(foto: theverge.com)

Enquanto você sonha com a sua próxima televisão LCD de 42 polegadas ou algo assim para ostentar em lugar nobre na sala de casa, a Sharp vem sambar na cara da sociedade tech ao apresentar um novo televisor com tecnologia LED de nada menos que 80 polegadas. Baba, baby, já dizia aquila música da qual eu deveria ter vergonha de usar como referência em um artigo cá no TB.

Enfim, voltemos a falar da Quattron TV modelo LC-80LE844U. Leia mais

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A grande maioria dos cinemas hoje em dia exibe filmes por meio de projetores capazes de gerar imagens de resolução 2k ou 4k. A primeira são 2048 x 1080 pixels, enquanto que a segunda garantem 4096 x 2160 pixels de visualização, mas normalmente são exibidas em telas de vários metros quadrados. A Toshiba anunciou na IFA 2011 que conseguiu espremer algo perto dessa nada gigante resolução de tela em meros 55 polegadas da sua mais nova TV 3D. Leia mais

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Ainda que o filme Avatar, de 2009, tenha formado filas literalmente quilométricas nas portas dos cinemas e que desde então diversos estúdios estejam investindo maciçamente na produção de títulos em três dimensões (mesmo que o público não mostre mais o interesse de antes), a popularidade e o interesse pelo formato nas salas de TV de todo o mundo não tem correspondido às expectativas das fabricantes de aparelhos de televisão. Leia mais

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Falta pouco para encerrarmos esse ano de 2010, mas ainda há tempo para rever quais foram os assuntos que mais chamaram a atenção de nossos colunistas e autores convidados durante esse ano. Seguindo a série especial TB Retrô, hoje a 7gente publica aqueles artigos de opinião e as participações especiais (chique, não?) que mais chamaram a atenção em 2010.

São análises perturbadoras, opiniões contextualizadas e muito mais, que nós tivemos o prazer de publicar. Porque para o TB não basta dar a notícia, mas também aprofundá-la, oferecer opinião, tudo com muito bom humor, a nossa marca registrada! E desde já: obrigado a todos aqueles que passaram por aqui em 2010, com suas palavras interessantes. Sem dúvida nenhuma foi um prazer particular editar e publicar posts tão interessantes.

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Os geeks que curtem 3D e foram amaldiçoados com algum problema ocular, como miopia, só tinham uma alternativa para assistir vídeos em três dimensões nas TVs que precisam de óculos: usar os benditos por cima dos seus óculos de grau. Enquanto que a grande maioria deles se encaixa sem muitos problemas por cima dos óculos normais, é natural sentir um incômodo ao usá-los. Mas a Samsung parece ser a primeira fabricante a pensar nos pobres indivíduos (me incluo aqui).
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A LG disparou hoje um comunicado no qual saúda a chegada da sua primeira linha de televisores com tecnologia 3D no país. Por alguns milhares de reais, os brasileiros poderão desfrutar o que há de melhor nesse novo mercado de televisores – e conteúdos – em três dimensões.

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A Sony anunciou a nova série Bravia 2 KDL, consistindo de três modelos de televisão 3D com gravador de Blu-Ray e disco rígido embutido.

As três TVs 3D têm resolução full HD, um gravador e reprodutor de Blu-Ray (que reproduz Blu-Rays 3D), disco rígido de 500 GB, dois sintonizadores de TV, tela retroiluminada por LEDs, dois alto-falantes (de 10 W cada), três interfaces HDMI e uma porta USB. Os óculos 3D precisam ser comprados separadamente.

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O sucesso recordista de Avatar – e antes disso, aquele hype inédito ao em torno do seu lançamento – trouxe a imagem em três dimensões de volta à consciência popular. A tecnologia e sua aplicação no mundo do entretenimento não são nenhuma novidade (acredite se quiser, o cinema 3D é quase tão velho quando o próprio cinema; a coisa foi um furor nos Estados Unidos nos anos 1950), mas foi apenas com o blockbuster de James Cameron que se percebeu que a técnica podia ser mais do que um simples truque e se integrar de forma essencial à apresentação do filme.

