Symbian

Symbian é um sistema operacional mobile atualmente desenvolvido pela Accenture. É conhecido por ter sido muito utilizado em smartphones da Nokia. Estimativas indicam que foram vendidos 385 milhões de aparelhos com Symbian OS até o segundo trimestre de 2010. Foi o primeiro sistema do tipo a utilizar um navegador com a engine WebKit, atualmente implementada no Google Chrome e Apple Safari. Os aplicativos da plataforma S60 são desenvolvidos com o framework Qt.

flashplayerA habilidade de interpretar sites com Flash poderá ser uma das características presentes em uma variedade de smartphones no futuro. É o que garante a Adobe com o anúncio de um acordo feito com fabricantes que trará a versão 10.1 do Flash para várias plataformas móveis, incluindo o WebOS, Windows Mobile, Android e Symbian.

Dentre os objetivos do Flash 10.1 está permitir a habilidade tocar vídeos em alta definição usando exclusivamente a CPU de placas de vídeo como as da NVidia, outra das empresas trabalhando com a Adobe. Chips como esses estarão cada vez mais presentes em netbooks e celulares e segundo Tom Barclay, gerente de marketing de produtos do Flash Player, “vídeo em Flash é mesmo algo computacionalmente intensivo e por isso ter suporte em hardware é algo crítico”.

O anúncio da versão 10.1 do Flash Player é uma iniciativa que faz parte do Open Screen Project, criado pela Adobe há mais de um ano e cuja visão é “Permitir que consumidores tenham uma expericência rica na internet e de uma forma contínua através de qualquer dispositivo em qualquer lugar”. O Google também anunciou hoje, no blog oficial, que está juntando forças no projeto.

Mais detalhes do acordo serão divulgados nessa segunda-feira durante a Adobe Max 2009 em Los Angeles, conferência para desenvolvedores que usam ferramentas Adobe. A empresa diz que versões beta do Flash 10.1 estarão disponíveis para algumas plataformas móveis e sistemas operacionais de desktop ainda esse ano.

Infelizmente o iPhone não foi divulgado como sendo uma das plataformas que suportará a nova versão do Flash. [CNET]

Prometi a mim mesmo que faria o máximo possível para evitar compará-lo ao iPhone, tarefa na qual falhei miseravelmente. Falhei porque o Nokia 5800 XpressMusic quer, obviamente, ser o iPhone. Foi o celular da Apple que obrigou a Nokia e várias outras fabricantes de celulares a usarem telas sensíveis ao toque nos seus aparelhos. Porém ele entrega tantas funcionalidades melhores e deixa a desejar em algumas outras que ele acaba não sendo melhor nem pior do que o iPhone. Ele é apenas bastante diferente.

Ok, isso foi uma enorme prosopopéia flácida para acalentar bovinos. Eu achei o 5800 infinitamente melhor, mas eu nunca tive um iPhone para poder comparar. O mais perto que cheguei de um dispositivo de internet móvel da Apple foi ter um iPod Touch. Então, aí está. Apple fanboys, joguem as pedras. Pessoas normais, sigam adiante para ler o review mais detalhado do Nokia 5800 XpressMusic disponível na internets. Leia mais

Windows Mobile 6.5: preparado para touchscreen.

Windows Mobile 6.5: interface preparada para touchscreen.

A Microsoft anunciou hoje que a próxima safra de telefones celulares, já com a nova versão do Windows Mobile, começarão a ser vendidos daqui a um mês, em 6 de outubro. Segundo comunicado da empresa, o Windows Mobile 6.5 terá interface fácil de usar, melhor navegação na web e acesso a serviços como Windows Marketplace for Mobile e Microsoft My Phone.

O Brasil não ficará de fora do lançamento. Será a TIM Brasil a única operadora parceira da Microsoft nessa empreitada na América Latina, com o compromisso de atualizar e expandir a linha de produtos com Windows Mobile. Por parte dos fabricantes, HTC, LG e Samsung também se comprometeram com a MS.

Ao redor do mundo, outros fabricantes de peso, como Acer, HP, Sony Ericsson e Toshiba, serão parceiros no lançamento do Windows Mobile 6.5, assim como operadoras como AT&T, NTT DoCoMo, Orange, Sprint, Verizon, Vodafone e Telstra.

