Em face a toda a polêmica gerada pelo site PleaseRobMe em relação ao risco de publicar na internet sua localização através de redes sociais, a Foursquare, principal alvo das críticas, responde: “Nós levamos sua privacidade muito a sério”.

A rede social baseada em registrar online sua localização no mundo tangível para ganhar pontos respondeu às criticas através de seu blog. Lá ela se defendeu dizendo que sempre que um usuário espontânea e ativamente se registra em um local o site pergunta se ele quer compartilhar sua localização com os “amigos”, se quer publicá-la no Twitter e se quer publicá-la no Facebook. Em outras palavras, quem decide publicar sua localização para o mundo ver é o usuário.

A empresa reconhece que muitos usuários compartilham sua localização no Twitter e/ou Facebook, afinal, quanto mais pessoas souberem onde você está, mais chances se tem de encontrar alguém. “Mas é interessante ver as pessoas falando sobre as potenciais desvantagens”, diz a empresa no blog.

Além disso, a Foursquare ressalta que eles não apenas não são culpados pela indiscrição das pessoas quanto a sua localização como também são apenas um dos meios utilizados para publicar tal informação. “Simplesmente tente procurar pelas palavras ‘indo para’ no Twitter e você começará a ver uma parte de todas as informações de localização que muitos de nós colocamos na internet, talvez até mesmo sem pensar a respeito”.

A empresa termina dizendo entende que a localização é uma informação sensível e que faz tudo que pode para se assegurar de que seus usuários saibam com quais pessoas e redes sociais estão compartilhando essa localização.

A escola municipal do distrito de Lower Merion, no estado da Pensilvânia, EUA, teve um processo aberto contra ela hoje por parte de um grupo de pais que descobriu que a escola espionava seus filhos quando eles estavam fora da sala de aula. Mais especificamente, dentro de suas próprias residências.

O caso foi descoberto quando um aluno foi repreendido pelo vice-diretor da escola com uma nota que continha o motivo “comportamento impróprio em sua casa” e acompanhava uma foto tirada pela webcam do laptop, que foi fornecido pela instituição de ensino. De acordo com dados do processo aberto por Michael Robbins, o pai do aluno, a escola confirmou que seria possível ativar remota e discretamente a webcam a qualquer momento, caso o computador estivesse conectado à internet.

Essa é uma prática que não só ridiculariza o direito de privacidade. Ela pisa, chuta e atira com uma magnum calibre 33 em qualquer resquício do conceito de uma vida privada. E nem pede desculpas. [BoingBoing / Foto (CC) por Evgeny Pavlov]

Quatro dias depois de estrear o Buzz – revolucionário sistema de comunicação que deixa todo mundo com a sensação de ter visto coisa parecida em outro lugar – o Google anunciou nessa sexta-feira mudanças em seu novo serviço, de olho sobretudo nas reclamações feitas pelos usuários por conta de sua falta de confidencialidade.

Agora é possível enviar mensagens públicas ou fechadas, direcionadas a determinados amigos, e a mais do que bem-vinda possibilidade de se bloquear seguidores indesejados, funcionalidade que o Google afirma que estava disponível na versão apresentada na ultima terça-feira e que agora está “mais acessível”.  Vale lembrar que inicialmente os contatos do Buzz eram adicionados automaticamente entre os endereços que o usuário mantinha maior contato, supondo que de fato eles eram amigos.

O Google afirma que as alterações foram feitas de acordo com o feedback colhido nos últimos dias. A gigante da web também afirma que até o momento “mais de 9 milhões” de mensagens já foram trocadas através do Buzz.

O Google iniciou uma crise política entre EUA e China na noite da última terça-feira depois que anunciar em seu blog oficial que está cogitando a abandonar suas operações no país oriental por conta de possíveis ataques cibernéticos “sofisticados e coordenados” feitos contra contas do Gmail de ativistas dos direitos humanos no país.

Sem mencionar o governo local, a gigante da web afirma que iniciou suas investigações em dezembro, depois que duas contas tiveram seus dados acessados por um “grupo hacker chinês”, e identificou que “dezenas” de outros defensores dos direitos humanos na China, EUA e Europa estavam tendo seus dados monitorados por terceiros: “essas contas não estavam sendo acessadas por brechas de segurança, mas sim por causa de malwares instalados nas máquinas dos usuários”, completa o texto.

