09/11/2009 às 16h50 por Rafael Silva
Dois meses atrás, o CEO do Google, Eric Shmidt, declarou em uma entrevista que o pior da recessão econômica já havia passado e que o Google voltaria a comprar empresas como antes. Hoje essa afirmação foi confirmada. A gigante de Mountain View anunciou que deverá comprar a AdMob, empresa especializadas na venda de anúncios em plataformas móveis, incluindo o iPhone e Android.
Omar Hamoui, CEO e fundador da AdMob, afirma que até agora a área de anúncios móveis era tratada como secundária em relação às demais e que a compra da empresa pelo Google muda esse panorama. Hamoui ainda afirma que o negócio tem um débito de gratidão com a Apple por ela ter criado o iPhone e, através dele, ter resolvido vários problemas da área.
Já Susan Wojcicki e Vic Gundotra, autores do post anunciando a compra no blog oficial do Google, afirmam que todos tem a ganhar com o acordo. Para donos de sites, ele significa melhores produtos e ferramentas mais efetivas de monetização do conteúdo. Para anunciantes, anúncios mais relevantes e maior abrangência, além de possibilidade de formatos mais interessantes. E para usuários, anúncios que irão mostrar informações mais úteis.
Os acionistas de ambas as empresas aprovaram a trasação, cujo valor é de US$ 750 milhões (R$ 1,273 bilhão).
27/10/2009 às 18h02 por João Brunelli Moreno

Banners de todos os tamanhos
Algumas coisas que fazem parte de nosso dia-a-dia são tão simples que é até surpreendente lembrar que em algum momento da história elas tiveram que ser criadas. Um exemplo são os banners da internet, que hoje, 27 de outubro, completam 15 aninhos de vida.
Num artigo para o site AdAge, Frank D’Angelo, pai da criatura, conta que os primeiros anúncios online foram veiculados no lançamento do site HotWired.com, a primeira revista digital da rede com fins comerciais e que os primeiros anunciantes online foram MCI, Volvo, Club Med, e um tal de 1-800-Collect.
“Lembre-se que na época o Mosaic (primeiro navegador da rede) não tinha nem um ano e as conexões eram feitas por telefone e tinham no máximo 24.4 kbps, quando você dava sorte”, conta. “Decidimos colocar os banners de nossos clientes sem seu conhecimento ou autorização. Da maneira que pensávamos, se eles gostassem eles ficariam felizes em nos pagar; caso contrário, tudo bem” completa. E mesmo depois que a idéia foi aceita, ainda pairavam algumas dúvidas a respeito da nova mídia: “alguns anunciantes tinham dúvidas se deviam interagir com a população online”. Outros tempos.
Na ocasião, os banners foram clicados por nada mais do que 78% dos visitantes, número esmagador diante dos índices atuais, que raramente ultrapassam 10%, de acordo com a empresa de pesquisa ComSore.