Os leitores do Tecnoblog já sabiam desde agosto que isso iria acontecer, mas só hoje veio a confirmação oficial: os resultados do Bing serão turbinados pelo “conhecimento computável” do Wolfram|Alpha.

Hoje, em um dia cheio de novidades para o Bing, a Microsoft anunciou no blog do Bing também que sua ferramenta de busca irá incorporar em seus resultados aqueles provenientes dos algoritmos e bancos de dados do Wolfram|Alpha, ou seja, mais do que apresentar apenas “listas sem fim de links” o Bing poderá trazer a seus usuários “o verdadeiro conhecimento e aproximá-los da resposta que procuravam ou da decisão que tentavam tomar.”

O recurso começará a ser ativado ao longo dos próximos dias nos Estados Unidos e as primeiras áreas que se beneficiarão da parceria serão a de nutrição e a de matemática. No primeiro caso, seria possível, por exemplo, buscar por “calcular IMC” (Índice de Massa Corporal) e obter como resultado um painel onde se digitaria peso e altura para obter como resultado um gráfico mostrando se a pessoa em questão encontra-se acima ou abaixo do peso considerado adequado para sua altura. Ou então, ao decidir qual suco tomar, com uma breve consulta por “laranja vs limão”, seria fácil descobrir que a laranja tem quantidade de vitamina C quase 50% maior que o limão, mas tem também 3,5 vezes mais calorias.

Já os usuários mais interessados em matemática do que em nutrição poderão se beneficiar dos novos recursos da ferramenta de buscas. Com a ajuda do que aprenderá com o Wolfram|Alpha, o Bing será capaz de plotar gráficos e resolver equações matemáticas complexas como se fossem 2+2.

A equipe do Bing (que conta com um gerente de produto chamado Pedro Silva — será que é brasileiro?) termina seu anúncio dizendo:

“Esperamos que vocês usem [as novas funcionalidades] para continuarem felizes e sadios (e bons na matemática)!”

Que assim seja.

O site de indexação de dados e estatísticas WolframAlpha vai lançar em breve uma API para que aplicativos de terceiros possam acessar as informações disponíveis no site e “mixar” essas informações das maneiras que o desenvolver achar mais conveninetes.

As APIs são uma forma de desenvolvedores independentes solicitem informações armazenadas por empresas como Google ou WolframAlpha. Os mapas do Google, que podem ser visualizados dentro de sites que nada têm a ver com a empresa de Mountain View, são um exemplo de como essas APIs podem ser bastante úteis.

Por enquanto o WolframAlpha fornece apenas duas formas de visualizar os dados armazenados por ele sem precisar acessar o site: através da exportação para arquivos em PDF e de um plugin desenvolvido pela Mathematica, organização por trás do buscador.

Há pouco mais de uma semana surgiu o relato de que Bing e WolframAlpha haviam fechado um acordo para que o site de buscas da Microsoft pudesse disponibilizar os dados do WolframAlpha (e pagar por isso, é claro). Com a chegada da API do WolframAlpha, ainda não temos como saber como ficará o acordo com a MS. [CNET]

Stephen Wolfram, pai do software Mathematica, já era celebre e rico, mas queria ir além. Desenvolveu um projeto audacioso: um banco de dados com todo conhecimento do mundo; uma inteligência artificial que respondesse todas suas perguntas. Para quem ainda não foi apresentado, esse é o Wolfram|Alpha.

Lançado em março de 2009, o Wolfram|Alpha não tem a intenção de ser mais uma ferramenta de busca como o Google todas as outras. A ferramenta pretende tornar o conhecimento do mundo computável e apresentar dados e respostas, ao invés de uma lista de referências. Tudo muito bonito na teoria, mas não tão bem sucedido na prática. Apesar do buzz inicial, a ferramenta não se tornou popular. Talvez por que as pessoas não estejam ainda acostumadas ao novo paradigma de busca que ela propõe, mas é mais provável que seja porque a própria ferramenta não esteja ainda finalizada.

Por outro lado o Bing, a nova ferramenta de busca da Microsoft, teve boa aceitação e vem crescendo em popularidade. Um de seus maiores méritos é a forma conveniente que apresenta as informações, de fácil compreensão ao usuário. Talvez aí esteja o aspecto onde o Wolfram|Alpha mais pode aprender com o Bing: como apresentar dados de forma que sejam facilmente “consumíveis” pelo seu usuário.

Segundo o TechCrunch, Bing e Wolfram|Alpha teriam fechado um acordo, do qual não se sabe maiores detalhes. O Wolfram|Alpha poderia estar licenciando seus dados ou algoritmos, e o Bing o ensinando a ser mais amigável ao usuário comum. O que quer que seja, podemos esperar que a parceria entre Bing e Wolfram|Alpha beneficie seus usuários, com melhores resultados para as perguntas que fazemos às ferramentas da internet todos os dias. [TechCrunch]

Volume de acesso do Bing Vs. Wolfram|Alpha em suas primeiras semanas online [TechCrunch]

Volume de acesso do Bing Vs. Wolfram|Alpha em suas primeiras semanas online (TechCrunch)