A administração do Demonoid, um dos principais trackers de torrents atualmente (cujo registro só pode ser feito através de convite), disse que o site poderá ficar fora do ar “talvez por dias” devido a problemas elétricos.

Os servidores do tracker, que ficam na Ucrânia, Leste Europeu, têm sofrido interrupção do fornecimento de energia elétrico. Uma vez que estamos falando de equipamentos sensíveis a esses apagões elétricos, pentes de memória RAM e também discos rígidos queimaram.

De acordo com o Demonoid, talvez seja necessário desligar completamente os servidores para efetuar o conserto dos aparelhos e também trabalhar na prevenção para que esse tipo de dificuldade não volte a acontecer.

Usuários brasileiros do tracker de torrents não conseguem acessá-lo. O Fábio Luiz Silva, de Santos/SP, relatou no Twitter que tentou acesso ao Demonoid tanto com Speedy quanto com Net Virtua, mas em nenhum dos casos teve sucesso. Ele estava usando a OpenDNS na hora dos testes.

O Mobilon, CEO do Tecnoblog, fez o mesmo teste com Net Virtua e sem OpenDNS em Americana/SP. O resultado é uma página em branco. Ele pôde notar, no entanto, que o favicon (marca do site próximo do respectivo nome na aba) continua sendo carregado normalmente.

Oi Velox + OpenDNS = Demonoid online. (+)

Oi Velox + OpenDNS = Demonoid online. (+)

Eu, usando Oi Velox e também OpenDNS no Rio de Janeiro, consigo acessar o Demonoid tranquilamente. Não é preciso recorrer a proxies nem nada do tipo: o site simplesmente abre, como se não tivesse problema nenhum. [com TorrentFreak]

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Pirate Buy?

A nota final da morte do Pirate Bay chegou ontem, quarta-feira, e foi anunciada por Wayne Rosso que está trabalhando com a Global Gaming Factory (empresa que adiquiriu o Pirate Bay no mês passado) para descobrir qual o melhor modelo de negócios para o famoso tracker de torrents. Segundo ele, os mais de 3 milhões de usuários do site terão que pagar uma taxa mensal para poder acessá-lo.

O dinheiro das assinaturas unido com os rendimentos com propaganda no site servirão para pagar as pessoas e empresas que tiverem seus direitos autorais infringidos. Rosso não revelou quanto cobrará pela assinatura ou quando ela comecará a ser cobrada, porém garantiu que quanto mais arquivos forem compartilhados pelo usuário, menor será a taxa cobrada à ele.

Nessa nova era do Pirate Bay, não são só os usuários que sofrerão as mudanças. Ainda segundo Rosso, a GFF também está tentando criar acordos com provedores de internet para otimizar o tráfego de dados P2P nas suas redes. Resta saber quantos usuários continuarão gerando esse tráfego e quantos irão, quase que literalmente, abandonar o navio. [TorrentFreak]

KazaaO programa de troca de dados Kazaa, que já foi sucesso no inicio da década com a popularização dos downloads de música mp3, está prestes a voltar a vida com a nova função de levar vídeo em alta definição até os smartphones da Palm.

Em sua nova encarnação, o programa terá a forma de uma plataforma entre os smartphones e a internet, permitindo o download de vídeos de alta qualidade de forma legalizada nos aparelhos. Ainda não foram divulgadas informações técnicas de como o software funcionará, nem como seu sistema de pagamento será implementado.

O Kazaa já viveu os dois lados da moeda: durante seu auge, foi o maior programa de distribuição de dados via P2P da internet. No entanto, sua rede foi infestada por vírus, que o transformaram em uma gigantesca ferramenta de disseminação de pragas virtuais.

Atualmente a marca Kazaa pertence à empresa Brilliant Digital Entertainment, que mantém um site e um software de distribuição de músicas de forma legal, em acordo com as gravadoras, com assinatura de 20 dólares. A empresa afirma possuir 70 milhões de usuários espalhados pelo mundo. [Info]

Logo-The-Pirate-BayO tracker de torrents Pirate Bay teve sua inesperada venda anunciada na semana passada. A Global Gaming Factory comprou o site por aproximadamente 15 milhões de reais, mas não deixou claro o que de fato estava comprando. Peter Sunde, fundador do PTB, falou ontem com o TorrentFreak sobre o negócio.

