"Poderemos estar disponibilizando o áudio que vamos estar gravando, senhor."

A Anatel (Agência Nacional de Telecomunicações) pretende incluir nos temidos menus de tele-atendimento uma frase que informa ao usuário que a ligação está sendo gravada e pode ser solicitada pelo cliente se houver necessidade.

Atualmente, para que um cliente tenha acesso a esse tipo de material ele teria que obtê-lo por meio de uma ação judicial. A nova medida foi solicitada pelo Ministério Público Federal e estabelece que deverá ser inserida no atendimento telefônico de empresas de telefonia móvel, fixa e de televisão por assinatura a seguinte frase: “Por norma da Anatel, esta ligação está sendo gravada. Caso necessário, a gravação poderá ser solicitada pelo usuário”. Esses setores teriam sido escolhidos para serem os primeiros a implementar a nova regra por serem aqueles que recebem o maior número de reclamações de usuários.

A proposta, uma vez aprovada pelo conselho diretor da Anatel, deve ir a consulta pública por 20 dias, a partir da próxima semana. A previsão é que a nova medida entre em vigor em fevereiro de 2010 e posteriormente a Anatel deve expandir a regra para serviços de atendimento telefônico de outros setores. [PCWorld]


Com suas 191,8 milhões de linhas telefônicas, incluindo fixas e móveis, o Brasil se estabelece como o país com o maior número de linhas telefônicas em toda a América Latina, sendo que na América como um todo nosso país fica atrás apenas dos Estados Unidos.

De acordo com o levantamento da consultoria de tecnologia Everis, no qual dados de 49 países (referentes ao ano de 2008) foram analisados, o Brasil, que encerrou 2008 com 41,1 milhões de linhas fixas, é o 6º no ranking mundial nessa categoria. Em linhas móveis, fica em 5º lugar no ranking global, com 150,6 milhões de linhas (quase 4 vezes o número de linhas fixas). Na classificação unificada (fixas e celulares) o país fica em 5º lugar mundial.

O país com mais linhas telefônicas no mundo, segundo o mesmo estudo é (surpresa!) a China, com quase 1 bilhão de linhas (999,6 milhões, para ser mais exato). No segundo lugar ficam os EUA, com 421,8 milhões de linhas. O ranking segue com a Índia em terceiro (384,8 milhões) e a Rússia em quarto (232,1 milhões). Na outra ponta do ranking estão nossos vizinhos sul-americanos. Os três países com menos linhas telefônicas são Uruguai (4,5 milhões), Bolívia (5,5 milhões) e Paraguai (6,2 milhões).

E para quem acha que o celular é muito caro no Brasil, a pesquisa revela que estamos na mesma média que 60% dos países pesquisados: 25% mais caro que a telefonia fixa. Caro mesmo é no Equador, com os celulares sendo 700% mais caros que os telefones fixos. A Venezuela também tem ligações de celular bem caras, 253% a mais em relação a telefonia fixa. Nossos hermanos também não escapam: na Argentina uma ligação de celular sai 160% mais cara que uma de telefone fixo. Indo na contra-mão desses países, Bolívia, Chile, Peru, México e Paraguai têm custos de celulares menores que os de telefones fixos. São 74% a menos na Bolívia, 50% a menos no Chile e no Peru, 33% a menos no México e 21% no Paraguai. [Exame]

11 A anatel liberou nesta quinta-feira (24.11) as novas regras de telefonia fixa. Como todos já sabíamos, as cobranças agora não serão mais feitas por pulsos e sim por minuto, linhas residenciais terão 200 minutos gratuitos, e comerciais 150. Outra novidade é que as contas deverão vir totalmente detalhadas, incluindo registros até de ligações para fixos locais (nada mais justo do que vermos o que estamos pagando ;) ).
As normas entram em vigor a partir de Janeiro de 2006, e as operadoras tem até Julho para atenderem a todas as mudanças, caso contrário estarão sujeitas a multas.

É esperar para ver, afinal, irá mudar alguma coisa para nós consumidores? Chego a temer que seja até para pior, se formos calcular, pagamos (com a Telefônica) cerca de R$ 0,13 por pulso (4 minutos), mesmo que usemos só um minuto. Nas normas novas pagaremos o valor “X” por minuto, resta saber qual será o valor da facada para descobrir se não estamos trocando 6 por meia dúzia.