diversos sistemas operacionais, como Windows, Mac OS X e Linux. Entre suas funcionalidades estão um cliente de BitTorrent, navegação por meio de gestos com mouse, exclusão de dados de navegação, cliente de email e leitor de feeds. Também está presente em dispositivos móveis, com o Opera Mini e Opera Mobile.

As "melhorias" da versão chinesa são um presente de grego

As "melhorias" da versão chinesa são um presente de grego

No último final de semana os usuários chineses do navegador Opera Mini – usado em dispositivos móveis como celulares e smartphones – foram notificados a fazerem uma atualização para uma versão do programa desenvolvida especificamente para o país. Mas no lugar de melhorias na navegação ou interface, deram de cara com o bloqueio de diversos sites proibidos por lá.

De acordo com a BBC News, por alguma razão o Opera Mini conseguia furar o bloqueio do Grande Firewall da China e acessar páginas consideradas ilegais – como o perigosíssimo Facebook, por exemplo – mas o “defeito” foi “corrigido” na atualização.

Não demorou para que o caso começasse a ser comentado pela web, com usuários condenando a empresa norueguesa, que por sua vez nega tudo. Em um comunicado a Opera Software apenas diz que “a diferença entre a versão chinesa e a internacional é a maneira que ela conecta aos servidores e lida com a compressão de dados, oferecendo maior velocidade por um menor custo”.

De qualquer maneira, bom lembrar que o imenso poderio econômico da China já foi capaz de mudar o discurso de muitas empresas que se apresentam como amigas da liberdade no resto do mundo. Um exemplo é o Google, que informalmente adota o slogan “não seja mau” e que não teve pudores ao aceitar a determinação do governo local para bloquear o acesso a algumas páginas.

O caixão do Internet Explorer 6 recebeu mais um prego na tampa essa semana quando a Net Applications, empresa que mede a participação de mercado dos navegadores, divulgou os dados relativos ao mês de outubro. Eles indicam que a soma das versões do Firefox ultrapassaram em número de usuários a versão 6 do navegador da Microsoft no mês passado. E não são apenas em um país específico: os números são de usuários no mundo inteiro.

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As demais versões do Internet Explorer ainda dominam o mercado global de navegadores, ocupando 64,64% do espaço, sendo 23,6% da versão 6, 18,16% da versão 7, 20,54% a versão 8 do navegador e 2,34% para as demais versões. Todas as versões do Firefox somadas tem 24,07% de participação, dividindo-se em 1,14% para a versão 2.0, 8,79% para a versão 3.0, 13,9% para a versão 3.5 e 0,47% para as outras versões.

Os navegadores Chrome, Opera e Safari continuam no final da lista, dois deles mostrando algum crescimento na sua participação. Em relação ao mês de setembro, o navegador do Google passou de 3,17% para 3,58%, o Opera caiu de 2,19% para 2,17% e o Safari passou de 4,24% para 4,41%. [ArsTechnica]

opera5mini1Aclamado como o melhor navegador móvel para celulares, o Opera mini ganhou algumas funções extras e novas características na versão 5 beta lançada ontem (15). Dentre essas novas funções estão a navegação em abas, gerenciador de senhas, interface aprimorada tanto para dispositivos com tela sensível ao toque como aqueles que usam teclado, dentre outras.

Segundo a própria empresa, o Opera Mini 4.2 é o navegador móvel mais usado no mundo todo, com mais de 20 milhões de usuários. Então não é uma surpresa que a Opera queira investir nesse mercado específico. E também não surpreende o fato de que o Google fez um acordo com a empresa para ser o buscador padrão na nova versão.

Testando o Opera mini 5 beta no Nokia 5800 pude perceber que ele realmente sofreu boas mudanças. Certos detalhes ainda precisam ser melhorados e encontrei alguns bugs como o modo paisagem entrando em conflito com o acelerômetro do celular, mas ele ainda se trata de um aplicativo beta, então é esperado. A versão final poderá ter potencial o suficiente para substituir o navegador padrão da Nokia que uso.

Para baixá-lo no seu celular, basta apontar o navegador atual dele para o endereço m.opera.com/next e é preciso que o aparelho tenha a habilidade de rodar aplicativos Java. O aplicativo também está disponível para download no site oficial e tem apenas 220 KB de tamanho. Veja mais screenshots no post completo. [CNET]

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Hoje, dia primeiro de setembro, a Opera Software lançou a versão final do navegador Opera 10. O navegador está disponível gratuitamente em 43 línguas, para os três principais sistemas operacionais: Windows, Mac OSX e Linux.

