As vendas do Nexus One estão bombando. No mau sentido.

De acordo com a empresa de pesquisa de mercado Flurry Analytics, o Google vendeu apenas 80 mil unidades do smartphone Nexus One em seu primeiro mês no mercado, desempenho nem um pouco animador quando comparado ao ritmo que seus principais concorrentes saíram das prateleiras quando chegaram às lojas.

Lançado em 2007, o iPhone vendeu 600 mil unidades em seu primeiro mês, enquanto o Motorola Droid – lançado no último mês de novembro e também equipado com o sistema operacional Android – teve 525 mil unidades vendidas em sua estreia.

Um dos principais motivos para tamanho fiasco seria o modelo de vendas adotado para o aparelho, que só está disponível para vendas em uma única página da web. Na ocasião de seu lançamento, Eric Schmidt, presidente do Google, afirmou que o Nexus One “mudaria a maneira que as pessoas comprariam seus telefones”.

Pelo visto, até o momento, ele estava errado.

O Nexus One deve chegar do Brasil no segundo semestre, mas nenhuma palavra ainda foi dita a respeito de como ele será comercializado. [Dow Jones]

Apesar da crise do começo do ano, o final de 2009 registrou o maior aumento na venda de computadores domésticos dos últimos sete anos. De acordo com o Financial Times, o crescimento médio da indústria nos últimos meses de novembro e dezembro ficou entre 15% e 22%, estimulado sobretudo pela popularização dos netbooks e de outras máquinas de baixo custo, como os nettops, por exemplo.

Os dados da empresa de pesquisa IDC mostram que a fabricação de computadores aumentou 2,3% do período, enquanto a Gartner aponta um crescimento de 5,2%.

A maior fabricante de computadores do mundo continua sendo a HP, com 23% do mercado global de computadores, seguida, de longe, pela Acer, que tem 13,4% – um crescimento de 28% em relação a 2008. Já a Dell viu seus números caírem 5% e agora tem 12,5% do bolo. Os grandes destaques do ano foram a Lenovo e a Toshiba, com crescimentos de 42% e 30%, respectivamente.

Apple: um milhão de notebooks por mês

Uma fonte da empresa chinesa Quanta, contratada pela Apple para manufaturar a maior parte de seus Macbooks, Macbooks Pro e Air vendidos em todo mundo, afirmou ao site Digitimes que a empresa da maçã aumentou suas encomendas de computadores móveis, que variavam entre 300 e 400 mil unidades no começo de 2009, para um milhão de computadores no final do ano. Essa, inclusive, é a estimativa de vendas para este mês de janeiro em todo mundo.

Segundo a matéria, em 2009 a empresa de Steve Jobs comercializou 7 milhões de computadores, e anda animada com as encomendas – que provavelmente já incluem o vazado Macbook Pro i5. De qualquer maneira, apesar das fábricas operarem em plena carga, a produção deve cair 5% em fevereiro por conta de um tal Ano Novo Lunar que fará a China ter menos dias de trabalho no próximo mês.

Nexus One: devagar

Pelo visto, todo falatório em todo no smartphone Nexus One não fez com que ele se tornasse um sucesso de vendas em sua primeira semana no mercado. De acordo com a empresa de pesquisa de mercado Flurry, em seus primeiros sete dias apenas 20 mil aparelhos saíram das prateleiras, número 12 vezes menor que os 250 mil registrados pelo Motorola Droid e 80 vezes (!!!!) menor que os 1,6 milhão de iPhone 3GS vendidos em suas chegadas ao mercado.

Os motivos para esse insucesso inicial seriam vários. Enquanto a Motorola investiu inéditos US$ 100 milhões para divulgar seu novo aparelho, sua empresa-mãe, versada em anúncios online, tem preferido ficar longe das mídias tradicionais. Além disso, o sistema de vendas adotado até o momento não ajuda: o Nexus One é apenas vendido diretamente pelo Google aos consumidores, por preços que variam de US$ 529 (R$ 920) para o modelo desbloqueado a US$ 179 (R$ 320) junto de um contrato de fidelização com a operadora T-Mobile.

“O alto preço do aparelho desbloqueado, somado ao fato que ele vem sendo considerado uma ‘evolução’, e não uma ‘revolução’ no segmento talvez mostre que o Google não tenha se esforçado ao máximo para fazer com que o Nexus One fosse um ‘estouro’ em suas primeira semanas”, aponta o relatório, que acredita que as vendas irão deslanchar nas próximas semanas. [Phone+]

O IDC Brasil divulgou que no terceiro trimestre deste ano o Brasil vendeu 2 milhões de computadores para o consumidor final, uma alta de 8,5% em relação ao mesmo período do ano passado. A alta se deve principalmente ao mercado de notebooks que representou cerca de 41% das vendas totais.