As feiras de eletrônicos desse ano refletiram a tendência, com várias fabricantes apresentando seus modelos de televisores com recursos 3D. Não demorou muito para que se sugerisse que consoles da próxima geração implementassem algum tipo de funcionalidade em terceira dimensão. O que não esperávamos é que o primeiro console a exibir esse tipo de tecnologia seria um portátil.

A Nintendo anunciou na semana passada que estará apresentando seu próximo console portátil, o apropriadamente nomeado Nintendo 3DS, na próxima E3 em junho. Ao contrário do que acontecia naquela usual corrida armamentista de revisões do hardware (uma tendência infeliz que se tornou lugar comum nesta geração, com o PSP e o DS recebendo várias recalchutagens mas permanecendo essencialmente o mesmo videogame), este será o sucessor de verdade do Nintendo DS. Um novo console.

Eu estava sem ter a menor ideia de como isso funcionaria num portátil – e ainda por cima, sem nenhum tipo de óculos especiais -, até ver este vídeo. O jogo em questão é o Rittai Kakushi e Attakoreda, um título exclusivo para DSiWare no Japão. O jogo usa a câmera para detectar o movimento do DSi, e sincronizar as inclinações com as imagens na tela. Funciona de forma interessante, considerando que é meio que uma gambiarra tecnológica para atingir o efeito de profundidade. O 3DS, imagina-se, funcionará de forma melhor.

Eu realmente espero que isto não seja a única carta na manga da Nintendo. Avatar e seus fãs a parte, o 3D continua sendo um truque visual bastante raso – não é a toa que o único software que utiliza tecnologia similar no console é um simples “ache o objeto escondido movendo o console”. Claro que o potencial de uma plataforma voltada inteiramente para essa tecnologia seria muito mais amplo, e desenvolvedores criativos talvez consigam integrar os visuais em terceira dimensão com o gameplay de forma que a adição dos efeitos não pareça um truque vazio. Apesar disso, eu não tenho grandes esperanças para esse console.

Só poderemos avaliar com propriedade em junho, quando o console for apresentado ao mundo. Até lá, manterei meu usual otimismo cuidadoso, que é uma forma de dizer que prefiro não me empolgar muito, mas quem sabe esse troço acaba sendo bem legal?

A despeito dos erros do passado (e não foram poucos), temos que tirar o chapéu para Nintendo pelo seu histórico de inovação. Da criação do D-Pad ao Wiimote, passando pelo DS e sua tela de toque, a Nintendo se preza em trazer ares de mudança aos paradigmas estabelecidos no mundo do videogame. Quem sabe essa não é a próxima grande sacada da Big N?

Contanto que não seja outro Virtual Boy – o console “portátil” e 3D que foi descontinuado em menos de um ano, causava dores de cabeça e teve apenas 22 jogos. O natimorto Virtual Boy praticamente matou a carreira do brilhante Gunpei Yokoi, que é o pai do Game and Watch, do Game Boy, e da franquia Metroid.

Vamos cruzar os dedos, porque seria trágico se a Nintendo pontuasse cinco anos de sucesso inédito com outro fracasso como aquele.

2010 é o ano da indefinição da TV 3D, anote na sua agenda. Até é uma evolução tecnológica incrível para o entretenimento doméstico, mas acredito que existem algumas pedras no caminho da terceira dimensão – pelo menos por um ou dois anos.

Transmissão em 3D sem os óculos especiais (a menos que você tenha um).

A primeira boa notícia é que parece não existir uma guerra de padrões do tipo “meu 3D é melhor que o seu” como já ocorreu na ultrapassada disputa entre Blu-ray e HD-DVD. Existem, entretanto, diferenças entre as tecnologias dos óculos usados pelos fabricantes, o que deve causar uma certa dor de cabeça na hora da compra: um modelo de um fabricante provavelmente não vai funcionar na TV do concorrente. Ossos do ofício – já que os grandes dessa indústria (Panasonic, Sony, Samsung, LG) já disseram que vão usar óculos 3D com tecnologia de transmissão ativa (LCDs nos óculos, controlados por um transmissor infravermelho, abrem e fecham cortinas de maneira tão rápida que enganam seu cérebro e criam o efeito 3D).

