O último grande problema que a indústria da TV 3D vai ter que enfrentar é com relação ao posicionamento dos menus e guias de programação. Parece ser uma questão trivial, mas há muita matemática e ciência por trás dessa decisão.

As empresas 3ality Digital e Nagravision já estudam formas de ter um menu que seja também em terceira dimensão. Uma vez que o espectador está usando os óculos especiais, por exemplo, não deverá tirá-los toda vez que decidir acessar o menu.

Normalmente um menu tem seu posicionamento definido pelos eixos X e Y. No caso da televisão em três dimensões isso duplica: são dois eixos X e dois eixos Y, uma vez que a imagem 3D que o olho humano reconhece é resultado da combinação de duas imagens capturadas simultaneamente.

Frank Dreyer, responsável pela equipe de eletrônicos de consumo da Nagravision, disse à Wired que atualmente são usadas transparências e sombras, entre outros recursos, para exibição dos menus e guias de programação. Na televisão 3D isso não será possível, porque “o vídeo não é um pedaço de vidro atrás do menu”. A profundidade do que é apresentado passa a ser uma preocupação constante, e o mau uso desses efeitos pode causar cansaço visual e náusea.

Menu para televisão 3D desenvoldivo pela 3ality Digital e a Nagravision. Clique para ampliar. (Wired)

Menu para televisão 3D desenvoldivo pela 3ality Digital e a Nagravision. Clique para ampliar. (Wired)

Para tentar evitar o problema, a 3ality Digital pretende incluir metadados sobre a configuração espacial das imagens já na transmissão, em cada quadro do vídeo. Assim, esse processamento complexo não ficará a cargo do receptor de TV 3D. De qualquer forma, set-top boxes com tal funcionalidade custarão entre US$ 200 e US$ 250 (entre R$ 350 e R$ 450) para serem feitas.

Ah, os pesquisadores da TV em três dimensões também ainda não descobriram uma forma cem por cento eficaz de exibir legendas. Por enquanto, teremos filmes ou vídeos em 3D somente dublados. [Wired]

A nova tecnologia queridinha das empresas de cinema é a reprodução de filmes em três dimensões, mas não por muito tempo. Isso porque a Sony quer começar a vender televisores com reprodução do 3D já em 2010.

Quem não deve ter gostado muito dessa informação são os grandes grupos de salas de cinema. Eles vêm investido ao longo dos anos no 3D, um diferencial que só o cinema pode oferecer frente ao aumento da pirataria graças à internet.

Mas a Sony, que é dona de estúdio de cinema, quer mais: quer que você tenha uma TV com 3D daqui a um ano. O diretor-executivo da companhia, Howard Stringer, pretende anunciar em breve uma linha completa de produtos voltados para essa nova tecnologia. Estão previstos televisores Bravia, PlayStations 3, notebooks Vaio e leitores de Blu-ray com capacidade de reproduzir o ambiente 3D.

Um dos problemas que equipamentos com reprodução de 3D poderão enfrentar é a falta de padronização do mercado. Lembra-se da recente briga entre Blu-ray e HD-DVD, na qual o primeiro levou a melhor? A tecnologia 3D vai pelo mesmo caminho, pois vários formatos estão disponíveis para adoção pelas empresas fabricantes de eletrônicos.

Enquanto o 3D não chega à sua televisão, fique com trailer de “Avatar”, filme de James Cameron que foi filmado com a melhor tecnologia de cinema 3D existente (assista em HD). O filme tem estreia em 18 de dezembro.

[Times]

Oi TV: R$ 49,90 mensais.

Oi TV: R$ 49,90 mensais.

A operadora de telefonia Oi começou timidamente a venda de pacotes de sua TV por assinatura no Rio de Janeiro. Com isso, a empresa se junta à Net, que também vende assinaturas de TV por assinatura, internet banda larga (Net Virtua) e telefonia (através de VOIP da Embratel). A diferença é que a Net utiliza cabo, enquanto que a Oi TV tem transmissão via satélite (DTH).

O pacote mais básico da Oi TV inclui os canais Cartoon Network, Disney Channel, Nickelodeon, Discovery Kids, Rá-Tim-Bum, TNT, Sony, Warner, Fox, Fox Life, FX, Space, A&E, Discovery, Channel, National Geographic, Animal Planet, History Channel, E!, Infinito, Vh1, TruTV, Discovery Home & Health, ESPN Brasil, Woohoo e Record News, além dos canais abertos Cultura, RedeTV e Record. Esse pacote é vendido por R$ 49,90, mas no primeiro ano sai por R$ 29,90.

Outros grupos de canais, chamados de “Diversos”, “HBO”, “HBO/MAX” e “Pimenta” poderão ser adicionados à grade de programação, conforme o desejo do assinante. Cada um desses grupos terá um custo específico, que atualmente varia de R$ 14,90 a R$ 29,90.

