Depois de vários meses de negociações, a Telefónica da Espanha vai finalmente comprar a participação da operadora portuguesa PT Telecom na Vivo. Segundo o jornal El País, a Telefónica vai pagar 7,5 bilhões de euros (equivalente a R$ 17,2 bilhões) para poder controlar a Vivo em sua totalidade. A operadora de celular é considerada a maior do segmento de telefonia celular do Brasil. A PT quer usar o dinheiro do negócio para comprar participação de outra operadora também brasileira: a Oi. | El País
A Telefónica da Espanha informou no sábado que a oferta para comprar a participação da Portugal Telecom na operadora brasileira Vivo foi extinta. Para os espanhóis, a recusa dos português a uma oferta de 7,15 bilhões de euros (equivalente a R$ 16,4 bilhões) motivou o fim da negociação. Cabe lembrar que o governo federal português foi decisivo na hora de dizer não à Telefónica. As ações da Vivo são divididas entre a PT Telecom e a Telefónica.
Foi concluída a instalação de um cabo submarino que vai permitir que moradores do Oeste da África tenham um acesso à internet de maior qualidade. O cabo vai sair de Portugal e chegar à Nigéria e a Gana, mas também vai permitir que Costa do Marfim, Ilhas Canárias, Marrocos e Senegal aproveitem uma internet melhorzinha. Esse cabo novo é 10 vezes mais potente que um cabo submarino já instalado na África, e 20 vezes mais potente que toda a capacidade de transmissão dos satélites da África subsaariana. | Epicenter
A Telefónica da Espanha fez nova oferta pela fatia da Vivo brasileira controlada pela PT Telecom: nada menos que 7,15 bilhões de euros, equivalente a R$ 15 bilhões. No entanto, o governo português proibiu a venda em assembleia que aconteceu nessa quarta-feira. A venda foi aprovada por mais de 70% dos acionistas da PT Telecom, mas não poderá acontecer porque o Estado português tem o golden share, com poder decisório maior que os acionistas comuns. Enquanto isso, a Vivo continua sendo parte espanhola, parte portuguesa. [Jornal de Negócios]
24/08/2009 às 14h49 por Thássius Veloso
O Google planeja lançar o Street View, serviço que permite visualizar imagens reais das ruas de uma determinada localidade, na Suíça, em Portugal e em Taiwan nos próximos dias. Mas o plano da empresa pode estar comprometido, pois ela foi proibida de oferecer o serviço no país famoso por seus canivetes.
Haspeter Thür, espécie de procurador responsável pela Proteção de Dados Federais e Informações, acusa o Google de não ter criado mecanismos para proteger a privacidade dos cidadãos do país ao oferecer o Street Views na localidade.
O órgão que Thür dirige criou uma página na web específica para suíços que queriam ter seus rostos removidos do Street View, mas a ofensiva do governo suíço não para por aí. Uma vez que o Google só poderia capturar fotos das ruas da Suíça mediante condições previamente negociadas, cabe ao procurador decidir se o serviço poderá ser lançado no país ou não. Thür tem o poder de proibir completamente a disponibilidade do Street View.

Sim, essa imagem está disponível no Google Street View. (Reprodução)
Um porta-voz do Google disse que a empresa recebeu poucos pedidos de remoção de rostos do Google Street View na Suíça e que estava surpresa com a proibição do serviço no país. O Google se ofereceu para responder questões relacionadas à proteção de privacidade dos suíços e demonstrar (novamente) como o Street View funciona. [Ars Technica/Foto: blog Google Street View Brasil (não oficial)]
12/08/2009 às 16h56 por Thássius Veloso

Wikipedia: é devagar, é devagar...
A Wikipedia iniciou suas operações em janeiro de 2001. Atualmente é considerada a maior enciclopédia do mundo, com previsão de chegar a 3 milhões de artigos publicados em inglês já na semana que vem. Foram necessários cinco anos para chegar ao primeiro milhão, mas o segundo foi atingido em apenas 17 meses. Já o terceiro milhão leva quase dois anos para chegar.
Estatísticas mostram que o crescimento da enciclopédia colaborativa não é mais o mesmo. O número de usuários ativos cresceu 61% (para 500 mil) se comparado com o de 2008, mas o crescimento não se compara ao do passado. Se em julho de 2007 eram publicados 2.200 artigos por dia, atualmente os artigos são pouco mais que a metade disso: 1.100 por dia. Uma queda e tanto. Pelo menos a base de editores altamente ativos se mantém estável.
Ed H. Chi, do centro de pesquisas Parc (sim, aquele que já pertenceu à Xerox), disse ao Guardian que o modo de funcionamento da Wikipedia mudou. Chi afirmou ao Guardian que anteriormente a enciclopédia recebia contribuições de praticamente qualquer um, mas que hoje em dia um grupo seleto de editores é responsável pelas decisões finais sobre quais informações entram ou saem de um artigo.
O jornal cita duas gangues dois grupos que tentam manter o controle da Wikipedia. Há o grupo dos apagadores (deletionists em inglês), que querem artigos muito bem escritos e sobre assuntos de grande importância. Do outro lado temos os “inclusores” (inclusionists), que acham que quanto mais informação estiver disponível, melhor.
Já ouvi falar de uma briga semelhante à dos apagadores e “inclusores”, mas na Wikipedia em português. Nessa versão localizada do site, dizem as más línguas, o controle sobre versões de artigos estaria totalmente na mão de usuários portugueses. Eles, então, manteriam os artigos de acordo com o português escrito em Portugal. [Guardian]