Hoje a Opera Software lançou para Android a versão beta do Opera Mini 5, assim trazendo à plataforma móvel a mais recente versão de um dos mais populares navegadores do mercado móvel.

Um dos motivos para a popularidade do browser nesse nicho é o fato de os dado serem comprimidos pela Opera Software em até 90% antes de serem enviados ao Opera Mini no celular, segundo a empresa. O benefício é sentido na velocidade de carregamento das páginas e no bolso, caso seu plano tenha o tráfego limitado em menos Megabytes do que você gostaria.

Outros destaques do beta são a navegação por abas e o (já tradicional recurso do Opera) Speed Dial, que mostra uma grade de nove miniaturas com seus sites preferidos logo que o browser é iniciado. Para baixar o aplicativo é preciso visitar o link m.opera.com/next a partir de seus dispositivo com Android ou procurar pelo Opera Mini 5 no Android Market.

Uma das maiores operadoras de telefonia da Europa, Vodafone, foi acusada de vender aparelhos HTC Magic incluindo uma característica extra além do sistema operacional Android: malware. Mais especificamente um cavalo de tróia que transforma o computador em um zumbi da botnet chamada Mariposa, que foi tirada do ar em dezembro do ano passado e tinha mais de 12 milhões de computadores-zumbi ativos.

A descoberta foi feita acidentalmente por uma pesquisadora da empresa de segurança online Panda Software, que recebeu um dos aparelhos e percebeu a presença do malware assim que o conectou ao computador no trabalho. Depois de realizar uma pesquisa mais profunda o colega da pesquisadora, Pedro Bustamante, descobriu que se tratava de uma nova versão da botnet, controlada dessa vez por um indivíduo (ou grupo de hackers) chamado tnls, e que o celular também havia sido pré-carregado com uma versão do Conficker e um programa para roubar senhas.

Como essa é a primeira notícia desse tipo de malware se espalhando através do HTC Magic (que já está à venda desde o ano passado na rede da Vodafone) a possibilidade do celular ter sido infectado na fábrica é praticamente nula. Bustamante suspeita de que pode se tratar de um aparelho devolvido por um cliente insatisfeito à Vodafone ou HTC e que não passou pela devida inspeção antes de ser colocado novamente à venda. [Slashdot]

O NDK (Native Development Kit, ou kit de desenvolvimento nativo) do Android recebeu uma atualização ontem (8) que pode deixar usuários do iPhone com alguma inveja. O novo kit vem com suporte a desenvolvimento utilizando gráficos OpenGL ES. Isso permite que desenvolvedores criem jogos tão bons ou até melhores do que os disponíveis para o iPhone ou Palm Pre, que já têm essa biblioteca gráfica disponível há algum tempo.

Além disso o novo NDK apresenta uma nova nomenclatura de versões para diminuir a confusão entre desenvolvedores que achavam que a versão 1.6 do kit só serviria para a versão 1.6 do Android. E pra que não exista confusão, o SDK é liberado em versões diferentes do NDK, que permite que programadores criem aplicativos com código nativo em C ou C++ e precisa ser usada em conjunto com o SDK do Android.

A má notícia é que apenas versões 2.0 ou superiores do Android poderão rodar os jogos desenvolvidos com OpenGL, devido ao requerimento de um processador mais rápido. Nessa categoria estão os celulares Nexus One e o Motorola Droid, que aqui no Brasil é chamado de Milestone. Programadores que não fizerem uso de OpenGL nos seus aplicativos poderão rodar os programas desenvolvidos com esse novo NDK nas versões 1.5 ou superiores do sistema operacional móvel.

[TheRegister]

De acordo com o Google, o fim da linha para os velhos computadores de mesa pode estar mais próximo do que se imagina. John Herlihy, diretor de operações da gigante da web na Europa afirmou nesta terça-feira na conferência Digital Landscapes que “os desktops deverão se tornar irrelevantes em três anos”.

Para o executivo, o clássico conjunto formado por um gabinete grandalhão de metal, monitor, teclado, mouse e uma dezena de fios espalhados deverá ser substituído por smartphones como o principal meio de diversão e entretenimento dos usuários num futuro bem próximo. “Por exemplo, no Japão a maioria dos consumidores atualmente procura por smartphones, e não por computadores completos”, exemplificou.

