Vai viajar à Austrália? Lembre de declarar vídeos pr0n do seu laptop

Ao chegar em um país estrangeiro, um viajante precisa declarar certos materiais que está trazendo na mala, como comida, eletrônicos ou medicamentos. Algo considerado trivial. Mas na Austrália o governo achou que não era específico o bastante. A partir de hoje, viajantes chegando ao país devem declarar todo conteúdo pornográfico presente na bagagem, inclusive os vídeos pornôs nos laptops. E quem se recusar terá seu equipamento revistado pelos oficiais da alfândega, que agora estão legalmente autorizados a procurar por pornografia. [Slashdot]

Jimmy Wales, um dos fundadores da Wikipedia e astro pop, deu início a uma guerra contra as imagens pornográficas hospedadas nos servidores da Wikimedia Commons, site dedicado a hospedar conteúdo multimídia para a enciclopédia livre.

“Os administradores que desejam remover do projeto todas as imagens que têm pouco ou nenhum valor educacional têm meu total apoio e isso inclui a imediata exclusão de todas as imagens pornográficas. Apenas devemos manter imagens educacionais a respeito da sexualidade – em que nudez não é pornografia – em todos nossos projetos, mas julgamentos a respeito da qualidade editorial deverão ser feitos apropriadamente e com bom gosto”, escreveu o guru do conhecimento livre em uma página de discussão do site.
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Matthrew Browning é um usuário do iPhone que recentemente escreveu um e-mail para Steve Jobs – que, como se sabe, anda animado em responder sua correspondência – indagando a respeito das rígidas regras de conteúdo da iTunes App Store. Sua reclamação era a respeito da exclusão do app do cartunista Mark Fiore, que já recebeu um prêmio Pullitzer por conta de suas sátiras políticas. Confira:

“Depois de anos de tentativas por parte de meus amigos, o iPhone 3G me converteu aos produtos Apple. Eu comprei quatro telefones, dois computadores e outros itens, mas de uns tempos para cá noto que começo a ter alguns problemas filosóficos com a companhia. Aparentemente a empresa está determinando qual tipo de conteúdo seus usuários podem receber, como o o caso do cartunista Mark Fiore, que faz sátira política e foi banido da Apple por ser considerado pornografia.

Eu faço de tudo para manter meus filhos longe de conteúdo adulto, mas isso não significa que eu não queria ver quanto eu esteja afim. É para isso que serve o controle dos pais. Coloquem esse tipo de apps numa categoria à parte e permitam aos pais que seu acesso seja controlado.

A missão da Apple não é fazer patrulha moral, mas sim desenhar produtos legais que os usuários gostariam de ter”.

E a resposta de Mr. Joboso, um pouco mais longa que o habitual (ou seja, com mais de três palavras):

“A App de Fiore esteve na App Store por pouco tempo e sua aprovação foi um engano. Em todo caso, nós acreditamos que temos a responsabilidade de manter pornografia longe do iPhone. Os que quiserem pornografia devem comprar um telefone com Android”.

Ouch. Sim, Steve Jobs recomendou que alguém comprasse um telefone com o Android, mesmo que indiretamente. Será que agora as vendas do Nexus One decolam? [Cult of Mac]

Larry Sanger: botando ordem na casa

Larry Sanger, filósofo norte-americano que ao lado de Jimmy Wales fundou a Wikipedia no distante ano de 2001, fez uma denúncia formal contra a Wikimedia, projeto irmão da enciclopédia nascido em 2003, ao FBI por seus servidores estarem sendo utilizados para armazenarem pornografia infantil. Em uma carta aberta publicada no site Sanger faz uma série de críticas aos administradores do site e afirma que em diversos momentos encontrou fotos de menores idade no site, e que nada foi feito para levar os casos às autoridades.

“Certa vez eu expus minha preocupação quanto a foto de uma jovem nua armazenada nos servidores, que era acessível a qualquer editor com credenciais de ‘sysop”. Um administrador conhecido como Mike fez parte da discussão afirmando que ‘achava’ que o Departamento de Justiça prontamente entraria em contato se constatasse alguma coisa errada. Pessoalmente, acho que esses casos pedem uma atuação maisproativa ”, escreveu em seu longo texto.

