Os proprietários de iPhone que são adeptos de ligações mais baratas — ou mesmo gratuitas — através de programas de VoIP (Voz sobre IP) começaram esta quinta-feira com uma boa notícia: as chamadas por VoIP no aparelho, antes permitidas apenas utilizando uma conexão por Wi-Fi, passam a ser liberadas também para serem realizadas por conexões 3G.

Com o lançamento do iPad ontem, a Apple revisou os termos com os quais os desenvolvedores são obrigados a concordar para vender seus aplicativos na App Store, e, como resultado, a proibição de chamadas de VoIP sobre 3G foi retirada (o que já se esperava que acontecesse desde outubro de 2009).

O primeiro aplicativo a se aproveitar da liberação foi o iCall, que emitiu um comunicado à imprensa para destacar seu pioneirismo como “a primeira e única aplicação de VoIP que funciona no iPhone e iPod Touch sobre redes celulares 3G”. (Como a empresa conseguiu fazer um iPod Touch se conectar a uma rede 3G, porém, ainda encontra-se além da compreensão deste humilde redator…)

Aparentemente a restrição do VoIP sobre 3G era feita no servidor (os computadores da empresa que provê o serviço de VoIP), e não no cliente (o app no seu iPhone), e, portanto, pode-se esperar que outros aplicativos de VoIP (como o popular Skype) adaptem-se rapidamente à nova situação e também ofereçam chamadas via conexão 3G, sem que seus usuários sequer precisem baixar atualizações do aplicativo.

Internet móvel 3G e netbooks possuem muitas semelhanças. Nas alegrias e nos desgostos.

Para começar, são as duas tecnologias que brilharam no Brasil em 2009. A aquisição de aparelhos e modems 3G não pára de crescer. Em setembro, a Cisco relatou, em pesquisa, um aumento de 34% nas conexões móveis em relação ao semestre anterior. Ao contrário do que muitos imaginam, hoje 76% das conexões móveis são para uso pessoal, residencial, contra 23% do setor corporativo.

O fenômeno brasileiro é sui generis. Com a banda larga móvel, nem sempre é pura mobilidade o que os brasileiros buscam. O serviço veio a preencher uma lacuna de mercado, compensando as deficiências de território da banda larga fixa convencional. Apesar de terem cumprido suas metas com a Anatel, as operadoras ainda mostram enormes falhas de distribuição, baixa concorrência e preços elevados, dificultando a homogeneidade da inclusão digital por todas as regiões do país. Nesse ínterim, o 3G levou a internet de maneira mais democrática a pessoas até então desplugadas não por opção, mas por falta de disponibilidade.

Nossa adoção é representativa, mas ainda falta muita coisa. Se considerarmos nossos vizinhos da América Latina, então, os números são até vergonhosos. Apanhamos feio de argentinos e chilenos no acesso à informação e educação pelo meio digital.

Os netbooks trilharam um caminho parecido. Esses laptops super pequenos, leves, e de baixo poder de processamento, foram a salvação de grandes empresas de TI em tempos de crise. Crise, aliás, pouco refletida no Brasil em termos de vendas de terminais.

Enquanto em muitos países os netbooks se tornaram uma excelente opção como segunda máquina de profissionais móveis, estudantes e viajantes, no Brasil eles ganharam visibilidade maior na classe C. Foram vistos como opção para o primeiro computador de muita gente. O baixo custo é o principal atrativo, que, por sua vez, puxou para cima também a venda de modems para internet móvel. Pessoas até então restritas ao acesso web no trabalho, escolas ou terminais públicos, passaram a contar com seu próprio dispositivo.

Quando a lua-de-mel acaba…

Não é segredo algum que os serviços 3G estão muito aquém das expectativas em termos de qualidade.

Campeãs de queixas em entidades de defesa do consumidor, as operadoras ainda não nos deram explicações ou compensações pelos serviços ruins prestados. Os preços não caíram (ao contrário, em média aumentaram desde o advento dos primeiros planos de internet móvel do mercado em 2005) e o pós-venda continua ineficiente, mesmo após o vigor da lei do callcenter. Se servir de consolo, as operadoras também amargam altas taxas de insatisfação na Europa e EUA. A diferença é que há competitividade, e nesses lugares, as pessoas não pagam tanto quanto aqui. Temos a internet mais cara do planeta.