Uma má notícia para os empolgados que foram assistir “Avatar” e roubaram os óculos 3D da sala. Eles não vão funcionar com essas TVs mais novas. Existem, claro, métodos de transmissão que funcionam com esses óculos “passivos” (a mágica acontece na TV direto, não nos óculos), mas a diferença é brutal para os olhos. Explico: fui assistir à transmissão da Fórmula Indy aqui em São Paulo num bar com várias telas 3D.

Grande parte da audiência estava com óculos passivos vendo as imagens numa TV “genérica” (até esconderam a marca, mas era da coreana Hyundai). Imagens impressionantes, com profundidade no autódromo/sambódromo – diferente do cinema, onde você tem a impressão de que as imagens “vêm” até você, na corrida foi o contrário – era como um daqueles livros pop-up saltando aos seus olhos. Em outra área do bar, duas TVs da Sony com óculos ativos. Que diferença! Tinha a profundidade de campo e a imagem não perdia resolução.

Apesar de os principais fabricantes de TVs já terem o lançamento de modelos 3D ainda este ano, incluindo o Brasil (prepare seu bolso!), o 3D em casa esbarra em um grande problema: o conteúdo. Apesar de emissoras estarem testando em todo o mundo – e aqui, Globo e Band – tecnologias de captura em 3D, não acredito, a curto prazo, que veremos o Jornal Nacional em 3D. Talvez a Copa do Mundo mude algo (torço por jogos 3D ao vivo nos cinemas), mas ainda é muito cedo mesmo. Por isso o “indefinição do 3D” lá no primeiro parágrafo.

Num país como o nosso onde TV de tubo ainda vende horrores e a transição do HD (720p) para o Full HD (1080p) mal começou, talvez sonhar com o 3D seja algo para o futuro mesmo. É um caminho natural, mas sem conteúdo e sem acesso generalizado do público, nada feito.

O último grande problema que a indústria da TV 3D vai ter que enfrentar é com relação ao posicionamento dos menus e guias de programação. Parece ser uma questão trivial, mas há muita matemática e ciência por trás dessa decisão.

As empresas 3ality Digital e Nagravision já estudam formas de ter um menu que seja também em terceira dimensão. Uma vez que o espectador está usando os óculos especiais, por exemplo, não deverá tirá-los toda vez que decidir acessar o menu.

Normalmente um menu tem seu posicionamento definido pelos eixos X e Y. No caso da televisão em três dimensões isso duplica: são dois eixos X e dois eixos Y, uma vez que a imagem 3D que o olho humano reconhece é resultado da combinação de duas imagens capturadas simultaneamente.

Frank Dreyer, responsável pela equipe de eletrônicos de consumo da Nagravision, disse à Wired que atualmente são usadas transparências e sombras, entre outros recursos, para exibição dos menus e guias de programação. Na televisão 3D isso não será possível, porque “o vídeo não é um pedaço de vidro atrás do menu”. A profundidade do que é apresentado passa a ser uma preocupação constante, e o mau uso desses efeitos pode causar cansaço visual e náusea.

Menu para televisão 3D desenvoldivo pela 3ality Digital e a Nagravision. Clique para ampliar. (Wired)

Menu para televisão 3D desenvoldivo pela 3ality Digital e a Nagravision. Clique para ampliar. (Wired)

Para tentar evitar o problema, a 3ality Digital pretende incluir metadados sobre a configuração espacial das imagens já na transmissão, em cada quadro do vídeo. Assim, esse processamento complexo não ficará a cargo do receptor de TV 3D. De qualquer forma, set-top boxes com tal funcionalidade custarão entre US$ 200 e US$ 250 (entre R$ 350 e R$ 450) para serem feitas.

Ah, os pesquisadores da TV em três dimensões também ainda não descobriram uma forma cem por cento eficaz de exibir legendas. Por enquanto, teremos filmes ou vídeos em 3D somente dublados. [Wired]