Hoje em dia o mercado de celulares e smartphones é amplamente dominado pela Nokia, que mantém o sistema operacional Symbian e também desenvolve o Maemo. Mesmo tendo fechado parceria com a Microsoft para o lançamento do Microsoft Office no ambiente Symbian, as empresas continuarão a competir com suas plataformas.

É amor, ao menos no Office.

É amor, ao menos no Office.

Está confirmado: Microsoft e Nokia anunciaram um acordo que prevê a distribuição da suíte de aplicativos para produtividade Office nos celulares da fabricante finlandesa. Até então, somente celulares rodando Windows Mobile tinham o Office disponível de forma nativa.

Stephen Elop, diretor da divisão de negócios da Microsoft, disse que o desenvolvimento do Office Mobile para Symbian já foi iniciado. O executivo espera que uma versão do Office Communicator seja lançada já no ano que vem. O aplicativo permite troca de mensagens em tempo real, compartilhamento de arquivos e (como já era previsível) integração com outros produtos do Office.

A interface dos aplicativos ainda está sendo esboçada. Segundo Kai Oistamo, executivo do setor de novos dispositivos da Nokia, o objetivo do acordo é maior do que simplesmente colocar o Office em smartphones da Nokia. A intenção das duas companhias é permitir acesso ao Microsoft SharePoint, ferramenta corporativa com gerenciamento de documentos, busca nos arquivos internos da empresa e colaboração entre equipes de funcionários.

Ambas as empresas continuarão a competir em algumas áreas. A Nokia manterá o desenvolvimento do Symbian, enquanto que a Microsoft continuará a investir no Windows Mobile. [CNET]

Usuários do serviço Latitude, do Google, já podem utilizar seus dispositivos rodando iPhone OS para acessar o site e ver a localização dos amigos. O Google fez o anúncio ontem em seu blog oficial para dispositivos móveis.

Para testar a funcionalidade basta acessar o http://google.com/latitude a partir do iPhone ou iPod Touch. Logo na página inicial o usuário poderá mudar configurações com relação à privacidade dos próprios dados de localização e também poderá visualizar onde outros contatos com Latitude ativado se encontram.

Diretamente do Safari Mobile o usuário encontrará uma busca por localidade e também um guia passo-a-passo, caso a pessoa precise de instruções para chegar a um ponto da cidade (ou do mundo, como o post diz).

Segundo o Google, o Google Latitude na web foi um esforço conjunto da empresa com a Apple, que achou que um aplicativo nativo do serviço poderia ser confundido com o de Mapas, desenvolvido pela própria Apple com tecnologia de mapas do Google.

No post, o gerente de produtos da divisão móvel do Google aproveita para provocar a Apple. Segundo ele, “infelizmente, uma vez que não mecanismo para rodar aplicativos em segundo plano no iPhone, nós não podemos oferecer atualizações de localização contínuas da mesma forma que fazemos com usuários de Android, Blackberry, Symbian e Windows Mobile”.

Google Latitude para iPhone OS: deserto por enquanto. (Reprodução)

Google Latitude para iPhone OS: deserto por enquanto. (Reprodução)

Por enquanto somente americanos, australianos, canadenses, ingleses, e neo-zelandeses podem usar o serviço. Se você, brasileiro, tentar utilizar o Google Latitude, verá um mapa vazio (como na foto). Mas a empresa promete que lançará o Latitude para iPhone OS em outros países em breve.

Tem circulado nos últimos dias uma nova ameaça para dispositivos rodando Symbian OS. Identificado como SYMBOS_YXES.B pela empresa de soluções de segurança Trend Micro, ele se passa pelo aplicativo legítimo ACSServer.exe e se autodenomina Sexy Space. A ameaça obtém informações do aparelho, como número, rede e dados do usuário, e as envia para uma página da web.

Por dentro de um vírus para symbian

Por fim, a ameaça envia por SMS mensagens com o conteúdo recebido do próprio site para todos os contatos existentes no aparelho. Devido a isso, tem as características de uma botnet para dispositivos móveis. Ainda não sabemos se terá alguma utilidade específica.

Conhecidos como dispositivos relativamente seguros contra ataques de pragas virtuais, telefones celulares e outros dispositivos móveis devem grande parte dessa fama a suas plataformas fechadas ou, como em plataformas mais modernas, a sistemas de assinatura de software.