Os netbooks, mais uma vez, compartilham semelhanças. Uma pesquisa recente divulgada nos EUA há alguns meses mostrou que apenas 58% das pessoas que compraram esses portáteis mostraram-se satisfeitas com o desempenho dos equipamentos.

O barateamento dos netbooks atrai, muitas vezes, o público errado a esses equipamentos. Não temos números oficiais, mas é bem provável que o mesmo descontentamento esteja ocorrendo no Brasil, já que as limitações técnicas dos aparelhos parece ser simplesmente ignorada pelo comércio. Grandes varejistas vendem netbooks de marcas populares, como os da Positivo, a preços muito atraentes, mas os anunciam simplesmente como “notebooks”.

Tenho tido cada vez mais contato com pessoas que se dizem insatisfeitas e até lesadas com esse tipo de portátil. Mesmo geeks que se empolgaram com a novidade num primeiro momento esfriaram, ainda que esses mini-laptops estejam ganhando hardware mais poderoso.

Não é raro ver consumidores abandonando desktops ao comprar netbooks, um erro terrível. Infelizmente, esses mini-laptops não foram feito para atividades que exijam mais memória e processamento. A maioria sequer possui leitores óticos para CDs ou DVDs, mostrando claramente que seu objetivo é outro. Como o nome diz, “netbook” serve para proporcionar maior liberdade e mobilidade no acesso à web: páginas da internet, emails, serviços online. Em boa parte desses dispositivos, música e vídeo devem passar longe, já que com 4, 8 ou 16 GB de armazenamento quase nada pode ser feito. Os processadores e memória mais exíguos também limitam o uso de vários programas simultâneos.

Netbooks nasceram, como dito anteriormente, como um dispositivo a mais para usuários que demandam muita mobilidade. Cabem em qualquer bolsa, despistam gatunos, são versáteis nas interfaces de acesso à internet e possibilitam mais conforto de tela e teclado para aqueles que querem um pouco além de seus smartphones.

É irônico que os dois ícones digitais do país em 2009 possuam, ao mesmo tempo, percepções semelhantes em termos de adesão ou descontentamento. O que foi responsável por isso? Pouca informação? Publicidade enganosa? Falta de rigor de entidades que deveriam fiscalizar a prestação de serviços? É bem provável que seja um pouco desses três itens, já que, assim como o 3G e o netbook, eles também são fenômenos tipicamente brasileiros.

A operadora escandinava TeliaSonera anunciou que é a primeira companhia do mundo a oferecer comercialmente a tecnologia 4G, sucessora da 3G, disponível a partir de hoje inicialmente em Estocolmo e Oslo, cidades localizadas respectivamente na Suécia e na Noruega.

Apesar de ainda ser uma tecnologia relativamente nova no Brasil – afinal, as primeiras redes 3G tupiniquins só entraram em atividade no final de 2007 pelas mãos da Claro e Telemig – o sistema existe lá fora desde 2001, lançado inicialmente no Japão e na Coréia do Sul. Basicamente uma versão mais potente da atual tecnologia, as redes 4G são capazes de registrar tranferência de dados de até 100 Mbtis /s, bem mais que os parcos 14 Mbits/s do 3G. Na prática, isso vai significar melhor qualidade de áudio, vídeo e de acesso a informações da internet.

De acordo com Kenneth Kalberg, presidente da companhia telefônica nórdica, inicialmente a empresa pretende disponibilizar o serviço para as maiores cidades da Noruega, Suécia e Finlândia, e “em breve” cobrir todo o território dos países. Em 2010 a novidade deverá chegar também ao Reino Unido.

Que o 3G não falhe!

Que o 3G não falhe!

A Anatel fez uma lista de demandas às operadoras de celular na tentativa de evitar que as redes 3G sofram colapsos devido a um aumento repentino na demanda. A ideia da Anatel é que as operadoras compartilhem seu “sinal” 3G com outras operadoras quando estas estiverem no limite de sua capacidade.

Se a operadora A estiver com lentidão na rede, seu assinante poderá utilizar a rede de dados 3G da operadora B, vice-versa e assim por diante com todas as operadoras. O processo já existe em cidades com até 30 mil habitantes no qual poucas antenas estão disponíveis e deve ser expandido para o resto do país. Para que isso seja possível em larga escala, uma forma de compensação entre as operadoras deve ser criado.

Uma das preocupações da agência do governo é com as redes 3G em grandes eventos esportivos que devem acontecer no Brasil nos próximos anos como a Copa do Mundo em 2014 e as Olimpíadas de 2016. Estes eventos geralmente colocam à prova a infraestrutura de comunicações das cidades que sediam jogos.

