Que os próximos celulares da Samsung rodarão o sistema operacional bada, já sabemos. Mas até agora a fabricante não havia liberado um kit de desenvolvimento público que permitira criar aplicativos nativos para a plataforma. Eles estavam restritos a parceiros da empresa. Ao que parece esse pequeno problema foi corrigido ontem.

Com a liberação da SDK, programadores registrados no sistema de desenvolvimento poderão finalmente explorar as possibilidades do processador de 1GHz do Samsung Wave, o primeiro smartphone da empresa a usar o sistema operacional bada.
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waveO Google Wave liberou essa semana mais um monte de convites para sua estranha ferramenta. A única dica para a quantidade de convites liberados é o título do post no blog oficial do Wave que diz que 1 milhão de selos foram lambidos e continuam contando

Mas talvez o motivo destes novos 1 milhão de convites seja outro… o mercado negro de convites do Wave que invadem o eBay, Mercado Livre e outros lugares da rede. Lá no final do texto o Google observa que os convites para Wave são gratuitos e que você não precisa e não deve se submeter à compra deles ou ainda enviar seu email para estranhos na troca de um convite.

Segundo eles todo mundo que pediu pelo site deles (peça o seu aqui) recebeu convites e também agora seus conhecidos que já tenham Wave provavelmente poderão convidá-lo.

A ferramenta ainda está em um estágio alpha, bem crua. Deve se tornar um sistema de colaboração interessante. E o Google está investindo pesado neste caminho. Só ver que na semana passada comprou a AppJet que tem uma solução semelhante mas que agora vai virar tudo Wave. [Mashable]

Desde que o Twitter caiu no gosto do povo sua célebre Fail Whale se tornou uma das mensagens de erro engraçadinhas mais conhecidas da rede, mas qualquer pessoa acostumada aos serviços do Google sabe que a empresa também é chegada em fazer brincadeiras enquanto as coisas vão mal em seus servidores. Um caso é o clássico “Bad, bad server, no donut for you” do Orkut, que pouca gente compreendeu completamente.

Com o Google Wave – o famoso serviço de comunicação via web que até agora ninguém entendeu exatamente como funciona e para que serve – a coisa não é diferente. Quando o serviço sai do ar, o usuário dá de cara com essa mensagem:

"Acabou o surfe, cara. O Google Wave está em manutenção. É hora de ficar de boa", numa tradução freestyle

"Acabou o surfe, cara. O Google Wave está em manutenção. É hora de ficar de boa", numa tradução freestyle

Apesar da baleia do serviço de microblog ser mais simpática, impossível negar que o recado do Wave também é bem relax.

Se quiser ver a página ao vivo, clique aqui e confira.

Google Wave em obras

Confesso que não entendi o Google Wave quando ouvi falar dele pela primeira vez. Me pareceu um misto de cliente de e-mail com chat online, e só consegui visualizar seu verdadeiro potencial quando assisti a uma apresentação de Stepnahie Hannon, gerente de produto do Google no Developer Day de São Paulo.

Mas ainda faltava alguma coisa, acredito. O Google, que inventou a moda de convites para serviços na web, desta vez resolveu manter as expectativas baixas, pelo menos por enquanto. Deu acesso aos seus funcionários, distribuiu senhas para desenvolvedores, e só para eles.

O Google tem um bom motivo para manter o Wave fechado: ele é um produto em mutação. Quem trabalha lá afirma, sem sombra de dúvida, que a ferramenta já mudou bastante graças ao feedback dos Googlers. Eu consegui acesso ao Wave num ato de sorte, acredito, e confirmo: é um produto que tem algo diferente, novo, pelo menos a cada duas semanas.

O choque inicial de usar o Wave é inevitável. Para quem passou a vida toda usando clientes de e-mail, webmails e programas de mensagens instantâneas em instâncias separadas, o Wave confunde no começo. Ainda mais para quem tem a conta de developer, já que automaticamente você recebe uma tonelada de mensagens antigas com conversação em vários idiomas e com gente tão perdida quanto eu chegando ao mesmo tempo.

Aos poucos, descobre-se os pequenos prazeres do Wave. Mudar o ícone do seu perfil é um avanço enorme (veja na tela acima que tem um monte de perfis genéricos, sem imagem). Adicionar a Rosy, tradutora, e o Settie, robô de aplicativos, já ajuda um pouco.

Além de ser um produto em mutação, o Wave tem uma rede a crescer. Não conheço quase ninguém que está lá (ei, não sou desenvolvedor, afinal), tenho dois contatos que nunca estão online ao mesmo tempo que eu. O Wave é algo para acompanhar sem pressa. Quando abrir para um teste aberto maior, previsto para setembro, muita coisa será diferente e melhor. Pode apostar.