No caso do sistema Symbian, quem faz a assinatura dos softwares é a própria Fundação Symbia. Apesar disso, tanto o SYMBOS_YXES.B quanto sua variante anterior SYMBOS_YXES.A são aplicações assinadas, o que revela ao menos ser possível burlar o sistema. Ou o pior, que o processo de verificação e assinatura é falho, tirando a confiança de toda a plataforma. [TrendLabs]

Symbian: utilizado na maioria dos Nokias.

Symbian: utilizado na maioria dos celulares da Nokia.

A Symbian Foundation, fundação por trás da plataforma para celulares Symbian, anunciou que vai lançar uma loja de aplicativos online nos mesmos moldes da App Store, da Apple (aquela que acumulou1,5 bilhão de downloads em pouco mais de um ano).

Um dos objetivos do Symbian Horizon é facilitar a vida do desenvolvedor, que precisa recorrer a várias lojas de aplicativos para que seu aplicativo chegue à maioria do público. No Horizon essa aprovação e distribuição de aplicativos será centralizada, conforme o comunicado oficial da fundação deixa claro:

Com o Symbian Horizon, desenvolvedores vão receber assistência na construção de aplicativos para aparelhos com Symbian e na inclusão desses aplicativos nas várias lojas globais que atingem clientes do Symbian. (…)

O objetivo do Symbian Horizon é reduzir os obstáculos para o sucesso, enquanto aumentar o lucro ao criar e distribuir aplicativos para Symbian.

Quem mais se beneficiará do Symbian Horizon serão os donos de celulares da Nokia, empresa que comprou a totalidade da Symbian Foundation em junho de 2008 e decidiu abrir o código-fonte da plataforma. Atualmente a Nokia é a maior vendedora de celulares do planeta. [Venture Beat/Guardian]

nokia-disconnectingA blogueira Pryia Ganapati, da Wired, decidiu fazer uma listagem com sete motivos pelos quais a Nokia não é uma fabricante de celulares “amada” nos Estados Unidos. Nós do Tecnoblog News decidimos reproduzir (e comentar!) a lista de Ganapati aqui, com uma breve explicação sobre cada item. O artigo completo, em inglês, pode ser encontrado no Gadget Lab.

  1. Marca fraca: enquanto Apple, RIM e Palm veiculam comerciais na televisão, impressos e na web, a Nokia faz muito pouco nesse sentido. E todo mundo sabe: “a propaganda é alma do negócio”.
  2. Perda de foco na produção para CDMA: a Nokia fez grandes apostas no GSM, que se popularizou no mundo inteiro. No entanto, no mercado norte-americano a briga com o CDMA permanece: Verizon e Sprint adotam a tecnologia mais antiga, enquanto que AT&T e T-Mobile preferem a mais recente.
  3. Má execução: Ganapati cita como exemplo de projetos mal executados da Nokia o lançamento da Ovi, loja de games, aplicativos, vídeos e podcasts que, logo no primeiro, dia enfrentou grandes dificuldades devido à enorme (e mal calculada) procura.
  4. Falta de relacionamento com as operadoras: enquanto que no Brasil o mais comum é ver operadoras vendendo aparelhos da Nokia, com subsídios e contratos de pelo menos um ano, nos Estados Unidos é o contrário. A Nokia gringa prefere vender os próprios aparelhos desbloqueados e sem subsídios.
  5. Design incomum: embora os americanos prefiram celulares “anoréxicos”, a Nokia insiste em fazer aparelhos “realmente finos”. Outro problema para o mercado americano é a falta de aparelhos com flip, que a empresa se nega a produzir porque os europeus não gostam. (Nota: a Nokia é finlandesa)
  6. Symbian: segundo um analista ouvido por Pryia Ganapati, o software da Nokia é “muito bugado, muito difícil de usar e muito desajeitado”.
  7. Loja de aplicativos insignificante: desde que a Apple lançou a App Store, há um ano, a loja tornou-se modelo de vendas ainda inatingível. A Nokia bem que tenta com a Ovi, mas enfrenta problemas. Por exemplo, para comprar um aplicativo, é necessária uma transação de cartão de crédito separada para cada compra.

Em termos mundiais, a Nokia ainda é a maior fabricante. Foram 468 milhões de aparelhos vendidos no ano passado, um aumento de 7,8% em relação a 2007. A América do Norte é a que menos compra os celulares da empresa (16 milhões), enquanto que a região da Ásia/Pacífico é a que mais compra: 115 milhões de aparelhos vendidos. A América Latina foi responsável pela compra de 51 milhões de celulares em 2008.