Sunde explicou que a GGF comprou todos os domínios thepiratebay, o código-fonte do site e também o banco de dados. Nesse banco de dados não estão incluídos dados pessoais de usuários nem registros (logs) de acessos e atividades, que, segundo o fundador do TPB, nunca existiram.

Perguntado se os fundadores do Pirate Bay estariam envolvidos no Pirate Bay após a venda ser concretizada, Peter Sunde disse que aparentemente isso não aconteceria. Ele afirmou que a equipe está mais preocupada em causas políticas do que técnicas, e que por enquanto não planejam lançar projetos relacionados com BitTorrent.

Ao fim da entrevista, Peter Sunde disse que comunidade envolvida no BitTorrent precisa “de mais trackers, menos sistemas centralizados e mais pessoas defendendo a comunidade”. [TorrentFreak]

Usuários britânicos estão sendo convidados a comparecerem ao tribunal para se explicarem sobre denuncias de que estariam distribuindo ilegalmente cópias de jogos na internet, informou a revista Which? Computing para a BBC.

As ações, se vencidas, chegariam ao pagamento de multas de até £665 (aproximadamente 2.114 reais) pela distribuição ilegal de conteúdo protegido por leis de direito autorais. Apesar dos réus afirmarem desconhecer a existência dos jogos, a empresa de advocacia ACS Law, nome das empresas Reality Pump e Topware Interactive, já enviou mais de 6 mil cartas aos supostos “criminosos” por violação dos direitos dos jogos Two Worlds e Dream Pinball, produzidos pelas empresas acima respectivamente.

Alguém falou em piratas?

Alguém falou em piratas?

O governo está fortemente empenhado na luta contra a pirataria, e publicou recentemente um relatório formalizando o procedimento nos tribunais sobre o assunto. Entretanto, a grande preocupação é na identificação dos usuários de forma correta, o que pode não estar ocorrendo. “O governo está basicamente fazendo uma repressão aos servidores ilegais, o que é bem justo, porém temos sérias preocupações sobre o processo de identificação e acreditamos que inocentes estão sendo acusados”, disse Sarah Kidner, editora da Which? Computing.

O processo de identificação tem se baseado no endereço IP, monitorado pela empresa Logistep, seguido pela identificação do usuário com os provedores de internet mediante ordem judicial. No entanto, a Associação de Provedores de Serviços de Internet (ISPA, do original em inglês) admite que este processo é falho. Em 2008 o casal Gill e Ken Murdoch (54 e 66 anos respectivamente) foi acusado de distribuir o jogo Race 07, publicado pela Atari. Na época eles afirmaram desconhecer o termo “peer to peer”, de que eram acusados. O processo foi arquivado e a empresa responsável pelo erro responsabilizada. [ BBC News ]

Logo-Telefonica-2A Telefônica apresentou na última quarta-feira à Anatel o plano de recuperação do Speedy, que no dia 22 de junho foi impedido de vender novas assinaturas do serviço por causa das várias panes acontecidas ao decorrer do primeiro semestre. O plano, no entanto, está acompanhado do motivo mais absurdo para as tais panes: os assinantes das classes A e B utilizam a maior parte da banda para uma determinada região (por isso são chamados de heavy-users – usuários pesados) e os clientes das classes C e D sofrem por causa disso.

Imagina-se que uma empresa que provê internet estaria ligada nas últimas tecnologias relacionadas à rede, certo? Aparentemente não é assim que a Telefônica funciona. A dificuldade que ela relatou não é um problema isolado, pois ocorre com operadoras de internet ao redor de todo o mundo. Nos EUA, por exemplo, o provedor de banda larga Comcast já viu seu tráfego alcançar níveis estratosféricos com o passar dos anos, enquanto que sua base de assinantes não sofreu um aumento proporcional. Por causa disso, ela aplicou (por um tempo) práticas de gerenciamento de rede que diminuíam e até impediam o compartilhamento de arquivos em redes P2P. Mais tarde ficou provado que as redes P2P nada tinham culpa na falta de banda. Mesmo assim, o argumento que a compania provedora do Speedy está usando agora é exatamente o mesmo.