“Esses ataques, combinados com as tentativas ao longo do ano passado em limitar a liberdade de expressão na web, nos levam a concluir que devemos refletir a respeito da viabilidade de nossas operações e negócios na China. Decidimos que não estamos mais dispostos a continuar a censurar nossos resultados no Google.cn e assim, ao longo das próximas semanas, discutiremos com o governo local quais são as possibilidades de oferecermos resultados não-filtrados e dentro da lei. Nós reconhecemos que isso potencialmente pode significar o final das operações do Google.cn e de nossos escritórios no país”, afirma o post, escrito por David Drummond, chefe jurídico da gigante da web.

Diante da tradicional intransigência do governo em relação ao assunto, analistas políticos apontam que a saída do Google do mercado local seja “iminente”, o que fez suas ações caírem 2% no mercado internacional.

Em atividade no país desde 2006, por muitas vezes o Google foi criticado por defensores da liberdade na web por sua convivência pacífica com a censura imposta a qualquer conteúdo potencialmente negativo ao governo local, em que qualquer resultado indexado por sites de buscas precisa ser aprovado pelo Departamento de Informação e Propaganda antes de ser disponibilizado ao público.

A agência de notícias Reuters reporta que logo depois do comunicado o Google.cn começou a exibir resultados anteriormente bloqueados, como, por exemplo, as fotos do massacre na Praça da Paz Celestial em 1989. De Honolulu, Hillary Clinton, secretária de Estado do governo norte-americano afirmou que o caso “levanta preocupação e perguntas” e diz esperar que líderes do governo chinês se pronunciem sobre o caso.

Reação chinesa

A rede de notícias BBC diz que em seu blog oficial o chefe de desenvolvimento do Baidu, sistema que atualmente detém cerca de 60% das buscas chinesas (e que chegou a ficar fora do ar por algumas horas no começo dessa semana por conta de um ataque) afirma que a decisão do Google foi estimulada sobretudo por seu fracasso em dominar o mercado no país: “O que o Google diz me deixa doente. Se eles querem desistir por interesses econômicos, então que o digam”, escreveu.

Com 340 milhões de navegantes, o mercado de buscas na China movimentou US$ 1 bilhão (R$ 1,75 bilhões) em 2009, sendo que deste montante US$ 600 milhões (R$ 1 bilhão) foram diretamente para os bolsos da companhia norte-americana, que tem apenas 31% do mercado por lá.

Mark Zuckerberg de um jeito que você nunca queria ter visto

Mark Zuckerberg de um jeito que você nunca queria ter visto

A controversa revisão dos termos de privacidade do Facebook acidentalmente fez diversas fotos da vida privada de seu criador, Mark Zuckerberg, pudessem ser visualizadas por qualquer membro da rede social.

Nas imagens o jovem podia ser visto em situações cotidianas, como bebendo com amigos, ou à beira da piscina, namorando, trabalhando em seu escritório ou num impagável momento genuinamente miguxo em que se mostrava de pijamas deitado num sofá abraçado a um ursinho de pelúcia. Como os flagrantes não ajudaram nem um pouco na árdua tarefa de esfriar o debate em relação às novas regras, o próprio jovem veio a público afirmar que deliberadamente liberou o acesso às fotos, versão um tanto difícil de acreditar.

Estrago feito, sua equipe prontamente tratou de remover as fotos mais divertidas (ou seja, constrangedoras) do perfil do executivo, e das 290 imagens iniciais restaram apenas 36, incluindo um álbum com 17 cliques de sua viagem à São Paulo, realizada no meio deste ano, em que Zuckerberg aparece trocando olhares ardentes com o Thiago Mobilon, CEO e guru espiritual do Tecnoblog debatendo com os mais notáveis blogueiros do país.

