Ao lançar o Kindle, a Amazon incluiu no gadget um navegador web. Poucos usuários do aparelho sabem disso, já que ele está escondido na sessão ‘Experimental’ do menu. Quem o descobriu sabe que a experiência de navegação é idêntica à dos celulares em 1998 no Brasil: vários links, páginas enormes e raras imagens. Mas isso poderá mudar nas próximas versões do Kindle.

Segundo um anúncio de vaga de emprego, a Lab126 (empresa subsidiária da Amazon responsável por desenvolver o Kindle) está procurando por um engenheiro de desenvolvimento de software, especificamente para ajudar a criar um ‘navegador web inovador’. Dentre as qualificações necessárias estão ter diploma da área de ciência da computação ou similar, conhecimento dos padrões web atuais e ter 3 anos de experiência na web.

O novo navegador pode tanto ser liberado nas próximas atualizações do Kindle ou pode estar presente apenas nas novas gerações do leitor de e-books da Amazon. Eu aposto na segunda opção, já que os Kindles vendidos até agora não tem uma tela específica para navegação web e também estão atados à um plano de dados que só permite download de livros. Isso pode ser facilmente resolvido com a adição de WiFi e uma tela de LED na terceira geração do gadget. Get on it, Amazon. [CNET]

Uma pesquisa conduzida pela ChangeWave Research indica uma grande demanda pré-lançamento para o iPad e que ele será um forte competitor no mercado de e-readers. O levantamento foi realizado entre os dias 1 e 10 de fevereiro e consultou 3.171 clientes.

O primeiro dado que surpreende é que o iPad apresenta uma demanda pré-lançamento maior do que a do iPhone original. Na época (abril de 2007) 3% dos entrevistados disseram que “muito provavelmente” comprariam o iPhone, e 6% disseram que as chances de comprar um era boa. No caso do iPad, esses números sobem para 4% e 9% dos entrevistas, respectivamente.

Outro dado significativo é o potencial de conquistar o mercado de e-readers que o iPad demonstra. Entre aqueles que já possuem e-readers — 68% deles tem o Kindle, da Amazon, seguido de longe por 10% do Sony Reader — quando perguntados se teriam comprado o mesmo e-reader que possuem se o iPad estivesse disponível na época da compra, menos da metade (45%) disse que teria comprado seu e-reader atual. Dos restantes, 27% teriam comprado o iPad e 30% ficariam na dúvida (o que, somando-se, estranhamente totaliza 102% dos entrevistados).

Fechando as estatísticas sobre o mercado de e-readers, dentre os pesquisados que disseram pretender comprar um e-book reader nos 90 dias subseqüentes ao lançamento do iPad, 40% pretendem comprar um iPad, 28% pretende comprar um Kindle, 6% pretendem comprar um Nook e apenas 1% pretende comprar um Sony Reader. Também é interessante notar que, dentre os que pretendem comprar o iPad algum dia, 36% diz que o fará dentro destes primeiros 3 meses, e até seis meses após o lançamento estima-se que 59% dos que pretendem comprar o novo gadget da Apple já o terão comprado.

Para uma mais clara visualização de todas essas porcentagens calculadas pela pesquisa você pode ver os gráficos expressando todas essas estatísticas comentadas (e mais algumas extras também) na galeria abaixo.

Acordo: valor desconhecido.

Acordo: valor desconhecido.

A Microsoftt anunciou hoje que fez um acordo com a Amazon para licenciamento de patentes. De acordo com o comunicado feito à imprensa, a empresa de Jeff Bezos que atualmente é o maior site de e-commerce do mundo terá que pagar um valor não revelado pelo uso de Linux em servidores. Em contrapartida, a Microsoft conseguiu acesso a tecnologias ligadas ao Kindle (de código aberto e proprietárias), o leitor de e-books desenvolvido e vendido pela Amazon.

Não é a primeira vez a MS negocia acordos graças ao Linux, o sistema operacional que foi combatido pela empresa durante muito tempo (parece que hoje em dia Steve Ballmer e sua trupe aprenderam a lição). TomTom, a fabricante de dispositivos móveis ligados à localização por satélite, além de Samsung e Xerox, são empresas que já precisaram pagar à Microsoft pelo uso dessas patentes.

