Videogame com imagens em três dimensões, senso de profundidade e, no próximo mês, o dobro de tela para quem quiser aproveitar mais entretenimento. A Nintendo anunciou nessa sexta-feira (22) que brevemente o Nintendo 3DS, portátil criado especialmente para o 3D (como o nome sugere), ganha um irmão maior em questão de tamanho: com visor 90% maior. Leia mais
As notícias sobre o Nintendo 3DS parecem apenas melhorar com o tempo. Só que ao contrário. Já sabemos que o futuro console não vai ter um dos mais impressionantes tempos de duração de bateria, que ele não vai poder ser usado por crianças abaixo de 6 anos ou por adultos por mais de meia hora e que deve custar em torno do valor cobrado pelo DSi. E hoje mais uma característica fantástica (ao contrário) apareceu, na forma de um rumor.
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Os anos 90 foram marcados por uma guerra de consoles inesquecível. Foi a era 16 bits, quando a saudosa Sega (sim, ela ainda existe, mas não faz mais videogame então o adjetivo vale) e a Nintendo disputavam pela hegemonia embaixo da sua TV. E nós trazíamos a briga pro playground da escola.
As discussões sobre qual console era superior, o Mega Drive ou o Super Nintendo, eram de uma certa forma alimentadas pelas próprias empresas. Neste comercial do Donkey Kong Country, a Nintendo deixa claro: se você tem um console Sega, você vai ficar chupando o dedo.
O Playstation Portable (a despeito de todas as pisadas de bola da Sony com o console, e acredite, houve um bocado!) é uma máquina fenomenal. Os jogos se aproximam bastante da experiência que você teria num PS2 – que é justamente a premissa do portátil – e o PSP ainda quebra um galho como máquina multimídia.
Tudo bem que alguns smartphones atuais fazem os esforços de convergência do PSP parecerem inadequados (ou até meio retrógrados), mas temos que lembrar que o portátil foi lançado em 2005 e permanece praticamente o mesmo apesar dos vários upgrades feitos pela Sony. Enquanto isso, o mercado de celulares se recicla completamente todo ano – é uma comparação injusta.
Além disso o PSP é consideravelmente mais barato que um smartphone, e não requer plano de voz ou dados – é uma alternativa bastante interessante pra alguém que quer um aparelho multimídia mas não tá disposto a fazer o investimento num celular de última geração, nem na conta telefônica mensal – que, pra um celular dessa categoria, não é nada barata.
Vim da cena Palm quando comprei meu PSP, e meu interesse no aparelho era um só: eu queria fazer o downgrade pra rodar emuladores – algo que o Palm prometia (não-oficialmente, claro), e que realizava, mas de forma que deixava muito a desejar. O hardware não era muito preparado praquele tipo de função; os jogos rodavam mas serviam mais pra mostrar pros amigos dizendo “olha, que legal, Super Mario World na palma da minha mão!” do que realmente jogar.
Já o hardware do PSP era consideravelmente superior, o que prometia performance melhor nos games não-oficiais. E na época a cultura homebrew começava a dar seus primeiros passos em direção à emulação no console. Quando vi os primeiros screenshots das interfaces gráficas dos emuladores de Atari 2600 e Super Nintendo, meus olhos brilharam.
Aconteceu que pouco tempo depois disso um amigo meu quis se desfazer de seu PSP, e eu não pensei duas vezes – comprei o console do cara, que àquela altura já era de terceira mão.
E toca a caçar no google informações de como executar o tal do downgrade, que eu já conhecia de forma teórica mas agora havia deixado de ser uma idéia abstrata.
Lá estava o PSP na minha frente, plugado à minha porta USB, com o aplicativo necessário pro procedimento rodando na tela do PC. Dois ou três tutoriais ilustrados abertos no meu navegador, um amigo conhecedor da área a posto no MSN pra acompanhar a operação em tempo real e, se eu fosse mais religioso, talvez houvesse até uma bíblia nas proximidades.
Como alguns de vocês devem saber, naquela época o processo do downgrade implicava um risco real de dano ao aparelho. Um passo errado e o PSP poderia “bricar”, um aportuguesamento da palavra “brick” (em tupiniquim, “tijolo”). Ou seja, no infortúnio de um descuido, seu console viraria um inútil peso de papel.
Daí a apreensão de ir à frente com o procedimento. Felizmente não tive nenhum problema e minutos mais tarde eu era o feliz proprietário de um PSP downgradeado. Saí baixando emuladores de todos os joguinhos antigos que eu curtia o o resto foi só alegria.
Até hoje a única função que dou pro meu PSP é rodar joguinhos antigos. Comprei alguns jogos próprios do console, e até algumas séries em UMD num esforço mal orientado em estabelecer uma pequena coleção dos disquinhos. Mas o que eu realmente curto no aparelho é jogar aqueles games antigos clássicos, indo de River Raid até Warcraft 2 (sim, meu PSP roda Warcraft 2, e de forma incrivelmente competente).
Já você, me responda – o que tu viu no PSP? Você comprou pra jogar games exclusivos do console, pra ter um gadget multi-uso, pra hackear e usar como plataforma múltipla, ou simplesmente pelo desejo de um gadget novinho?
Seguindo o ritmo do artigo da semana passada, que detalhava as características do PSP Go e se o investimento no console valeria a pena, nada mais apropriado que examinar o novo modelo do concorrente, o Nintendo DSi.

