Pornografia: "foi mal aí, mano"

Em protesto contra a falta de suporte ao formato Flash imposta pela Apple ao iPhone, iPod Touch e no futuro iPad, Lee Brimelow, evangelista da Adobe e proprietário do independente The Flash Blog criou polêmica ao postar neste final de semana como diversos sites ficam sem o plugin.

Entre páginas de notícias, jogos e variedades havia o screenshot de um site adulto, o que foi visto como um golpe baixo por alguns especialistas, que interpretaram que a companhia estaria indo longe demais em sua briga com a empresa da maçã. Estrago feito, não demorou para que Brimelow tirasse a imagem do ar junto de um pedido de desculpas.

“Primeiro, este não é um blog oficial da Adobe. Depois, eu me desculpo pela imagem que postei com a intenção de ser humorístico. Não é surpreendente que a Adobe não tenha achado graça e por isso a tirei do ar” escreveu.

Do outro lado, o site Mashable reporta que Steve Jobs não anda muito contente com a Adobe. Num recente evento informal dentro da empresa da maçã, o salvador executivo teria afirmado que “A Adobe é preguiçosa e o Flash é problemático. Toda vez que um Mac trava normalmente é por causa do Flash. Ninguém mais usará o Flash, o mundo irá para o HTML5″.

Mozilla revela planejamento de atualizações do Firefox

De acordo com estatísticas compiladas pela Qualys, uma provedora de gerenciamento de vulnerabilidades, o Firefox foi o programa com maior número de vulnerabilidades no último ano, com 102 vulnerabilidades, contra 90 no ano passado. Em segundo lugar vem a Adobe, cujo número de vulnerabilidades mais o que triplicou de um ano para cá.

Mas não sejamos enganados. O número de vulnerabilidades mais alto reportado não significa necessariamente que o Firefox seja mais inseguro. Aliás, seria bem razoável supor que a situação seja até mesmo inversa. Acontece que, pela natureza open source do navegador, todas as brechas encontradas são relatadas publicamente, ao passo que falhas de software proprietários normalmente apenas são divulgadas quando descobertas fora da companhia que o desenvolve. O que é descoberto dentro da própria empresa normalmente é resolvido dentro dela mesma, sem tornar público cada erro encontrado.

Tomando o lugar da Microsoft na segunda posição, a Adobe esse ano teve 45 vulnerabilidades relatadas, contra 14 no ano passado. A empresa de Bill Gates caiu pra terceiro, reduzindo o número de 44 a 41 em um ano, sendo que 30 dessas vulnerabilidades vêm do Internet Explorer, Windows Media Player ou Microsoft Office.

A melhora em estabilidade dos sistemas operacionais tem levado os invasores a buscar brechas nos softwares, como por exemplo o onipresente Reader, da Adobe. Mas navegadores como Internet Explorer e Firefox ainda são grandes alvos. [CNET]

flash-air-betaAs primeiras versões beta do Flash e Air foram liberadas ontem (16) pela Adobe e incluem, como anunciado anteriormente, diversas melhorias em relação às suas versões anteriores.

Quem decidir instalar o Flash 10.1 beta poderá, por exemplo, tirar proveito do processamento via hardware (ao menos na versão para Windows do plugin) ao assistir vídeos codificados em H.264, como aqueles em resolução 1080p disponibilizados pelo YouTube na semana passada. Já aqueles que colocarem a versão 2.0 beta do Adobe Air nos seus computadores, poderão perceber um menor uso do processador e memória RAM, bem como a possibilidade de acessar discos de armazenamento removíveis e o aumento da resolução máxima permitida, que agora está em 4095 x 4095 pixels.

Interessados em testar os programas podem baixar o Air 2.0 neste link e o Flash 10.1 através dessa página. Ambas as versões, no entanto, são apenas para computadores desktop, notebooks e netbooks rodando Windows, Linux ou Mac OS X. A versão móvel do Adobe Flash ainda não foi liberada, mas segundo a empresa, ela deverá estar disponível para o Palm Pre antes do final do ano.

[DownloadSquad]

air-logoAqueles que precisam usar a plataforma Air da Adobe sabem que ela não é a mais eficiente em termos de uso do processador e memória RAM. O cliente para Twitter que uso, Twhril, fica constantemente ocupando entre 60 e 80 MB de memória sempre (ao menos nunca chegou a 670). Enquanto parte da responsabilidade por isso pode ser colocada no programador do aplicativo, a outra parcela fica certamente com a plataforma Air, que só por ter Adobe no nome remete a possíveis problemas de uso de memória (Adobe Reader, anyone?).

