Nem tudo são flores nesse bilionário mercado de internet. A AOL – nunca sei se devo escrever o nome todo em maiúsculas ou apenas com a primeira letra em maiúscula – anunciou na quinta-feira que vai demitir quase mil funcionários em suas bases nos Estados Unidos e na Índia. Tudo para conter despesas, segundo informou o presidente da companhia.
Eric Schmidt falou hoje sobre o que ele chamou de “versão aumentada da humanidade”, na qual computadores (no sentido mais amplo da palavra) se tornam uma parte cada vez mais presentes do cotidiano humano. A afirmação do CEO do Google aconteceu durante o evento TechCrunch Disrupt.
Segundo Schmidt, o futuro é fazer com que o computador faça as coisas nas quais nós não somos bons. Para ele, é ridículo que humanos — e não computadores — dirijam carros. Leia mais
AOL compra blog TechCrunch
A AOL é dona de importantes websites nos Estados Unidos. E hoje o portal anunciou a aquisição de um importante player na produção de conteúdo global. Sim, os rumores de ontem estavam certos e a AOL está efetivamente comprando o blog TechCrunch, que vira e mexe é inspiração para posts publicados aqui no TB. Valores do negócio não foram relevados, mas é sabido que o TC deve continuar operando independentemente da AOL — que também é dona do Engadget.
Imagem que Sarah Lacy escolheu para ilustrar seu post sobre o país (reparem no nome do arquivo). Como eu havia dito, ela ama o Brasil.
Lembram-se da Sarah Lacy, do site americano TechCrunch? Aquela mesma que deu chilique quando não conseguiu visto para o Brasil, e que depois escreveu uma matéria sobre as startups brasileiras. Pois bem, pelo visto ela continua apaixonada pelo nosso país, e acaba de publicar mais um artigo — em parceria com Paul Carr, também do TechCrunch — sobre o país, dessa vez tratando do perfil do internauta brasileiro.
Boo-Box no TechCrunch
às por
Quem lê com frequência o site TechCrunch foi surpreendido no fim de semana por uma matéria de Sarah Lacy sobre “o boom das startups de propaganda” no Brasil. De acordo com a autora, a maioria das grandes agências de publicidade do mundo tem um escritório no país porque os brasileiros são muito criativos, emocionais, expressivos etc.
Entre as startups citadas está a Boo-Box. Criada em 2007 por Marco Gomes, a companhia tem atualmente uma rede de “centenas de sites” afiliados que usam seus serviços e geram cerca de 500 milhões de pageviews por mês. Um número impressionante, sem sombra de dúvida. Não é por acaso que a Boo-Box organiza campanhas para grandes corporações, como a Coca-Cola.

TechCrunch: caído
Um dos blogs mais influentes no Vale do Silício, o TechCrunch foi vítima de um ataque nesta-terça feira e até o momento em que este post era escrito continuava fora do ar. No lugar de sua página inicial os invasores colocaram uma mensagem que já foi retirada do ar. Já outros de seus blogs, como o CrunchGear, aparentemente não sofreram com o ataque.
Comandado por Michael Arrington, o site foi aberto em 2005 e atualmente recebe cerca de 9,9 milhões de visitas diárias. Em 2008, teve algum destaque pela imprensa internacional por conta de sua tentativa de lançar um tablet chamado CrunchPad, mas o negócio naufragou e renasceu sob a tutela de investidores independentes com o nome de Jojo.

