Eu, robô

O Google anunciou que o Orkut ganhou uma app específica para ser acessado a partir de smartphones que utilizem o sistema operacional Android.

O programa permite que o usuário suba fotos, marque amigos e receba notificações ao receber algum recado, além de ter como grande novidade um recurso chamado Live Folder, que permite se comunicar com algum contato via SMS, scrap ou ligação telefônica com apenas um clique.

A app, que está disponível em português, funciona em qualquer aparelho que utilize o Android 1.6 ou superior, e pode ser baixada de graça no Android Market Place.

Tudo seria perfeito se não fosse um pequeno detalhe: levando em conta que a maioria absoluta dos usuários de smartphones “powered by Google” vivem em países em que o Facebook é rei, só falta os aparelhos com o Android ficarem mais em conta por aqui para o aplicativo ser um sucesso absoluto. [Orkut blog]

Falando em iPhone, dados levantados pela empresa de análise Localytics indicam que o iPhone ainda não faz sucesso dentro dos escritórios – pelo menos, não a trabalho. Em uma pesquisa feita com os usuários do telefone da Apple realizada nos EUA e Canadá mostra que o uso de apps no aparelho tem menores índices durante o horário de batente, atingindo seu pico exatamente nos momentos de folga de seus proprietários. Aos finais de semana, o uso do aparelho dispara. Confira:

Em sua análise a empresa aponta que “o iPhone ainda é um gadget feito sobretudo para uso pessoal, fora das horas de trabalho” (hey, isso é bom, certo?), o que “reflete diretamente em suas estratégias de marketing e de venda de apps”. Antes de tirar outras conclusões, o texto lembra que “o principal uso do iPhone em ambiente de trabalho pode não ser necessariamente ligado a seus aplicativos, como realizar ligações ou enviar e receber e-mails, por exemplo”.

Não satisfeita em apenas desenvolver a mais nova geração de seu Windows Mobile, a Microsoft resolveu começar a cozinhar para fora e anunciou sua primeira app feita especialmente para o Android, programa do Google feito para rodar em dispositivos móveis.

Disponível de graça no Android Market, o programinha não tem nada de mais: trata-se apenas de um leitor de código de barras capaz de ler e interpretar informações a partir da câmera do aparelho, similar a um programa da empresa que também é disponível para o Windows Mobile, Blackberry e Symbiam.

Longe de pretender ser uma inovação radical, o passo indica que a gigante de Redmond não pretende ignorar o sucesso de sua plataforma rival e que outras apps podem estar sendo desenvolvidas para os aparelhinhos do robô. [Inquirer]

Rupert Murdoch confirma que um aplicativo do Wall Street Journal específico para o iPad está sendo desenvolvido, e comenta as medidas de segurança da Apple para proteger seu iPad, ainda não disponível para o público, mas já nas mãos de desenvolvedores escolhidos a dedo, como é o caso daqueles do WSJ.

Murdoch já esteve nas páginas do Tecnoblog News há um mês atrás por se colocar ao lado da Apple e contra a Amazon nas discussões geradas na época de lançamento do iPad sobre o modelo de negócio de e-books. Agora o magnata das comunicações está de volta por comentar que seus desenvolvedores tem acesso a uma unidade pré-lançamento do iPad. A surpresa porém não é essa, mas sim saber que nem mesmo a seus desenvolvedores mais importantes a Apple confia uma unidade do iPad, pelo menos não sem forte supervisão.

Segundo Murdoch afirmou ao MacNN, o iPad do Wall Street Journal fica trancado “sob cadeado e chave”. E disse mais: toda noite um empregado da Apple vai pessoalmente trancar o iPad para garantir que não haverá quaisquer vazamentos. Se com todo o cuidado que a Apple tem a indústria de rumores já é diariamente alimentada com informações em boa parte das vezes fidedigna, imaginem se ela não fosse assim.

Google Buzz: mais Facebook e menos Twitter do que se imaginava

O Google apresentou oficialmente nesta terça-feira o Buzz, o tal serviço que promete deixar seus serviços mais “sociais”. Ao contrário do que se imaginava, ele é mais parecido com o Facebook do que com o Twitter.

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Por hora disponível apenas no Gmail, o Buzz permite que seus usuários postem conteúdo e acompanhem o que seus contatos fazem no Blogger, Google Reader, Picasa Web, Youtube e feeds de RSS, além de registrar movimentações no Flickr e Twitter, que não fazem parte do portifólio da gigante da web.

As imagens divulgadas até o momento mostram que sua interface é parecida com a do FriendFeed e, conseqüentemente, do Facebook, que o comprou no último mês de agosto.

A novidade também estará disponível para o iPhone e para o Android como uma app que também incorpora recursos de geolocalização e o serviço Google Latitude.

Em um post no blog oficial do Google o diretor de desenvolvimento Todd Jackson afirma que o Buzz estará disponível a todos os usuários do Gmail “nos próximos dias”, mas os mais apressadinhos podem pedir sua requisição em google.com/buzz.

Veja a apresentação do Google Buz:

fail-whalePela primeira vez em sua curta e meteórica trajetória, o Twitter está “encolhendo”. Dados da Nielsen Online mostram que o tráfego no site de microblog despencou 27,8% entre os últimos meses de setembro e outubro, o que na prática representou o sumiço de 19 milhões de visitantes únicos. Dados de outras empresas de audiência na web, como a ComScore e a Complete também mostram reduções mais modestas de 8,1% e 2,1%, respectivamente.

Mas seria esse o fim de mais uma era da rede? Talvez não.

De acordo com a empresa de pesquisa Crowd Science, em agosto 43% dos usuários do site de microblog postaram seus tweets a partir de aplicações de terceiros para computadores ou celulares – como o Tweetdeck, Twrhil ou TwitterFox, por exemplo – enquanto em julho este número foi de apenas 30%. Isso significa que ainda que mais pessoas estejam usando o serviço, elas estão entrando menos em sua página e rendendo números menos impressionantes, o que provavelmente vai render muita manchete sensacionalista por aí.

Segundo o eMarketer.com, atualmente 11,1% dos internautas do mundo são tuiteiros (odeio esse temo), cifra que deve subir para 15,5% no ano que vem.