O Twitter, conhecido serviço de microblogging que usa uma baleia para páginas de erro, testou hoje um redesign da sua página inicial. Na nova home, o espaço que cada mensagem ocupa ficou maior, além de ter recebido as abas “Inbox” e “Sent”, respectivamente para mensagens diretas recebidas e enviadas, na coluna central e logo abaixo delas outras abas dedicadas à função de Retweet. O usuário Scobleizer tirou uma screenshot, reproduzida abaixo.

Crédito: Robert Scoble (Clique para ampliar)

Crédito: Robert Scoble (Clique para ampliar)

As reações do novo layout, no entanto, não foram nada agradáveis. Ao buscar as palavras twitter e redesign através da busca do próprio serviço, era possível ver vários usuários descontentes com a mudança, pois muitas vezes as mensagens acompanhavam as palavras em inglês “ugly” (feio), “awful” (terrível), a expressão “wastes too much space” (desperdiça muito espaço) e, em bom português, a palavra “péssimo”.

O redesign foi rapidamente tirado do ar, não se sabe por causa das reações dos usuários ou por ter sido tornado público por acidente.

[Atualização às 19:41]: Como bem aponta a Daniela nos comentários, o suposto redesign era apenas uma falha no CSS do site, que bagunçou a localização das funções de DMs e Retweets. Ufa, já podemos respirar tranquilamente. O Twitter não vai virar orkut. Ao menos não agora.

Uma falha descoberta no Facebook hoje fez com que centenas de grupos fossem sequestrados por uma organização chamada Control Your Info (controle suas informações em tradução livre). A organização tomou posse dos grupos através de um bug no sistema de administração da rede social, que permite que qualquer pessoa passe a ser administradora de um grupo do qual o criador se desligou.

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Facebook com síndrome de Orkut

A organização mudou nomes, descrições e imagens dos grupos, além de postar mensagens de aviso dizendo “Olá, estamos sequestrando o seu grupo do Facebook. Isso quer dizer que nós controlamos uma certa parte das informações sobre você no Facebook” e afirmando que poderiam ter mudado o nome para algo constrangedor ou inapropriado, mas que esse não é o objetivo deles. No blog do movimento, um dos seus representantes, Janis Roukkos, diz que “mídias sociais se tornaram uma parte natural na vida da maioria das pessoas, mas infelizmente os aspectos de segurança tem sido negligenciados”.

Mais de 300 grupos foram afetados pelo ataque, porém, a cada nova busca pela sentença “Control Your Info” na rede social, o número de resultados aumenta. Eles prometem que antes do final da semana que vem irão restaurar o nome, descrição e imagens originais dos grupos alterados.

Quem achava que o Orkut e Facebook eram redes sociais totalmente diferentes vai ter que dar o braço a torcer hoje. [CNET]

A produtora de jogos Electronic Arts, que provavelmente você já ouviu falar por aí por conta de títulos como FIFA Soccer, Spore, The Sims, Need For Speed, Battlefield e Medal of Honor, entre outros, anunciou nesta segunda-feira a compra da Playfish, empresa de jogos sociais para o Facebook, iPhone e iGoogle pela bagatela de US$ 400 milhões.

De acordo com o site Sillicon Alley Insider a Playfish é a segunda maior produtora de jogos para a rede social de Mark Zuckerberg

Jogos socias: uma mina de ouro?

Jogos socias: uma mina de ouro?

e até o momento faturou US$ 75 milhões neste ano. Um dos segredos para seu sucesso é a venda de anúncios nos jogos e a possibilidade de permitir que os players gastem alguns trocos – em dinheiro de verdade – para aprimorar as capacidades de seus personagens em seus jogos, que incluem Country Story, Pet Society, e Restaurant City.

A oferta provavelmente deverá calar diversos críticos do segmento dos jogos sociais, que no passado chegaram a afirmar que esse é um negócio que oferece um produto que “ninguém quer comprar”. A Zynga, maior empresa do “segmento” e responsável pelo MafiaWars e Contry Ville espera arrecadar US$ 250 milhões só neste ano com seus títulos.

Nada mal, hein?

Em agosto divulgamos os planos que o Twitter tinha de tornar o Retweet (o ato de re-publicar algo que foi postado no twitter) uma função oficial disponível na interface web e na sua API, para permitir que programadores integrem-na nos seus aplicativos. Hoje, de acordo com o blog oficial da empresa, eles ativaram a nova característica para um pequeno grupo de usuários de teste. Um deles enviou imagens da função para o blog Mashable.

