Telefônica

Telefônica é um grupo de telecomunicações de origem espanhola que atua no setor de telefonia fixa e móvel. Foi fundada em abril de 1924 e possui sede em Madrid. No Brasil fornece seus serviços sob a marca Vivo. Também é proprietária das marcas Movistar (utilizada na Espanha e em países da América Latina) e O2. Emprega mais de 250 mil funcionários e possui mais de 250 milhões de clientes em todo o mundo. É uma das líderes em reclamações em órgãos como o Procon, recebendo muitas críticas devido à indisponibilidade de seus serviços.

A crítica não é de hoje, mas parece que os problemas de assinantes do Speedy, banda larga da Telefônica no Estado de São Paulo, só aumentam. A empresa está atualmente impedida de vender novas assinaturas, até que apresente uma readequação do serviço ao número de usuários. Ainda assim, as complicações persistem.

Durante o fim de semana, a empresa realizou o processo de ampliação dos servidores de DNS em seu datacenter na cidade de Barueri, na região metropolitana de São Paulo. Segundo a companhia, a capacidade do datacenter dobrou, de modo a garantir que o DNS do Speedy não deixe os clientes na mão.

Do ponto de vista técnico, o servidor de DNS é vital porque é responsabilidade dele converter o endereço do site, composto de caracteres alfanuméricos, no IP pelo qual o servidor do site pode ser contatado. Esse IP pode mudar continuamente, e é dever do servidor de DNS garantir que o acesso ao site seja sempre possível.

Migre.me ficou offline

Migre.me culpa Telefônica por falha.

Migre.me culpa Telefônica por falha.

Um dos serviços que recentemente ficaram indisponíveis para assinantes do Speedy foi o Migre.me, encurtador de URLs com contagem de cliques e também de vezes que um endereço é replicado no Twitter. Relatos de usuários dão conta de que o site ficou fora do ar desde a manhã de segunda (13) até o meio-dia de hoje.

Jonny Ken Itaya, sócio-fundador e administrador do Migre.me, disse ao TB News que o que menos importa é a queda de audiência do site. Para o blogueiro, o mais preocupante é a qualidade do serviço, que fica comprometida.

Questionado sobre o prejuízo que a indisponibilidade do Speedy causa ao Migre.me, Jonny Ken afirmou que a empresa está tendo a imagem prejudicada devido a um problema interno da Telefônica. O empresário cogita entrar com ação judicial por perdas e danos contra a operadora de telefonia, mas atualmente está interessado em resolver o problema. Itaya garante que se o Migre.me não voltar a funcionar para usuários do Speedy, será preciso pensar em algum plano emergencial.

“Considerando que o status de um serviço é extremamente importante para uma empresa como o Migre.me,  estamos jogando dinheiro pelo ralo.” – Jonny Ken, fundador do Migre.me

A Telefônica chegou a pedir que o Migre.me sugerisse a seus usuários formas de trocar o provedor de DNS do computador manualmente, mas o empresário se negou a fazer tal sugestão. Segundo Jonny Ken, é inviável pedir que 10 mil assinantes do Speedy que acessam o Migre.me frequentemente façam a troca. “O problema esbarra na burocracia de uma empresa gigantesca que raramente resolve os nossos problemas sem ações judiciais”, disse Itaya.

O Tecnoblog continua recomendando o uso da OpenDNS para tentar resolver o problema. Para saber como habilitar a OpenDNS gratuitamente no seu computador ou modem, clique aqui.

[Com Abril.com/Yahoo Notícias/Info]

Quem ainda não era cliente da NET e estava pensando em contratar os serviços da empresa precisará concordar com um novo contrato de adesão, que entrou em vigor no dia primeiro de julho. A partir desta data, todos os novos assinantes são obrigados a pagar uma taxa de instalação, além de serem obrigados a continuar utilizando os serviços da empresa por pelo menos 12 meses.

Na teoria, o contrato de fidelidade servia apenas como uma troca de favores entre o assinante e o provedor. O primeiro se comprometia a continuar utilizando o serviço por um determinado período de tempo, e em troca, recebia alguma bonificação do provedor – na maioria das vezes, na forma de isenção na taxa de instalação.

Neste novo modelo inventado pela NET, caso o usuário aceite a condição da fidelidade, ganha em troca apenas um desconto. A taxa de instalação que sairia por R$249,00 em seu valor integral, é baixada para R$60,00, divisível em até 6 parcelas (dependendo da região).

Ironicamente, este novo modelo entra em vigor justamente no momento em que a Telefônica (uma das principais concorrentes da NET) está proibida de comercializar novas assinaturas de seu serviço de internet banda larga, o Speedy.

Não faz o menor sentido obrigar o novo assinante a continuar utilizando o serviço por 12 meses, uma vez que ele não está recebendo nada em troca. A justificativa do setor de televendas da NET é que os serviços de instalação são prestados por uma empresa terceirizada, e isso gera custos à eles.

Bem, tenho certeza que 12 meses utilizando o serviço, são mais do que suficientes para cobrir os gastos da NET com a tal empresa.

