Windows 7

Windows 7 foi lançado em julho de 2009 pela Microsoft. Sucessor do Windows Vista, ele herda uma série de recursos da versão anterior do sistema, como o visual Aero e a barra lateral (Windows Sidebar). Internet Explorer 7 é o navegador padrão e o Windows Media Player 12 é o software incluso para reprodução de filmes e músicas. Entre os aplicativos novos para W7 estão o Windows Calendar, auxiliar de agenda da Microsoft; Windows Mail, para envio e recebimento de mensagens; e Windows Movie Maker, para edição de filmes no computador de casa.

lemmon_battery_labels_winXPAntes da notícia em si, permitam-me uma breve divagação sobre o motivo da importância do Windows 7 em netbooks. Aqueles que dispensarem essas considerações, sintam-se à vontade para pular os próximos dois parágrafos.

Um dos pontos vitais que exigia o lançamento do Windows 7 como um sistema mais leve (entenda-se, consumindo menos recursos) que o Vista era o crescente mercado de netbooks, os mini-notebooks de tela pequena e configurações humildes que tem por principal função serem super-portáteis para acessar a internet em qualquer lugar. Baratos e práticos, eles formam um dos segmentos que mais cresceu nos últimos tempos, mas viam-se resignados a utilizar o velhinho-que-ainda-dá-no-couro Windows XP ou o não-tão-amado-pelos-leigos-mas-cada-vez-mais-popular Linux.

Nenhuma das alternativas deixava os executivos da Microsoft felizes. Podem estar certos que, em alguma folha de flip-chart em Redmond, numa das primeiras reuniões para definir como seria o sucessor do Vista, leu-se em letras garrafais “MUST RUN ON NETBOOKS!” (“Precisa rodar em netbooks“, em bom português.)

E assim foi feito, e o Windows 7 fez sua primeira aparição pública no ano passado rodando em um netbook da Lenovo. Missão cumprida, mas hoje parece que nem tudo saiu tão bem assim. Segundo testes realizados pelo Laptop Mag, Liliputing e jkOnTheRun, o Windows 7 tem, em média 47 minutos de bateria a menos que seu antecessor do ano de 2001. Confira a tabela completa:

Netbook Win XP Win 7 Diferença
Toshiba mini NB205 9:24 8:51 33min
ASUS Eee PC 1008HA 5:40 4:43 57min
HP Mini 311 5:43 4:52 51min

Para o Toshiba e suas 9h de bateria a diferença pode não ser tão significativa, mas nos demais modelos uma hora a menos de bateria talvez seja um déficit que os proprietários não queiram aturar. Assim, mesmo com o Windows 7, talvez os netbooks garantam uma sobrevida maior que a esperada ao XP. Ou talvez seja só esperar pelo SP1.

zinohd

Da mesma maneira que não dá pra negar que o Windows 7 é parecido com o Mac OS X em vários aspectos, é dificil não olhar para o novo ultracompacto da Dell, o Inspiron Zino, e não lembrar de seu concorrente do lado Apple da força, o Mac Mini.

Medindo apenas 19,7 cm x 19,7 cm e com apenas 8,9 cm de altura, a máquina, que foi apresentada pela primeira vez em agosto, tem 17 opções de cores e outras três decorações “únicas”, apesar de parecidíssimas com as usadas em outras máquinas do fabricante.

Na Europa, o modelo básico pode ser encontrado equipado com processador Intel Atom (não confundir com o AMD Atlhon), 1GB de RAM, 160GB de HD e Windows XP por preços a partir de 249 libras (R$ 715). Já a estrela da festa é o modelo Zino HD, também à venda nos Estados Unidos. Ele é equipado com processador AMD Athlon Neo X2 (não confundir com o Intel Atom… nomes parecidos, chips diferentes) e pode vir com drive de Blu Ray, até 8GB de RAM e 1TB de disco rígido, rodando Windows 7 ou o Ubuntu.

