A tradição é antiga e muito clara: na segunda terça-feira de cada mês a Microsoft libera um grande pacote com atualizações de segurança para seus variados produtos. A Patch Tuesday existe faz tempo e funciona muito bem. Isso quando a empresa liderada por Steve Ballmer não emite o aviso sobre as atualizações antes da hora, como aconteceu hoje. Leia mais
A Microsoft disponibilizou hoje, por meio do Windows Update, uma atualização para o Windows 7 que checa se o sistema operacional é válido e genuíno. Ou seja, se ele foi obtido de forma legal e o dinheirinho pago por ele foi para os cofres da empresa de Bill Gates.
De acordo com a descrição da atualização no site de suporte da MS, “as tecnologias de ativação do Windows ajudam a proteger contra os riscos de software falsificado”. Isso significa que se o seu Windows 7 é pirateado, você está correndo riscos. Mas não se preocupe, pois a Microsoft vai ajudá-lo a ao menos saber disso.
A mesma atualização (KB970133) checa se há programas no computador que forçam a inicialização normal do Windows 7, mesmo se tratando de cópia pirata do sistema. Reza a lenda que esses “carregadores” contêm vírus e formas de obtenção dos dados do usuário.
Em um relatório publicado ontem, a Microsoft conseguiu ligar dois importantes fatos da área de tecnologia. Segundo a empresa, o número de computadores PC infectados em um determinado país é diretamente proporcional ao número de instalações piratas do seu sistema operacional Windows.

Em vermelho, pirataria. Em azul, uso do Windows Update
Segundo Jeff Williams, gerente do centro de proteção contra malware da Microsoft, isso acontece por que nos países com grandes números de cópias não-genuínas do Windows, os usuários hesitam em usar o Windows Update para receber os patches de segurança, o que tornaria os computadores menos vulneráveis. A taxa de infecção de computadores no Brasil é de 25,4 a cada 1000 computadores infectados analisados.

A pesquisa também revelou que no nosso país as principais ameaças encontrada em computadores são keyloggers e aplicativos de monitoramento (programas que gravam as teclas digitadas e capturam telas com objetivo de roubar senhas) e worms. Ja na área de cavalos-de-tróia, o mais presente nos PCs brasileiros foi o Win32/Bancos, cujo objetivo é roubar dados bancários dos usuários.
Os dados do relatório foram coletados entre janeiro e junho desse ano através da ferramenta de remoção de software mal-intencionado da Microsoft. [ComputerWorld]





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