Felizmente, a versão 2.0 parece ser o band-aid que irá tapar essa ferida, por assim dizer. Chris Cantrell, um dos principais desenvolvedores da plataforma, anunciou na quinta-feira passada (29) uma enorme lista das melhorias que serão implementadas no Adobe Air 2.0 e dentre essas melhorias estão inclusos suporte a multi-touch, IPv6, melhor uso dos ciclos do processador e menor uso de memória RAM.

Ainda não há uma data certa para a liberação da versão 2.0 da plataforma, mas Chris afirma que uma versão beta dela estará disponível ainda esse ano através do Adobe Labs e a versão completa deverá estar pronta antes da primeira metade do ano que vem. Enquanto isso, a versão 1.5 continua sendo a mais atual. [DownloadSquad]

adobe-reader

A Adobe liberou nessa terça-feira (13) updates para o Acrobat e o Reader. Elas corrigem diversas falhas de segurança presentes nos aplicativos de leitura de PDFs.

Segundo o boletim de segurança da empresa, vulnerabilidades em ambos o aplicativos poderiam fazê-los travar e potencialmente permitir que um invasor tomasse controle do sistema afetado. As versões 9.2 de ambos os programas corrigem essas falhas e também prometem maior estabilidade.

A atualização é recomendada para todos que estão utilizando o Acrobat 9.1.3 ou o Reader 9.1.3 (ou versões anteriores dos softwares em questão). O updates estão disponíveis para Windows, MacOS e UNIX.

Que o Adobe Photoshop é o aplicativo de tratamento de imagem mais usado no mundo, isso ninguém duvida. Mas a Adobe não está satisfeita e quer mais: quer os usuários de iPhone também passem a usar seus produtos para edição de imagens. Para tanto, a empresa lançou hoje uma versão específica do Photoshop.com para iPhone OS.

O novo aplicativo funciona com a riqueza de funcionalidades que a gente espera de um editor de imagens portátil. O usuário poderá cortar, corrigir cores e girar as fotos. Além disso, a Adobe já incluiu alguns filtros na web app que permitirão mudas as fotos com bastante rapidez.

Todos as ações são pré-visualizadas diretamente na tela do iPhone, com a possibilidade de voltar caso não goste do resultado. E parte do controle de alterações da foto é feito diretamente na tela do aparelho, sem barras de rolagem ou coisa semelhante. É passar o dedo pela tela e ver as modificações.

Photoshop para iPhone em funcionamento. (Reprodução/CNET)

Photoshop para iPhone em funcionamento. (Reprodução/CNET)

E o melhor de tudo: é grátis. Basta criar uma conta no Photoshop.com , que tem limite de 2GB, e depois baixar o aplicativo partir do iPhone ou iPod Touch (link para iTunes). Uma vez que a edição da foto for concluída, ela poderá ser enviada automaticamente para a galeria pessoal do usuário no serviço. [CNET]

O Flash chegará ao iPhone, mas não como se esperava.

O Flash chegará ao iPhone, mas não como se esperava.

Hoje pela manhã noticiamos a chegada do Flash às principais plataformas móveis. O único dos principais smartphones que ficou de fora foi o iPhone.

O motivo da valorização do Flash é sua ampla adoção na web, sendo encontrado nos mais variados sites, quer seja para apresentar anúncios publicitários multimídia, quer seja para apresentar ao visitante conteúdo mais rico, com vídeo, sons e animações. É de se imaginar então por que o celular que se orgulha de ser o dito melhor dispositivo super-portátil para navegação do mercado ficaria de fora desse lançamento.

A razão teria sido uma opção da própria Apple em não ter seu sistema operacional móvel incluído na lista ao lado do WebOS, Blackberry OS, Windows Mobile, Android e Symbian. O Flash tem um histórico de consumir muita memória, monopolizar o processador e consumir muita energia. De fato, grande parte dos travamentos de navegadores (em desktops mesmo) ocorre por conta de alguma instância do plugin do Flash que sai de controle. A empresa de Steve Jobs mantém que a tecnologia da Adobe ainda consome recurso demais do dispositivo e se preocupa com o impacto que causaria na suave experiência de usuário pela qual prezam. Em outras palavras, a Apple não quis o Flash por temer que poderia causar lentidão, travamentos e drenar a bateria rapidamente. Ao invés de abraçar o Flash, a Apple recomenda aos desenvolvedores que utilizem outras tecnologias disponíveis na web para oferecer interatividade semelhante.

Ou pelo menos isso é o que a Apple diz. “Teorias conspiratórias” acreditam que ela poderia ter motivos ocultos para ter tomado tal decisão, tendo em vista que o Flash poderia prover meios de distribuir via web aplicativos robustos que não passariam pelo (não raramente controverso) crivo da App Store.