Para confirmar se este modelo estava mesmo sendo comercializado em território nacional, entramos em contato com o setor de televendas do Rio de Janeiro. A confirmação das informações foi imediata.

O Tecnoblog também entrou em contato com a Assessoria de Imprensa da NET, para ver se conseguíamos uma posição oficial sobre o assunto. A resposta foi um tanto contraditória:

A informação não procede. Não cobramos taxa de instalação de Virtua nos contratos com fidelidade.

Na Central de Relacionamentos, a resposta foi parecida com a da Assessoria de Imprensa. Segundo eles, caso o contrato de fidelidade seja aceito, nenhuma taxa de instalação é cobrada do assinante. Já se o mesmo não concordar com o contrato, será cobrada uma taxa de R$ 120,00 pela instalação do serviço.

Ainda não ficou claro para mim, se o modelo está sendo utilizado apenas em contratos do NET Virtua, ou se é válido para todos os outros pacotes. Apesar de o setor de televendas da empresa já estar comercializando este pacote desde o dia 01/07, ainda não conseguimos uma confirmação dos altos escalões da NET sobre o assunto. Estamos aguardando uma resposta mais completa dos assessores da empresa.

Update 20/07/2009: Mais de uma semana se passou desde nosso último contato com a Assessoria da NET, e ainda não recebemos nenhuma resposta. A essa altura, já não acho que vamos receber mesmo. =P

Logo-Telefonica-2A Telefônica apresentou na última quarta-feira à Anatel o plano de recuperação do Speedy, que no dia 22 de junho foi impedido de vender novas assinaturas do serviço por causa das várias panes acontecidas ao decorrer do primeiro semestre. O plano, no entanto, está acompanhado do motivo mais absurdo para as tais panes: os assinantes das classes A e B utilizam a maior parte da banda para uma determinada região (por isso são chamados de heavy-users – usuários pesados) e os clientes das classes C e D sofrem por causa disso.

Imagina-se que uma empresa que provê internet estaria ligada nas últimas tecnologias relacionadas à rede, certo? Aparentemente não é assim que a Telefônica funciona. A dificuldade que ela relatou não é um problema isolado, pois ocorre com operadoras de internet ao redor de todo o mundo. Nos EUA, por exemplo, o provedor de banda larga Comcast já viu seu tráfego alcançar níveis estratosféricos com o passar dos anos, enquanto que sua base de assinantes não sofreu um aumento proporcional. Por causa disso, ela aplicou (por um tempo) práticas de gerenciamento de rede que diminuíam e até impediam o compartilhamento de arquivos em redes P2P. Mais tarde ficou provado que as redes P2P nada tinham culpa na falta de banda. Mesmo assim, o argumento que a compania provedora do Speedy está usando agora é exatamente o mesmo.

Utilizando uma analogia, é possível dizer que a Telefônica é uma empresa aérea que pratica constantemente overbooking dos seus voos. Ela vende mais lugares nos aviões do que tem capacidade para transportar, fazendo com que os passageiros que chegaram mais tarde tenham que pegar o próximo vôo ou trocar de compania aérea, sendo que alguns passageiros sequer dispõem de alternativa à Telefônica para viajar. A pior parte é que ela culpa as enormes malas transportadas pelos seus clientes como o principal motivo de não terem vôos suficientes.

A solução encontrada pela Comcast, e que deveria ser seguida pela Telefônica, foi disponibilizar uma maior e melhor infra-estrutura para atender ao crescimento do mercado e os atuais clientes, além dos limites de tráfego que já estão implantados. São decisões como implantar novas tecnologias, contratar mais banda para certas áreas e, se necessário, cobrar mais pelo serviço. Se for de melhor qualidade, por que não?

Em suma, sim, é possível que 10% do total de assinantes utilize 60%, 70% ou até 80% da banda de tráfego disponível como a Telefônica alega. Porém, esses usuários não estão usando mais do que o contratado, em termos de velocidade. Eles só usam mais constantemente do que os outros usuários. O culpado principal, portanto, não é o compartilhamento de arquivos, mas o despreparo da empresa ao prover o serviço.

Ao fazer uma assinatura de 4 Mbps e usar os 4 Mbps constantemente todos os dias, você está dentro do limite estabelecido pelo seu provedor de banda larga e eles deviam garantir que essa velocidade fosse constante. Ao invés disso, muitos deles fazem o contrário e prometem os famosos 10% mínimos de velocidade. E muitas vezes te deixam esperando pelo voo seguinte.

Update: Em entrevista *exclusiva* à rádio CBN e ao Globo News, o Presidente da Telefônica Antonio Valente, disse “Não quero usar isso como justificativa para os problemas, mas [...] o número de clientes do serviço cresceu oito vezes em 30 meses”. Ele também disse que “em nenhum momento, a operadora quer subtrair a sua responsabilidade”, quando questionado sobre a falta de antecipação no volume de tráfego. As melhorias na rede devem começar nos próximos 30 dias, até lá os usuários podem ou não ter instabilidade na conexão.

Empresa foi proibida de vender novas assinaturas do Speedy.