Assim como seu irmão Studio Hybrid, o modelo pode ser usado como media center, ligado a aparelhos de televisão por sua saída HDMI. Nos EUA, os preços partem de US$ 230 (R$ 391), e, como é de se esperar, podem chegar até o infinito.

14pendriveComo já foi noticiado aqui no Tecnoblog, problemas envolvendo a licença GPL de outro aplicativo fizeram com que a Microsoft tirasse do ar sua ferramenta que permitia instalar o Windows 7 a partir de um pen drive USB.

Mas antes de entrar em pânico, calma: ainda é possível resolver esse problema  sem instalar nada em seu computador (desde que ele já rode algum Windows). A dica é da própria Microsoft e tudo o que você vai precisar é de um DVD do Windows 7  e de um pen drive com no mínimo 4GB de capacidade. Acessórios como chapéu de Indiana Jones e trilha sonora são opcionais.

Siga os passos:

-Antes de conectar o pen drive no PC, clique no menu Iniciar, então em Executar. Digite CMD.

-Digite o comando Diskpart. No Windows Vista, o alerta de controle do usuário vai piscar. Confirme. Kepp walking.

-Coloque o pen drive no computador.

-Digite o comando List disk. Todos seus drives aparecerão listados e identificados por números como Disk 1, Disk 2 ou Disk 3 e não por seus nomes, mas é possível reconhecê-los pela coluna size. O Disk 0 costuma ser seu próprio HD.

-Disco devidamente identificado, digite o comando Select disk X (substituindo o X por seu número correspondente).

-Agora digite Clean.

-Digite Create partition primary, então Active.

-Agora é só digitar format fs=fat32 quick. Pronto, a parte complicada está terminada. O pen drive aparecerá em sua lista de discos como Removable Disk. Não o renomeie.

Agora é só colocar o DVD do Windows 7 em seu computador e copiar diretamente todos seus arquivos para a raiz do pen drive, que funcionará como um disco de boot. Com o mesmo processo também é possível instalar o Windows Vista e o XP em computadores, com a diferença que para esse último a capacidade do dispositivo USB é de no mínimo 1GB.

Depois que instalar o sistema em seu netbook com o pen drive, você pode voltar a usá-lo normalmente. É só selecioná-lo, clicar com o botão direito e selecionar Formatar, Restaurar Padrões e Ok.

oldpc-main_FullApesar de sua versão física estar saindo bem das lojas, o sucesso de crítica do Windows 7 não fez com que as vendas de computadores aumentassem consideravelmente em todo mundo. De acordo com o The Inquirer um dos principais motivos seriam que as grandes empresas – maiores compradores de hardware do mundo e geralmente desconfiados com atualizações de software – ainda   estão esperando a poeira baixar para decidir se vão (ou não) finalmente abandonar o decano Windows XP.

A velha crença que os sistemas da Microsoft só funcionam direito depois do primeiro Service Pack também não ajuda, apesar do Windows 7 rodar muito bem desde sua primeira versão, aponta a matéria. Mas o banco de investimento Morgan Stanley não acredita um aquecimento bruscos das vendas de computadores a médio prazo, já que “o  número de computadores obsoletos nas corporações foi superestimado” em sua opinião (lembrando que esse mesmo banco foi um dos responsáveis pelo estouro da crise financeira, talvez essa análise negativa seja uma boa notícia).

Já  a Intel e a Microsoft, claro, acreditam que as vendas de máquinas devem aumentar consideravelmente no ano que vem, se consolando, principalmente, nos mercados da América Latina e China, que andam especialmente aquecidos de uns tempos para cá.

Bom lembrar que três semanas depois de seu lançamento, dados da empresa de pesquisa NetApplications mostram que 2,15% das máquinas conectadas em todo mundo já rodam o Windows 7, o mesmo que todas as distribuições do Linux e do Mac OSX Snow Leopard somados. Já o Windows XP segue tranquilo como o mais popular da rede, presente em 70% dos PCs.

