A japonesa Sony patenteou um novo controle de videogames que tem como diferencial ser compatível com vários consoles de diversas gerações, alguns deles produzidos por suas rivais Microsoft e Nintendo.
No registro, arquivado em agosto de 2008 mas que só foi disponibilizado na rede ontem, dia 18, consta que “Assim como controles remotos, videogames e seus respectivos controles estão se tornando cada vez mais comuns e não é surpreendente encontrar casas em que existam dois ou mais modelos. (…) Portanto, seria útil que existisse um joystick universal, compatível com diversas plataformas”.
A maneira encontrada para lidar com a vasta fauna de layouts de botões e comandos direcionais seria uma tela de LCD sensível ao toque no meio do aparelho, que seria capaz de emular o layout dos controles não apenas do Playstation mas também do Xbox, Nintendo (não especificam o modelo) e dos velhinhos Amiga CD, Atari Jaguar, Gravis Gamepad, Sega e Turbographics (quem?), entre outros.
Será que seria interessante? De qualquer maneira, ainda não se sabe se o gadget de fato um dia chegará às lojas. [Kotaku]
A briga de patentes entre Nokia e Apple está esquentando. Primeiro a Nokia processou a Apple. Depois a Apple contra atacou. Agora a Nokia vai um passo mais adiante e abre um processo no US ITC (International Trade Comission) alegando quebra de patentes nos produtos da empresa da maçã.
Desta vez as patentes, sete no total, dizem respeito à interface com o usuário, câmera, antena e gerenciamento de energia de produtos Apple. Os produtos que constam no documento do processo são: iPhone, iPhone 3G, iPod Nano, iPod Touch, iPod Classic, iMac, Mac Mini, Mac Pro, MacBook Pro e MacBook Air.
Todos esses produtos são importados pela Apple da China. O ITC, dependendo do resultado da investigação, tem o poder de mandar bloquear tais importações de forma que a Apple ficaria impedida de vender tais produtos nos EUA. A Nokia espera uma resposta do ITC em até 30 dias. Caso ganhe o processo a Apple ficaria impedida de importar produtos que infringem patentes a partir de 2011.
Vamos ver no que toda essa história vai dar. Uma coisa é certa: seria embaraçoso para o pessoal do loop infinito admitir que suas ideias vem da Nokia e não de sua equipe criativa. [Wall Street Journal / Business Week / The Inquirer]
Quando noticiamos uma patente da área de tecnologia, já sabemos que a probabilidade dela não ser aplicada no futuro é muito grande. Principalmente se o criador da patente tiver uma imaginação fértil e achar que um colchão inflável vai ser um ótimo controle para um videogame. Mas o pedido de patente da Nokia descoberto no final de semana passado é um dos que não enquadra nessa categoria.

A patente é de uma tela mais sensível ao toque, por assim dizer. Além de permitir a interação com a interface por gestos multi-touch, a tela pode também perceber pressão através de sensores especiais atrás dela. A provável aplicação da tecnologia, segundo o blog Unwiredview, será para interagir com objetos 3D, já que o texto da patente diz que o sensor não só poderá medir a força que está sendo aplicada na tela como também para onde essa força está direcionada.
Por enquanto a patente ainda deverá ser aprovada pelo escritório responsável dos EUA, mas isso não impede a Nokia de desenvolvê-la nos seus laboratórios. Só não espere que um celular com essa tecnologia seja liberado nos próximos anos. [Engadget]
Falar de patente e de Microsoft geralmente não dá coisa boa, mas dessa vez a ideia parece ser interessante. Um advogado da empresa escreveu texto, intitulado “Melhorando Patentes Globais”, no qual defende que seja criado um mecanismo internacional para proteger a propriedade intelectual das empresas.
Horacio Gutierrez diz que existem atualmente mais de 3,5 milhões de patentes aguardando aprovação em todo o mundo; 750 mil apenas nos Estados Unidos. Segundo Gutierrez, o tempo para obtenção de patentes tem aumentado para três ou quatro anos, chegando a cinco anos em alguns casos, fazendo com que os custos para a empresa que quer a patente fiquem cada vez mais altos.
Nas palavras do advogado, “o mundo atual, de conectividade universal, negócios globais e inovação colaborativa” precisa de um sistema único global de obtenção de patentes, com apenas um órgão responsável por concedê-las ou não.
Atualmente cada país tem sua própria forma de lidar com patentes, o que em certos casos pode resultar em empresas trabalhando com ideias que já haviam sido previamente patenteadas, porém em outra nação. Como resolver essa discórdia tem sido um sério problema. [CNET]
[Atualização às 17:15] Enquanto isso, também temos que encarar certas patentes que são, no mínimo, absurdas. O Google, por exemplo, conseguiu uma patente sobre homepage de páginas de busca com uma grande caixa para entrada de texto e dois botões. A empresa enviou uma captura de tela do atual google.com como ilustração para obter a patente. [Mashable]
Provando que qualquer objeto hoje em dia pode ser adaptado para ser um controle do Wii, a Nintendo requisitou a patente de uma bola de futebol americano com espaço para os Wiimotes. Assim como o colchão inflável, essa nova patente descoberta pelo blog Siliconera (link totalmente SFW, apesar do nome) não é piada. E também não garante que o adaptador será visto nas vitrines de lojas de jogos em um futuro próximo.

