Envolvido numa briga com o governo chinês desde o começo do ano, quando identificou que algumas contas de e-mail de defensores do direitos humanos haviam sido invadidas, o Google anunciou que retomará as conversas com o governo local para decidir o futuro de seus negócios no país.

Na ocasião o gigante da web anunciou que deixaria de respeitar os bloqueios do Grande Firewall da China e que começaria a exibir páginas censuradas pelo governo em seu sistema de buscas, o que gerou certa comoção entre a população local. Apesar de todo falatório, durante todo esse período a página de buscas continuou respeitando as leis locais e a filtrar os resultados.

As negociações foram interrompidas por conta do recesso do ano novo chinês, que aconteceu na última semana. Em sua volta ao trabalho, o governo local aproveitou a oportunidade e resolveu aumentar ainda mais o controle sobre a rede no país, agora exigindo documentos e um registro especial para qualquer pessoa que queria produzir ou fazer manutenção em um site hospedado por lá. [Register]

A Pornografia na China é inimiga do Governo

Um estudante chinês recebeu um prêmio equivalente a R$ 2.500 por ter denunciado 32 sites pornográficos às autoridades chinesas.

O prêmio é parte de um programa do governo que incentiva internautas a procurar e denunciar sites pornográficos. No primeiro mês da campanha, mais de 60 mil sites foram denunciados.

O estudante, não identificado, alega que a pornografia influenciou negativamente seu desempenho nos estudos.

“No passado, quando eu estava no ensino médio, eu costumava ter notas boas o suficiente para entrar em uma boa universidade. Foi pela influência da pornografia na internet que eu consegui apenas entrar em uma escola profissionalizante”

A China mantém uma censura muito rígida da internet — em um sistema conhecido como “The Great Firewall of China”, um trocadilho com o nome da Grande Muralha em inglês — e em 2009 prendeu mais de 5.000 pessoas em ações para coibir a pornografia na internet. [AFP]