A previsão é que o ano feche com 11,4 milhões de PCs vendidos, queda de 4% em relação a 2008, puxadas para baixo pela queda de 19% nas compras do mercado corporativo. O varejo deve apresentar este ano um aumento de 8% nas vendas. O mercado corporativo sofreu essa queda justamente por causa da crise do final do ano passado que é quando boa parte das empresas faz o planejamento do ano seguinte.

Para 2010 o IDC prevê um aumento de 12% no mercado de computadores o que equivale a 12,7 milhões de unidades, número que inclui o mercado corporativo. Hoje o Brasil é o sexto maior mercado mundial de PCs. Concretizadas as previsões passaremos para quinto em 2010. [BlueBus e G1]

Kindle 2

Kindle 2

O leitor de e-books da Amazon, o Kindle, bateu recordes de vendas no mês de Novembro de 2009, segundo a empresa americana. Além disso a Amazon informa que o Kindle é o produto que mais vende e continua como o mais desejado e presenteado item em todas as categorias de sua loja virtual.

Mas como bem pontuou o ZDNet, apesar da notícia ser interessante e ganhar manchetes em todos os sites de tecnologia, a Amazon nunca mostra os números. Vende bem, mas quanto? Aproveitando a crítica o ZDNet também diz que essa notícia é na verdade uma tentativa de ofuscar o lançamento do Nook, produto concorrente da Barnes & Noble, que acontece ainda essa semana.

Recentemente o Kindle passou a ser vendido oficialmente fora dos EUA. O Brasil foi contemplado. O preço do leitor de livros aqui está ao redor de mil reais, já incluindo os impostos.

A guerra pelo mercado de e-books está só começando. Além de vários concorrentes como a Sony, recentemente o Google anunciou que pretende entrar neste mercado com uma plataforma mais aberta. Aliás essa é uma discussão interessante. A Amazon tem a plataforma líder de mercado mas fechada. E o Google Editions – esse é o nome do sistema da gigante de Montain View – vem com um sistema aberto e menos restrições. Quem vencerá? [ZDNet e Yahoo! Finance]

oldpc-main_FullApesar de sua versão física estar saindo bem das lojas, o sucesso de crítica do Windows 7 não fez com que as vendas de computadores aumentassem consideravelmente em todo mundo. De acordo com o The Inquirer um dos principais motivos seriam que as grandes empresas – maiores compradores de hardware do mundo e geralmente desconfiados com atualizações de software – ainda   estão esperando a poeira baixar para decidir se vão (ou não) finalmente abandonar o decano Windows XP.

A velha crença que os sistemas da Microsoft só funcionam direito depois do primeiro Service Pack também não ajuda, apesar do Windows 7 rodar muito bem desde sua primeira versão, aponta a matéria. Mas o banco de investimento Morgan Stanley não acredita um aquecimento bruscos das vendas de computadores a médio prazo, já que “o  número de computadores obsoletos nas corporações foi superestimado” em sua opinião (lembrando que esse mesmo banco foi um dos responsáveis pelo estouro da crise financeira, talvez essa análise negativa seja uma boa notícia).

Já  a Intel e a Microsoft, claro, acreditam que as vendas de máquinas devem aumentar consideravelmente no ano que vem, se consolando, principalmente, nos mercados da América Latina e China, que andam especialmente aquecidos de uns tempos para cá.

Bom lembrar que três semanas depois de seu lançamento, dados da empresa de pesquisa NetApplications mostram que 2,15% das máquinas conectadas em todo mundo já rodam o Windows 7, o mesmo que todas as distribuições do Linux e do Mac OSX Snow Leopard somados. Já o Windows XP segue tranquilo como o mais popular da rede, presente em 70% dos PCs.

Depois de passar três anos na defensiva por causa de seu criticado Vista, os ares parecem ter mudado lá para os lados da Microsoft. Sucesso de crítica, as vendas globais do Windows 7 superaram as de seu antecessor em 234% nos primeiros dias de comercialização, como a empresa afirma em um post em seu blog.

Os dados, levantados pela empresa de pesquisa de mercado NPD, mostram que apesar de sair mais rapidamente das lojas o lucro proporcional da Microsoft não foi tão grande: “descontos agressivos dados no pré venda e a falta de promoção da versão Ultimate (mais cara, e, conseqüentemente, mais rentável) fizeram que a arrecadação no período fosse 82% maior do que a do Vista”. De qualquer maneira, acho que o Steve Ballmer não irá perder o sono por causa disso.

Mas nem tudo são flores. Agora vamos dar uma olhada na tabela das versões mais vendidas do Windows 7:

windows7vendasshotComo é possível notar, as três versões mais vendidas do sistema operacional NÃO ESTÃO disponíveis para o consumidor tupiniquim: os upgrades para as versões Home Premium e Professional e o pacote família com três licenças.

#ficadica, Microsoft Brasil.