A Microsoft já tem mais de 600 acordos relacionados a patentes com diversas empresas. Mary Jo Foley, da ZDNet, entrou em contato com a empresa de Redmond e conseguiu que respondessem algumas perguntas (embora as respostas não sejam muito satisfatórias). “Acordos de troca de patentes são formas importantes de reconhecer e respeitar os direitos de propriedade intelectual e tornar-nos possível ser mais criativos e colaborar com outras [empresas] na indústria”, disse um porta-voz da empresa.

Quando perguntados sobre quem pagava quem, a Microsoft limitou-se a dizer que “os termos do acordo são confidenciais. No entanto, a Amazon vai pagar à MS um valor não revelado”.

Ainda falta saber o que mais foi negociado nesse acordo e como as duas empresas vão tirar proveito das patentes que poderão usar. Em especial a Microsoft, que terá acesso à forma como o Kindle funciona. Zune e-Reader em breve? Ballmer já disse que não. [Foto: Litandmore]

A próxima versão do Ubuntu vai ganhar um sistema integrado a partir do qual usuários poderão comprar músicas. De acordo com o Download Squad, o mais baladado sistema operacional Linux do momento terá sua iTunes fornecida pela 7Digital, uma empresa de venda de canções baseada no Reino Unido.

Reza a lenda que a Ubuntu One Music Store vai estrear já o Ubuntu 10.04, conhecido como Lucid Lynx. Quem utilizar o SO gratuito poderá comprar faixas individuais por cerca de 99 centavos de libra, o equivalente a 2,77 reais (caro, não?). Num teste feito pelo Popeye.com, as canções do álbum “Discover Elvis Presley” eram ofertadas por esse valor, com qualidade de 320kbps e livre de DRM (sistema de proteção).

Confira abaixo imagens da loja.

Reza a lenda que o Amazon MP3 seria o fornecedor de músicas da Ubuntu One Music Store. Esse rumor, no entanto, não se confirmou e a Amazon perdeu a chance de marcar essa presença no ambiente Linux.

[Com informações: Popey Blog, Download Squad]

iBooks no iPad: ainda nem chegaram ao mercado e já estão colocando a Amazon em apuros… (Wired)

Como já era de se imaginar, a aceitação da exigência da Macmillian de aumentar os preços de seus livros na Kindle Store abre um precedente para que outras editoras exijam o mesmo. Rupert Murdoch, o fundador, presidente e CEO da News Corp (o segundo maior conglomerado de mídia dos EUA, atrás apenas da The Walt Disney Company) também quer um acordo similar.

Murdoch diz que não gosta do modelo da Amazon de vender todos os e-books por US$ 9,99. “Eles nos pagam o preço integral de US$ 14,00 — ou o que quer que cobremos — mas eu realmente acho que isso desvaloriza os livros, e prejudica todos os revendedores de livros de capa-dura,” disse Murdoch.

Ao mesmo tempo que está descontente com a Amazon, Rupert Murdoch parece bem satisfeito com a Apple e sua iBook Store. “A Apple, em seu acordo conosco, que não foi revelado em detalhes, permite uma variedade de preços preços levemente mais altos,” disse ele.

A parceria com a News Corp é extremamente estratégica, e provavelmente perdê-la não é uma opção para a Amazon. O grupo de Murdoch detém (além de jornais como The New York Post e The Wall Street Journal) a editora HarperCollins, que possui 20 títulos entre os mais vendidos nos EUA nos últimos três meses, segundo a lista de best-sellers do New York Times. A HarperCollins já está entre as cinco editoras que inaugurarão a iBook Sotre da Apple, e tem poder de negociação suficiente para potencialmente forçar a Amazon a uma nova mudança na política de preços — e assim talvez derrubar definitivamente o modelo que se manteve até hoje na Kindle Store. [Wired]

As ações da Amazon caíram despencaram 7% nesta segunda-feira perante o temor de que os preços dos seus e-books subam perante a pressão das editoras para aumentar suas margens — isso sem contar, é claro, a iminente concorrência da Apple.