Pelo menos uma boa notícia há para os devotos do Flash que gostariam de ter seus aplicativos na telinha dos iPhone de iPods Touch. A próxima versão da plataforma, a CS5, trará a possibilidade de desenvolver aplicativos nativos para iPhone com a linguagem Action Script 3, usada para programar aplicativos em Flash. Os apps apresentarão resultado final idêntico aos desenvolvidos utilizando o iPhone SDK da Apple e estarão em conformidade com as diretrizes e exigências da empresa. Na verdade, já existem aplicativos desenvolvidos com a versão beta privada do Flash Professional CS5 aprovados pela Apple e disponíveis na App Store. Um beta público é esperado ainda esse ano.

Na página da Adobe Labs podem ser encontrados os links das aplicações para iPhone desenvolvidas pelo Flash que já estão à venda, bem como um vídeo (em inglês) demonstrando algumas delas em ação. [PCWorld]

flashplayerA habilidade de interpretar sites com Flash poderá ser uma das características presentes em uma variedade de smartphones no futuro. É o que garante a Adobe com o anúncio de um acordo feito com fabricantes que trará a versão 10.1 do Flash para várias plataformas móveis, incluindo o WebOS, Windows Mobile, Android e Symbian.

Dentre os objetivos do Flash 10.1 está permitir a habilidade tocar vídeos em alta definição usando exclusivamente a CPU de placas de vídeo como as da NVidia, outra das empresas trabalhando com a Adobe. Chips como esses estarão cada vez mais presentes em netbooks e celulares e segundo Tom Barclay, gerente de marketing de produtos do Flash Player, “vídeo em Flash é mesmo algo computacionalmente intensivo e por isso ter suporte em hardware é algo crítico”.

O anúncio da versão 10.1 do Flash Player é uma iniciativa que faz parte do Open Screen Project, criado pela Adobe há mais de um ano e cuja visão é “Permitir que consumidores tenham uma expericência rica na internet e de uma forma contínua através de qualquer dispositivo em qualquer lugar”. O Google também anunciou hoje, no blog oficial, que está juntando forças no projeto.

Mais detalhes do acordo serão divulgados nessa segunda-feira durante a Adobe Max 2009 em Los Angeles, conferência para desenvolvedores que usam ferramentas Adobe. A empresa diz que versões beta do Flash 10.1 estarão disponíveis para algumas plataformas móveis e sistemas operacionais de desktop ainda esse ano.

Infelizmente o iPhone não foi divulgado como sendo uma das plataformas que suportará a nova versão do Flash. [CNET]

Ao fazer o upgrade para uma nova versão do sistema operacional, espera-se receber o software devidamente atualizado, correto? Pois não foi o que aconteceu com aqueles que instalaram em seu Mac o novíssimo sistema operacional da Apple, o Snow Leopard.

O sistema, lançado no dia 28 de agosto, veio com a versão 10.0.23.1 do Flash, que data de 30 de julho e é sabidamente vulnerável a diversas falhas de segurança. E o pior, isso acontece até com aqueles que já utilizavam a versão mais atual do Flash (10.0.32.18) no sistema operacional anterior, ou seja, eles sofreram um downgrade involuntário.

É importante para todos que tenham instalado o Snow Leopard que visitem o site da Adobe e façam o upgrade para a versão mais atual, a versão 10.0.32.18, que corrige diversas brechas de segurança que podem estar deixando seu computador vulnerável a invasores e malware.

A falha foi divulgada por Graham Cluley em seu blog. O consultor sênior da Sophos, empresa britânica especializada em segurança de sistemas, fez inclusive um vídeo a respeito (em inglês).

A Adobe também se pronunciou a respeito e recomendou que fosse feita atualização para a versão mais segura.

Independente de seu sistema operacional, para a segurança do seu computador, certifique-se de estar utilizando a versão mais atual do Flash. Ela está disponível para download aqui. [Sophos]

Logo-Microsoft-SilverlightO Silverlight, grande concorrente do Flash desenvolvido pela Microsoft, chegou à versão 3.0. Algumas das melhorias dessa versão são na área de exibição de imagens em três dimensões e também a possibilidade de rodar aplicativos fora do ambiente do navegador, o que certamente chega como concorrente à tecnologia Air, também da Adobe.

Segundo a Microsoft, a adoção do Silverlight como ferramenta de exibição de conteúdos multimídia e interativos na web cresceu bastante. A companhia alega que um em cada três dispositivos com acesso à rede tem Silverlight instalado.

Um dos trunfos do Silverlight 3 é a tecnologia Smooth Streaming, que detecta a velocidade da conexão à internet e adequa o streaming para que o usuário tenha a melhor experiência possível. Dessa forma não o risco de uma pessoa com acesso de 500 kbps tentar assistir a um filme em alta definição, o que a deixaria frustrada uma vez que a banda não é suficiente para esse tipo de transmissão. [WinAjuda / PC World]