Além disso a Anatel anunciou que estará atenta às promoções 3G de Natal das operadoras e que cobrará responsabilidade em não ofertar além da demanda que as operadoras consigam suportar. [Info Online]

4,9 milhões de acessos 3G

4,9 milhões de acessos 3G

A Huawei divulgou nesta segunda-feira (30) seu balanço trimestral sobre banda larga móvel no Brasil. O relatório, feito em parceria com o Teleco, mostra algumas informações interessantes. Primeiro que o Brasil fechou o mês de setembro com 4,9 milhões de acessos móveis de banda larga. Também é possível notar que o 3G no Brasil está entre os mais caros do mundo.

Dos 4,9 milhões de acessos à banda larga quase metade (2,3 milhões) referem-se a modems 3G e o restante (2,5 milhões) são smartphones/ celulares com  3G. É, eu sei, a soma dá 100 mil a menos do que o total, provavelmente trata-se de um número quebrado mas o relatório não aponta esse detalhamento.

Esse número é surpreendente pois no terceiro trimestre (de julho a setembro), o Brasil ganhou 850 mil novos acessos 3G, um crescimento de mais de 20% em menos de 3 meses.

O balanço ainda faz previsões para o futuro. Em 2011 a banda larga móvel deverá ultrapassar a banda larga fixa. E em 2014, ano da Copa, teremos 60 milhões de acessos móveis contra 30 milhões de acessos fixos à banda larga.

O relatório continua e compara os preços médios do 3G do Brasil com a América Latina e Europa. Aqui, o pacote de 500 MB custa em média R$ 76. No Chile o mesmo plano custa cerca de R$ 54, no México há pacotes de R$ 45 e na Argentina, R$ 31.

Comparando com a Europa, o pacote de 1 GB brasileiro também é mais caro. No Brasil o pacote médio custa R$ 80, em Portugal R$ 60 e na Inglaterra meros R$ 17. Ou seja, além do brasileiro ganhar menos que os europeus, ainda paga mais pelo acesso móvel.

Caso queira ver o relatório completo, o download está disponível no último link nesta página da Huawei.

A partir dessa semana a Vivo passará a vender um modem 3G que também funciona como pendrive e receptor de TV digital.

O dispositivo fabricado pela ZTE, denominado 3G MF645, é compatível o padrão ISDB-T da TV digital brasileira e permitirá sintonizar, no computador, a TV digital aberta (nas poucas cidades em que está disponível o novo padrão)

O modem/receptor será vendido com a assinatura dos planos de acesso à internet móvel e custará a partir de R$ 79 no plano ilimitado, que custa R$ 119,90 por mês. [PCWorld]

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Rede 3G pode ficar engarrafada

Assim como o trânsito das grandes cidades, o excesso de tráfego pode fazer a internet móvel engarrafar e parar completamente em pouco tempo.

Pelo menos é o que diz a empresa de análise web Informa, que diz em um estudo que se o crescimento da navegação via celular mantiver o atual padrão nos próximos anos seu uso deverá crescer até 25 vezes até 2012, o que deverá provocar um grande blecaute na rede móvel.

Segundo a empresa, um dos motivos que podem levar isso a acontecer é exatamente a política de preços praticadas pelas empresas: “a adoção de um preço único faz com que o tráfego cresça de maneira exponencial enquanto eles não estão fazendo dinheiro o suficiente para atualizar suas redes”. Primeiro mundo é outra coisa, hein?

Em entrevista à BBC, Graham Carey, da empresa Bytemobile afirma que “o consumo de banda de longe já ultrapassou o índice de aprimoramento da rede”, e lembra que uma nova geração de hardware para internet móvel só deverá chegar ao mercado no ano que vem. Já John Spindler, diretor geral da empresa de rede ADC faz uma crítica ao comportamento do usuários à rede de notícias: “quando falamos em excesso de consumo de banda, não estamos pensando num celular acessando a web da rua, mas sim de computadores em centros de conferências e escritórios. As pessoas estão usando web móvel em locais fechados, e o resultado final pode ser um tanto frustrante”.

Já aqui no Brasil não são raros os que reclamam das velocidades de suas conexões 3G, que dependendo do horário não permitem que o usuário nem consiga navegar por uma simples página de internet. Os que estiverem tendo problemas, que se sintam à vontade para soltar a voz nos comentários.