JooJoo: ex-CrunchPad
Há cerca de um ano, o mundo da tecnologia viu, cético, o site TechCrunch anunciar que estava preparando o lançamento de um gadget desenvolvido sob a batuta de seu editor, Michael Arrington, junto da empresa Fusion Garage. O aparelho, então chamado de Crunchpad, era um tablet de 12 polegadas sem teclado e com capacidade de acessar a web, que deveria chegar às lojas na primeira quinzena do último mês de novembro, mas em seu lugar veio apenas um discreto anúncio que o projeto havia sido cancelado.
Mas isso não significou o fim da linha para o gadget. Chandra Rathakrishnan, CEO da Fusion Garage anunciou na última segunda-feira que o aparelho será apresentado na próxima sexta rebatizado como JooJoo, nome que significa “dispositivo mágico” em uma antiga língua africana não especificada.
Do tamanho de uma revista – fechada – o JooJoo tem tela sensível ao toque com resolução de 1366 x 768 pixels, 4 GB de armazenamento interno, WiFi, suporte a vídeos em 720i, bateria com cinco horas de duração e roda um sistema operacional próprio, que, nos moldes do Chrome OS, parece ser um browser bootável. Tudo isso por US$ 500 (R$ 850). Na única imagem decente do JooJoo até agora, ele parece ter um perfil realmente elegante e tela com uma cobertura reflexiva, o que não deverá ajudar na leitura em ambientes iluminados com luz natural.
Aos mais animados, bom pensar duas vezes antes de enviar seu rico dinheirinho para a empresa na pré-venda. Primeiro que ainda não há uma data para que o JooJoo seja entregue a seus compradores. Depois que seu lançamento ainda pode ser impedido nos tribunais, já que o TechCrunch não gostou nem um pouco de ver suas ideias chegarem ao mercado sem sua devida autorização.
Enquanto esse assunto é resolvido, quem sabe a Apple se anima em lançar aquele tal tablet que ninguém nunca viu, mas jura que existe.

Imagem que Sarah Lacy usou para ilustrar seu texto. O uso da bandeira irritou muitos brasileiros.
Hoje Sarah Lacy, redatora do site de tecnologia TechCrunch postou um artigo desabafo sobre sua viagem ao Brasil. O motivo do descontentamento de Lacy, na realidade, é o fato da viagem não ter acontecido. No post, a redatora culpa o governo brasileiro por não ter seu visto liberado a tempo de fazer a viagem planejada.
Lacy viria ao Brasil para realizar pesquisa para o livro que está escrevendo sobre empreendedorismo em mercados emergentes. Ela afirma que estava há meses ansiosa pela viagem e que até mesmo estudou português por quatro meses. Diz ainda que, apesar disso, seu marido não estava muito animado com a viagem, tendo ouvido muitos relatos de sequestros e violência.
A viagem foi cancelada porque o visto brasileiro de Sarah Lancy não saiu a tempo. Depois de adiar a viagem em uma semana e, novamente, não ter seu visto emitido a tempo, a autora resolveu cancelar a viagem. De acordo com o serviço de despachante contratado por ela, ninguém estaria conseguindo vistos para o Brasil pois o governo teria decidido mudar para um novo sistema informatizado em todos os consulados e ainda não teria conseguido colocar o sistema em funcionamento adequado, gerando atrasos generalizados na emissão de vistos.
Sarah Lacy ficou nitidamente exaltada com a situação e escreveu com jeitinho em caixa alta:
Vocês querem atenção e investimento estrangeiro, Brasil? Aqui vai uma idéia: DEIXE AS PESSOAS ENTRAREM NO MALDITO PAÍS.
A autora conclui dizendo que o país deveria estar envergonhado e seus empresários furiosos. Acrescenta que deve tentar vir ao Brasil novamente em dezembro ou janeiro pois acredita que ainda há ótimas histórias aqui para serem relatadas, mas que “quando se é mais difícil de entrar que a China, não é bom presságio para investimento estrangeiro.”
No momento da redação desse texto o post de Sarah Lancy estava fora do ar, por motivos desconhecidos. O Tecnoblog tentou acessá-lo também através de proxies, sem sucesso. Foram registrados 492 comentários, superando até o (também bastante discutido) post sobre a falha no Gmail. Muitos dos comentários criticam a autora por sua arrogância ou por sua falta de planejamento. O Twitter de Sarah Lacy também recebeu diversas mensagens em resposta a seu texto.




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