Utilizando uma analogia, é possível dizer que a Telefônica é uma empresa aérea que pratica constantemente overbooking dos seus voos. Ela vende mais lugares nos aviões do que tem capacidade para transportar, fazendo com que os passageiros que chegaram mais tarde tenham que pegar o próximo vôo ou trocar de compania aérea, sendo que alguns passageiros sequer dispõem de alternativa à Telefônica para viajar. A pior parte é que ela culpa as enormes malas transportadas pelos seus clientes como o principal motivo de não terem vôos suficientes.

A solução encontrada pela Comcast, e que deveria ser seguida pela Telefônica, foi disponibilizar uma maior e melhor infra-estrutura para atender ao crescimento do mercado e os atuais clientes, além dos limites de tráfego que já estão implantados. São decisões como implantar novas tecnologias, contratar mais banda para certas áreas e, se necessário, cobrar mais pelo serviço. Se for de melhor qualidade, por que não?

Em suma, sim, é possível que 10% do total de assinantes utilize 60%, 70% ou até 80% da banda de tráfego disponível como a Telefônica alega. Porém, esses usuários não estão usando mais do que o contratado, em termos de velocidade. Eles só usam mais constantemente do que os outros usuários. O culpado principal, portanto, não é o compartilhamento de arquivos, mas o despreparo da empresa ao prover o serviço.

Ao fazer uma assinatura de 4 Mbps e usar os 4 Mbps constantemente todos os dias, você está dentro do limite estabelecido pelo seu provedor de banda larga e eles deviam garantir que essa velocidade fosse constante. Ao invés disso, muitos deles fazem o contrário e prometem os famosos 10% mínimos de velocidade. E muitas vezes te deixam esperando pelo voo seguinte.

Update: Em entrevista *exclusiva* à rádio CBN e ao Globo News, o Presidente da Telefônica Antonio Valente, disse “Não quero usar isso como justificativa para os problemas, mas [...] o número de clientes do serviço cresceu oito vezes em 30 meses”. Ele também disse que “em nenhum momento, a operadora quer subtrair a sua responsabilidade”, quando questionado sobre a falta de antecipação no volume de tráfego. As melhorias na rede devem começar nos próximos 30 dias, até lá os usuários podem ou não ter instabilidade na conexão.

pbPeter Kolmisoppi, um dos criadores e idealizadores originais do Pirate Bay que esteve na semana passada no Brasil para o FISL, anunciou hoje no blog oficial que tracker público de torrents foi adquirido pela empresa de software para ciber-cafés Global Gaming Factory X AB. No post, Peter diz, com um inglês falho, que o Pirate Bay está sendo vendido por uma fração do que ele vale e que essa quantia irá para uma fundação que apoiará projetos de liberdade de expressão, liberdade da informação e a maior abertura da rede mundial, causas que os integrantes do Pirate Bay sempre defenderam.

No site da Global Gaming Factory, eles anunciam o valor da transação: MSEK 60 (equivalente a 15,2 milhões de reais) que serão pagos metade em dinheiro vivo e metade em ações da compania. A empresa também diz que para o Pirate Bay continuar a crescer é necessário um novo modelo de negócios e, para que isso aconteça, será necessário desenvolver um novo protocolo de compartilhamento de arquivos que eles estão chamando de P2P 2.0.

Tal protocolo será desenvolvido por outra empresa adquirida pela GGF, a Peerialism, que é especializada em desenvolver soluções para armazenamento e transmissão de dados através de Peer-to-Peer. A compania foi adquirida por MSEK 100 (equivalente a 25,38 milhões de reais) e segundo Johan Ljungberg, seu CEO, a tecnologia de P2P 2.0 já foi desenvolvida por eles e é compatível com a atualmente usada.

O término da aquisição e consequentes mudanças no Pirate Bay estão agendadas para acontecer no final de Agosto desse ano.