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(Crédito: @marketwire)

Ao clicar no link de Retweet, o usuário será questionado se deseja mesmo executar a ação e caso clique em “Yes”, a mensagem aparecerá no seu perfil junto com uma imagem que representa o Retweet. Também será possível desfazer a ação ao clicar no link “Undo” que aparecerá no lugar do Retweet ao republicar um post no serviço. Além disso, os avatares de quem fizer Retweet de uma mensagem vão aparecer no tweet, mas somente até um limite anda desconhecido.

Diferente do que acontece atualmente com o Retweet manual, o Retweet oficial não vai permitir editar a mensagem antes de postá-la. Por um lado isso pode ser bom, pois o username do usuário que está sendo retweetado não vai interferir no tamanho da mensagem. Por outro lado, a falta de edição vai impedir que usuários adicionem algum comentário na informação repostada, algo muito comum em Retweets.

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(Crédito: @marketwire)

Na mensagem avisando sobre a nova função, o Twitter também diz que aqueles usuários que ainda não tiverem a função ativada, só verão o típico RT na frente da mensagem. O mesmo acontece em aplicativos que ainda não implementaram a nova função.

O tamanho das redes sociais

O tamanho das redes sociais

A empresa de pesquisa Focus fez um interessante gráfico para mostrar o “boom” que as redes sociais tiveram desde seu começo, ainda na década de 90. Nele, é possível notar que o Classmates.com, rede social com uma das mais antigas e repetitivas propagandas da história da internet conta com 50 milhões de usuários e que ela não faz feio diante de concorrentes mais novos e falados, como o Twitter e Flickr, com, respectivamente, 44,5 e 32 milhões de usuários.

Sem nenhuma surpresa, a rede social com maior número de usuários atualmente é o Facebook, com 300 milhões de membros, e, apesar de andar em baixa, o Myspace ainda conta com 263 milhões de adeptos. Febre no Brasil e na ìndia, o Orkut é mais humilde, e conquistou “só” 67 milhões de pessoas. Nada mal.

Para conferir toda a lista, é só acessar o site da Focus.

Depois que o show do U2 no Youtube foi visto por 10 milhões de pessoas na madrugada do último domingo, outras bandas parecem estar interessadas no filão dos espetáculos pela internet.

Agora é o Foo Fighters, banda comandada pelo bacanudo David Grohl, que realizará uma apresentação que será transmitida pela rede social Facebook para promover a coletânea Greatest Hits, que chega às lojas no próximo dia 3. Além de seus clássicos também devem rolar duas músicas inéditas, “Wheels” e “World foward”.

Aos que pretendem conferir o espetáculo, uma boa notícia: ele acontece nessa madrugada, na virada do dia 30 para o dia 31, pontualmente à meia noite por aqui, 7 da noite em Los Angeles, onde acontece a apresentação. Então se prepara.

Quem se interessar pode ficar ligado na página da banda no site de relacionamentos.

facebook_logo_B&W 2_150pxPois é, caro leitor, infelizmente não se trata de uma piada de mau-gosto aproveitando o embalo do dia de Finados que se aproxima, nem mesmo do Halloween. De fato, a rede social mais popular do mundo está sugerindo que seus usuários se reconectem com amigos falecidos. Se serve como consolo, esse ocorrido não é morbidamente proposital, foi apenas um efeito colateral da nova ferramenta implementada pelo Facebook nesse final de semana, o Reconnect.

Funciona assim: o Facebook analisa aqueles amigos com quem você não fala faz tempo e, numa coluna à direita de sua página inicial, sugere que você escreva um recado no mural de um deles. Acontece que, comprovando novamente a validade da Lei de Murphy, diversos usuários foram sugeridos a se reconectar com ex-namorados(as), com seu atual cônjuge (que encontra em casa toda noite), ou pior, com algum amigo falecido. Uma rápida busca no Twitter mostra, logo na primeira página, diversas pessoas que ficaram entristecidas com a sugestão de que deveriam voltar a falar com aquele velho amigo que morreu há não muito tempo.

Max Kelly, Diretor de Segurança do Facebook, pronunciou-se a respeito no blog da empresa. Ele compartilhou a história da perda de um amigo de duas décadas, que também trabalhava no Facebook. O fato levou a empresa inteira a fazer uma reunião, de onde surgiu a dúvida: que atitude tomar em relação ao perfil do amigo falecido.