Tudo começou no dia 27 de janeiro, quando a Apple anunciou o iPad, e como parte dele, um aplicativo que lê e-books. Mais do que isso, a Apple também anunciou naquela quarta-feira que iniciaria as operações de uma loja online de e-books nos mesmos moldes das suas lojas de músicas e de aplicativos para iPhone/iPod Touch/iPad. Pelo notável sucesso que a iTunes Store e a App Store obtiveram, o mercado já ficou atento ao potencial da nova iBook Store — e ao dano que isso poderia causar ao intocado domínio do mercado de e-books que a Amazon por enquanto detém.

Apesar disso, ainda nenhum grande impacto havia sido sentido pela Amazon na prática. No domingo, porém, ela cedeu à pressão da editora Macmillian, que exigia que seus e-books fossem vendidos na faixa de preço variando de US$ 12,99 a US$ 14,99, de 30% a 50% acima do valor de US$ 9,99, pelo qual a Amazon tem vendido a maioria dos seus lançamentos e best-sellers. E isto foi o estopim da desconfiança do mercado, que, aliada à ameaça do iPad, derrubou em 7% as ações da Amazon nesta segunda-feira. O temor é de que o caso da Macmillian acabe levando as outras editoras a exigirem que seus preços também sejam reajustados, e isto, na visão dos investidores, seria prejudicial à Amazon.

É possível inferir — e que fique bem claro que aqui estamos entrando nos domínios do “achismo” — que isso tudo tenha sido causado por causa da nova iBook Store. A Macmillian foi uma das parceiras anunciadas pela Apple na nova loja, e o preço que ela exigiu da Amazon se encaixa perfeitamente na faixa de valores que se imagina que será praticada pela Apple, e talvez por isso a editora tenha insistido na atualização dos valores.

iBooks no iPad: Apple chama o Kindle pro pau! (Clique para ampliar) (Divulgação)

Parte importante do lançamento do iPad hoje foi a sua faceta e-book reader. A Apple chamou os livros de iBooks (criativo, não?) e fundou uma nova loja para vendê-los, a iBook Store.

Através da iBook Store, proprietários do iPad poderão comprar e baixar livros direto do iPad, numa experiência similar à da iTunes Store e da App Store (que também estarão presentes no iPad). Aparentemente os preços dos livros irão variar entre US$ 8 (R$ 15) e US$ 15 (R$ 30), mas os valores ainda não foram oficialmente confirmados.

Os livros usarão o formato aberto ePUB (o mesmo utilizado pelos e-readers da Sony) e a interface procura ser muito próxima visualmente da experiência de ler um livro “de verdade”, com direito a uma estante onde ficam os livros adquiridos e páginas que viram quando puxadas pelo seu dedo. Também estará disponível, é claro, um índice para ir direto para o capítulo que se deseja. Além disso, será possível aumentar ou diminuir o tamanho da fonte, bem como mudar seu tipo (Baskerville, Cochin, Palatino, Times New Roman e Verdana são as opções), de acordo com a preferência de cada leitor.

A Apple já fechou acordo com “cinco das principais editoras” — Penguin, HarperCollins, Simon & Schuster, Macmillan, e Hachette Book Group — e pretende bater de frente com o Kindle, o leitor de e-books da Amazon.

“A Amazon fez um ótimo trabalho como pioneira dessa funcionalidade com o Kindle, então nós vamos nos apoiar em seus ombros,” disse Steve Jobs, CEO da Apple, durante o evento de lançamento do produto.

Round 1… Fight!

Kindle: prata da casa, é o primeiro eletrônico em todas as categorias

A Amazon divulgou sua lista dos “melhores de 2009”, com os produtos mais vendidos, os mais desejados (que apareceram com mais freqüência nas wish lists dos clientes) e os presentes mais populares.

Veja na seqüência os vencedores em cada categoria em alguns dos setores mais relevantes ao público interessado em tecnologia, seguindo a seguinte legenda: MV = Mais Vendido; MD = Mais Desejado; PP = Presente mais popular.