Empresa foi proibida de vender novas assinaturas do Speedy.

Depois das sucessivas falhas no serviço de banda larga da Telefônica, a Anatel decidiu agir. O órgão regulador do setor vai proibir a Telefônica de vender novas assinaturas do Speedy já a partir da semana que vem.

O objetivo da Anatel é fazer com que a Telefônica cumpra compromissos firmados para a melhoria do serviço de banda larga e também para que a empresa comprove que está se preparando para possíveis falhas no futuro. A expectativa do órgão é de que a Telefônica melhore o serviço nos próximos 30 dias.

A medida cautelar deve ser publicada no Diário Oficial da União na segunda-feira (22). Não há prazo para expiração da medida. Caso a companhia descumpra a medida, poderá ser punida com multa de R$ 15 milhões mais R$ 1.000 por cada assinatura vendida.

A Telefônica é a segunda maior operadora de banda larga do país, com 2,6 milhões de assinantes (equivalente a 25% de todas as conexões de banda larga no Brasil). [FOL]

Numa de minhas andanças pela internet cruzei com um banner piscante, tipo aqueles muito comuns no ano de 1999, que versava sobre um comunicado muito importante que o Grupo Telefônica tinha para usuários da banda larga Speedy. Mesmo sendo assinante do Velox, cliquei e dei de cara com isso:

Comunicado da Telefônica (clique para ampliar)

Comunicado da Telefônica (clique para ampliar)

“Tendo em vista decisão judicial e administrativa, a Telefônica migrou todos os seus usuários que aderiram ao Plano de conexão à banda larga sem provedor de acesso entre 22 de agosto de 2007 e 14 de julho de 2008 para um provedor de acesso, o A. Telecom, que não apresenta quaisquer das comodidades e serviços usualmente ofertados por provedores de acesso como E-mail, firewall, antivírus, conteúdo, dentre outros.”

Quer dizer que somente a contratação de um provedor de acesso, algo que é completamente descartável do ponto de vista técnico para a contratação de banda larga, pode nos garantir as comodidades e serviços descritos no comunicado da Telefônica? Vejamos.

E-mail: quem já ouviu falar do Gmail, o e-mail fornecido pelo Google, sabe que nenhum outro serviço de e-mail chega perto do que o Gmail oferece. Exceto o iG Mail, talvez, mas este último utiliza tecnologia fornecida pelo Google. Ah, e o iG Mail também é de graça.

Firewall e antivírus: embora alguns provedores ofereçam pacotes que incluem assinatura de antivírus e firewall, também existem os gratuitos. Embora os entusiastas da tecnologia discutam sobre qual é o melhor, podemos citar AVG, Avast e Avira como opções gratuitas e interessantes.

Conteúdo: o conceito de conteúdo é muito vago. O que eu sei é que blogueiros de todo o mundo oferecem conteúdo de forma gratuita, sustentando o serviço a partir da publicidade. Para encontrar com facilidade conteúdo publicado em blogs basta acessar o BlogBlogs. Além disso, os grandes portais como UOL e iG também oferecem uma enormidade de conteúdo gratuitamente. Um percentual bem pequeno equivaleria a acesso de conteúdo pago, sendo que nem sempre ele justifica o valor do provedor.

Dentre outros: esse item consegue ser ainda mais vago que “conteúdo”. Se por “dentre outros” entendermos vídeo, já temos o YouTube, Vimeo e Videolog (todos grátis). Servidores para jogos? Existem centenas de servidores gratuitos para jogar online, basta usar uma ferramenta maravilhosa chamada Google. Se estamos falando de troca de mensagens instantâneas, que me conste o Live Messenger (vulgo MSN) ainda é gratuito.

Em resumo, tudo que o provedor de acesso em tese ofereceria já existe gratuitamente.

Voltando ao comunicado, pulemos para o terceiro parágrafo:

“Para facilitar esta contratação e garantir a liberdade de escolha por parte do consumidor em relação ao seu provedor de acesso, a Telefônica disponibiliza aos clientes uma relação de empresas em www.speedy.com.br que prestam este serviço.”

A dita liberdade de escolha do usuário também significa mais dinheirinho entrando no caixa da Telefônica, uma vez que os provedores de acesso pagam uma espécie de taxa de serviço para que seja aceito como parceiro do Speedy. Se o assinante optar pelo Terra, melhor ainda, uma vez que a empresa é do Grupo Telefônica.

Quarto parágrafo:

“De qualquer forma, caso o(a) Sr(a). não deseje usufruir dos serviços e comodidades presentes em um provedor de acesso completo, poderá continuar utilizando o A. Telecom, o que não requer qualquer providência de sua parte.”

É o que eu recomendo, que o assinante não usufrua de serviços e comodidades que já são oferecidos gratuitamente na internet. Essa história de “provedor de acesso completo” é uma piada. Torço para que outras operadoras de banda larga – notadamente a Oi, dona do Velox – percam na Justiça o direito de impôr a necessidade de um provedor de acesso.

É inútil, desnecessário e completamente obsoleto.