O executivo acredita que uma das peça-chave para essa mudança de comportamento será o amadurecimento de ferramentas de computação de nuvem, que deixarão a tarefa de processar uma série de tarefas parrudas com servidores dedicados. “Dispositivos móveis permitirão que o conhecimento seja acessível a todos”, completou, otimista.

Futurologia à parte, uma pergunta: você trocaria seu computador de mesa por um smartphone? Diga aí, nos comentários.

Não satisfeita em apenas desenvolver a mais nova geração de seu Windows Mobile, a Microsoft resolveu começar a cozinhar para fora e anunciou sua primeira app feita especialmente para o Android, programa do Google feito para rodar em dispositivos móveis.

Disponível de graça no Android Market, o programinha não tem nada de mais: trata-se apenas de um leitor de código de barras capaz de ler e interpretar informações a partir da câmera do aparelho, similar a um programa da empresa que também é disponível para o Windows Mobile, Blackberry e Symbiam.

Longe de pretender ser uma inovação radical, o passo indica que a gigante de Redmond não pretende ignorar o sucesso de sua plataforma rival e que outras apps podem estar sendo desenvolvidas para os aparelhinhos do robô. [Inquirer]

A Apple abriu hoje um processo nos Estados Unidos contra a fabricante HTC por quebra de 20 patentes pertencentes à empresa. As patentes estão diretamente relacionadas com a interface gráfica desenvolvida para o iPhone. Parte do processo também está relacionado com a implementação feita pela HTC do sistema operacional do Google, Android, citando até o Nexus One como um dos aparelhos que infringem patentes.

Sobre o processo, Steve Jobs, CEO da Apple, disse que “nós podemos ficar sentados e ver concorrentes roubando nossas patentes ou podemos fazer alguma coisa sobre isso. Decidimos fazer alguma coisa”. Jobs também diz que acha concorrência algo saudável mas que as “concorrentes deveriam criar sua própria tecnologia e não roubar a nossa”. Já a HTC diz que não foi notificada oficialmente ainda e que “respeitam e valorizam os direitos de patentes, mas estão comprometidos em defender as próprias inovações”.

Curiosamente, o processo foi aberto em conjunto com a NeXT, empresa que Steve Jobs abriu em 1985 quando foi ‘exilado’ da Apple, que foi comprada pela empresa da maçã 11 anos depois e que detém os direitos sob a patente número 5481721, que é uma das quais a HTC estaria violando. [Engadget]

Lembra-se do Motorola Backflip? O aparelho foi apresentado ao mercado norte-americano no início do ano, durante a CES 2010. Por mais estranho que possa parecer, ele é talvez o primeiro smartphone do mundo a permitir que visor e teclado fiquem frente a frente ou opostos um ao outro. Mais do explicar, dê uma olhada no vídeo que o nosso blogger Rafa fez durante o evento:

Pois bem. A Motorola e a Vivo anunciaram em conjunto nessa quinta-feira que o Backflip vai começar a ser vendido no Brasil ainda essa semana nas lojas da operadora. Mais tarde, como de costume, ele poderá ser encontrado também em operadoras de celular concorrentes da Vivo.

De acordo com a assessoria da Motorola, o Backflip sairá por R$ 499 na “oferta especial de lançamento”. No entanto, o consumidor precisará assinar um plano Vivo Você 200 (que dá direito a 200 minutos de conversação) que custa R$ 139,  junto de um plano Vivo Internet 500 MB, que atualmente custa R$ 79,90. Total no fim do mês: R$ 218,90.

O Backflip é o terceiro celular oficialmente vendido no Brasil rodando Android, a plataforma para dispositivos móveis do Google. Ele também conta com o Motoblur, aplicativo desenvolvido pela Motorola que concentra em apenas um lugar dados e atualizações de redes sociais variadas, como Twitter e Facebook.

Android! F**k yeah!