A Sony Ericsson parece ter entrado mesmo de cabeça no Google Android. Depois da circulação de imagens de seu novo aparelho, o Xperia Rachael, o primeiro da fabricante a utilizar o sistema operacional Android, circula agora nos sites de tecnologia o vídeo da Rachel UI. A interface de usuário interface desenvolvida pela empresa pode se tornar a interface padrão do Android, assim como o Sense da HTC.

A interface faz amplo uso da capacidade multi-touch do aparelho, dando alto nível de liberdade ao usuário e tirando o máximo do processador Snapdragon e aceleração 3D, que vem sendo noticiados como integrantes do aparelho. Além disso, o sistema exibe uma integração bem profunda com redes sociais como Twitter e Facebook.

Sony Ericsson Rachel

Apesar de elegante e dos grandes efeitos 3D, a Rachel UI ainda parece menos intuitiva que o Sense, presente no smartphone Hero da HTC. Com cada vez mais fabricantes partindo para o Google Android, a tendência é justamente que os aparelhos passem a utilizar um número reduzido de sistemas operacionais, passando a investir na personalização e interface do usuário. É neste ponto o Google Android sai na frente, por ser de código aberto. [Gizmodo]

Ter uma internet móvel pré-paga, apesar de soar como algo moderno, não é nenhuma novidade. Muita gente não sabe, mas já era possível acessar a internet GPRS/EDGE através de qualquer celular pré-pago, basta ter saldo. Mas por algum motivo divino desconhecido (que trataremos aqui por desinteresse das operadoras), o preço cobrado por megabyte transferido é um exagero.

Pedro Ripper, presidente da Cisco no Brasil, diz que é só uma questão de tempo até que a internet 3G comece a ser vendida no modelo pré-pago. Definir um modelo de tarifação é uma das poucas pendências para que isto se concretize. Ele diz que não é possível cobrar por tráfego (também não vejo o porquê), então a saída pode ser tarifar por horas de acesso.

Desta forma, a banda larga móvel se transformaria na internet discada moderna, apesar de eu não acreditar que as tarifas serão tão agradáveis quanto as da rede fixa.

Ainda me lembro quando comprei meu Motorola A1200i, e acessei a homepage do TecnoBlog. Foram transferidos apenas 200 kbytes, e isto me custou mais de dois reais e cinquenta centavos!

Enfim, a idéia com esta internet discada moderna, é atingir as classes C e D. Apesar de internet ser um serviço básico para muitos (eu incluso), há mais de 10 milhões de pcs desconectados no Brasil, e a tendência é que eles contratem algum plano facilitado.

A vantagem no modelo pré-pago, é que caso o usuário esteja sem dinheiro, não é obrigado a pagar nenhum aluguel de linha ou modem.

Mesmo hoje com o 3G funcionando em uma minoria de cidades, e com tantas reclamações sobre a baixa qualidade do serviço, o seu número de usuários já representa 13% do total de assinantes de internet banda larga do Brasil inteiro. São 1,3 milhões de pessoas se conectando através de um modem 3G (celulares não são contabilizados), e mais de 10 milhões de assinantes de banda larga.

Ripper explica que as operadoras não se prepararam para atender tantos clientes em tão pouco tempo, e o que aconteceu foi que as redes ficaram super congestionadas. Algumas ERBs (Estações Rádio Base) estão atendendo cinco vezes mais usuários do que o esperado.

Por causa disso, as operadoras estão segurando as vendas de novos pacotes, enquanto ampliam sua capacidade de atendimento. A expectativa é que tudo esteja resolvido no último trimestre do ano, quando as vendas serão aquecidas novamente.

Extra: Outra alternativa bem econômica será a internet móvel da Embratel de 144kbps, ao custo de R$ 39,90 por mês. Mais informações aqui.

Imagem via: Wicho.

Como todos já devem ter acompanhado, o novíssimo e tão esperado iPhone 3G não possui uma câmera frontal, para realização de videochamadas.

Ok, vamos pular a parte em que eu falo que a Apple “capou” o 3G, e lançou o GodPhone 2 às coxas (again), afinal isso é um B-Side.

Não demorou muito tempo, e algumas alternativas começam a surgir, para quem quiser além de falar, ver o piá que está do outro lado da linha. Veja com seus próprios olhos:

Para quem entendeu que é uma piada, boas gargalhadas.

E que venha a 3ª geração do iPhone! Estaremos esperando.

via: TwitterDaily Mobile