Usuários de netbooks que compraram seus computadores portáteis antes do lançamento do Windows 7 tinham, até ontem (10), a opção de poder comprar e instalar o novo sistema operacional da Microsoft, Windows 7, através de uma ferramenta liberada pela empresa que transformava qualquer pendrive USB em um disco de instalação.

windows7-usb

A ferramenta, chamada Windows 7 USB/DVD Download, foi retirada do ar pela Microsoft depois que um blogueiro percebeu que o código do programa pode ter violado a licença GPL de outro aplicativo, chamado ImageMaster. Rafael Riveira, que escreve no blog Within Windows, cita em um post as várias semelhanças entre os dois programas encontradas por ele.

A licença GPLv2 diz que é permitido modificar e redistribuir o código de programas sob essa licença. Mas para isso, é necessário seguir os termos e condições impostas por ela, como distribuir também o código-fonte do programa que faz seu uso, algo que a Microsoft não fez. Quando foi questionada sobre o incidente, a empresa declarou que “estaria verificando o problema e até que a análise seja completada, o programa deverá ficar fora do ar”. [CNET]

[Atualização às 17:36, dia 15/11]: A Microsoft admitiu que houve violação da licença GPL do programa. A empresa pretende liberar nos próximos dias o código-fonte do programa criado por ela também sob a licença GPL.

Depois de passar três anos na defensiva por causa de seu criticado Vista, os ares parecem ter mudado lá para os lados da Microsoft. Sucesso de crítica, as vendas globais do Windows 7 superaram as de seu antecessor em 234% nos primeiros dias de comercialização, como a empresa afirma em um post em seu blog.

Os dados, levantados pela empresa de pesquisa de mercado NPD, mostram que apesar de sair mais rapidamente das lojas o lucro proporcional da Microsoft não foi tão grande: “descontos agressivos dados no pré venda e a falta de promoção da versão Ultimate (mais cara, e, conseqüentemente, mais rentável) fizeram que a arrecadação no período fosse 82% maior do que a do Vista”. De qualquer maneira, acho que o Steve Ballmer não irá perder o sono por causa disso.

Mas nem tudo são flores. Agora vamos dar uma olhada na tabela das versões mais vendidas do Windows 7:

windows7vendasshotComo é possível notar, as três versões mais vendidas do sistema operacional NÃO ESTÃO disponíveis para o consumidor tupiniquim: os upgrades para as versões Home Premium e Professional e o pacote família com três licenças.

#ficadica, Microsoft Brasil.

"Saúde"

"Saúde"

Apesar da Microsoft afirmar que o Windows 7 é mais seguro que seus antecessores, a empresa de segurança Sophos afirma que talvez a coisa não seja bem assim.

Em um teste com a versão final do sistema operacional, a mesma que chegou às lojas no último dia 22, mostrou que ele foi contaminado por oito das 10 pragas a que foi exposto, e, pior que isso, o Alerta de Controle de Usuário não ajudou muito na hora de impedir que o computador fosse contaminado.

“A falha em bloquear as invasões reforça o alerta aos usuários do Windows 7 que o UAC não é o suficiente para deixar seu computador livre de contaminações”, afirma o especialista em segurança Chester Wisniewski em um post em seu blog. Ou seja, não será agora que o Windows se verá livre dos antivírus, que, inclusive, de um tempo pra cá andam disponíveis até para o todo-poderoso Mac OSX.

Além disso, manter o seu sistema operacional também é uma boa ajuda na hora de evitar maiores dores de cabeça: um relatório da Microsoft Security divulgado na última segunda-feira afirma que as taxas de contaminação do Windows Vista SP1 é 62% menor que a do Windows XP SP3, lançado no distante ano de 2001 e que até hoje pode ser encontrado por aí, equipando netbooks de diversas marcas.

