Family Pack: acabou

Acabou a festa, pessoal.

Lembra do Famlily Pack, aquele pacote com três licenças do Windows 7 que por algum motivo a Microsoft resolveu não vender no Brasil? Lembra? Então aparentemente você ficará apenas na lembrança.

No lugar de expandir sua comercialização para o lado de cá da linha do equador, a empresa de Steve Ballmer estranhamente deixou de oferecer a opção nos EUA no último final de semana, quando o programa foi ceifado da versão norte-americana da Microsoft Store – loja online em que a empresa comercializa seus produtos – e sua página passou a ostentar um aviso que afirma que a versão “foi encerrada”. Já em outros mercados, como o do Reino Unido, por exemplo, o pacote ainda é anunciado com certo alarde.

Atendendo pelo nome completo de Windows 7 Home Premium Family Pack (ufa!) a versão permitia que uma mesma licença do programa fosse instalada em até três computadores diferentes dentro de uma rede doméstica por apenas US$ 149,99, (R$ 260) enquanto o modelo comum sai por US$ 119,99 (R$200) e só pode ser colocado (legalmente) em um computador. Por esse motivo, o pacotão famíliar se tornou a terceira versão mais vendida do programa, atrás apenas dos upgrades do Home Premium e do Professional.

Na ocasião do lançamento do novo sistema operacional no Brasil a Microsoft alegou “razões comerciais” para não oferecer a opção com três licenças por aqui, mas não negou a possibilidade de um dia, no futuro, poder pensar no assunto. Agora o papo morreu de vez.

Uma pesquisa realizada com 3 mil britânicos revelou que 75% deles acreditam que comprar música atualmente é algo caro. Até aí, nenhuma novidade. Curioso é que 63% dos pesquisados disseram que comprariam sim música online se o custo fosse inferior.

A pirataria é presente principalmente entre os homens: 42% deles admitiram baixar música ilegalmente, contra 29% das mulheres. Cabe lembrar que ninguém foi checar o computadores dessas pessoas para saber se falavam a verdade, então aqui fica o meu palpite: os números devem ser ainda maiores.

Vender música online a preços mais acessíveis poderia ser uma alternativa à indústria musical que vive lutando contra os compartilhadores de arquivos. Dados da pesquisa indicam que os britânicos gastam ao longo da vida cerca de 10 mil libras em música, considerando-se downloads, CDs, shows e outros serviços relacionados, o equivalente a R$ 28 mil. Um bom dinheiro de que as gravadoras não podem abrir mão.

Desperdício também pode ser um problema. Os britânicos admitiram que não escutaram a 5% das músicas adquiridas. Mal comparando, podemos dizer que nos (bons?) tempos do CD, bastaria vender o disco para recuperar o investimento. Já em tempos de internet… Que eu saiba a iTunes não permite devolver uma canção.

A pesquisa também mostrou que os CDs ainda compõem a maior parte da biblioteca musical dos britânicos: os discos são responsáveis por 63% das músicas, enquanto que os downloads figuram em segundo lugar com 27%. [Guardian]

Tudo culpa da rainha?

Tudo culpa da rainha?

O governo britânico tem considerado ampliar os poderes da Ofcom, órgão local equivalente à Anatel brasileira, com o objetivo de tentar impedir que compartilhadores de arquivos continuem a se engajar nessa atividade. A Ofcom poderia até mesmo determinar o desligamento das conexões de usuários que reincidissem na tentativam de utilizar sites e aplicativos de compartilhamento.

A emenda que prevê superpoderes à Ofcom submeteria o órgão ao Ministério de Inovação e Conhecimento em Negócios (Department for Business Innovation and Skills). Um relatório intitulado de Grã-Bretanha Digital, deu até 2012 para que a Ofcom determine quais medidas técnicas serão aplicadas em casos de pirataria praticada por britânicos.

Medidas em consideração pela Ofcom são o bloqueio a sites de download e compartilhamento de arquivos, regulação da velocidade da conexão do assinante que tenta praticar pirataria, e até mesmo o desligamento da conexão para quem insistir na pirataria.

Evidentemente que a Ofcom está sob forte influência dos grandes grupos de mídias. Representantes da indústria musical e cinematográfica têm feito forte lobby para que o governo inicie as medidas mais drásticas para evitar a pirataria. Já o governo pensa em uma forma de bancar os reforços na política anti-pirataria: distribuindo os custos entre provedores de acesso e detentores dos direitos autorais. [BBC/Guardian]

A Microsoft vai oferecer a edição Family Pack do Windows 7 em oito países da Europa. Com isso,  o Family Pack não ficará restrito a apenas dois países (a saber: Estados Unidos e Canadá). Também foi confirmado definitivamente pela empresa que o Windows E, edição do sistema operacional sem o Internet Explorer 8, não será disponibilizado para os europeus.

