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Embora o Google seja uma empresa gigantesca, com negócios nas mais variadas áreas, tem uma coisa que não se arriscam a fazer: produzir conteúdo. Deixam esse papel para empresas especializadas nisso, como nós mesmos aqui no TB #humilde. Só que teve um escritório do buscador que fugiu um pouco dessa regra ao produzir sua própria revista, a Think Quarterly.

E não é que a revista presta? Disponibilizada para leitura e download em um site especial, a Think Quarterly mostra o perigo que empresas de comunicação não correriam caso o Google decidisse entrar de vez nesse mercado. O conteúdo é simplesmente magnífico.

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Quando o assunto é tablet, logo nós vem à cabeça a imagem de Steve Jobs apresentando um equipamento intermediário entre celulares e netbooks. Vai fazer um ano que o então CEO da Apple subiu ao palco da WWDC para mostrar ao mundo a sua mais nova invenção. Desde então, muita água rolou por baixo dessa ponte.

O iPad atualmente é um sucesso de público e crítica – e vendas, que é o mais importante para os acionistas da Apple. Depois de meses, vendeu milhões de unidades. E somente no último trimestre do ano passado que começou a perder mercado para o principalmente concorrente, a plataforma Android. A diferença ainda é grande (75% de market share do iPad OS contra 22% do Android para tablets).

Enquanto esse embate não chega a um resultado que agrade a fanboys e usuários independentes, as empresas de comunicação seguem apostando no iPad. Seria esse o salvador das publicações de papel? Logo que ele foi apresentado, jornais e revistas correram para lançar edições digitais que contemplassem o novo aparelho. Mas, passado o hype inicial, qual é o cenário que se pinta no que diz respeito ao conteúdo editorial disponível no aparelho?

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Quando o iGod mostrou a tábua de salvação da imprensa mundial, os grandes grupos de Comunicação Social não pensaram duas vezes: vamos cobrar pelas edições feitas exclusivamente para iPad! O resultado disso é que, até agora, assinantes de uma revista impressa tinham que pagar também pela versão digital da revista. Ainda bem que uma grande publicação vai mudar isso.

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Time não consegue fazer assinatura de revistas no iPad

A Time Inc., empresa por trás das revistas Time e Sports Illustrated, não consegue permissão da Apple para iniciar um modelo de assinaturas para suas publicações no iPad. O que incomoda a Time é ter parte da receita das revistas sendo obtidas pela Apple, quando essa venda no meio impresso é direta. A empresa bem que queria cobrar diretamente seus assinantes, mas isso aparentemente não é possível. A Time Inc. já até considera remover os apps das revistas da App Store. | MediaMemo

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A Playboy é uma revista mundialmente famosa, que durante anos a fio foi companheiro de aventuras de jovens descobridores da beleza feminina (parei por aqui). Nos últimos tempos, a corporação por trás da marca tem investido na diversificação das mídias, inclusive na web. Em seus esforços para lucrar mais, está a criação de um novo website, diferente de tudo o que você já viu relacionado à empresa.
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Antes da popularização da internet – e, extrapolando um pouco mais, antes que praticamente todas as área do interesse humano ganhassem representação online -, a única forma que nós gamers tínhamos de acessar conteúdo sobre videogame eram as revistas impressas especializadas.

E como praticamente tudo que fez parte daquela época áurea que foi nossa infância/adolescência e que não existe mais da forma como lembrávamos, é impossível não ver as aquelas revistas sem sentir uma pontada de nostalgia. Não é à toa que tem tanta gente interessada em comprar revistas antigas em sites de leilão.

As revistas ainda existem, na verdade, mas eu me pergunto seriamente que tipo de pessoa ainda a compra. A internet trouxe algo que gerações anteriores só sonhavam – a liberdade quase total de informação -, de forma que alguns periódicos se tornaram praticamente obsoletos. A muito tempo se fala sobre a morte do jornal impresso, graças à rapidez com que sites jornalísticos conseguem atualizar suas páginas (pra não mencionar a gratuidade, o que sempre costuma atrair mais público); revistas de videogame sofrem um golpe similar, e com a desvantagem de que elas têm um público bem menor que folhetos noticiosos.