Porque um colchão não era o bastante
A bola seria usada para detectar a velocidade da corrida do jogador, a força da jogada e calcular a trajetória da bola virtual no jogo. Mas por enquanto, ela serve apenas para apontar o quão ridículo as patentes da Nintendo podem ser.
Mesmo assim, por causa dessa nova patente, vou precisar adaptar também o jogo que sugeri no post do colchão inflável. Ele agora será constituído de um jogador sentado no wii-colchão, segurando a wii-bola debaixo do braço, atirando nos jogadores adversários ou virtuais com o wii-revolver, dirigindo um carrinho de controle remoto com o wii-volante num campo aberto e usando a wii-raquete para se defender de cascos de tartaruga que forem atirados na direção dele. Simples e divertido. Vai vender duas vezes mais do que anterior, ou seja, zero cópias.
Veja mais imagens no post completo.
Leia mais
Sabemos que o pedido de registro de uma patente nem sempre quer dizer que o produto ou método registrado será fabricado ou desenvolvido. O iPod com dupla tela, por exemplo, nunca saiu. O iPhone com videoconferência também está só na imaginação por enquanto. Mas quando se trata de uma tecnologia que pode salvar alguns milhares de dólares à companhia, a probabilidade dela se tornar real é elevada.

Novo circuito interligado aos sensores (+)
É o caso desta patente que foi requerida pela Apple em 1º de fevereiro de 2008 e hoje recebeu algumas adições. O objeto central dela é um “método e sistema para detecção de abuso por consumidores”. As novas imagens evidenciam a presença de um dispositivo chamado “Abuse Detection Circuitry” (ou circuito de detecção de abuso, em tradução livre). Segundo a patente, esse chip gravaria numa memória específica toda vez que o aparelho em que ele estiver instalado sofrer uma queda ou um líquido for derramado ou se a temperatura for elevada demais. Cada um desses sensores enviará uma informação específica para o circuito.
Ele, porém, não vai servir apenas para resolver problemas com a garantia, mas também como dispositivo de segurança. Caso ele detecte que um dos componentes eletrônicos ligados encontra-se em mal funcionamento, o chip poderá desligar totalmente o dispositivo, minimizando o dano e podendo evitar potenciais explosões envolvendo a bateria. Ele funcionaria quase que exatamente como as caixas-pretas de aviões, que gravam dados sobre o estado da areonave em caso de pane.
A Apple já inclui um indicador de imersão em líquidos em seus iPhones, MacBooks e outros aparelhos que fabrica. Ele também está presente e é visível em alguns modelos de celulares da Nokia e Motorola: é aquele ponto branco que fica atrás da bateria. Ele fica vermelho caso entre em contato com a água ou qualquer outro tipo de humidade e é irreversível. E nesse caso, a garantia é invalidada. [AppleInsider / Obrigado ao Allen pela dica]
Uma companhia americana chamada VoloMedia recebeu ontem a patente sob “métodos para distribuir conteúdo em episódios”. Parece familiar? Em outras palavras, a empresa conseguiu patentear o podcasting. A patente é de número 7568213 e pode ser conferida neste link (em ingês). Ela foi requerida em novembro de 2003, quase um ano antes do surgimento do conceito de podcast criado por Adam Curry.
O que isso significa para os criadores e ouvintes de podcasts? Na verdade não muita coisa. A VoloMedia não quer ir atrás de quem produz ou escuta podcasts. De acordo com o idealizador original da patente, Murgesh Navar, o que a empresa pretende fazer é fechar acordos de licenças com companhias feito a Apple e redes de TV americanas, que usam do método agora patenteado. E isso independe da maneira em que os episódios estão sendo distribuídos, eles podem usar de feeds RSS ou não.
A VoloMedia ainda esclarece que não vai enforçar o uso da patente através de processos judiciais, como outras empresas fazem. Ela quer mesmo é receber uma quantia de dinheiro de empresas que usam o conceito de podcast. Se, por exemplo, o site de vídeos Hulu passar a oferecer download dos seus vídeos, talvez precise criar uma parceria com a VoloMedia. E, claro, eles também estão abertos a aquisição. [NewTeeVee / Ars Technica]
Parece que a Apple encontrou no registro de patentes americano uma ótima forma de fazer pre-releases de forma viral. Depois das noticias que circularam semana passada sobre novas patentes da empresa que utilizariam uma tela touchscreen tátil com identificação de impressões digitais e interação com o usuário, as novas patentes descobertas descrevem funcionalidades de identificação facial e de objetos.
A tecnologia não é nova: a identificação de objetos já é utilizada há um tempo considerável. Ela só não estava disponível no aparelho até agora por falta de interesse da empresa, uma vez que já existem aplicações de terceiros que utilizam técnicas de realidade aumenta no iPhone.
Até mesmo a identificação facial, função que a Apple noticiou orgulhosamente quando adicionou pela primeira vez em seu iPhoto ’09, não é necessariamente novidade. Já existe à venda na App Store o software chamado Face Match, que faz exatamente o mesmo que as novas patentes prometem fazer.
O grande diferencial da função nativa no sistema estaria na utilização pelo próprio iPhone OS, que possibilitaria um novo patamar no quesito segurança, deixando para trás qualquer função de segurança disponibilizada pelo Mobile Me até então. Mas até que a empresa divulgue o que pretende fazer com as novas patentes, muitos rumores ainda surgirão. [Boy Genius Report]