No press release divulgado hoje, a Opera Software destaca os principais atributos de seu novo navegador:

  • Interface visual renovada;
  • Melhor gerenciamento de abas, com características visuais inovadoras: no Opera 10 é possível redimensionar as abas para que elas se tornem miniaturas dos sites abertos; (veja abaixo)
Opera 10: Abas visuais e Speed Dial (clique para ampliar)

Opera 10: Abas visuais e Speed Dial (clique para ampliar)

  • Speed Dial remodelado: agora é possível, além de ter à mão seus sites preferidos, customizar o tamanho da sua grade de “discagem rápida”, assim como sua imagem de fundo;
  • Opera Dragonfly, um conjunto de ferramentas de desenvolvimento web;
  • Cliente de e-mail embutido com diversas funcionalidades, como por exemplo visualização em modo de “conversa” (threads).

    Cliente de e-mail embutido no Opera 10

    Cliente de e-mail embutido no Opera 10 (clique para ampliar)

A empresa também afirma ter um resultado 100% no teste ACID3, um teste que verifica a adequação dos navegadores aos padrões da web.

Mas provavelmente a maior inovação e diferencial do Opera 10 seja o modo Opera Turbo. Trata-se de uma tecnologia de compressão que permite que as páginas sejam exibidas mais rapidamente em conexões lentas. Ao custo, principalmente, de perda de qualidade nas imagens, consegue-se navegar de maneira notavelmente mais rápida.

O Opera Turbo é nossa mais nova inovação, e é uma que acreditamos que todos deveriam experimentar, pois todos nós iremos enfrentar uma conexão lenta em algum momento — Jon von Tetzchner, CEO da Opera Software

Confira abaixo o vídeo que apresenta, de forma bem humorada, o Opera Turbo. Só não repare no inglês macarrônico.

O software está disponível para download gratuito no site da empresa. (Nessas primeiras horas o download tem estado bastante lento, provavelmente devido a um grande número de acessos, mas a tendência é que eventualmente volte ao normal)

Lançamento do Opera 10 beta 3

Lançamento do Opera 10 beta 3

Está disponível para download desde de ontem (13) a terceira verão beta do Opera 10, codinome Peregrine. Segundo o press release da empresa, as prioridades nesse beta foram performance e estabilidade, e melhoramentos no Opera Turbo (ferramenta de compressão para navegação mais rápida), bem como refinar a aparência do programa.

A empresa apresenta também as seguintes novidades:

  • Abas: Agora os usuários podem ver suas abas visuais à direita ou à esquerda da janela, além das opções de ver no topo ou em baixo;
  • Multi-línguas: A nova versão tem suporte a 38 idiomas, incluindo o português do Brasil;
  • Prevenção de travamentos: O beta 3 é, segundo a empresa, extremamente estável;
  • Mais Turbo: O sistema de aceleração do Opera encontra-se mais refinado, permitindo navegação mais rápida até em conexões lentas.

“Para nós, é um sucesso retumbante quando mais de um milhão de pessoas usam seu beta e estão animadas o suficiente pra nos dar tanto feedback,” disse Jon von Tetzchner, CEO da Opera Software. “Estou orgulhoso desse lançamento e espero que os internautas do mundo se beneficiem de um navegador que está realmente pronto para trabalhar pesado.”

Ainda nesse mês uma versão de testes do Office Web Applications, a versão do Office voltada para ambiente web, começará a ser usada por desenvolvedores de todo o mundo. No entanto, algumas restrições serão aplicadas com relação aos navegadores suportados pela suíte de escritório online.

Num primeiro momento, apenas três navegadores poderão ser utilizados para testar o Office Web Apps. São eles: Internet Explorer 7 ou 8 (é claro!); Firefox 3.5 para Windows, Mac ou Linux; e Safari 4 para Mac. Ou seja, Google Chrome e Opera ficam de fora.

Gareth Howell, gerente de programas do Office Web Apps, escreveu em post no blog do serviço que a restrição ocorre porque nem todos os navegadores oferecem a mesma “extensibilidade”. Ele cita como exemplo a função de copiar uma seleção de texto através de ícone na interface do Office Web Apps: funciona com Internet Explorer, mas não no Firefox.

“Se você preferir usar outro navegador, você deveria testar as Web Apps. Ainda que nós não possamos oferecer suporte oficial a todos os navegadores, usuários não serão impedidos de usá-los. É um objetivo do Web Apps ter ampla compatibilidade e alcance.” – Escreveu Howell.

Uma das recomendações de Howell é que as pessoas que quiserem usar o Office Web Apps tenha o Silverlight instalado. O concorrente do Adobe Flash proporciona carregamento mais rápido, desempenho melhorado e compatibilidade com a renderização de fontes em computadores com ClearType habilitado.

[Computerworld]

O Google está mostrando que acredita mesmo em um futuro no qual o browser será o principal componente principal do computador, o que não por coincidência é a característica principal de seu futuro Google Chrome OS.

