"Eu processei a Psystar" - E daí?

Uma vez derrotada pela toda-poderosa Apple nos tribunais e proibida de vender seus hackintoshes mundo afora, a Psystar parece estar dando uma ligeira alterada em sua área de atuação. No lugar de computadores e notebooks, agora a empresa está comercializando um único produto: uma irônica camiseta em que se lê “Eu processei a Psystar”.

Disponível apenas na cor preta, o modelito custa US$ 14,99 (R$ 26) a descrição do produto inclui algumas provocações à Apple como o recado “Quando você compra um software, deveria poder escolher onde usá-lo”, por exemplo. De qualquer maneira, essa não é a única maneira de se gastar dinheiro do site da antiga rival da Apple nos tribunais: eles também aceitam doações nos valores de US$ 20, US$ 50 e US$ 100, mas não especificam exatamente no que vão gastar o dinheiro.

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Psystar: proibida de vender clones.

E enfim a novela o processo da Apple contra Psystar chega ao fim. A empresa que fabricava os “Mac Clones”, de acordo com a decisão judicial tomada hoje na California, está proibida de vender, ofertar, distribuir ou criar qualquer tipo de versão modificada do Mac OS X, bem como intencionalmente induzir, auxiliar ou encorajar qualquer indivíduo ou instituição a infringir os direitos da Apple sobre seu sistema operacional.

A Justiça californiana teve a cautela de explicitamente incluir não apenas a versão 10.5 (Leopard), com a qual o processo começou, como também o Snow Leopard (versão 10.6) e quaisquer versões futuras do Mac OS X no escopo de sua determinação.

Quanto ao Rebel EFI, uma aplicação vendida pela Psystar que permitia que certos computadores de processador Intel rodassem Snow Leopard sem grandes dificuldades, o juiz considerou inadequado determinar se o software se enquadraria no escopo da decisão, mas alertou a empresa que, se decidisse continuar a vender o Rebel EFI, se arriscaria a ter seu argumento — considerado fraco — derrubado nos tribunais quanto a mais esse caso.

A Psystar tem até a meia-noite de 31 de dezembro de 2009 para se adequar à decisão. Interessados em ler o documento com a determinação na íntegra podem consultá-lo nesse link.

psystar-logoA fabricante de computadores Psystar começou a ser processada pela Apple assim que foi lançada, há mais de um ano, porque segundo a empresa de Steve Jobs, eles quebravam direitos autorais do Snow Leopard. Esse impasse judicial, no entanto, pode ter chegado ao fim ontem (30/11). Segundo a ComputerWorld, as partes envolvidas decidiram encerrar o processo com um acordo: a Psystar pagará uma determinada quantia de dinheiro à Apple pelos danos sofridos, continuará fabricando e vendendo computadores baseados em chips Intel e a fabricante de Macs não tentará mais impedí-la.

O acordo, no entanto, não se resume somente a isso. A Psystar, que antes vendia os computadores com o Snow Leopard pré-instalado, agora não poderá mais fazê-lo. No lugar, os computadores receberão o programa Rebel EFI (anunciado pela empresa em outubro),  que permitirá que o Snow Leopard seja instalado. Só que nesse caso, a instalação deverá ser executada pelo próprio usuário que escolher comprar um Mac Clone, que é como essas máquinas são chamadas, usando um disco próprio do Mac OS X.

Efetivamente, isso faz da Psystar apenas mais uma fabricante de PCs, como a Dell ou Toshiba. Os valores do acordo não foram divulgados, mas ele só será assinado de fato quando todas as apelações da Psystar forem julgadas.

Psystar: A Apple não te quer.

Psystar: A Apple não te quer nesse mundo.

E o caso de amor a batalha judicial entre a Apple e a Psytar continua rendendo novos capítulos. O mais novo encontro nos tribunais da turma da marca da maçã com a mais famosa fabricante de hackintoshes do mundo aconteceu, como sempre, por conta de quebras de direitos autorais.

Enquanto a turma de Steve Jobs afirma que a instalação do Mac OSX é ilegal em hardware não-Apple, a pequena empresa da Flórida afirma que não há qualquer problema na prática, já que eles compram o software de maneira lícita. Em sua defesa, a Psystar alegou concorrência desleal e instalou uma cópia do Mac OSX num Mac Mini depois de remover seu sistema de inicialização e substituir certas partes de seu Kernel que não permitem que o programa rode em hardware não-Mac. Ou seja, fizeram um hackintosh num legítimo Mac.

Em todo caso, a apresentação não sensibilizou o juiz William Alsup, da corte da Califórnia, e mais uma vez a Psystar foi proibida de vender seus macs genéricos. Batalha perdida, mas não a guerra: apesar da audiência final sobre o caso estar marcada para o próximo dia 14 de dezembro, em seu estado natal, Flórida, a Psystar também move uma ação contra a Apple. [Groklaw]

Apesar das batalhas judiciais que a Psystar está travando com a Apple por causa da venda de hardware com o Mac OS X, a empresa continua tentando de alguma maneira lucrar usando o sistema operacional. A tentativa mais recente, revelada hoje, é chamada Rebel EFI, um aplicativo para auxiliar a instalação do Snow Leopard em PCs. Dessa vez, nenhum componente físico foi envolvido no processo.

Tela de verificação de componetes do Rebel EFI

Tela de verificação de componetes do Rebel EFI

O programa é vendido por US$ 49 no site da Psystar e por enquanto só funciona caso o computador em que ele for instalado tenha um dos seguintes processadores: Intel Core 2 Duo, Core 2 Quad, i7 ou Xeon Nehalem. Para quem não tem certeza se o programa irá funcionar na máquina, a empresa também disponibiliza para download uma versão Trial gratuita, além de instruções para instalação em inglês.

O Rebel EFI é um tipo de programa que emula o hardware fabricado pela Apple. Isso acontece por que o Mac OS X só pode ser instalado, de acordo com a licença, em computadores genuínos da empresa da maçã. O programa, no entanto, não vem com o sistema operacional, ele deverá ser fornecido pelo usuário. [Gizmodo]