Se você entrou recentemente na sua conta do Facebook deve ter recebido, através de um “pop-up”, um convite para rever sua política de privacidade. Foi o que o Facebook fez com todos seus usuários, além de tornar possível que cada atualização tenha sua visibilidade configurada individualmente, para aparecer somente para amigos, para amigos de amigos, para todos ou usar uma configuração customizada.

Painel que salta sobre sua tela inicial do Facebook para comunicar as mudanças na privacidade.

À primeira vista, nenhuma polêmica aí… Acontece que, ao solicitar que o usuário revisse sua política de privacidade, o Facebook sugeria níveis de visibilidade que muitos considerariam imprudentes, na maioria dos casos. A rede social oferecia a opção de manter a configuração anterior, mas a sugestão, por já vir marcada como padrão, tornava-se assim muito mais evidente para qualquer usuário que não lesse atentamente cada item.

Mais especificamente, os campos de descrição (About me), “família e relacionamento”, assim como o de “trabalho e educação”, se o usuário não impedisse, seriam automaticamente alterados para “visível por todos”. Posts que o usuário fizesse também — ou seja, atualizações de status, links, fotos, vídeos e notas — também seria alterados para “visíveis para todos”. E convém aqui ressaltar o que significa “todos” para o Facebook:

“Informação configurada como “todos” é informação disponível publicamente, pode ser acessada por todos na internet (incluindo pessoas não logadas no Facebook), está sujeita a indexação por motores de busca de terceiros, pode ser associada com você fora do Facebook (como quando você visita outros sites na internet), e pode ser importada e exportada por nós [pelo Facebook] e por outros sem limitações de privacidade.”

Como podem ver, é preciso ter atenção com o que realmente se quer deixar como visível para todos no Facebook.

Essa manobra, que qualquer um menos ingênuo pode deduzir, beneficia o acordo do Facebook em oferecer o seu conteúdo (ou seja, informações criadas por usuários) para ferramentas de busca, como por exemplo a busca em tempo real do Google.

Outro ponto que foi discutido, foi o fato de que o Facebook tornou pública a lista de amigos de seus usuários. Depois de muita reclamação por parte de usuários que não querem que essa lista seja tornada pública, eis o que representantes do Facebook disseram a David Coursey, da PCWorld:

“Nós ouvimos as preocupações de usuários e iremos em breve permitir que as pessoas ocultem suas listas de amigos. Aqueles que escolherem ocultar suas listas de amigos não terão suas listas passíveis de serem descobertas por motores de busca ou visíveis por outros usuários.”

Dessa maneira, é recomendável que os usuários do Facebook estejam atentos às novidades relativas a sua privacidade, e mantenham-se atualizados a respeito das mudanças, que, como indica essa última declaração, podem não ter terminado ainda.

Novas configurações de privacidade e as sugestões do Facebook (clique para a imagem completa)

Em uma iniciativa que parece fazer parte do projeto Data Liberation, o Google deverá ativar em breve uma nova característica chamada Google Dashboard na área de gerenciamento de conta. O Dashboard vai listar quais dados pessoais do usuário estão guardados nos servidores da empresa, dentre eles os emails armazenados no Gmail, os vídeos no YouTube, os documentos do Google Docs, as fotos no Picasa, entre outros.

Mensagens do Gmail mostradas no Google Dashboard (Crédito: Alex Chitu)

Mensagens do Gmail mostradas no Google Dashboard (Crédito: Alex Chitu)

A função foi descoberta pelo blogueiro Alex Chitu, do Google Operating System, através do canal de privacidade do Google no YouTube que mostrou um vídeo que foi ao ar mais cedo do que deveria. Alex diz que o Google Dashboard servirá para responder a uma velha questão “o que o Google sabe sobre mim?”.

Através da página, usuários do Google também poderão editar suas preferências de privacidade de cada serviço da empresa em que estão inscritos. O Google Dahsboard deverá ser ativado amanhã (5). [CNET]

[Atualização dia 05/11, às 08:48]: O Google Dashboard já está disponível para todos os usuários através do endereço www.google.com/dashboard/. Ele realmente coloca em perspectiva o quanto da sua vida online está guardada nos servidores da empresa. Eu, por exemplo, descobri que já recebi quase 12 mil emails, enviei quase 2 mil e tenho 46 documentos no Google Docs.

martelo-juizA operadora Oi, que cobre o Brasil inteiro, vai ter que identificar um cliente que enviou mensagens para outro cliente do serviço de banda larga Velox. A decisão da 13ª Câmara Cível do Tribunal de Justiça do Rio de Janeiro aconteceu há mais de uma semana, mas ainda não foi publicada oficialmente.