Quando nós falamos de serviços online para backup de arquivos, normalmente o que vem à cabeça é a Dropbox. No máximo o Mobile Me para usuários de Mac, mas só. No entanto, eu venho usando há algumas semanas o SugarSync, um serviço diferente de tudo o que tinha testado anteriormente.

sugarsync-logo

Eu conversei com Laura Yecies, CEO da Sharpcast, empresa desenvolvedora do SugarSync, que explicou um pouco do funcionamento da companhia. Diz Laura que a computação nas nuvens permite uma oportunidade única de dar recursos muito especiais aos usuários: segurança e disponibilidade dos dados. Ela compara o uso da nuvem para armazenar arquivos com o do webmail: “O webmail libertou usuários de instalações que consumiam muito tempo e deu a eles acesso às mensagens a qualquer hora e de qualquer lugar”. A mais pura verdade. Leia mais

connectfyNão sou usuário do sistema Mac OS X, mas uma das suas características que sempre me deixou meio com inveja é a habilidade de criar pontos de acesso WiFi usando a placa de rede sem fio. A Microsoft planejava desde o ano passado imitar essa habilidade no Windows 7, mas o projeto foi abandonado por algum motivo depois que os programadores criaram o código-base, que é o código principal para fazer a função funcionar. O sistema foi lançado oficialmente sem a característica.

A empresa Nomadio descobriu que a única peça faltando no código da chamada WiFi Virtual eram os arquivos que fazem com que os drivers de placas de rede conversem com o código-base. A empresa então usou conhecimentos adquiridos previamente em programas criados por eles para a área militar para desenvolver o Connectify, um aplicativo que faz justamente essa ponte entre os drivers e o sistema. Através dele é possível criar pontos de acesso sem fio virtuais até com criptografia WPA2. Vale lembrar que essa função é diferente de ad hoc, que permite apenas conexão entre dois dispositivos.

O programa tem 1,4 MB, ainda está em beta, é gratuito (por enquanto) e ‘exige’ que o usuário entregue seu nome, sobrenome e email no site para receber o link de download. Mas eu encontrei uma passagem secreta nesse link. Me avisem se o link não funcionar e se você está usando Windows 7, diga aí nos comentários se o programa funcionou bem para você. Na sessão de documentos do site do programa há uma breve explicação (em inglês) de como fazê-lo funcionar. E não custa avisar que esse programa vai ser mais útil em laptops rodando Windows 7 e não em desktops. [PCWorld / Engadget]

O Karmic Koala está a caminho…

O Karmic Koala está a caminho…

Não foi só a Microsoft que lançou sistema operacional novo nessa quinta-feira (22). A Canonical não quis deixar por menos e aproveitou a data para disponibilizar também o Release Candidate (candidato a lançamento) da versão 9.10 do Ubuntu, tida como a mais popular e amigável distribuição do Linux atualmente.

A próxima versão levará o codinome Karmic Koala é promovida agora de Beta a RC e, segundo o calendário de desenvolvimento, deverá ser lançada em menos de uma semana, na próxima quinta (29 de outubro) e trás uma série de melhoras em relação à versão 9.04, chamada Jaunty Jackalope. O Karmic Koala promete trazer tempo de boot menor, interface com o usuário melhorada e ferramentas de programação que facilitam o desenvolvimento de software, segundo a Canonical. O novo Ubuntu está sendo oferecido com uma variedade de ambientes gráficos que integram aplicativos de uso diário, como software de mensagem instantânea, navegador , visualizador de documentos e reprodutores de mídia. As opções oferecidas incluem as populares Gnome, KDE e XFCE.

A versão 9.10 também inclui um novo “Ubuntu Software Center”, através do qual os usuários poderão facilmente adicionar e remover programas. O sistema também corrige diversos bugs de versões anteriores do Ubuntu e traz mais drivers para ampliar o suporte a hardware.

As imagens do Ubuntu 9.10 Karmic Koala RC podem ser baixadas no site de downloads do Ubuntu e as versões disponíveis incluem as especialmente adaptadas para desktop, netbook e servidor (a versão para desktop também pode ser instalada em laptops regulares). [PCWorld]