Windows 7 Family Pack: 3 licenças do Home Premium.

Windows 7 Family Pack: 3 licenças do Home Premium.

Brandon LeBlanc, integrante da equipe de desenvolvimento do Windows 7, disse em post no blog do sistema operacional que consumidores de Alemanha, Áustria, França, Países Baixos, Irlanda, Reino Unido, Suécia e Suíça poderão optar pela compra do Windows 7 Family Pack, que nos Estados Unidos custa US$ 149, com direito a três licenças do Windows 7 Home Premium, mas restrito a quem optar pelo upgrade de Windows Vista para Windows 7.

Segundo LeBlanc, o Windows 7 terá uma versão sem Windows Media Player no continente europeu, chamada de Windows 7 N. Embora a edição N do Windows Vista seja um fracasso (ninguém quer comprar um sistema operacional sem media player quando existe uma edição com o aplicativo pelo mesmo preço), a empresa insiste em lançar o sistema operacional na Europa sem o WMP para evitar acusações de truste ou monopólio da Comissão Europeia.

A pré-venda do Windows 7 nesses países será feita pelas lojas online locais da Microsoft e também por parceiros no varejo, com data prevista para início em 1º de setembro. Quase dois meses depois, em 22 de outubro o grande público poderá comprar o Windows 7.

Enquanto isso, ainda não temos nenhuma informação sobre preços e disponibilidade do Windows 7 no Brasil.

Partido Pirata do Reino Unido.

O Reino Unido já tem seu próprio partido pirata. A organização foi registrada pela Comissão Eleitoral e já pode concorrer às eleições. A partir de agora o Partido Pirada do Reino Unido poderá arrecadas fundos e registrar candidatos para a próxima eleição, que acontecerá em junho do ano que vem.

Esse Partido Pirata, assim como o sueco e o alemão, tem foco em causas ligadas à tecnologia e à reformas das leis de direitos autorais. São só 250 membros ativos, e o próprio presidente, Andrew Robinson, disse que “ainda estão nas primeiras etapas de formação do partido”.

Mas não é só na Europa que partidos piratas se organizam. O Partido Pirata do Brasil ainda não foi oficializado junto ao Tribunal Superior Eleitoral (TSE), porém já trabalha em estatuto e propostas. Ele mantém uma página wiki na qual interessados podem se inscrever. [CNET]

"My precious! My precious!"

"My precious! My precious!"

Uma pesquisa com usuários britânicos do MySpace mostrou o que muita gente suspeitava: os jovens preferem conversar através do computador a se encontrar pessoalmente. Os usuários do MySpace que responderam à pesquisa tinham entre 14 e 21 anos.

Do total de entrevistados, 36% disseram que consideram mais fácil falar de si mesmos através do computador e que os amigos online sabiam mais de suas vidas que os amigos do “mundo real”. Em contraste com a dificuldade de manter amigos offline, 43% dos entrevistados disseram que bons grupos de amigos são fundamentais para uma futura felicidade (junto com dinheiro, saíde e família).

Considerando a vida social offline dos jovens, 82% deles disseram já ter passado por quatro ou mais grupos de amigos na busca por um grupo com o qual realmente haja afinidade e identificação. E 72% disseram ter desistido dessa busca.

[Telegraph]

A edição dessa segunda-feira (03) do jornal inglês The Times conta que a Apple tentou silenciar uma criança cujo iPod pegou fogo. A história começa com um iPod Touch pegando fogo próximo a Kan Stanborough, 47 anos, e sua filha Ellie, de 11 anos.

Ellie, 11 anos, segura iPod Touch que pegou fogo. (Steve Morgan/The Times)

Ellie, 11 anos, segura iPod Touch que pegou fogo. (Steve Morgan/The Times)

O pai entrou em contato com a Apple e com a Argos, loja na qual ele havia comprado o aparelho. Depois de passar por diversos setores – viu só como não é apenas no Brasil que isso acontece? –. Stanborough conversou por telefone com um executivo da Maçã. Ambos concordaram que a devolução do dinheiro seria o mais correto.

Dias depois, chegou à casa de Ken Stanborough uma carta que dizia que, ao aceitar o dinheiro de volta, o pai de Ellien concordava em manter os termos e a existência do acordo completamente confidencial, e que a quebra de confidencialidade resultaria em processo contra ele.

É claro que Ken Stanborough se recusou a assinar o acordo. O autônomo classificou a carta como “muito perturbadora”.