Uma vez que seja publicada, a operadora deverá identificar o usuário que, desde 2007, envia mensagens anônimas com ofensas para Alexandre Gaze Filho, autor do processo. Gaze conseguiu descobrir os IPs do remetente dos e-mails e decidiu buscar na justiça o direito de ter o usuário identificado.

Gaze já tinha conseguido uma primeira vitória na justiça, mas a operadora recorreu da decisão, na tentativa de anular a sentença. Essa é a segunda vitória de Gaze na justiça, mas a Oi poderá novamente recorrer. Em último caso, o julgamento poderá ser feito pelo Supremo Tribunal Federal (STF) ou pelo Superior Tribunal de Justiça (STJ).

Essa é uma batalha judicial que não podemos perder. [FOL/G1]

O Google planeja lançar o Street View, serviço que permite visualizar imagens reais das ruas de uma determinada localidade, na Suíça, em Portugal e em Taiwan nos próximos dias. Mas o plano da empresa pode estar comprometido, pois ela foi proibida de oferecer o serviço no país famoso por seus canivetes.

Haspeter Thür, espécie de procurador responsável pela Proteção de Dados Federais e Informações, acusa o Google de não ter criado mecanismos para proteger a privacidade dos cidadãos do país ao oferecer o Street Views na localidade.

O órgão que Thür dirige criou uma página na web específica para suíços que queriam ter seus rostos removidos do Street View, mas a ofensiva do governo suíço não para por aí. Uma vez que o Google só poderia capturar fotos das ruas da Suíça mediante condições previamente negociadas, cabe ao procurador decidir se o serviço poderá ser lançado no país ou não. Thür tem o poder de proibir completamente a disponibilidade do Street View.

Sim, essa imagem está disponível no Google Street View. (Reprodução)

Sim, essa imagem está disponível no Google Street View. (Reprodução)

Um porta-voz do Google disse que a empresa recebeu poucos pedidos de remoção de rostos do Google Street View na Suíça e que estava surpresa com a proibição do serviço no país. O Google se ofereceu para responder questões relacionadas à proteção de privacidade dos suíços e demonstrar (novamente) como o Street View funciona. [Ars Technica/Foto: blog Google Street View Brasil (não oficial)]

palmpremaps

Palm Pre rodando Google Maps (+)

O Palm Pre foi um dos gadgets mais antecipados do ano. Anunciado na CES 2009, ele foi chamado de “última esperança da Palm para continuar no mercado”. E, ao que parece, atingiu esse objetivo. Entretanto, a Palm foi um pouco além do permitido quando se trata da privacidade do usuário.

O desenvolvedor de aplicativos móveis e dono de um Palm Pre Joey Hess, notou que todos os dias seu aparelho envia dados para o site ps.palmws.com através de uma simples conexão HTTPS. Alguns dos dados enviados são apenas informações sobre travamentos do webOS, sistema que roda no Pre. Mas o que mais chamou a atenção de Hess foi ver sua exata localização no meio das informações. A longitude e latitude estavam sendo enviadas para servidores da Palm usando a conexão de dados da rede celular sem o seu consentimento ou controle.

Em resposta a essa acusação, a empresa disse à PCWorld que “a Palm leva a privacidade à sério e oferece aos usuários maneiras de ativar ou desativar os serviços coletores de dados”. Também disseram que a política de privacidade deles “é como muitas outras políticas da indústria” e que o “objetivo é oferecer uma ótima experiência ao usuário”. Como exemplo, citam que se os serviços de localização estiverem ativados, eles coletam os dados para poder mostrar informações locais relevantes no Google Maps.

Ainda assim, a única saída que Hess encontrou para desligar essa espécie de escuta foi modificar arquivos do sistema operacional e instalá-los manualmente. [Slashdot / PCWorld]