Alguns defensores do site colaborativo partiram ao ataque contra Sanger, afirmando que ele agiu por “amargura contra o projeto”, do qual se desligou oficialmente em 2002. Ao jornal Register, ele rebateu as críticas: “Se eu não denunciasse, quem o faria? Como co-fundador da Wikipedia, eu tenho uma obrigação pessoal em reportar flagrantes de delito quando os vejo. Ou, pelo menos, tentar”.

Em março de 2005 o ICANN – instituição independente que regula endereços da web – negou o pedido da empresa ICM Registry para a criação do domínio .xxx, exclusivamente destinados a sites pornográficos, alegando que eles “feriam as políticas de igualdade e neutralidade na rede”. O caso, como era de se esperar, foi parar nos tribunais.

Na última segunda-feira um júri independente da Associação Americana de Arbitragem, formado inclusive por um juiz da Corte de Justiça norte-americana, concluiu que a decisão tomada há três anos foi “equivocada”. “Os argumentos apresentados há três anos para negar a criação dos domínios .xxx não foram consistentes o suficiente”, afirma o veredito, que também condena o ICANN a bancar os US$ 475 mil (R$ 855 mil) gastos no processo mais US$ 241 mil (R$ 434 mil) pelos honorários dos advogados da ICM.

Mas esse não é o sinal verde para a criação dos sites .xxx.

O jornal The Register lembra que a o ICANN não é obrigado a aceitar a decisão de um tribunal independente, enquanto seu presidente, Rod Beckstrom, prefere manter as portas abertas: “o domínio .xxx voltou à nossa pauta e será votado novamente em nossa próxima reunião, que deve acontecer daqui um mês em Nairobi”, escreveu em um post no blog do órgão.

Vint Cerf, que dirigia a comissão de votação do ICANN na época que o domínio .xxx foi rejeitado afirmou estar “decepcionado” com a decisão.

Um homem foi condenado a 13 anos de prisão e ao pagamento de uma multa equivalente a R$ 27.5 mil por distribuir material pornográfico na China, via web.

Informações da mídia local dão conta que Huang Yizhong alugava um servidor localizado nos Estados Unidos e oferecia aproximadamente mil vídeos para os cerca de quatro mil membros de sua página, que existia desde 2005. No período, o site teria gerado aproximadamente R$ 140 mil de lucros para seu proprietário.

Yizhong foi preso no último mês de julho durante uma mega operação organizada pelas autoridades chinesas que tinha a intenção de “eliminar” qualquer conteúdo pornográfico na internet local. Na ocasião, junto do fechamento de “milhares” de páginas, também foram anunciadas mudanças no registro de domínios na web e um programa de denúncias anônimas que seriam feitas pelos próprios navegantes.

Recentemente, as diversas restrições na internet chinesa fizeram o Google ameaçar a encerrar suas atividades no país. [Register]

A Pornografia na China é inimiga do Governo

Um estudante chinês recebeu um prêmio equivalente a R$ 2.500 por ter denunciado 32 sites pornográficos às autoridades chinesas.

O prêmio é parte de um programa do governo que incentiva internautas a procurar e denunciar sites pornográficos. No primeiro mês da campanha, mais de 60 mil sites foram denunciados.

O estudante, não identificado, alega que a pornografia influenciou negativamente seu desempenho nos estudos.

“No passado, quando eu estava no ensino médio, eu costumava ter notas boas o suficiente para entrar em uma boa universidade. Foi pela influência da pornografia na internet que eu consegui apenas entrar em uma escola profissionalizante”

A China mantém uma censura muito rígida da internet — em um sistema conhecido como “The Great Firewall of China”, um trocadilho com o nome da Grande Muralha em inglês — e em 2009 prendeu mais de 5.000 pessoas em ações para coibir a pornografia na internet. [AFP]