Aparentemente a Apple tem se esforçado bastante para evitar que histórias sobre iPods pegando fogo venham a público. Há pouco mais de uma semana o Tecnoblog noticiou uma investigação promovida por repórter americana, que obteve 800 páginas de relatos sobre problemas com iPods. [Times]

John Curran mostra a nova interface do Windows 7. (Reprodução)

Nova interface do Windows 7. (Reprodução)

O Times Online convidou John Curran, diretor da divisão de negócios do Windows no Reino Unido, para uma “visita guiada” ao novo sistema operacional da empresa. Curran listou sete motivos para amar o Windows 7:

  1. Nova interface: John Curran cita a facilidade de “fazer tudo o que você quer no PC”.
  2. Interface touchscreen: o Windows 7 estará pronto para quem quiser usá-lo em um dispositivo touchscreen.
  3. Segurança de dados: BitLocker permitirá a criptografia de dados em HDs internos, externos e também em cartões de memória e pendrives.
  4. Transmissão de conteúdo multimídia: o novo sistema operacional poderá ser integrado a equipamentos de áudio e vídeo, para os quais ele poderá transmitir conteúdo e também receber.
  5. Nova busca: a busca integrada do Windows 7 será mais rápida e eficiente que a do Vista.
  6. Home groups: “grupos domésticos” em português, é a funcionalidade que permitirá que o usuário crie uma rede doméstica e compartilhe documentos, fotos, vídeos e demais arquivos com extrema facilidade.
  7. Modo XP: caso o usuário precise, poderá rodar aplicativos como se estivesse em um computador com Windows XP nativamente instalado.

O Windows 7 tem lançamento previsto para outubro desse ano. Você pode ler o artigo completo e ver o vídeo da “visita guiada” feita por John Curran clicando aqui.

Usuários britânicos estão sendo convidados a comparecerem ao tribunal para se explicarem sobre denuncias de que estariam distribuindo ilegalmente cópias de jogos na internet, informou a revista Which? Computing para a BBC.

As ações, se vencidas, chegariam ao pagamento de multas de até £665 (aproximadamente 2.114 reais) pela distribuição ilegal de conteúdo protegido por leis de direito autorais. Apesar dos réus afirmarem desconhecer a existência dos jogos, a empresa de advocacia ACS Law, nome das empresas Reality Pump e Topware Interactive, já enviou mais de 6 mil cartas aos supostos “criminosos” por violação dos direitos dos jogos Two Worlds e Dream Pinball, produzidos pelas empresas acima respectivamente.

Alguém falou em piratas?

Alguém falou em piratas?

O governo está fortemente empenhado na luta contra a pirataria, e publicou recentemente um relatório formalizando o procedimento nos tribunais sobre o assunto. Entretanto, a grande preocupação é na identificação dos usuários de forma correta, o que pode não estar ocorrendo. “O governo está basicamente fazendo uma repressão aos servidores ilegais, o que é bem justo, porém temos sérias preocupações sobre o processo de identificação e acreditamos que inocentes estão sendo acusados”, disse Sarah Kidner, editora da Which? Computing.

O processo de identificação tem se baseado no endereço IP, monitorado pela empresa Logistep, seguido pela identificação do usuário com os provedores de internet mediante ordem judicial. No entanto, a Associação de Provedores de Serviços de Internet (ISPA, do original em inglês) admite que este processo é falho. Em 2008 o casal Gill e Ken Murdoch (54 e 66 anos respectivamente) foi acusado de distribuir o jogo Race 07, publicado pela Atari. Na época eles afirmaram desconhecer o termo “peer to peer”, de que eram acusados. O processo foi arquivado e a empresa responsável pelo erro responsabilizada. [ BBC News ]

Logo-Virgin-Media-UniversalA universalmente famosa Universal e a desconhecida mundialmente Virgin Media passarão a oferecer assinaturas para download de músicas em MP3 no Reino Unido. O acordo prevê que as músicas não sejam protegidas contra cópia. No entanto, as músicas só ficarão disponíveis para o assinante enquanto ele pagar em dia as taxas mensais.

O serviço deve custar algo entre 10 e 15 libras, o equivalente a aproximadamente algo entre R$ 31 e R$ 48 (considerando o fechamento do câmbio de hoje).

Por enquanto, somente músicas da gravadora Universal estarão disponíveis no catálogo musical do serviço. Espera-se que o acordo se estenda a outras gravadoras multinacionais, para alegria dos fãs de música.

Um serviço semelhante é oferecido nos Estados Unidos pela Microsoft. O Zune Pass prevê pagamento de US$ 14,99 mensais para baixar tantas músicas quantas o Zune puder suportar. O assinante recebe 10 músicas de crédito por mês, para que mantenha permanentemente em seu Zune. As demais canções poderão ser removidas do aparelho caso a assinatura seja cancelada ou o Zune Pass seja descontinuado pela Microsoft. [Gizmodo/Reuters]