O Nintendo DSi é a terceira versão do popular Nintendo DS. O DS Lite – a versão intermediária entre os dois consoles, que é o que eu possuo – trazia mudanças estéticas mais perceptíveis que esse modelo mais novo. Enfim, o que há de interessante no tal DSi?
A mudança mais expressiva no design do aparelho provavelmente é a adição de duas câmeras VGA de 0.3mp, uma voltada para o usuário, outra instalada na “tampa” do console. A idéia de Satoru Iwata, o CEO da Nintendo, é que o DS já tinha o sentido de toque e o de audição (através do microfone). O próximo passo lógico seria dar ao aparelho capacidade de visão. Na teoria, faz sentido.
As telas do DSi também são imperceptivelmente maiores (6mm maiores, pra ser exato) que a das versões anteriores. Há um slot pra cartão SD, através do qual o usuário pode acessar e tocar arquivos de mídia no DSi – .mp4, .m4a, e .3GP. O formato mp3 está misteriosamente ausente. Se eu fosse apostar, eu diria que a culpa são as taxas de licenciamento do formato. Licenças similares foram o empecilho contra a reprodução de DVDs de vídeo no Wii.
O DSi também tem um software que permite aplicar filtros sobre as imagens capturadas pela câmera. No entanto, lembre-se que estamos falando de câmeras VGA de 0.3 megapixels, que é equivalente à resolução da primeira geração de celulares com câmeras. Não vá se empolgando muito!
A maior desvantagem do novo modelo do console foi a perda do slot pra jogos de GBA, o que certamente causará desinteresse nos gamers que pensavam em fazer o upgrade mas ainda curtem seus jogos favoritos do Game Boy Advance. Era uma mudança esperada, no entanto, já que a Nintendo “matou” o suporte à linha Game Boy há alguns anos. Eles não poderiam continuar investindo em retrocompatibilidade pra sempre.
Uma outra grande mudança – que foi sem dúvida inspirada pelo modelo e influência da AppStore – foi a criação da DSi Shop, onde gamers podem comprar jogos e aplicativos para o console. O DSi Browser foi um dos primeiros apps gratuitos, e é um navegador baseado no Opera. Pra fazer compras na loja virtual do DSi, o usuário precisa adquirir “Nintendo Points” na forma de cartões pré-pagos disponíveis nas grandes cadeias de eletrônicos como Best Buy ou Walmart.
A lista de jogos e aplicativos já disponíveis é consideravelmente grande, mas ainda não há nada de muita expressão por lá. Vale lembrar que clássicos da AppStore, como Fieldrunners e Mecho Wars, já estão na lista. Não dá pra negar que estamos vendo uma Segunda Renascença das gamehouses independentes, que viveram seus dias de glória nos primórdios da história do videogame – e que, ao passo que gaming se tornou um mercado maior e mais sério, eventualmente deram lugar às grandes produtoras.
Finalmente, a característica definitiva – o preço. O DSi foi lançado nos EUA custando US$170,00 – 40 dólares mais caro que um DS Lite. Para o norte-americano padrão, 40 dólares não significa uma diferença muito relevante. Apesar disso, é importante lembrar que simplesmente não há grandes mudanças pra justificar o preço mais alto. Já pro público brasileiro, esses 40 dólares extras facilmente se transformarão num acréscimo de 200 ou 300 reais. O upgrade parece ainda mais inviável pra gente.
Apesar do esforço da Nintendo, ninguém realmente verá o DSi como um aparelho convergente. A capacidade multimídia do aparelho é equivalente a de um celular de 2005; competir com esse tipo de hardware num mundo pós-iPod é uma tentativa pífia. E não há nenhum grande título na DSi Shop que justifique abandonar o seu DS velho de guerra que ainda pode rodar Pokemon FireRed pela entrada de cartuchos de GBA.
Vale a pena comprar o DSi? Aos novos donos, eu recomendaria comprar o DS Lite, que é mais barato e tem por enquanto uma biblioteca maior de jogos. E aos que já o tem, fique com ele mesmo – por enquanto você não está perdendo nada.
A Tectoy recentemente lançou o MD Play, um tipo de Mega Drive portátil. O console já vem com 20 jogos na memória e é compatível com os chamados MD Card Games — dois deles já são vendidos, cada um com 10 jogos. Ele conta com uma tela LCD de 2,8 polegadas, saída para TV e bateria com duração estimada em 3h30. O preço sugerido do MD Play é de R$149.
Mas logo se descobriu que essa não era a melhor das funcionalidades do portátil. Para a alegria dos nostálgicos de perna-de-pau e papagaio no ombro, o emulador do MD Play roda arquivos de ROM gravados em cartões SD comuns! Em outras palavras, tecnicamente é possível baixar os jogos em formato “.bin”, colocá-los em um SD e fazer o portátil rodar o que se imagina que ele deveria rodar desde o início: jogos de Mega Drive.
Quem descobriu isso foi o A. Percy, leitor do blog Gagá Games, onde ele explica o processo para fazer as ROMs funcionarem no portátil.

Aí está o MD Play rodando o clássico "Sonic: The Hedgehog" direto do cartão SD
[Gagá Games via Gizmodo]



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