  • Eletrônicos: MV,MD e PP: Kindle, o e-book reader da própria Amazon;
  • Livros: MV e MD: “The Lost Symbol” (“O Símbolo Perdido”), de Dan Brown / PP: “New Moon” (“Lua Nova”), de Stephenie Meyer (O segundo livro da saga Crepúsculo);
  • Livros para Kindle: MV e MD: The Lost Symbol” (“O Símbolo Perdido”), de Dan Brown / PP: N/A;
  • DVD: MV: “Twilight” (“Crepúsculo”) / MD: “Star Trek” (Três discos +Cópia Digital, Blu-ray) / PP: “Up”;
  • Vídeo sob demanda: MV: “Twilight” (“Crepúsculo”) / MD:” Julie & Julia” / PP: N/A;
  • Música: MV,MD e PP: “I Dreamed a Dream”, de Susan Boyle;
  • Álbum em MP3: MV: “No Line on the Horizon”, do U2 / MD: “Ocean Eyes”, de Owl City / PP: N/A;
  • Música em MP3: MV e MD: “I Gotta Feeling”, do Black Eyed Peas / PP: N/A;
  • Vídeo Games: MV e PP: Wii / MD: New Super Mario Bros;
  • Computadores: MV: ASUS Eee PC 1005HA 10.1” Netbook Preto / MD e PP: ASUS Eee PC 1005HA-PU1X-BK 10.1” Netbook Preto;
  • Software: MV, MD e PP: Microsoft Office Home and Student 2007.

Quem quiser ver a lista completa, com setores como jardinagem, brinquedos e roupas, entre outros, pode acessá-la nessa nota emitida pela Amazon.

A Amazon, maior loja virtual do mundo, anunciou neste sábado (26) que no dia 24 de dezembro, portanto véspera de Natal, vendeu mais e-books do que livros de papel pela primeira vez em sua história. Além disso, como já era uma tendência clara, o Kindle foi o presente mais comprado de todos os tempos da Amazon neste final de ano.

Mas note que trata-se de um recorde que aconteceu em apenas um dia. Provavelmente o dia em que milhares de pessoas ganharam Kindles de presentes e, como primeira tarefa no novo brinquedo, foram na Amazon comprar seu primeiro e-book. Mesmo assim é bastante provável que mais e mais vezes isso aconteça com a substituição livro impresso pelo e-book.

Um grande problema de usar plataformas como o Kindle é que trata-se de um sistema fechado protegido por DRM. Em tese livros comprados para o Kindle só funcionam para o Kindle, o que pode ser um problema. Mas recentemente hackers disseram ter quebrado o DRM do Kindle. Com leitor de e-books open já começo a pensar em ter um desses aparelhos aqui! [CNET]

O advogado brasileiro Marcel Leonardi obteve na Justiça uma liminar que lhe garante o direito de comprar o leitor digital de livros e periódicos Kindle sem pagar impostos de importação. Assim, Leonardi pagará US$ 259 pelo aparelho, estando isento dos US$ 266,62 que seriam pagos exclusivamente em tributos.

O advogado entrou com um mandato de segurança amparado pela artigo 150, inciso VI, alínea “d” da Constituição Federal, que garante imunidade tributária à importação de livros, jornais, periódicos e papel destinado a sua impressão.

“Essa lei existe para garantir o acesso à cultura, por isso não se pagam impostos na importação de livros. Ela também fala na isenção de papel para a impressão de textos, que já foi estendido para CD-ROMs e mídias eletrônicas em geral. O Kindle se encaixa nessa categoria, pois tem como única finalidade a leitura”, explicou Leonardi.

Como a Amazon já cobra os impostos de importação (assim como os US$ 21 do frete) no ato da compra, Leonardi irá comprar o produto e pedir que seja entregue a um contato nos EUA. O Kindle então será enviado pelo correio ao Brasil e a liminar isentará o advogado dos impostos.

A decisão foi tomada pela juíza federal substituta Marcelle Ragazoni Carvalho, da 22ª Vara Federal de São Paulo, mas ainda cabe recurso por parte da Receita Federal.

Agora deixo para que os advogados que nos lêem discutirem nos comentários: será que isso não abre um precedente significativo, que poderia beneficiar mais brasileiros com a isenção tributária para importação de leitores digitais? [G1]

[Atualização às 20h23] O Fugita, da equipe do Tecnoblog, nos indicou um texto bastante interessante escrito pela advogada Flavia Penido na ocasião do lançamento do Kindle para o público brasileiro. Para quem se interessar mais sobre o tema, fica aqui a sugestão de leitura: “Considerações tributárias acerca do Kindle“.