Embora a empresa faça anúncios dizendo que não cobra multas, caso o assinante desista de ter a Oi TV antes do prazo de um ano, deverá pagar R$ 20,00 por cada mês que estiver faltando (a taxa de adesão integral é de R$ 240). A própria atendente da Oi TV que falou com a reportagem do TB News utilizou o termo “multa”, mas se corrigiu imediatamente depois. No momento não há disponibilidade de contratação de pontos extras.

Uma fonte do TB News ligada à Oi confirmou que funcionários da empresa puderam se inscrever num programa de testes da Oi TV, pelo qual não pagariam nada nos três primeiros meses e receberiam o decodificar de sinal em casa. A oferta inicial de canais para funcionários da empresa inclui 63 opções (8 são canais abertos), que poderão ou não ser mantidas mais tarde.

Confira abaixo algumas imagens obtidas com exclusividade pelo Tecnoblog:

Oi TV: interface utiliza roxo como cor predominante.

Oi TV: interface utiliza roxo como cor predominante.

Oi TV: grade de programação.

Oi TV: grade de programação.

Oi TV: tela com especificações do decodificador.

Oi TV: tela com especificações do decodificador.

Atualização às 14:47: Algumas informações foram adicionadas ao texto.

O site de vídeos Hulu, principal concorrente do YouTube (ao menos nos Estados Unidos) começou a receber conteúdo produzido pela rede de televisão ABC. Com isso, a emissora do grupo Disney junta-se a PBS, Universal Channel, FX, E! e G4, dentre outros provedores de conteúdo.

“Grey’s Anatomy”, série de drama passada em um hospital, é o primeiro programa da ABC a ser disponibilizado gratuitamente no Hulu. Em breve as séries “Desperate Housewives” e “Scrubs”, ambas da ABC, também devem ser adicionadas à biblioteca de vídeos à qual os usuários do site têm acesso.

TB News acessou a página inicial do Hulu e pôde conferir “Grey’s Anatomy” como primeiro destaque do site. Curiosamente, ele é apresentado com o apoio do Bing, buscador lançado recentemente pela Microsoft. No entanto, não foi possível assistir ao episódio, uma vez que o conteúdo do Hulu só pode ser visualizado por quem acessa o site a partir dos Estados Unidos.

Resta saber quando nós, brasileiros, poderemos visualizar os vídeos do Hulu sem depender de artifícios como proxies. Também resta saber quando “Lost”, a série mais comentada da atualidade e produzida pela ABC, chegará ao site. [CNET News]

[Atualização às 20:45] Por enquanto, o mais próximo do Hulu que os brasileiros têm é o Mundofox. Nesse site há conteúdo dos canais Fox, FX, National Geographic e Speed e do site Bem Simples. Episódios completos de “Uma Família da Pesada”, por exemplo, podem ser encontrados no Mundofox.

Pelo menos na opinião de Richard Doherty um especialista da área, que trabalha para a Microsoft. Segundo ele, em 5 anos todo o tipo de conteúdo estará acessível através de streaming ou discos rígidos locais.

Colocando os pés no chão devo admitir que ele foi bem otimista quanto ao prazo, mas a idéia segue realmente o rumo que estamos tomando. Com a popularização da HDTV e da internet, é bem provável que em breve surjam sites ao estilo “locadoras online”, oferecendo streaming de filmes em alta definição. Com o controle remoto bastaria acessar o acervo de filmes disponíveis, onde você pode selecionar os que quer assistir, e paga um certo valor por uma quantidade de exibições.

Neste dia seus filhos estarão rindo do seu tempo jurássico, provavelmente não se conformarão com o fato de termos que esperar semanas para alugar uma “fita de vídeo” (dublada ou legendada), só porque era um “super-lançamento” e todas as unidades já estavam locadas. :lol:

Via: Slash Gear

O governo brasileiro está acelerando as providências para concretizar o acordo Brasil-Japão, o qual estabelece o padrão japonês de TV digital para o Brasil.
O mercado brasileiro estava sendo disputado, além do padrão japonês, o padrão tecnológico da TV digital americana e européia.
Depois da visita do presidente da França Jacques Chirac ao Brasil, semana passada, o governo pediu para o Japão definir a data onde autoridades e empresários japoneses do setor de comunicação poderão assinar os acordos da TV digital japonesa no Brasil, numa cerimônia em Brasília. Foi por causa da visita do presidente francês que os entendimentos foram interrompidos a fim de evitar um mal-estar com esta situação, pois Jacques Chirac, presidente da França, em sua agenda em Brasília incluiu a defesa do padrão digital europeu.
Agora, o Comitê de Desenvolvimento do Sistema Brasileiro de TV digital, está trabalhando com a idéia de um texto em que se defina o padrão tecnológico e as regras para a transição do sistema analógico para o Digital.Com os acordos assinados, o Brasil não mais exige, por exemplo, um compromisso firme com a instalação de uma fábrica de semi condutores.
A TV digital é uma grande tecnologia. Seus recursos e utilidades irão beneficiar nós, brasileiros, assim como encantou diversos consumidores do mundo inteiro.