21/12/2011 às 21h34 por João Brunelli Moreno
Querida (só que ao contrário) dos navegantes por conta dos processos judiciais que já moveu contra crianças, velhinhos e até mesmo mendigos por conta de downloads ilegais, a RIAA – Associação da Indústria Fonográfica Norte-americana –, quem diria, está sendo acusada de praticar pirataria. E, pior de tudo, por um site que defende o livre download de conteúdo pela rede. Leia mais
Durante o final de semana passado membros do conhecido fórum 4chan planejaram e executaram vários ataques de DDoS aos sites da MPAA e RIAA, organizações americanas que combatem a pirataria de filmes e músicas, dentre outras coisas. A investida dos membros do fórum contra as organizações foi motivada por ataques similares contra sites de torrent como o Pirate Bay ocorridas semans atrás. O site da MPAA ficou indisponível por 21 horas e o da RIAA por 51 minutos. | CNET
09/06/2010 às 17h58 por João Brunelli Moreno
Conhecidos por serem as pessoas menos amadas da internet, representantes da RIAA (Associação da Indústria de Gravação Americana, numa tradução freestyle) afirmaram ao juiz federal norte-americano Kimba M. Wood que o serviço de compartilhamento de arquivos LimeWire lhe deve “mais de US$ 1 bilhão” de indenização por conta de direitos autorais não pagos em transferências de arquivos consideradas ilegais.
Em um processo judicial aberto contra o LimeWire, os representantes das gravadoras pedem o fechamento do serviço por conta de “uma substancial quantidade de infrações de copyright” e afirmam que o Lime Group, empresa responsável por seu desenvolvimento “não toma as medidas adequadas para evitar as infrações em sua rede”. Leia mais
15/04/2010 às 10h58 por Rafael Silva
Nos EUA existem duas agências americanas especializadas em “proteger” (está entre aspas porque elas esticam bastante o sentido da palavra) os direitos autorais de seus membros. A MPAA, que cuida dos filmes, e a RIAA, que cuida de música. Ambas divulgam vez ou outra alguns dados sobre a pirataria, incluindo números exatos em milhões de dólares diretamente ligados à perda de receita devido aos downloads ilegais. Na teoria essas informações teriam sido meticulosamente angariadas e baseadas em dados concretos, obtidos através de pesquisas aprofundadas e cálculos matemáticos.

Pirata em Londres
Mas uma agência do governo americano discorda. Segundo um relatório (PDF) liberado na terça-feira pelo Accountability Office (algo como escritório de responsabilidade, seja lá o que isso quer dizer), “é difícil, senão impossível, quantificar os impactos econômicos” da pirataria. Eles chegaram à essa conclusão de uma maneira mais exata do que as duas agências citadas no primeiro parágrafo: examinaram todos os dados publicados por elas e consultaram diversos experts dentro e fora do governo.
O relatório ainda indica quais são as principais falhas das indústrias ao contabilizar as perdas. A principal delas é assumir que todo e qualquer download não-pago representa uma venda perdida, algo que não pode ser garantido com 100% de certeza.
E o escritório não cita apenas a RIAA e MPAA. Agências relacionadas com a indústria de software e automobilística também são acusadas de criar números absurdos. A Associação de Fabricantes de Motores e Equipamentos liberou no ano passado uma estimativa de perda de 3 bilhões de dólares devido á falsificação de peças automotivas, mas a agência do governo não encontrou nenhuma referência à esse número dentro de relatórios e arquivos da associação. Já a Aliança de Software de Negócios, que reportou uma perda de 9 bilhões de dólares em 2008 devido à pirataria, foi acusada de criar números ao ser notado que os resultados dos estudos em países pesquisados extrapolavam os resultados em países que não foram pesquisados.
O relatório da agência só confirma o que vários especialistas da área tem dito ao longo dos anos: os bilhões e bilhões de dólares que as indústrias dizem perder por conta da falsificação ou pirataria digital são tão verdadeiros quanto uma nota de três reais e tão sólidos quanto gelatina de abacaxi.
[via ArsTechnica, BuzzOutLoud / Imagem sob licença CC de milabrya]
01/04/2010 às 16h57 por Thássius Veloso
Enquanto algumas empresas como o Google Topeka criam brincadeiras divertidas e descompromissadas para celebrar o primeiro de abril, dia da mentira, também tem aquelas que aproveitam a data para engajamento político. O site de torrents russo Vertor, por exemplo, decidiu cutucar os grupos de proteção dos direitos autorais nessa data. Como? Enviando um pacote de camisinhas para suas autoridades.
MPAA, RIAA, IFPI, BREIN, BPI e BSA. Essas siglas podem não fazer sentido para você, mas são organizações que representam os interesses das indústrias fonográfica, cinematográfica e de mídia em geral. Todas elas vão receber em seus escritórios centrais uma singela encomenda do Vertor contendo um pacote de preservativos nos sabores morango, menta e – veja só – banana. Além disso, também receberão um cartão muito simpático contendo a seguinte mensagem:
Para quem não sabe inglês, a tradução:
Nós queríamos
que seus pais
tivessem usado isso.
De acordo com os responsáveis pelo site, os preservativos simbolizam o desejo de que os agentes das organizações de “proteção dos direitos autorais” (ou de proteção da famigerada indústria cultural) parem de se reproduzir. Assim, também parariam de espalhar pelo mundo seus ideais retrógrados que fazem com que pessoas sejam processadas por compartilhar conteúdo.
O Vertor ainda pede que outros usuários também comprem camisinhas e mandem para as organizações com mensagens similares. Eles até mesmo publicam cópias dos comprovantes das postagens feitas na UPS.
[via Download Squad, Vertor Blog]