Vic Gundotra, vice-presidente de engenharia e desenvolvedor evangelista do Google, declarou na última quinta-feira durante conferência Mobilebeat em São Francisco: “Nós acreditamos que a web ganhou e a longo prazo, por razões econômicas, se tornará o foco principal e certamente será onde o Google irá investir”. E o Google costuma saber o que faz.

A empresa investe fortemente nesta aposta desde sua criação. Seus principais produtos são extremamente favorecidos neste cenário, como Gmail e Google Agenda, que estão disponíveis nas plataformas móveis. Além disso, possuem sua própria plataforma mobile, Android, o que de acordo com Gundotra não fará muita diferença, pois basta ter um browser competitivo.

Surpreendentemente, exceto pela Opera com seus Opera Mobile e Opera Mini e Apple com seu Webkit, todas as outras grandes empresas que deveriam fazer concorrência estão para trás nesta área, sendo que até mesmo o Google ainda está preparando seu Chrome, o que deixa as coisas ainda mais interessantes.[Mashable]

Na semana passada publicamos um post dizendo que as tags <audio> e <video> foram cortadas da especificação HTML5 por causa de uma falta de acordo entre os principais fabricantes de navegadores. Nessa semana, no entanto, um enorme debate está tomando conta dos fórums, listas de discussões e campo de comentários em blogs ligadas ao assunto. Lendo alguns desses artigos, percebi uma coisa: diferente do que eu escrevi no texto, as tags <audio> e <video> não foram cortadas completamente da especificação. Elas tiveram apenas as os dois braços e as duas pernas decepados, só isso.

O debate que está acontecendo agora é similar à guerra de formatos na indústria de cinema. Lembra da batalha do Betamax e VHS? E da mais recente, HD-DVD e Blu-ray? Dessa vez, não há fitas nem discos envolvidos, são dados, zeros e uns. De um lado, o codec de código aberto Ogg Theora. Do outro, o já conhecido H.264, usado em vídeos de alta definição no YouTube. O vencedor da disputa reinará soberano em todos os navegadores do planeta.

oggtheora-vs-h264

O cenário até o momento mostra que o principal empecilho impedindo a padronização do codec não envolve nada muito tecnológico, e sim problemas com patentes e licenças. De um lado, os que suportam Ogg Theora (Mozilla e Opera) argumentam que licenças do codec H.264 são extremamente caras e não podem ser re-distribuídas. Já aqueles que decidiram ficar do lado do H.264 (Apple e Google) dizem que pelo Ogg Theora ser um codec de código livre é possível que existam infrações de patente dentro dele, além da qualidade não ser tão boa. E tem a Microsoft, que preferiu espiar de longe as crianças brigando no parque e não tá nem aí pra tag <video>.

A discussão também acontece com menos intensidade sobre a tag <audio>, mas Ian Hickson, editor responsável pelo HTML 5, acredita que por ser menos complicado que a codificação de vídeos, as empresas chegarão a um consenso em breve. [ArsTechnica]

O primeiro rascunho da versão 5 do HTML apareceu em janeiro de 2008, segundo a Wikipedia, e desde então tem sido adaptada com frequência. A W3C, que é a organização responsável por modificar e atualizar as implementações do HTML, tem trabalhando bastante nessa versão a fim de que ela possa ser lançada o mais cedo possível. Entretanto, devido à discussões entre as principais fabricantes de navegadores, a atualização da liguagem vai ter duas tags cortadas.

As tags <video> e <audio> foram sugeridas originalmente pela IBM em agosto de 2007 e iriam tornar desnecessário o uso de plugins para ver vídeos e ouvir arquivos de áudio em páginas da web. Para isso acontecer, seria necessário embutir um codec específico para a tag <audio> e outro para a tag <video> dentro de todos os navegadores. E é nessa parte que o debate pegou fogo.

Segundo Ian Hickson, um dos editores da W3C trabalhando no HTML 5, não foi possível entrar em um consenso com todas as empresas sobre quais codecs seriam os padrões para as novas tags. Ele cita os responsáveis em um email:

A Apple não vai suportar Ogg Theora no Quicktime por se preocupar com patentes (apesar do fato do codec ser de domínio público). Opera e Mozilla se opõe ao uso do H.264 devido a problemas com distribuição e licenciamento. Google também tem problemas similares a esses, apesar de já implementar os codecs H.264 e Ogg Theora no Chrome. E a Microsoft não se comprometeu a suportar a tag <video>.

A notícia da exclusão das tags chegou um pouco tarde para sites como o Video Bay, que é inteiramente baseado nelas, e o Daily Motion, que já tinha até criado uma página específica com todo o seu conteúdo em vídeo convertido para o codec Ogg Theora para navegadores que suportam a (falecida) <video>. [Slashdot]