Se zumbis fossem reais e existisse um vírus que infectasse apenas empresas web, a lista certamente começaria com a Tr.im. Eles já morreram e voltaram à vida mais vezes do que deveriam (uma vez) e hoje um ouvinte do podcast americano Buzz Out Loud apontou que eles se jogaram na cova novamente.
Em um aviso nada dramático publicado no site, eles dizem que decidiram novamente fechar o site por causa da constante batalha travada contra spammers, que resultava em ameaças de cancelamento do plano de hospedagem por parte dos servidores. Eles também informam que o redirecionamento vai continuar funcionando até 2011, mas que não é mais possível criar URLs curtas usando o serviço e ainda pedem que os desenvolvedores que integraram o serviço nos seus programas que o retirem.
Diferente da vez anterior, nenhuma empresa se prontificou a hospedá-lo ou arquivar as URLs antigas. Resta saber se dessa vez eles sofreram mesmo um headshot ou se o vírus zumbi vai fazê-los ressurgir das cinzas novamente em algum ponto no futuro.
Esse pessoal do Tr.im está mesmo indeciso. Primeiro decidiram encerrar o serviço, colocando toda a culpa no Twitter, que adotou o Bit.ly como encurtador oficial de URLs. Um dia depois, voltaram atrás e avisaram que iriam manter o serviço sim. Dessa vez, a notícia é que o Tr.im se tornará um serviço com código aberto.
O criador do site, Eric Woodward, disse ontem que é perigoso deixar o valioso tráfego de dados proveniente de URLs “encurtadas” na mão de apenas uma empresa (em referência à Bil.ly). Ele pretende abrir o código-fonte do Tr.im para que qualquer pessoa possa usá-lo, e espera ver na comunidade open source apoio ao novo Tr.im.
Se tudo der certo, Woodward pretende ganhar entre 5% e 10% do mercado de encurtadores de URL com um Tr.im descentralizado. Atualmente o Bit.ly é responsável por incríveis 80% de market share. O criador disse que poderá bancar o novo Tr.im do próprio bolso se for necessário.
Enquanto isso, no Brasil nós temos o Migre.me, da Kingo Labs. [CNET]
Lembra do serviço encurtador de URLs que anunciou o encerramento de suas atividades ontem por falta de banda? Então. As mesmas pessoas que se importaram com o fechamento dele ficarão felizes em saber que o Tr.im encontra-se em estado de zumbi: voltou dos mortos. Já é possível criar novamente mini-URLs através do site, e todas as outras criadas até agora não vão mais parar de funcionar a partir do dia 31 de dezembro deste ano.
No anúncio da reativação no blog oficial, a Nambu (empresa criadora do Tr.im) avisa que vai continuar com o serviço devido “à resposta esmagadora do público e o imenso apoio recebido, tanto em aberto quanto em mensagens privadas”. Ela rejeitou o oferecimento da Betaworks de hospedar os links criados até o dia do fechamento, para evitar que eles parassem de funcionar e não levassem a lugar nenhum. Até apareceram rumores de que a Nambu planejava vender o serviço por 100 mil dólares para quem quisesse pagar.
Eles ainda afirmam que o Twitter criou um monopólio por terem adotado o Bit.ly como encurtador de URLs padrão do serviço de microblogging. E que isso tudo não foi só um golpe de publicidade para atrair a atenção da mídia para o Tr.im, não. A preocupação com banda e impossibilidade de monetização eram genuínas, eles garantem. [Mashable]
Com a popularização do Twitter, serviços de encurtamentos de URL começaram a pipocar por toda a internet. O objetivo da maioria deles é diminuir a quantidade de caracteres na mensagem e deixar espaço para mais informação. São sites como o Bit.ly ou Tinyurl. O Tr.im (domínio que faz alusão à palavra inglesa trim, que quer dizer ‘aparar’) era um deles. Na noite de ontem (9), o serviço anunciou que irá encerrar suas atividades na web.
Em um post no blog do Tr.im, as razões para o fechamento são expostas: altos custos com hospedagem e banda e o fato de ser impossível monetizar um serviço de encurtamento de URLs. Obviamente, quem escreveu o post não conhece o genial Jonny Ken, CEO do Kingolabs e criador do Migre.Me, que deixou seu emprego ‘normal’ para se dedicar somente aos projetos na web.
Segundo um aviso na página inicial do Tr.im, todas as URLs criadas até agora através dele continuarão funcionando normalmente até o dia 31 de dezembro deste ano. A Nambu Networks, empresa criadora do serviço, deverá focar agora suas energias no desenvolvimento e atualização dos aplicativos lançados por ela para o Mac OS X e o iPhone. [Cnet]
[Atualização às 7:50]: De acordo com um email enviado ao blog de mídias sociais Mashable, uma das empresas investidoras do Bit.ly, a Betaworks, entrou em contato com o fundador do Tr.im e ofereceu hospedagem de todo o serviço a partir de amanhã. Não se sabe ainda se a oferta foi aceita.