“Quando alguém nos deixa, não deixa nossa memória ou rede social. Para refletir essa realidade, criamos o conceito de perfis “memoriais” como um lugar onde as pessoas podem guardar e compartilhar suas memórias daqueles que se foram”, disse Kelly.

Tais perfis surgem quando uma pessoa morre e o Facebook é contactado (com comprovação do óbito) e a conta se torna um memorial. O perfil então passa a ser visível apenas pelos amigos e tem dele retiradas informações particulares como informações de contato e atualizações de status. Tornar uma conta memorial impede que ela apareça na área de sugestões e que qualquer um faça login nela no futuro, mas a mantém lá para que os amigos possam escrever mensagens em seu mural, in memoriam. [WSJ]

Facebook, ou "No country for old man" para os jovens gringos.

Facebook, ou "No country for old man" para os jovens gringos.

De acordo com uma pesquisa a respeito do comportamento online de pessoas entre 13 e 22 anos apresentada pela organização do evento Web 2.0, que aconteceu em San Francisco na semana passada, o maior problema de redes sociais como o Facebook para os jovens é a presença de parentes como pais e tios no mundo digital.

“Minha mãe usa o site para saber o que fazer no jantar” e “Minha tia avó me adicionou semana passada” foram algumas das “reclamações” apresentadas pelos entrevistados. Em relação a outros serviços web, a garotada acha o Twitter “chato”, o MySpace “fora de moda” e que o Yahoo é “google”, possívelmente numa referência ao verbo “to google” que os americanos vem usando para denominar buscas na rede.

Em todo caso, os entrevistados foram unânimes ao responder a respeito do que eles mais querem: “uma internet mais fácil”. [SFWeekly]

Ao lançar a ferramenta de importação de amigos do Orkut, o Facebook claramente tinha como objetivo roubar audiência da rede social do Google. Para tal, essa importação era feita através de um arquivo .csv criado através do Orkut e que continha o nome, email (informações suficientes para a importação) e alguns outros dados dos amigos de um usuário da rede. Menos de uma semana depois, a exportação foi desabilitada ‘por causa de um bug‘, mas reativada no mesmo dia.

Sem campo de email? FAIL.

Sem campo de email? FAIL.

Ontem no entanto, a gigante de Moutain View decidiu que vai tentar de todo modo impedir o êxodo de usuários do Orkut através de uma pequena modificação na ferramenta de exportação de amigos: o arquivo .csv criado não terá mais o campo de email, tornando-o praticamente inútil. Um porta-voz da empresa disse que isso foi feito para proteger a privacidade do usuário e afirma que ainda é possível exportar os emails de amigos através dos contatos do Google.

O porta-voz também disse que “exportar emails em massa não é algo padrão na maioria das redes sociais”. Essa última afirmação pode até ser verdadeira, no entanto, existem aplicativos e sites criados por terceiros que fazem essa exportação usando a API disponibilizada pela rede social. Por exemplo, o Facebook conta com a app Export Friends to .csv e o TwitterExport.com faz o mesmo para o Twitter. Talvez seja isso que esteja faltando: um programador com vontade o suficiente para criar um aplicativo que use a API do Orkut para exportar os dados que o Google insiste em não liberar. Algum voluntário?

[TechCrunch]

power-nofacebookEm janeiro desse ano a rede social Facebook abriu um processo contra o agregador Power.com, acusando a startup brasileira de guardar dados e informações de login dos usuários usando métodos que eram contra os termos de serviço da API. Uma semana depois de aberto esse processo inicial, as duas empresas chegaram perto de um acordo, o que não aconteceu.

Já em julho noticiamos aqui o contra-processo que a Power.com abriu contra a rede social Facebook em resposta. Steve Vachani, CEO da Power.com, alegava que certas informações dos usuários do Facebook (como fotos, textos e notas) pertencem aos próprios usuários do serviço e não à rede social e que eles não tem o direito de restringir o acesso a esses dados.

Ontem (22), no entanto, o juiz do estado da California Jeremy Fogel , responsável pelo caso decidiu recusar o contra-processo da Power.com devido a falta de reclamações concretas e alegações factuais na ação judicial movida pela empresa. O juiz ainda afirma que alegações de práticas anticompetitivas necessitam de maior grau de detalhes do que os fornecidos pela Power.com, que agora só tem duas alternativas: ou recua e fecha um acordo com o Facebook ou deixa o processo inicial seguir seu curso até o tribunal. [TechCrunch]