Todo site de gaming que se preze trás toda a informação que uma revista poderia trazer, além de conteúdo que a mídia impressa não pode reproduzir – conteúdo em vídeo (o que, em matéria de videogame, é essencial) e interação com outros leitores por meio de comentários e fóruns. É uma concorrência desleal mesmo.

A juventude atual terá dificuldades em compreender esse hábito dos mais velhos de romantizar um período que não era lá tão melhor que o atual, e quando paramos pra pensar realmente não faz sentido (por que celebrar os tempos da conexão dialup se tudo que queríamos na época era justamente as conexões rápidas que temos hoje, por exemplo?). Mas quem viveu aquela época nunca esquecerá da animação de descolar uns caraminguás dos pais, correr pra banca da esquina, e comprar justamente aquela revista cuja capa trazia uma matéria em que você estava fissurado há semanas.

Ou ser o único da turma com aquele exemplar de uma revista gringa, trazida do exterior por um parente imigrante, que listava todos os Fatalities de Mortal Kombat 2 e que estava disponível a você (e somente você!) semanas ou até mesmo meses antes da mesma informação chegar às revistas tupiniquins, te transformando num rei entre os amigos.

Caso você não seja exatamente um maníaco por consoles, posso te fazer compreender a nostalgia dessas publicações com três simples palavras (ou melhor, uma palavra, uma preposição e duas siglas): “Revista do CD-ROM”. Lembra daquela interface gráfica de navegação dos CDs que vinham com as revistas? Como esquecer, né?

Escolhi a revista acima pra ilustrar este texto porque ela é um bom exemplo do motivo pelo qual eu comprava revista de videogame naquela época – a total falta de acesso a informação que era característica daquele período antes do domínio da internet.

Eu e minha família estávamos de ida marcada aos EUA no final do ano de 1999, e tudo que eu mais queria na vida era um Dreamcast. Mas o console ainda não havia sido lançado, praticamente tudo que sabíamos era o nome do videogame. Quando vi a revista numa banca perto da minha escola, me movi no piloto automático pra compra-la. Foi como se meu braço tivesse tomado a decisão antes do meu cérebro.

Atualmente eu compro uma revista aqui e ali, puramente pelo aspecto nostálgico da coisa – ao terminar de folhea-la, ou eu já tinha lido tudo na internet, ou a informação é insuficiente e eu procurarei complementos na internet.

E vocês? Alguém aí ainda tem algum motivo maior pra comprar revistas de videogame?

Cinco dos maiores grupos que publicam jornais e revistas nos Estados Unidos anunciaram hoje que criarão um e-reader (leitor digital) em conjunto para suas publicações. O e-reader está prometido para 2010 e é uma resposta dessas empresas à toda crise que o meio impresso vem sofrendo com a internet.

São eles o Times Inc (revista Time), Condé Nast (revista Wired), News Corp (jornal Wall Street Journal), Hearst (revista Cosmopolitan) e Meridth (revista Better Homes). Todas as empresas possuem outras dezenas publicações e não raro seus tentáculos abrangem outras mídias como rádios, TVs e internet. Outras empresas de mídia poderão entrar neste grupo.

Vale lembrar que a Amazon com o seu Kindle já oferece essa possibilidade de vender conteúdo para e-reader. O New York Times lá fora e O Globo aqui no Brasil são duas publicações com conteúdos nele.

Sabe-se que há tempos as publicações impressas vem sofrendo com a concorrência da internet. Nos últimos dois anos centenas de jornais americanos fecharam as portas. E recentemente Rupert Murdoch, magnata da comunicação e dono da News Corp, atacou o Google (e seu Google News) por supostamente prejudicar suas operações online.

A briga é feia e era questão de tempo até que o lado do papel resolvesse se mexer. Se esse é o tão sonhado modelo de negócios que conseguirá trazer o conteúdo dos jornais e revistas de forma rentável para o mundo digital só o tempo dirá. [PC Magazine / Wired]