Não que o Google tenha alguma coisa contra as moças, mas um levantamento feito no último mês de novembro pela empresa AdMod mostra que 73% dos usuários de telefones com o sistema operacional Andoid são homens machos do sexo masculino (sic), índice bem maior que o registrado por seus concorrentes. O iPhone e o Palm Pre, por um exemplo, têm uma distribuição mais igualitária entre os sexos de seus proprietários, registrando, respectivamente, 57% e 58% jogando no time dos meninos.

Um dos motivos que podem justificar parte dessa diferença é que por hora o Android vem atraindo um público entusiasta por tecnologia, território que desde a era dos neandertais tem maior atração entre o público masculino.

Outros dados mostram que os gadgets da Apple são responsáveis por 50% de todo uso de internet móvel no mundo e que 65% dos usuários do iPod Touch têm menos de 17 anos, enquanto o iPhone atrai um público com idade maior a 25 anos.

A Distimo, empresa holandesa de análise de AppStores, compartilhou hoje durante o Mobile World Congress 2010 em Barcelona o resultado de análises de dados das seis maiores lojas de aplicativos de várias plataformas móveis: iTunes AppStore, Android Marketplace, Blackberry AppWorld, Nokia Ovi Store, Windows Mobile Marketplace e Palm App Catalog.

Segundo o relatório divulgado pela empresa, a loja que mais tem aplicativos gratuitos é a da plataforma Android, do Google, com 57%, seguido lodo depois pelo Webos App Catalog com 32% e iTunes AppStore, com 25%.

Já em quantidade, a loja da Apple continua na liderança absoluta com mais de 150 mil apps disponíveis para download, seguida do Android Marketplace, com pouco menos de 19 mil, e da Blackberry App World, que conta com pouco menos de 4 mil programas. Sobre os preços, a Distimo concluiu que aplicativos vendidos na loja da plataforma Blackberry são em média os mais caros, chegando a US$ 8,26. A média mais barata foi registrada no Palm App Catalog, US$ 2,36.

Todas as estatísticas divulgadas pela empresa estão disponíveis nessa apresentação (em inglês). Os dados foram coletados apenas no mercado norte-americano. [ReadWriteWeb]

A Motorola e a TIM anunciaram hoje em conjunto o lançamento do Motorola Quench, novo smartphone da fabricante norte-americana que vai rodar a plataforma Android e será vendido exclusivamente pela TIM no Brasil, até o final de março. Outras operadoras poderão vender o aparelho mais tarde, reforçando a estratégia de fazer parcerias entre operadora e fabricante de celular para novos lançamentos.

“Lançar o Motorola Quench em primeira mão no Brasil faz parte da nossa estratégia de constantemente buscar inovação e os melhores modelos para oferecer aos nossos clientes, além de continuarmos apostando na plataforma Android, que também trouxemos com pioneirismo para o País”, afirmou Leopoldo Tranquilli, diretor de marketing da TIM, em comunicado.

Motorola Quench rodando Android. Clique para ampliar. (Divulgação)

Motorola Quench rodando Android. Clique para ampliar. (Divulgação)

Segundo informações da Motorola, o Quench contará com Motoblur, a plataforma que a empresa desenvolveu como complemento ao Google Android e que permite forte integração com redes sociais, como Twitter, Facebook e MySpace (alguém ainda usa?). Em resumo, o complemento agrupa informações provenientes das diversas redes sociais e as exibe de forma intuitiva e fácil de entender.

O vistor é de 3,1″ (320×480 pixels), com tecnologia touchscreen para usar as funções do Motorola sem recorrer a um teclado físico. Curiosamente, a assessoria da Motorola informou que a interface do smartphone permite fazer uso do movimento de pinçar para dar zoom nas fotos. Se a Apple vai gostar disso são outros quinhentos.

Como a maioria dos smarts no mercado atualmente, o Quench vai funcionar em redes 3G, mas também terá acesso à internet por meio do Wi-Fi. GPS e Bluetooth completam o pacote básico do que é necessário para dizer que o aparelho é realmente um telefone inteligente.

Embora tenha Android instalado, o Motorola Quench vai rodar ainda a versão 1.5 do sistema do Google. O que não é nenhum espanto, uma vez que por enquanto somente o Nexus One, do próprio Google em parceria com a HTC, está autorizado a rodar o Android 2.1.

O preço? Ainda é um mistério.